quarta-feira, 28 de março de 2012
Percepção VS Realidade
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
sexta-feira, 15 de abril de 2011
De casal a família

Muitas vezes o par é apanhado de surpresa por toda a atenção que um bebé exige, e que deixa pouco ou nenhum tempo para a relação a dois.
A mãe, nos primeiros tempos, dedica-se exclusivamente ao bebé, a cuidá-lo, a amamentá-lo, o que só por si a deixa bastante cansada e menos disponível para namorar (até por questões hormonais). O papel do pai seria o de apoiar a mãe em tudo o que esta necessita, para que possa cuidar do bebé e descansar quando possível. O pai deveria compreender que isto é uma situação temporária e que nesse momento se deveria dar prioridade ao bebé. Mas será que todos aceitam dar sem esperar nada em troca...?
"O pai apoia a mãe para que esta possa criar o bebé; a mãe apoia o crescimento e desenvolvimento vital do filho; o filho recebe todo o amor que precisa para crescer em harmonia. E pronto...? Não, não é assim tão fácil. Porque não basta saber isto. É preciso compreendê-lo profundamente, integrá-lo, harmonizar esta informação com as nossas próprias necessidades, estarmos consciêntes das nossas carências, testar os nossos limites, enfrentarmos os nossos receios. Ser mãe ou pai implica uma revolução interior da qual há que saír fortalecido ou cheio de rancor e exaustão."
Continua aqui.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Disponibilidade Para Amamentar
Gutman, Laura. Livro: A revolucao das maes: o desafío de nutrir aos nossos filho, pg 99-101
Por Laura Gutman
Tradução: Sandra CP.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Porque é que os bebés africanos choram menos que os ocidentais

Ou porque é que complicamos aquilo que é simples...
Ou porque é que o cultural interfere tanto no fisiológico...
Para ler aqui.
quarta-feira, 2 de março de 2011
"Não quer dormir sozinho" por Laura Gutman
É claro que as crianças não querem dormir sozinhas! Não querem, nem devem. Os bebês que não estão em contato com o corpo de suas mães, experimentam um inóspito universo sombrio que os afasta do desejo de bem estar que traziam consigo desde o período em que viviam no ventre amoroso de suas mães. Os recém-nascidos não estão preparados para um salto no escuro: a um berço sem movimento, sem cheiro, sem som, sem sensação de vida.Esta separação do corpo da mãe causa mais sofrimentos do que podemos imaginar e estabelece um contra-senso na relação mãe-filho. Não há nenhum problema em trazer as crianças para nossa cama. Todos estaremos felizes. Basta experimentar e constatar que a criança dorme sorrindo, que a noite é suave e que nada pode ser contraproducente quando há bem-estar. Lamentavelmente as jovens mães desconfiam da própria capacidade de compreender os pedidos dos filhos, que são inconfundivelmente claros. É socialmente aceita a idéia de que satisfazer as necessidades de um bebê o transforma em “mimado”, ainda que obtenhamos na maior parte das vezes o resultado oposto do esperado, já que na medida em que não dormimos com nossos filhos, nem os tocamos, nem os apertamos, eles nos reclamarão mais e mais.
Pensemos que o “tempo” para as crianças pequenas é um momento doloroso e comovente se a mãe não as acode, ao contrário das vivências intra-uterinas, onde toda a necessidade era atendida instantaneamente. Agora, a espera dói. Se as crianças precisam esperar muito tempo para encontrar conforto nos braços de sua mãe, se aferrarão com vigor aos seios, mordendo, ferindo-os ou chorando, assim que consigam este acesso. O medo será a principal companhia, pois saberão que a ausência da mãe voltará a qualquer momento a assombrá-los. As crianças tem o direito de exigir o contato físico, já que são totalmente dependentes dos cuidados maternos. Têm consciência de seu estado de fragilidade e fazem o que toda criança saudável deve fazer: exigir cuidados suficientes para sua sobrevivência. A noite é longa e escura, e nenhuma criança deveria passar por isso sozinha.
Até quando? Até que a criança não precise mais.
Publicado originalmente en la Newsletter de Marzo de 2011
http://www.lauragutman.com/newsletter/laura_gutman_mar11.html
Tradução livre de Bianca Balassiano Najm
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Reflexão sobre o comportamento infantil
O primeiro passou-se numa reunião de pais no infantário do meu filho. Alguns pais queixaram-se de que os filhos (3 anos) não conseguiam concentrar-se. Uma mãe em particular relatava, preocupada, que a sua filha de 3 anos não conseguia estar sentada a desenhar e a pintar durante muito tempo. Fazia-o durante um bocado mas depois levantava-se e ía brincar... Foi conversa para uma boa parte da reunião e falou-se bastante em palavras como "problema", "dificuldade" e "não ser capaz".
O segundo episódio passou-se numa festa de aniversário para a qual o meu filho foi convidado. A festa passou-se numa espécie de parque infantil onde havia insufláveis, piscinas de bolas e circuitos para as crianças brincarem. Estava lá uma monitora que de vez em quando chamava as crianças para propor jogos.
A primeira vez que as chamou, as crianças estavam a brincar no parque há 30 minutos ou menos. A rapariga chamou-as e disse que tinham que vir todos sentar-se no chão, sossegados e em círculo. Aos poucos começaram a vir mas houve um menino que continuou a correr. A monitora continuou a chamá-lo... o menino (devia ter uns 6 ou 7 anos) aproximou-se do grupo mas não se quis sentar e continuou a saltitar... a monitora insistiu que ele tinha que se sentar sossegado como os outros meninos... mas o menino não se sentava...
A situação não durou mais do que uns 4 ou 5 minutos até a monitora perguntar aos pais, em voz alta, em frente a todas as crianças e a todos os outros pais "Ele tem algum problema?".
Porque é que hoje em dia temos tanta dificuldade em lidar com os comportamentos infantis?
Porque é que se valoriza tanto a "normalidade" e os padrões?
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A importância do vínculo entre mãe e filho
A presença da mãe é essencial para a criança nos primeiros anos de vida. E a ausência tanto dela como do pai na educação e na rotina diária pode trazer sérios prejuízos à personalidade do pequeno. Essa é a opinião do pediatra José Martins Filho, professor de pediatria da Unicamp e que atua como médico há mais de quatro décadas. Martins é autor do livro A Criança Terceirizada (editora Papirus), uma obra polêmica, na qual defende que a criança de hoje está sendo abandonada, e sua educação, delegada a terceiros, da avó à escola ou creche. E que isso independe da classe social. No momento, o pediatra está finalizando seu próximo livro, no qual deve continuar esse debate. A obra tem como título provisório A Difícil Arte de Educar no Século XXI. José Martins Filho esteve, no final de novembro, no 3ª Conferência Internacional Sobre Humanização do Parto e Nascimento, que aconteceu em Brasília e teve o apoio do Ministério da Saúde. No evento, o pediatra participou de uma mesa-redonda sobre o vínculo entre mãe e filho.
Algumas das afirmações do pediatra durante a entrevista:
A trajetória das crianças na história da humanidade é semelhante em todas as partes do mundo. Eu falo no livro, inclusive, das crianças escravas, das indígenas e, principalmente, no momento atual, das faveladas e marginalizadas na rua. A criança, infelizmente, não tem produção econômica, embora seja o futuro da humanidade de qualquer país e os investimentos para cuidá-las são muito poucos. Se o que se gasta em guerras e na fabricação de armas pelo mundo fosse gasto em educação e cuidados com elas, seguramente teríamos uma perspectiva muito melhor para todas elas.
Ninguém escapa à falta de amor, incentivo, apoio, afeto, seja rico ou pobre. Claro que uma vida miserável, até certo ponto, pode facilitar o abandono. Mas existem, como digo no meu livro, as gaiolas de ouro: crianças ricas, aprisionadas, sem carinho e sem a presença dos pais, em um mundo que as transforma em miniexecutivas.
O problema está em uma sociedade hedônica, narcisista, consumista, em que as pessoas vivem para gastar, comprar, pagar contas, às vezes para sobreviver porque não têm escolhas. Mas muitas vezes porque não param para pensar onde e como querem chegar a essa correria do dia a dia.
Trabalhar é possível. O que é preciso é priorizar a questão da criança, é dar prioridade mesmo. Se ela está doente e com febre, acompanhe-a ao médico, fique com ela, peça um atestado, queira progredir mais na carreira do afeto e do amor com seus filhos do que na carreira pessoal no trabalho.
Podem ler a entrevista completa aqui.
domingo, 31 de outubro de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
New Beginnings: Issue 2/2010
Vejam aqui.
Deixo-vos também outros dois números mais antigos que podem ler aqui e aqui.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Dê um futuro aos seus filhos
Mas será que fazemos diariamente tudo o que está ao nosso alcance para lhes garantir um bom futuro neste mundo?
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Gestação: tempo de mudanças bio-psico-sociais
Fala sobre os aspectos psico-sociais da gravidez e da maternidade e vale a pena ler pois são temas pouco falados mas importantíssimos para as mulheres!
Descobrir uma gravidez é um impacto na vida de um casal, é um evento que muda a rotina e prevê inúmeras transformações imensuráveis. A experiência da maternidade e paternidade possibilita o auto-conhecimento, o desejo de ter um filho muitas vezes está presente antes mesmo que o casal perceba, sendo rodeado de motivos baseados em antecedentes familiares, marcados por contextos socioculturais e por influências psico-biológicas.
A partir do momento que a mulher engravida ela passa a ser um objeto de interesse e preocupação da sociedade, mas não por ela em si e sim por causa do bebê que ela carrega. “O importante é que o neném nasça com saúde, seja por parto normal ou cesáreo”, argumento que reflete a preocupação da sociedade com o bem-estar do bebê. A falta de preparo psicológico das mulheres para enfrentar a gravidez e o parto explica o alto índice de cesáreas eletivas em nosso país. Infelizmente no Brasil, o parto ainda é visto como um evento médico com possibilidade de complicação, nesse contexto a mulher é tratada como paciente que necessita de inúmeras intervenções (muitas vezes desnecessárias) e seu estado emocional é desconsiderado. O sentido humano e feminino do parto está se perdendo, sendo substituído por um processo mecânico, impessoal e frio.
Garantir o bem estar geral da mulher durante a gestação é essencial, pensando não somente no aspecto físico, mas também no aspecto emocional, que age também sobre o crescimento e desenvolvimento fetal com conseqüências em longo prazo. Nem sempre o estado emocional da gestante é levado em consideração pelos profissionais de saúde, que acreditam que esta é uma responsabilidade da família e da comunidade, e acabam se preocupando só em cumprir as rotinas e protocolos.
A experiência da maternidade proporciona à mulher a possibilidade de ampliar sua consciência através da introversão, possibilitando a integração e à harmonização de seus conteúdos conscientes e inconscientes (da psique feminina). O processo de individuação feminino só ocorrerá se a mulher considerar o caráter bivalente do arquétipo materno, quebrando o tabu da sociedade que encara a maternidade somente pelo lado positivo. A passagem de “filha” para “mãe”, requer a morte da filha para o nascimento da mãe, e vem rodeada de sentimentos intensos que irão transformar e amadurecer os pensamentos e as condutas da mulher, que pode responder de forma positiva ou negativa a essas modificações. Aceitar e mergulhar na gravidez requer um ato de fé na vida, fé de que apesar das dificuldades vale à pena viver a maternidade. Mas para que esse sentimento desperte, é necessário um solo fértil. A gestante precisa de acolhimento e compreensão.
Em nossa cultura racional e moderna, voltada ao modelo cartesiano, concede-se muito poder a razão. A intuição é vista como uma fonte de conhecimento não confiável. As emoções, sentimentos e intuições são abafados e o corpo se transforma em matéria inerte, um mero objeto de manipulação.
Assim sendo, as mulheres são firme e silenciosamente convidadas a não perguntar, não questionar, não duvidar. Ela deve continuar vivendo o período da gestação normalmente, como se não houvesse transformação alguma. Nos consultórios ela é tratada como todas as outras, afinal o protocolo deve ser seguido. Michel Odent denomina “efeito nocebo” das consultas pré-natais, os casos em que o profissional de saúde faz mais mal do que bem as gestantes, atuando sobre a imaginação, as crenças e, portanto, sobre o estado emocional. Falar de sentimentos, é besteira!!! Essa coisa de intuição não existe!!! Então a mulher se retrai e se fecha, passando a agir racionalmente, gerando conflitos entre o consciente e o inconsciente, e conseqüente instabilidade física e emocional.
A fisiologia do parto não se modifica, mas os aspectos bio-psico-social envolvidos no processo são tratados de forma diferente por cada sociedade e pelos indivíduos nela inseridos. A família, principalmente, estabelece, impõe e dita as regras e leis que são determindas pela sociedade e governam nossa conduta. Aprendemos que é preciso ser forte, racional e ter sob controle todas as situações. Assim deixamos de lado nossos desejos e nossa auto-estima, afinal a sociedade exige que a mulher assuma papeis, funções, aptidões e estereótipos que muitas vezes não condizem com seu interior.
A gestação é considerada um período de transição, um evento transformador da vida. A cultura ocidental tecnocrática considera a gestação e o parto como um processo meramente fisiológico, e estabelece as rotinas obstétricas como imprescindíveis para que o processo ocorra sem complicações, deixando clara a visão de que a tecnologia é superior à natureza. O sentido da gestação como um ritual de iniciação para a vida, se perdeu. Somos levadas a acreditar que nossa gestação é de responsabilidade do médico obstetra, que a nós cabe escutar o que ele tem a dizer e aceitar as decisões sem questionar. Dar à luz hoje se tornou uma façanha para a mulher que quer estar consciente e ser ativa durante o nascimento de seu filho.
Durante a gestação, período em que a mulher está emocionalmente vulnerável, é incorporada, inconscientemente, a idéia de que um parto medicalizado traz mais benefícios à mãe e ao seu bebê, pois ambos serão poupados do sofrimento e da dor. É criada a falsa ilusão de que tudo pode ser controlado pela desenvolvida tecnologia médica.
O estimulo à prática de terapias alternativas durante a gestação e parto ainda é pouco difundido. Poucas são as gestantes que durante o pré-natal são orientadas a praticar exercícios para fortalecer o períneo e para diminuir a dor durante o TP e parto, por exemplo. Poucas conhecem práticas alternativas para alivio dos incômodos durante a gravidez, ou que realizam atividades que garantam relaxamento e equilíbrio físico e emocional.
A transmissão das crenças e rituais para o parto na sociedade atual, se baseia num modelo tecnocrático. Quando é chegada a hora do nascimento do bebê, a mulher é levada ao hospital, onde é obrigada a colocar aquele avental verde, imediatamente é iniciado o monitoramento por aparelhos que verificam a vitalidade fetal, é indicado um soro com oxitocina para acelerar o TP, é orientada a ficar deitada e sem comer durante todo período, é colocada sobre a desconfortável mesa de parto, é realizada a anestesia para aliviar a dor, sem contar que deve estar preparada para a episiotomia. São deixadas lá, sozinhas, entregues à pessoas estranhas, que se dizem muito competentes para acompanhar todo o processo, garantindo a segurança da mãe e do bebê!!! Logo que o bebê nasce é afastado da mãe para que se cumpram as rotinas estabelecidas... É assim que somos preparadas para o parto!!! E achamos tudo isso normal!!! O anormal é querer um parto sem intervenções ou que estas sejam mínimas, é querer o apoio e proximidade de pessoas queridas, é querer acolher seu bebê, é querer ser a protagonista disso tudo e sentir-se vitoriosa e capaz de viver e entender intensamente essa nova etapa da vida...
O movimento pela humanização do parto e nascimento visa contribuir para uma mudança efetiva no modo de cuidar das gestantes, oferecendo suporte físico e psicológico com informações e orientações de qualidade para que ela possa viver seu parto com segurança, satisfação e plenitude.
Como profissionais humanizadas que queremos ser, devemos sempre carregar as características de um bom alquimista: “...ter o espírito extremamente sutil e dispor de conhecimentos suficientes(...) Assim, pois, não pode ser grosseiro de espírito ou rígido, nem pode ser voraz ou cobiçoso, indeciso e inconstante. Não deve ser apressado ou presunçoso. Pelo contrário, deve ter firme propósito, longanimidade, perseverança, paciência, docilidade e moderação.” (JUNG: 1991, 283).
As mulheres que gerarem e parirem seus bebês com consciência, certamente estarão trazendo ao mundo seres humanos preocupados em lutar para restabelecer um mundo com visão holística, baseados em valores humanísticos e saudáveis como forma de pensar e viver.
Texto de Viviane Fontes Moradei Coelho*
Bibliografia
CORDEIRO, Silvia N. Importância dos aspectos psicológicos no processo reprodutivo. Disponível em: http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=944&Itemid=208
SARMENTO, Gisele. O papel da maternidade no processo de individuação feminino. Material do curso Humanização, ano 2009.
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Intuição – O inexplicável do dia-a-dia. Disponível em: http://psicologiadialetica.blogspot.com/2009/08/intuicao-o-inexplicavel-no-dia-dia.html
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Emoções. Texto não publicado. Material do curso de Humanização Online da ONG Amigas do Parto, ano 2009.
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Mulheres e gravidez hoje. Capítulo do livro "Empoderando as Mulheres. Psicologia e Humanização" de Adriana Tanese Nogueira, São Paulo, Editora Biblioteca24x7, 2009 (em fase de publicação).
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Parto Alquímico. Entre individuação feminina e transformação social. Disponível em: http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=206&Itemid=213
*Viviane Fontes Moradei Coelho é enfermeira obstetra, tem 26 anos e mora em Vitória (ES). Este texto foi elaborado como Monografia final do Módulo Gestação do curso Humanização Online 2009.
Contato: vimoradei@yahoo.com.br
Fonte: ONG Amigas do Parto
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Baby Blues - reportagem Sic (com uma pequena participação minha)
Tenho uma pequena participação nesta reportagem, para falar sobretudo acerca de como a amamentação pode atenuar os sintomas da tristeza materna.
Espero que gostem e que seja útil para muitas mães e futuras mães.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Quando o parto não corre como idealizámos...
A sabedoria maternal pode chegar por via inesperadaNo entanto, após aceitarmos o que aconteceu, podemos deixar que os acontecimentos nos façam crescer.
O parto é sempre um marco na nossa vida, uma etapa de crescimento. Uma transformação de mulher para mãe, de filha para mãe.
Tenho a certeza de que se o meu parto tivesse sido como idealizei e se a amamentação tivesse decorrido sem problemas, não faria o mesmo percurso e não seria quem sou hoje. Talvez nunca me tivesse dedicado a ajudar outras mulheres e este blog não existiria.
Com isto, deixo-vos um excerto traduzido de um livro que vale a pena ler:
Whitney, uma futura-mãe de primeira viagem, com 36 anos e uma carreira de sucesso na área da informática, foi um modelo de determinação e confiança durante a sua gravidez saudável. A sua intenção era ter um parto natural, sem medicação.
O trabalho de parto de Whitney foi prolongado e extenuante. Após 27 horas de contracções, sentiu-se desencorajada ao saber que tinha apenas 1 cm de dilatação. Tentou fazer progredir o trabalho de parto de todas as formas naturais possíveis, incluíndo ervas, acumpuctura, banhos e massagens, tudo sem resultado.
Exausta e desidratada, Whitney foi encorajada pela equipa que a acompanhava a aceitar uma epidural, na esperança de que o alívio daquela dor, que não estava a ser productiva, lhe permitisse descansar um pouco. Enquanto considerava a "oferta", Whitney chorou e lamentou a perda da sua imagem, idealizada, a dar à luz.
Ela persistiu e continuou por mais 4 horas.
Quando o médico lhe disse que ela tinha apenas 2 cm de dilatação, Whitney percebeu que o seu corpo não ía dar à luz sem uma ajuda adicional. Ela aceitou a epidural e descansou.
Mesmo com epidural e ocitocina sintética o trabalho de parto durou ainda mais 16 horas até que a sua filha nascesse.
Mais tarde, ela partilhou a história com o grupo de pós-parto, analisando interiormente o que acontecera:
Sempre consegui atingir aquilo a que me propus fazer. Tive sucesso no desporto e na minha profissão. Confiei no meu corpo e na minha capacidade de parir naturalmente. Então, quando me disseram que o trabalho de parto não estava a progredir eu não acreditei! Eu estava esgotada, fisica e emocionalmente, e não tinha sobrado nada onde me pudesse agarrar. Encarar a necessidade de levar uma epidural, era, para mim, uma crise.
Eu precisei do apoio e aceitação do meu companheiro e das minhas amigas (que assistiam ao parto) para perceber que estava a fazer aquilo que estava certo e que não estava a ser fraca ou a desistir precocemente. Eles disseram-me que eu estava a ser muito forte e choraram comigo. (Whitney chorou novamente ao partilhar o momento emocionante com o grupo)
Mais tarde percebi que durante toda a minha vida eu tinha estado em controlo. Qualquer coisa que eu pusesse na cabeça que iria fazer, eu fazia acontecer. Pensei que no parto e na maternidade iria acontecer a mesma coisa. Perder o controlo do meu parto e levar uma epidural foi um "presente" que me fez perceber que, como mãe, eu nunca poderia ter o controlo a que estava habituada noutras áreas da minha vida. Eu estou a aprender que embora tenha as minhas ideias acerca do bebé e da maternidade nem sempre consigo controlar aquilo que acontece.
E sou capaz de ser uma boa mãe!
sábado, 1 de agosto de 2009
The Shape of a Mother
Numa sociedade em que a imagem por si só é, por vezes, demasiado valorizada (em detrimento de outros valores) muitas recém mães vivem atormentadas em regressar ao seu corpo pré-gravidez.
Pois, qual campanha Dove, elogiando a beleza real, aqui podemos ver corpos de mulheres reais que dão os seus testemunhos e trocam ideias, depois de ter dado à luz os seus filhos.
Lindas e (im)perfeitas.
Visitem aqui.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Educar com a intuição
Venha descobrir uma forma de educar que tem como meta o desenvolvimento de pessoas mais saudáveis e felizes - os nossos filhos. O desafio da Educação Intuitiva é ouvir mais o coração do que a cabeça. Pelo menos do que a cabeça dos outros.«Educar um filho leva-nos a questionar muitas coisas. Mas nem sempre conseguimos fazer aquilo que julgamos melhor. Passar da forma como fomos educados para uma maneira diferente é um passo muito grande e exige uma reprogramação profunda. Só começamos a pensar nisso quando engravidamos. Se calhar, devíamos começar antes.» Quem o diz é Natália Fialho, 36 anos, 3 filhos. Neste processo de questionamento encontrou uma filosofia de educação com a qual se identificou e que hoje representa e divulga em Portugal: a Educação Intuitiva.
Os princípios são simples: a criação de fortes laços emocionais, ou seja, uma vinculação segura, leva ao desenvolvimento de pessoas mais confiantes e felizes. Logo, a uma sociedade melhor, menos violenta, mais pacífica e saudável. A Educação Intuitiva pressupõe uma resposta pronta às necessidades emocionais da criança. E ajuda-a, assim, a desenvolver relações seguras e duradouras ao longo da vida.
O ponto de partida...
... foi a Teoria da Vinculação dos psicólogos John Bowlby e Mary Ainsworth, desenvolvida a partir do final dos anos 60. Eles mostraram que o bebé nasce com uma série de mecanismos que lhe permitem ligar-se a uma ou duas figuras de referência, normalmente a mãe e/ou o pai. A forma como decorre essa ligação vai ser determinante para todas as relações sociais do indivíduo, ao longo da vida, e para o desenvolvimento da sua personalidade.
Segundo a teoria de Bowlby, se existe na infância alguém em quem se pode confiar, que está sempre lá, que é «um porto seguro», então «os seres humanos de todas as idades são mais felizes e mais capazes de desenvolver os seus talentos».
Foi acreditando neste pressuposto que Barbara Nicholson e Lysa Parker fundaram, em 1994, a Attachment Parenting International(API). Desde logo com grupos de apoio, que divulgavam e davam suporte à passagem das teorias à prática. Na Europa o movimento está pouco divulgado, mas nos EUA é bastante divulgado e debatido. O pediatra Dr. Sears foi um dos seus percursores e continua um dos principais defensores. Também tem muitos opositores, claro. Afinal, a educação não é uma ciência exacta, como todos os pais já devem ter percebido.
Grupo de apoio em Portugal
Para Natália Fialho, a Educação Intuitiva dá respostas e ferramentas às dúvidas práticas de todos os pais: «Se só pensarmos no que não queremos fazer, é difícil fazer diferente. Não temos alternativas. Por isso os pais se perguntam tantas vezes 'o que é que eu faço agora?'»
Trata-se de ganhar consciência, mas também de ganhar descontracção. Porque um dos pressupostos é precisamente confiar nos instintos, deixar-se guiar pela intuição.
«Esta teoria não é nada de extraordinário», afirma Natália. «Acredito que é o que todos os pais naturalmente fariam se não houvesse pressões exteriores. É a forma mais natural de reagir aos nossos filhos: atender às suas necessidades. Os nossos instintos estão certos, mas às vezes estão muito enterrados, lá no fundo. Penso que muitos pais seguem os príncipios da Educação Intuitiva, sem sequer saberem que estão teorizados. Mas é bom haver um nome, uma base científica de apoio, para que as pessoas se encontrem com quem pensa da mesma forma e se sintam mais seguras nas escolhas que fazem».
Por isso, Natália criou o grupo de apoio da API em Portugal, em Outubro de 2008, que se reune de dois em dois meses. Também criou um grupo de discussão na internet e até atende telefonicamente quem precise de ajuda ou tenha alguma dúvida.
Respeitar as crianças
«As pessoas que tentam respeitar as crianças enfrentam sérias dificuldades», afirma. «Não dês tanto colo, não dês de mamar à noite, estás a estragá-lo com mimos, chorar faz bem, deixa-o adormecer sozinho, eles têm muitas manhas, isso não é fome é mimo... são frases comuns que traduzem a forma como na nossa sociedade é regra educar uma criança. O objectivo principal é a independência, a autonomia, como se fosse suposto uma criança tornar-se independente na primeira infância», aponta Natália.
«É suposto uma criança ser dependente e prefiro que seja dependente de mim do que de alguém que eu não conheço. Além disso, a independência tem de vir da segurança interior e essa só se consegue com o tempo e com respostas positivas às necessidades de um bebé. Não está previsto pela natureza uma criança de três anos sair para caçar quando tem fome! É natural que sejam dependentes!».
Respeitar as crianças é fácil se fizermos o exercício de nos pormos no lugar delas. E se conseguirmos lembrar-nos da nossa infância. «Baixarmo-nos para conversarmos olhos nos olhos, ouvirmos o que nos dizem, em vez de ditarmos ordens de cima, será um bom princípio», aconselha Natália.
Dentro da sua realidade e do seu dia-a-dia, cada mãe / pai pode retirar da Educação Intuitiva aquilo que se insere nos seus valores, aquilo que para si funciona e faz sentido. «É uma caixinha de ferramentas para o dia-a-dia. Cada um usa as que quer». Descubra então que ferramentas são essas e como podem funcionar no seu filho, através dos oito princípios da Educação Intuitiva que Natália Fialho ajudou a trocar por miúdos:
1- Preparação para o parto e para a maternidade/paternidade
2- Alimentar com amor e com respeito
3- Responder às necessidades emocionais da criança
4- Promover o contacto físico
5- Responder às necessidades nocturnas das crianças
6- Garantir proximidade
7- Praticar a disciplina positiva
8- Procurar o equilíbrio entre vida familiar e pessoal
Para saber mais:
Links:
www.attachmentparenting.org - onde pode tornar-se sócio e receber informação regular e a revista da API
apilisboa.blogspot.com - onde pode saber novidades sobre o grupo de apoio da API em Portugal.
Livros:
Bésame Mucho, Carlos Gonzalez, Pergaminho
Disciplina Positiva, Jane Nelsen, Mcgraw-Hill
Participe numa das reuniões da API em Portugal. A próxima será no dia 18 de Abril, pelas 10h30, em Alcabideche, Cascais.
Texto de Ana Esteves, 2009/03/10
in http://www.mae.iol.pt/
domingo, 24 de agosto de 2008
Como uma leoa
Como é um assunto pouco falado, muitas vezes os pais reagem mal por não entenderem o que se passa com a sua companheira e podem gerar-se alguns conflitos...
Nos primeiros tempos, mamã e bebé vivem uma relação tão estreita que causa irritação que outras pessoas tentem aproximar-se do recém-chegado. Ela cuida-o e protege-o, como uma leoa as suas crias.Durante a gravidez a mamã leva o seu filho dentro da barriga para onde quer que vá: ao cabeleireiro, ao trabalho, a fazer compras... E o bebé é da sua exclusiva propriedade. No entanto, nas últimas semanas da gravidez e perante a aproximação da data do parto, é frequente que comece a fantasiar e a aperceber-se das "consequências" que implica dar à luz o ser que hoje a acompanha para todos os lados. Entre outras, a mais importante é a exclusividade que tinha e ainda tem, no que diz respeito ao seu filho por nascer, tarde ou cedo terá o seu fim: depois do parto, a mamã deverá partilhar o seu bebé com outras pessoas.
E também com o papá. À primeira vista, isto trata-se de um facto natural que teoricamente não deveria incomodá-la. No entanto, se aprofundarmos um pouco, se a incomoda! Ela desejaria ser a única a encarregar-se do bebé, e que nenhuma outra pessoa se aproximasse dele. E é natural que trate de provocar situações de todo o tipo para que possa ser exclusivamente ela não só a amamentá-lo, mas também a dar-lhe banho, mudá-lo, levá-lo a passear, levá-lo ao pediatra, etc.
Autorização para tocar
Quando o papá se aproxima do bebé, a mamã não tem outro remédio que não seja "dar-lhe autorização" para tocá-lo. Mas claro, só um bocadinho. Curiosamente, não é raro que exactamente nesse instante ela lhe diga: "Viste que lindo? Mas, sabes? O melhor é deixá-lo no berço porque tem sono", ou "Dá-mo que ia justamente mudar-lhe a fralda", ou "Ia dar-lhe de mamar neste preciso momento" ou... Quando os que se aproximam do bebé são os irmãozitos, as restrições são mais fáceis de justificar:
"Cuidado, não lhe toques que tens as mãozinhas sujas", ou "faz-lhe uma festinha, mas aqui na zona da fralda". A fantasia mais comum da mãe é que possam magoar o recém-nascido "sem querer... querendo". Uma suspeita nem sempre errada, já que para os irmãos mais velhos o novo irmão "É muito bonito, mas porque não o damos aos vizinhos ou a esse teu amiguinho da escola que não tem nenhum mano?".
Mas limpinho
Há mulheres que, uma vez nascido o bebé, desenvolvem uma preocupação quase doentia pela higiene. Além da inquietação que possam ter pela limpeza, esta é uma excelente e elegante desculpa para prolongar o tempo em que o recém-nascido permanece "intocável".
Uma relação muito particular
Quando uma mamã é primípara, este fenómeno tão possessivo pode ser muito exacerbado, ainda que às vezes, pelo desconhecimento próprio da primeira vez, não se mostre tão ciumenta e se comporte de maneira mais permissiva. Logicamente, até que o sentimento de propriedade se desenvolva completamente: aí sim, não haverá quem a trave! Nas que já tenham tido filhos, a atitude perante o novo bebé depende das experiências anteriores; especialmente, da maneira como viveram os puerpérios anteriores.
No entanto, o que define a relação inicial entre a mamã e o bebé é a história pessoal de cada mulher, dado que este novo vínculo a remete, inexoravelmente, ao vínculo primário com a sua própria mãe quando era bebé. São as normais vicissitudes daquela relação as que se repercutirão na sua experiência pessoal da própria maternidade.
O que se passa com as avós
No caso da avó materna, a mamã será mais permissiva, sempre e quando a avó adopte o seu lugar, e não se sinta, actue ou tome atribuições como se fosse a mãe do recém-nascido. Não esqueçamos que já desde a gravidez a avó materna (a mamã da mamã) ocupa um lugar central, junto com o papá e o obstetra. No entanto, não sucede o mesmo com a avó paterna: geralmente irrita muito as mamãs que a sogra tente aproximar-se do bebé.
E o papá, além de suportar a sua própria exclusão, é o receptor das frequentes queixas por parte da sua esposa, pelas intromissões da sua mãe ("Diz à tua mãe que não se meta tanto", "Diz-lhe que não venha tantas vezes seguidas cá a casa", etc.). Como para a radiante mamã o papá em alguns casos, pode ser o terceiro, como qualquer outro, ele pode entender e colocar-se mais facilmente no lugar da sua própria mãe, a sogra, e compreender que seja lógico que esta queira ter o seu netinho nos braços.
Neste contexto, produzem-se importantes rivalidades que podem manifestar-se em forma de discussão: "Porque é que a tua mãe te pode acompanhar ao pediatra, e a minha não?", "Porque é que a tua mãe o pode ter ao colo a tarde inteira, e a minha não?". Obviamente, embora não seja enunciada, a resposta é "Porque é a minha mãe".
Meu e só meu
É certo que na grande maioria dos casos a mamã não pode sentir pelo recém-nascido aquele amor que imaginou que a invadiria desde o momento em que o tivesse nos braços. No entanto, embora não sinta vontade de levantá-lo, mimá-lo ou tê-lo perto de si, tão pouco permitirá que outros o façam.
De todas as maneiras, à medida que passam as horas ou os dias, o vínculo entre a mamã e o seu bebé vai-se fortalecendo, e de "não sentir nada" passará a ter uma verdadeira "paixão". Às vezes o click produz-se muito mais rápido, como por exemplo, quando o menino lhe oferece um sorriso e faz com que ela se enamore no momento. A partir desse momento já não haverá nada que os consiga separar...
in http://familia.sapo.pt
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Homo Sapiens e a sua Cria
Encontrei este texto, cujo autor desconheço, ao acaso, na net, e simplesmente adorei lê-lo!Isto porque, de forma inteligente, resume muito daquilo que aqui tenho tentado transmitir.
A verdade é que muitas vezes "esquecemos" a nossa condição de mamíferos, o que nos leva a sentir falsas "necessidades", criadas (e impostas) pela sociedade. E, mais importante, acabamos por complicar coisas que podiam ser muito simples e encontramos problemas onde eles nem sempre existem. Ao fazê-lo, outras necessidades, essas sim básicas, ficam por colmatar e entramos num ciclo...
Espero que gostem tanto como eu, e principalmente, que vos faça reflectir...
Não deve ser fácil ser cria de homo sapiens no século XXI!
Este mamífero, quando nasce, traz instalado no cérebro um programa chamado “instinto de sobrevivência, do indivíduo e da espécie”. No entanto é dotado duma capacidade de armazenagem de dados imensa. Tudo o que se segue desde que nasce vai armazenar-se e estabelecer conexões entre os vários acontecimentos.
Mas portanto ,ao nascer, aquilo que está a funcionar é quase o mesmo que nos restantes mamíferos. Essa parte mais antiga do cérebro funciona de maneira muito semelhante, com reflexos de fuga ou aproximação que vão alterar o estado de funcionamento do organismo, alterando por exemplo a frequência cardíaca e respiratória, a sudação, o tónus muscular etc.
Uma cria de homo sapiens quando nasce ainda não sabe que está no século XXI. Está “à espera” de ter ali uma mãe mamífero, homo sapiens fémea, ou seja:
- que esteja quase 24h por dia ao lado dele,
- onde ele se encosta e se sente seguro pelo contacto com a sua pele,
- donde se vai alimentado frequentemente de pequenas quantidades de cada vez (porque assim é menos cansativo),
- que lhe massaja a barriga (provavelmente era lambendo que o faziam), activando os movimentos peristálticos do intestino
- que está calma no seu ninho, porque é isso que as suas hormonas mandam.
Mãe ansiosa significa, para este recém-nascido, perigo à vista. A mãe está tensa, músculos rijos, fácies contraída, frequência cardíaca aumentada… Estas informações sentidas por um ser hiperestésico que é (os sentidos todos muito apurados, porque não há ainda nada no cérebro que os distraia deles) criam obviamente uma resposta: chorar, chorar muito para pedir socorro, “mãe eu estou aqui, protege-me; restantes elementos da tribo venham ajudar”.
Só que esta fêmea vive no século XXI! Está ansiosa por uma infinidade de razões, entre elas o não saber o que fazer com aquele ser tão indefeso; nunca viu outras fêmeas com outras crias. E agora ele chora… isso activa também as partes mais arcaicas do seu cérebro mas estas emoções emitidas são completamente baralhadas por um córtex cerebral que se formatou durante anos para uma sociedade civilizada. E fica ainda mais ansiosa…
Que ciclo vicioso aqui se criou!
Não é fácil ser cria de homo sapiens!
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Enxoval do bebé + lista maternidade
Quarto:- cama de grades ou berço (Evite gastar muito dinheiro neste tipo de artigo, poderá avaliar a hipótese de dormir com o bebé nos primeiros tempos, o que facilitará a amamentação e ajudará a mãe a evitar o cansaço extremo. Actualmente existem berços preparados para adaptar à cama de casal, apesar de prácticos podem ser dispendiosos)
- colchão para a cama de grades ou berço
- Cómoda (arrumação)
- colchão muda fraldas (pode ser colocado em cima da cómoda, a uma altura a que os pais não tenham que esforçar as costas para realizar esta tarefa)
- 1 - 2 resguardos para o colchão
- 2 - 3 conjuntos de lençóis
- Cobertores ou mantas (evitar edredons antes dos 18 meses)
- Intercomunicadores (opcional)
- luz de presença (enquanto o bebé dormir no quarto dos pais, pode ser muito útil usar uma lâmpada de luz azul no candeeiro da mesa de cabeceira para usar quando o bebé acorda durante a noite)
Passeio:
- cadeirinha para transportar o bebé no carro (com ou sem carrinho de passeio, conforme opção)
- 1 marsupio, sling ou pano (ou outro porta-bebés)
- 1 mala/mochila para transportar as coisas do bebé
- 1 muda fraldas (para saídas)
Alimentação (para quem tenciona amamentar):
- Discos absorventes para o peito
- Roupa que facilite o acesso ao peito, incluíndo 2/3 soutiens de amamentação
- Pomada de Lanolina (creme para os mamilos, ex Purelan, Lasinoh) a usar apenas no caso dos mamilos gretarem ou ficarem muito doridos, após a aplicação do próprio leite
- Compressas térmicas para o peito (opcional)
- Bomba extractora de leite (opcional)
Alimentação (para quem não tenciona amamentar):
- 6/8 biberons com respectivas tetinas
- 1 pinça para pegar nos biberons esterlizados
- 1 escovilhão para lavar os biberons
- 1 esterlizador de biberons (opcional)
- 1 termo para líquidos
- caixa para transportar as doses de leite nas saídas
Roupa:
- 12 fraldas de pano
- 6 bodies
- 6 calças com pés (interiores)
- 8 babygrows
- meias
- gorros
- 6 babetes
- 2 mantas
- 2 ou 3 toalhas para o banho
- 4 casacos de malha
- 1 agasalho para sair à rua (depende da estação em que o bebé irá nascer)
- 2 conjuntos para sair
Os fatinhos inteiros (babygrows) especialmente aqueles que apertam à frente são muito práticos. Devem evitar-se as rendas, pelos e fitas e descoser todas as etiquetas da roupa interior que vai estar em contacto com a pele delicada do bebé. São de evitar igualmente as fibras sintéticas em contacto com a pele.
Farmácia e higiene:
- fraldas descartáveis ou fraldas de pano
- 1 tesoura para unhas
- banheira
- 1 termómetro para medir a temperatura corporal
- 1 termómetro para o ambiente e para a água do banho (opcional)
- toalhetes sem alcool (também pode usar água morna - sem detergentes - e algodão ou toalhitas de tecido macio)
- pomada para a muda das fraldas (não é necessário usar em todas as mudas; na vermelhidão do rabinho pode colocar-se leite materno)
- gel lavante recém nascido (neutro e sem perfumes)
- creme hidratante recém nascido (neutro e sem perfumes)
(pode ser um sabão e óleo vegetais, neutros e sem químicos; não é absolutamente necessário o uso do produtos de limpeza/hidratação em bebés recém-nascidos, o ideal será usar-se apenas água, sempre que possível)
- escova/pente para o cabelo
- algodão
- compressas para limpar o umbigo
- alcool a 70º
- soro fisiológico (unidoses: mais prático e higiénico)
- 2 chuchas (opcional - não recomendado caso pretenda amamentar)
- 1 porta chuchas (opcional)
- compressa de gel em forma de penso que se pode usar a frio para aliviar as dores no pós-parto (opcional)
- pensos higiénicos de grande absorção para o pós-parto
Lista Mamã (maternidade)*
- exames médicos + caderneta grávida
- elásticos p/ o cabelo
- 2 - 3 camisas de noite abertas à frente
- 1 roupão
- 1 chinelos quarto
- 1 chinelos p/ banho
- 2/3 soutiens de amamentação
- cuecas descartáveis
- 2 - 3 cuecas de algodão
- pensos higiénicos
- discos de amamentação
- lenços papel
- produtos de higiéne (champô, gel banho, escova de dentes, etc)
- um saco para colocar a roupa suja
- roupa p/ voltar p/ casa (pode ser o pai a levar no dia)
Para o Bebé (maternidade)
- 4 mudas de roupa, separadas em saquinhos (e identificadas com etiquetas: 1º dia, 2º dia... etc)
- 2 - 3 fraldas de tecido
- fraldas descartáveis (mesmo que pretenda usar fraldas de pano, aconselha-se o uso de fraldas descartáveis nos primeiros dias, até se dar a expulsão do mecónio)
- toalhetes
* Convém consultar também a lista da maternidade onde vai ter o bebé, pois alguns items podem variar consoante o local. A mala deve estar preparada a partir das 35 semanas.
Além desta lista recomendo que o casal prepare o seu pós-parto.
*Talvez queiram preparar recursos para refeições pois nos primeiros dias não haverá muito tempo para isso. Uma boa ideia é ter a despensa recheada antes da data prevista para o parto. Algumas refeições preparadas no congelador e uns contactos de restaurantes "take away" e supermercados que façam entregas ao domicílio também podem ser uma boa solução.
*Pense na melhor forma de gerir as visitas. Talvez queiram avisar os amigos e parte da família que precisarão de alguns dias para se ambientarem antes de os receberem. Nas primeiras semanas a mãe precisa de todo o tempo para ela e para o bebé e não deve preocupar-se em "tomar conta" de visitas, preparar almoços ou lanches e fazer "sala".
*Tenha à mão alguns contactos que podem vir a ser úteis nas primeiras semanas, tais como Associações de Apoio à Amamentação, Linha de Apoio Pediátrica e Farmácias de Serviço
Alguns Contactos Úteis:
Saúde 24 - Ministério da Saúde (Serviço Orientação Pediatria)
T - 808 242 400
Farmácias de Serviço
T - 12118
http://www.anf.pt
SOS Amamentação
T – 213965650 (ver no site outros contactos telefónicos de voluntários SOS Amamentação)
http://www.sosamamentacao.org.pt
La Leche League, Portugal
http://www.llli.org/Portugal.html






