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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sobre o "toque"

Para fazer este exame, a mulher tem de estar deitada de costas, com as pernas afastadas e dobradas sobre os joelhos. Depois, o profissional de saúde introduz dois dedos na vagina até alcançar o colo do útero, para avaliar o seu estado de maturação, apagamento ou dilatação. Embora invasivo, o exame, se for apenas uma mera observação, é rápido e não deve ser doloroso. Já os toques consecutivos são desnecessários, incomodativos e têm riscos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que «o número de exames vaginais deve ser limitado ao estritamente necessário; durante a primeira parte do trabalho de parto [dilatação], habitualmente, um exame vaginal de quatro em quatro horas é suficiente». No documento Care in Normal Birth – a pratical guide explica-se ainda que «se o parto decorrer serenamente, profissionais de saúde experientes podem limitar o número de exames vaginais a um. Idealmente, a observação necessária para determinar que existe parto activo, ou seja, dilatação». Apesar disso, o número de toques vaginais a efectuar durante o parto dificilmente gera consenso.

O toque serve para avaliar

Posição do colo uterino: posterior, anterior ou intermédio;

Extinção (ou apagamento) do colo uterino: formado, isto é sem apagamento, 50% apagado, 80% apagado e apagado;

Dilatação do colo uterino: até dez centímetros;

Consistência do colo uterino: duro ou mole;

Descida e rotação da cabeça do bebé.

À medida que a gravidez se aproxima do fim, o colo vai progressivamente, orientando-se de posterior para anterior, encurtando, dilatando e perdendo consistência.

O toque não avalia

A compatibilidade feto-pélvica (proporção entre o tamanho do bebé e a pélvis da mãe);

Quanto tempo falta para o bebé nascer.

Efeitos secundários

Aumento do risco de infecção: mesmo quando realizado com cuidado e com luvas, há sempre o risco de levar microorganismos da vagina ao canal cervical.

Interfere com a progressão normal do trabalho de parto.

Afecta a mulher emocionalmente: o toque invade a privacidade, pode ser desconfortável e obriga a mulher a uma posição pouco facilitadora do parto. Além disso, se se diz a uma mulher que tem quatro centímetros de dilatação e, passada uma hora e muitas contracções, depois de novo toque, se diz que ainda mantém os quatro centímetros, o sentimento vai ser de desânimo, quando o que se pretende é o contrário.

Durante a gravidez

Sempre que a grávida se queixa de contracções, mesmo que a data prevista para o parto ainda esteja longe, é normal haver uma observação vaginal para verificar se existe ou não trabalho de parto.

É também hábito, entre os obstetras, efectuar o toque com periodicidade semanal nas consultas a partir das 38 semanas para avaliar se o colo do útero está a modificar progressivamente ao longo das semanas. E é numa destas consultas que, muitas vezes, fazem a tal «maldade» – descolamento de membranas – para acelerar o início do trabalho de parto.

Se forem seguidas as recomendações da Organização Mundial de Saúde, que apontam sempre no sentido de, em situações normais, interferir o menos possível no processo natural do nascimento, não haverá necessidade de fazer toques antes do final da data prevista para o parto e, ainda menos, de descolamento de membranas.

Texto de Patrícia Lamúrias
Revista Pais&Filhos
17 de Maio/2011
Podem ler o artigo completo aqui.


sábado, 23 de abril de 2011

Benefícios do Omega 3 durante a gravidez e no pós-parto


A ingestão de omega 3 (através de uma alimentação cuidada) durante a gravidez, reduz o risco de depressão pós-parto, é o que sugere este estudo, recentemente apresentado.

Os benefícios do omega 3 já são bem conhecidos no desenvolvimento do sistema nervoso do bebé (quer durante a gestação, quer posteriormente, durante a amamentação).

Uma dieta rica em omega 3 pode ainda reduzir o risco de parto prematuro e pré-eclampsia.
No pós-parto ajuda a reduzir o risco de depressão pós-parto e a lidar com o cansaço psicológico pós-parto (conhecido como "mummy brain").

Como fazer uma alimentação rica em omega 3? Ficam alguns dos alimentos mais ricos neste ácido gordo:

- salmão*
- sardinhas*
- bacalhau*
- sementes de linhaça
- sementes de chia
- castanhas e nozes
- vegetais de folha verde escura
- óleos vegetais (azeite, milho, soja, girassol)

*Actualmente questiona-se bastante os possíveis prejuízos dos peixes carregados com mercúrio na alimentação. Os peixes com maior teor de mercúrio são: o cação, o peixe-espada (branco e preto), o espadarte e o atum. Os peixes grandes e predadores de águas profundas são mais ricos em mercúrio do que os peixes mais pequenos. Assim, deve evitar comer mais de duas vezes por semana os peixes anteriormente citados e o fígado de todos os peixes, e a preferir os peixes pequenos e ricos em omega 3.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Massagem Thai Yoga para grávidas

A Massagem Thai, practicada há mais de 2500 anos, propõe o conceito de integração corpo, mente e espírito através do toque aliado aos alongamentos e meditação, retomando a milenar tradição budista da Tailândia.

Esta é uma técnica que se destaca por conter elementos de duas importantes Medicinas: Ayurveda e Chinesa. Ela trabalha o corpo de forma completa com alongamentos, pressão suave e um ritmo lento e contínuo.

Ser tocado de forma terapêutica ou amorosa liberta substâncias químicas de efeitos relaxantes e curativos, os receptores nervosos da pele transmitem os impulsos e sensações que circulam por todo o corpo e pela mente.
Ser massajado pode ser sempre uma boa experiência, quer esteja grávida ou não.

Especialmente durante a gravidez a massagem ajuda na manutenção do corpo e fortalece o sistema imunológico. As mulheres grávidas que recebem massagens dormem melhor, sofrem menos de ansiedade e depressão e também apresentam menos complicações no trabalho de parto. É eficaz no alívio de muitos dos desconfortos provocados pela gravidez, além de proporcionar conciência corporal e relaxamento.

Alguns dos benefícios da Massagem Thai Yoga para grávidas são:
- Reduz o stress e promove um relaxamento profundo.
- Propicia, com o toque acolhedor, suporte emocional e conforto.
- Reduz e alivia dores nas articulações, pescoço e costas causadas pelas alterações na postura, fraqueza muscular, tensões e ganho de peso.
- Actua diretamente sobre o sistema nervoso melhorando o sono e a digestão.
- Melhora a circulação sanguínea e estimula o sistema linfático.
- Ajuda a manter a elasticidade da pele.
- Promove a consciência corporal e o relaxamento necessário para um parto ativo.
- Promove a experiência do toque amoroso e acolhedor e estreita os laços mãe/bebé.

informação adaptada do blog http://massagemgestantes.blogspot.com/

Pois é, acabei de me formar como terapeuta de massagem Thai Yoga para grávidas!! :)

Deixo-vos ainda um lindo vídeo sobre esta práctica, elaborado pela minha formadora, Marjorie Sá:

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O que as mulheres grávidas e a amamentar precisam de saber acerca do novo vírus da gripe A(H1N1)

O que as mulheres grávidas precisam de saber acerca do novo vírus da gripe A(H1N1)

E se eu estiver grávida e contrair esta nova gripe?

As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A(H1N1)v tal como acontece com a gripe sazonal, mas não há evidência que tenham maior probabilidade de contrair esta infecção.
Saiba que se ficar doente pode fazer o mesmo tratamento que o resto da população.

O que posso eu fazer para me proteger a mim, ao meu bebé e família?

Não existe actualmente vacina para esta infecção.
As medidas preventivas são muito importantes:
Siga estes passos para prevenir a propagação de vírus e proteger a sua saúde:

• Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel sempre que tosse, espirra ou alguém o faz
perto de si. Deite o lenço no lixo após a utilização;
• Lave frequentemente as mãos, com água quente e sabão, durante 40 a 60 segundos;
especialmente depois de um espirro ou tosse. Se utilizar um gel de lavagem de mãos à base
de álcool, não adicione água e espalhe o gel nas mãos até que evapore/seque;
• Em ambientes muito movimentados, evite tocar nos olhos, nariz e boca, antes de lavar as
mãos. O vírus também se propaga deste modo;
• Evite o contacto com pessoas doentes. Reduza as suas saídas;
• Se for indicada a sua utilização, use correctamente as máscaras faciais.

Quais os sintomas de gripe A(H1N1)?

Os sintomas são parecidos com os da gripe sazonal habitual e incluem o seguinte:
• Febre
• Tosse
• Dores de garganta
• Dores musculares
• Dores de cabeça
• Rash cutâneo
• Arrepios e fadiga
• Por vezes diarreia e vómitos

O que devo fazer se ficar doente?

• Se teve contacto próximo com alguém infectado com a gripe A, ou que esteja a ser tratado por exposição ao vírus da gripe A(H1N1), contacte a Linha “Saúde 24” (808 24 24 24) e esclareça se precisa de tratamento para reduzir as hipóteses de adoecer com a gripe.
• Se houver casos de gripe A(H1N1) na sua comunidade preste atenção especial ao seu corpo e ao que está a sentir.
• Se sentir sintomas ligeiros de gripe, permaneça em casa, limite o contacto com outras pessoas e telefone para a Linha “Saúde 24” (808 24 24 24).


Como é tratada esta gripe?

• Trate a febre. Manter a temperatura dentro dos seus valores habituais é muito importante para o seu bebé. O Paracetamol é o melhor tratamento para a febre durante a gravidez e pode ser tomado 1gr de 8/8horas. Se tiver dúvidas pode ligar para a Linha “Saúde 24” (808 24 24 24).
• Beba água, ou outros líquidos, em abundância para repor os que perdeu por estar doente.
• Os medicamentos antivirais como o Tamiflu® (oseltamivir) ou Relenza® (zanamivir) só devem ser utilizados sob prescrição médica. Não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização destes fármacos.

O que precisam saber as mulheres que amamentam acerca do novo vírus da gripe A(H1N1)

Considerações:


• As mães não doentes com o vírus da gripe A(H1N1), deverão ser encorajadas a iniciar precocemente a amamentação e a amamentar com frequência os seus filhos.
• Idealmente os bebés deverão receber sobretudo leite materno. Eliminar a desnecessária substituição com fórmulas para lactentes, ajudará os bebés a adquirir um maior número de anticorpos maternos. (Anticorpos são proteínas fabricadas no corpo pelo sistema imunitário que ajudam a combater a infecção).
• Os recém-nascidos têm um elevado risco de doença grave com este novo vírus da gripe A(H1N1) e muito pouco se sabe, ainda, sobre a prevenção da gripe A. Se viável apenas os adultos saudáveis deverão cuidar dos recém-nascidos, inclusive para os alimentar.
• O risco de transmissão no leite é desconhecido. No entanto, os estudos efectuados sobre virémia no leite humano na gripe sazonal, sugerem que esse risco é raro, pelo que se supõe que a passagem deste vírus no leite seja também pouco provável.
• As mulheres doentes com a infecção pelo vírus da gripe A(H1N1) podem extrair o leite, para recipientes próprios, e solicitar a um membro da família que esteja saudável que o dê ao bebé.

O que posso fazer para proteger o meu bebé deste vírus?

• Tenha um cuidado extra em lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, durante 40
a 60 segundos, ou com uma solução alcoólica.
• Mantenha o bebé afastado de pessoas doentes ou áreas afectadas.
• Limite a permuta de brinquedos com outras crianças sobretudo se os levam à boca.
• Lave frequentemente com água e sabão quaisquer objectos que o bebé ponha na boca.
Amamentar protege os bebés desta nova gripe?
• Os bebés não amamentados estão mais vulneráveis à infecção e à hospitalização, por doença respiratória grave, do que os amamentados.
• Os recém-nascidos não amamentados têm menor capacidade de se defenderem da infecção pois não dispõem dos anticorpos protectores que passam no leite das mães.
• Como se trata de um vírus novo não se conhece ainda a protecção específica para esta situação.

E se Eu estiver doente? Posso amamentar o meu bebé?

Sim. O aleitamento materno deve ser apoiado também perante esta doença, porque protege os bebés de infecções respiratórias.

• A mãe doente com gripe A(H1N1) deve ser encorajada a fazer a extracção do seu leite. Durante o período de contágio, o bebé deverá receber o leite que a mãe extraiu, dado por uma pessoa/familiar não doente.
• A mãe doente com gripe A(H1N1) sem ninguém que possa cuidar ou alimentar o seu bebé, é importante reforçar:
◊ Ter cuidado em não tossir ou espirrar a menos de 1 metro do bebé ou para a sua face.
◊ Proteger o nariz e a boca com um lenço quando tosse ou espirra.
◊ Lavar as mãos depois de espirrar ou tossir.
◊ Utilizar máscara quando cuida do bebé. (Substitua-a se a sentir húmida)
◊ Retirar a máscara tocando apenas nos atilhos/elásticos e não na frente (se tocar na parte da frente da máscara deve desinfectar cuidadosamente as mãos antes de tocar no seu bebé).

Poderei continuar a amamentar se estiver a tomar medicamentos para prevenir ou tratar esta gripe?

Sim. O tratamento ou profilaxia com medicação antiviral não constitui contra-indicação para a amamentação.

Interrompo a amamentação se suspeitar que tive contacto com o vírus da gripe A(H1N1)?

Não. As mães produzem anticorpos para combater as infecções com as quais entram em contacto e o seu leite fica adequado a debelar as mesmas infecções nos seus filhos. O aleitamento materno também ajuda a desenvolver a capacidade do bebé para se defender das doenças infecciosas. (Deve no entanto utilizar as medidas preventivas anteriormente descritas).

E se o meu bebé ficar doente, posso amamentá-lo?

Sim. O melhor que pode fazer pelo seu bebé doente é manter o aleitamento. Ofereça-lhe a mama com maior frequência.
• Os bebés que estão doentes têm maior necessidade de líquidos. O que obtêm quando mamam é superior do que qualquer outro, melhor que a água, o sumo ou soluções de reposição hidroelectrolítica, porque também ajuda a proteger o sistema imunitário do bebé.
• Se o seu filho está tão doente que não consegue mamar, pode oferecer o seu leite por copo, biberão, seringa ou conta gotas.

Direcção-Geral da Saúde
Circular Informativa
Assunto: Doença pelo novo vírus da gripe A (H1N1)v - Mulheres grávidas ou a amamentar
Nº: 26/DSR, DATA: 28/07/09

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Enjoos, náuseas e vómitos

Os primeiros sintomas desagradáveis da gravidez são, para muitas grávidas, os enjoos matinais. Calcula-se que 75 por cento sinta este distúrbio.
Apesar de terem esta designação, os enjoos não aparecem só de manhã. Qualquer hora do dia parece indicada para que, de repente, uma grávida sinta náuseas ou mesmo vómitos. Um cheiro pode ser suficiente para desencadear estes ataques súbitos mas, para algumas mulheres, também há cheiros que ajudam a aliviar os enjoos.
Surgem normalmente entre as cinco e as seis semanas de gestação, mas podem aparecer mais cedo. Na maior parte dos casos, os enjoos desaparecem depois do terceiro mês, mas há algumas grávidas que mantêm estes sintomas ao longo de quase todo o tempo de gravidez.

As causas
Pensa-se que as náuseas se devem ao aumento da produção de hormonas femininas, mas o problema ainda não é conhecido em toda a sua extensão. Vomitar pode também ser uma forma de eliminar toxinas indesejáveis e de afastar a grávida de alimentos menos saudáveis, protegendo assim a saúde e desenvolvimento do bebé. Carências nutricionais (vitamina B6 e B12, zinco, ferro e ácido fólico) parecem aumentar a incidência de enjoos e vómitos.

O que fazer?
  • Comer biscoitos, tostas ou bolachas de água e sal logo de manhã, antes de se levantar.
  • Comer frequentemente, mas pouco de cada vez.
  • Preferir alimentos leves e de fácil digestão.
  • Reforçar o consumo de pão integral, cereais, leguminosas, legumes de folhas verdes, frutos secos, passas, brócolos, leite e iogurte.
  • Reduzir o consumo de chá e de café.
  • Beber muitos líquidos para evitar desitratar.
  • Experimentar infusões de camomila e funcho.
  • Consumir gengibre (rico em zinco, cuja carência pode estar na origem dos enjoos): bolachas de gengibre ou uma infusão preparada com a raíz.
  • A acupunctura pode ajudar a aliviar os sintomas.
  • Usar uma pulseira de acupressão anti-enjoo (normalmente usada para reduzir o enjoo nas viagens) -pressiona um determinado ponto no pulso. Alguns estudos indicam que estas pulseiras aliviam os enjoos e não revelaram qualquer contra-indicação. Estão à venda em farmácias.
  • Se os enjoos se tornarem incontroláveis, se perder peso, se sentir tonturas e desmaiar, fale com o seu médico.
Mais saliva
Algumas grávidas também se queixam do aumento da salivação, o chamado ptialismo, que aumenta a sensação de náusea já existente. Nestes casos, pastilhas elásticas ou rebuçados de limão podem ajudar.
Se se sentir constantemente mal não hesite em consultar o seu médico. Mas não se preocupe: este problema, apesar de muito desagradável, não implica quaisquer riscos.

fonte: http://www.mae.iol.pt/

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Exercício e Gravidez


Ao invés de simplesmente permitido, o exercício passou a ser encorajado durante a gravidez

A Society of Obstetricians and Gynecologists of Canada (SOGC) foi um pouco mais longe, ao sugerir que o sedentarismo durante a gravidez pode comportar certos riscos e, em conjunto com a Canadian Society for Exercise Physiology emitiu um documento (“Exercise in Pregnacy and the Postpartum Period”) que contem recomendações para o exercício durante a gravidez e o período pós – parto, nomeadamente:

1. Todas as mulheres grávidas sem contra-indicações deverão ser encorajadas a realizar exercício cardiovascular e de resistência muscular.

2. Os seus objectivos deverão ser manter um bom nível de condição física durante a gravidez, sem tentar atingir o pico de forma, nem treinar para uma competição.

3. Deverão escolher actividades com o menor risco de perda de equilíbrio ou de trauma para o feto.

4. Deverão ser esclarecidas que a prática de actividade física não aumenta os riscos que decorrem da gravidez.

5. Deverão ser avisadas que a realização de exercícios de fortalecimento dos músculos do soalho pélvico no período pós - parto pode reduzir o risco de incontinência urinária futura.

6. Deverão ser informadas que a actividade física de intensidade moderada durante a lactação não afecta negativamente o leite.

Outras organizações, como o American College of Obstetritrics and Gynecology (ACOG) e o American College of Sports Medicine também incentivam a prática de exercício durante a gravidez, devido aos benefícios que traz, designadamente:

- Incremento da capacidade aeróbia e muscular.

- Redução da incidência de dores de costas durante a gravidez.

- Aumento do bem-estar psicológico, podendo, assim, contrariar sentimentos de stress, ansiedade e/ou depressão, que ocorrem frequentemente durante a gravidez.

- Menor aumento de peso.

- Melhoria da digestão e redução da ocorrência de obstipação.

- Aumento dos níveis de energia.

- Estabelecimento de hábitos de vida saudáveis permanentes.

- Diminuição da dor e da duração do parto.

- Melhoria da capacidade de recuperação pós-parto e maior facilidade de retorno ao peso e níveis de força e de flexibilidade iniciais.

Fonte: http://mulher.sapo.pt/

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Dar a volta ao medo

Medo da dor, medo do desconhecido, medo do hospital, medo da episiotomia, medo de ser mãe, medo da morte... A perspectiva do parto pode dar origem a muitos medos. Ficar presa a eles não é inevitável.


«As mulheres crescem a ouvir histórias terríveis sobre o parto», afirma Luísa Condeço, doula e co-fundadora da Associação Doulas de Portugal. «Às vezes, é para alguém exorcizar o seu próprio parto traumático, outras vezes é apenas porque sim, porque faz parte do ritual de passagem.»
Ofélia Moreira, fisioterapeuta com formação na Área da Saúde Materna, acompanha grávidas em sessões de preparação para o nascimento há 11 anos e confirma esta ideia: «As histórias dos partos que correm mal têm muito eco, passam de boca em boca durante muito tempo», afirma. «Um parto que corre bem, e felizmente é o que acontece na maior parte dos casos, não tem eco. Quando as grávidas começam a fazer a preparação para o parto, sente-se muito a importância dessas histórias que trazem consigo, onde se incluem, claro, as experiências de parto das suas mães», conta.
Neste contexto, caracterizado por alguns como de terrorismo psicológico, é frequente que o medo seja o sentimento dominante em relação ao nascimento de um filho.

O medo da dor
A dor é uma sensação muito subjectiva. E a maneira como a encaramos é decisiva no desenrolar do trabalho de parto. De um modo geral, as mulheres estão à espera da dor, pensam no parto como uma situação em primeiro lugar dolorosa. O terrorismo psicológico já referido faz da dor o principal ingrediente do parto. E quando aparecem as primeiras contracções, o cérebro interpreta-as logo como dor, mesmo que ainda dêem apenas um desconforto.
O trabalho das doulas passa muito pelo desmistificar de ideias feitas, com a ajuda de evidências científicas, e pela mentalização positiva. Em relação à dor, «explicamos que a melhor estratégia para enfrentar a dor é encará-la como uma aliada, sempre partindo do princípio que ela pode ou não existir. É óbvio que não podemos dizer que não vai doer, mas podemos ajudar a grávida a encará-la de uma forma positiva», conta Luísa Condeço. «Esta dor deve ser a única que não significa que alguma coisa está mal no nosso corpo. Pelo contrário, está dor significa que o nosso corpo está a fazer o seu trabalho. A dor tem uma função fisiológica, leva a mulher a descontrair-se entre as contracções, a libertar analgésicos naturais e conduz a um estado alterado de consciência. Isto não acontece se amulher estiver tensa desde o início. Se estiver preocupada em combater a dor, está a enfatizar essa dor. Se aceitarmos a dor, ela é relativizada e consegue-se descontrair, relaxar entre contracções, contribuindo para uma maior libertação de occitocina», explica Luísa. «Mostramos também que a natureza é sábia: deu-nos as contracções para nos ajudar, mas também nos deu os intervalos entre elas, para podermos descansar, respirar fundo. Temos de saber aproveitá-los».
Ofélia Moreira corrobora esta ideia, afirmando que há um ciclo vicioso entre três factores: medo-tensão-dor. «Quando há medo aumenta a tensão, que aumenta a dor. Na preparação para o parto, ajudamos a mulher a ter mais confiança e a não entrar neste cíclo. Se estiver descontraída, a dor fica mais controlada», explica. «De qualquer forma, penso que o medo da dor começa a não ser o principal medo das grávidas, a não ser que tenham ouvido histórias muito negativas. Com a epidural, penso que o medo da dor se torna secundário», acrescenta.

O medo do desconhecido
O medo do desconhecido é outro dos receios mais referidos pelas grávidas que vão ser mães pela primeira vez. E não é para menos, uma vez que é grande o desconhecimento em relação ao próprio corpo. A nossa sociedade afastou-nos tanto da natureza, que nos afastou do nosso próprio corpo. «Estamos muito longe do nosso lado mais biológico, mais animal», afirma Luísa. A ignorância das mulheres sobre o seu corpo não ajuda. Não aprendem a ouvir o seu corpo, não testemunham o nascimento de crianças próximas, só conhecem as histórias terríveis, de modo que o desconhecido faz nascer, muitas vezes, medos infundados», defende.
Por isso, a informação é importante. Informação objectiva sobre todo o processo, sobre o que se passa no corpo e sobre o que se passa no hospital. «As mulheres que procuram uma doula querem informação porque sentem que parir não pode ser só sofrimento», afirma Luísa.
Diogo Ayres de Campos, director do Serviço de Obstetrícia do Hospital de S. João, no Porto, concorda que o medo da dor e o medo do desconhecido são, hoje, os grandes temores das grávidas. Por isso, também defende que a preparação é essencial para atenuar o medo: «Já existe hoje, nos hospitais, uma preocupação com os aspectos psicológicos envolvidos no parto e, por isso, há programas de preparação no próprio hospital, que incluem uma visita guiada ao bloco de partos.»

O medo do hospital
Se por um lado o hospital oferece segurança à maior parte das mulheres, por outro pode ser um motivo de angústia, de receios. «Saber que se vai estar em trabalho de parto num ambiente sem privacidade, saber que se vai estar sujeita a procedimentos assutadores é seguramente um motivo para ter medo. Não acredito que haja uma mulher que não tenha medo de uma episiotomia. O medo do hospital pode também vir na sequência de um primeiro parto traumático», conta Luísa Condeço. «Cada vez mais, as mulheres sentem que têm o direito de fazer escolhas. E é isso que lhes mostramos», acrescenta.

Os medos escondidos
Para além de todos estes medos muito objectivos, há também medos que têm origem em processo psicológicos complexos, quase sempre inconscientes. Por exemplo, o medo da morte. O facto de a morte ser hoje muito pouco provável no momento do parto não afastou esse medo. «É uma situação de risco, uma situação limite. Mesmo quando se consegue um estado alterado de consciência, é frequente as mulheres dizerem ¿vou morrer¿», conta Luísa Condeço. Na sua opinião, «o facto de não lidarmos bem com a morte faz com que também não lidemos bem com o nascimento».
Mas há outros medos escondidos: a vergonha (que é o medo de perder a compostura); o medo da separação do bebé; a angústia de deixar de ser apenas filha para passar a ser também mãe. «O parto coloca-nos perante nós mesmas. Isso pode ser assustador. Mas podemos ficar com mais força, se deixarmos vir ao de cima o nosso lado mais primitivo», afirma Luísa Condeço.

O efeito do medo
É concensual que o medo e a expectativa que temos em relação ao parto condiciona a forma como este se desenrola. «Penso que o medo pode condicionar a progressão do trabalho de parto, sim, há algumas evidências nesse sentido. A explicação fisiológica é que o medo faz subir os níveis da adrenalina, o que faz diminuir os níveis da occitocina, a hormona responsável pelas contracções», explica Diogo Ayres de Campos.
Luísa Condeço reforça esta ideia: «O medo faz libertar adrenalina o que pode fazer parar a progressão do trabalho de parto. Isso gera mais ansiedade e mais medo na mãe e até na equipa médica. Temos de deixar de encarar o parto como um sofrimento do princípio ao fim.» E conclui: «Precisamos de redescobrir a nossa capacidade inata de parir.»

Para dar a volta ao medo, é bom ter sempre presentes alguns factos que, por vezes, parecem esquecidos:
- o corpo da mulher está preparado para parir e a natureza sabe o que faz
- o útero tem uma baixíssima sensibilidade à dor
- o colo do útero sim, tem sensibilidade à dor. Para ajudar a suportar a dor, o corpo segrega um analgésico natural, a betaendorfina. Se estiver descontraída, o seu organismo segregará maiores quantidades de betaendorfina.
- a vagina é um órgão elástico com um enorme poder de dilatação.
- quando se está preparada e se aceita o parto como um processo natural e quando se está apoiada por alguém que oferece confiança e segurança, a mulher tem mais probabilidade de ter um trabalho de parto mais rápido e com menos sensação de dor.

fonte: http://www.mae.iol.pt

domingo, 13 de julho de 2008

Massagem do Períneo

Quando pensamos em como se pode evitar a episiotomia no parto normal, raramente pensamos em alguma coisa além do que os médicos ou as enfermeiras podem fazer por nós. Há muita coisa que podemos fazer por nós mesmas!

A massagem no períneo no período pré-natal tem-se mostrado eficaz na prevenção da necessidade da episiotomia e na diminuição das lacerações que a mulher pode ter durante o parto.

Essa técnica é usada para ajudar no alongamento/flexibilidade e preparar a pele do períneo (parte de pele, músculos etc. entre a vagina e o ânus) para o parto.

Essa massagem não vai apenas preparar o tecido do seu corpo, mas vai também permitir que você conheça e aprenda sobre as sensações do parto e como controlar esses poderosos músculos. Este conhecimento a auxiliará ao preparar-se para dar à luz o seu bebé. O conhecimento do que você sente nessa região do corpo vai ajudá-la a manter-se relaxada e a relaxar o períneo no parto e também durante outros exames vaginais que tenha que fazer em sua vida.

INSTRUÇÕES:



- Encontre um lugar onde se possa sentar e estar sozinha, ou com seu parceiro, ininterruptamente.

- Tente ver seu períneo com ajuda de um espelho, note como ele é. Nem sempre será necessário um espelho para essa tarefa!

- Pode usar compressas com toalhas mornas no períneo por 10 minutos, ou tomar um banho morno (de banheira, assento, ou chuveiro, em último caso), caso precise relaxar.

- Lave as suas mãos e peça ao seu companheiro para fazê-lo também, caso ele a ajude nas massagens.

- Lubrifique seus dedos polegares e o períneo. Você pode usar muitos tipos de lubrificantes: Gel Lubrificante Íntimo (encontrado nos hipermercados e farmácias), KY Gel®, óleo de vitamina E, óleo vegetal puro (óleo de semente de uva é uma boa indicação!), etc.

- Coloque seus dedos polegares um pouco dentro de sua vagina, empurre-os para baixo e pressione para os lados. Deve sentir um leve estiramento, formigamento, ou uma leve queimação, mas nada que seja dolorido. Mantenha esse movimento por 2 minutos ou até que região fique levemente adormecida.

- Se sofreu uma episiotomia ou lacerações prévias, preste especial atenção ao tecido de cicatrização que, geralmente, não é tão elástico e é onde a massagem deve ser feita mais intensamente, com cuidado.

- Massage em volta e por dentro da região mais externa da vagina e seus tecidos, onde ela se abre, e mantenha sempre a lubrificação.

- Use seus polegares para puxar um pouco os tecidos, forçando-os a abrirem-se, imagine como seria se a cabeça do seu bebé estivesse fazendo esse movimento na hora do parto.

- Se seu parceiro estiver fazendo a massagem, pode ser muito útil que ele use os polegares. A sensação pode ser mais bem percebida por você, mas não deixe de guiá-lo com suas sensações para que ele saiba qual a pressão que deve utilizar. Nesta massagem, quando ela está sendo feita pelas primeiras vezes, é comum que seja possível usar somente um dedo, até que a musculatura seja trabalhada e possa ser estendida.

ATENÇÃO:

1. Evite mexer no ou abrir o orifício da uretra (logo acima da vagina) para evitar infecções urinárias.

2. Não faça massagens no períneo se você tiver lesões ativas de herpes (isso pode causar o aumento da área das lesões).

3. Pode começar essas massagens em torno da 34a semana de gravidez. Se já passou da 34a semana e ainda não começou, não desista! A massagem pode trazer-lhe benefícios ainda assim. Pode fazê-la pelo menos uma vez por dia.

4. Lembre-se que a massagem sozinha não vai proteger seu períneo, mas ela é parte de um grande esquema. Escolher uma posição vertical para parir (de cócoras, de joelhos, sentada etc.) favorece a distribuição de pressão no períneo. Se escolher parir deitada de lado, isso também reduz muito a pressão no períneo. Deitada de costas, totalmente na horizontal, é a posição para parir em que há mais chances de se provocar lacerações e necessidade de episiotomia.

Fonte: http://pregnancy.about.com
(Tradução da Bart - adaptação para Portugal: Américo Torres - HumPar)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Sinais de Alerta na Gravidez

É certo que desde o começo da gravidez o corpo da mulher sofre inúmeras alterações e adaptações para receber e fazer crescer o novo ser que vem a caminho. A maioria dos sintomas advindos dessas mesmas transformações são normais e sinónimos de uma gravidez saudável, ainda que por vezes possam ser um pouco incómodos.

No entanto, é bom sabermos estar alerta para identificar sintomas que possam fugir à normalidade e necessitar de assistência médica.

Se observar algum destes sintomas telefone imediatamente ao seu médico ou dirija-se a um serviço de urgência hospitalar:

  • sangramento vaginal (especialmente se for vermelho vivo) em qualquer período durante a gravidez deve ser imediatamente comunicado
  • forte e constante dor de cabeça que não passa num período de 2-3 horas
  • alterações na visão (visão desfocada, pontos de luz que não desaparecem)
  • inchaço acentuado e repentino nos membros e face (o inchaço é normal na gravidez mas se for súbito e não melhorar após uma noite de descanso pode significar que algo não está bem)
  • forte dor abdominal
  • febre acima de 39º
  • forte comichão, particularmente nas palmas das mãos e nas solas dos pés, que pode piorar à noite até se tornar quase insuportável
  • perda de líquido amniótico (especialmente antes das 37 semanas)
  • diminuição dos movimentos do bebé (deixou de sentir o bebé nas últimas 10/12 horas)
Se tiver algum destes sintomas não hesite em contactar o seu médico ou outro serviço médico telefónico antes do final do dia:

  • febre
  • vómitos constantes (muitas mulheres sentem enjoos e vómitos, sobretudo no início da gravidez mas se vomita tanto que isso a impede de fazer o seu dia-a-dia normalmente, deve contactar um médico)
  • sensação de ardor ao urinar
  • corrimento vaginal mais abundante, com cheiro, acompanhado de comichão ou ardor
Se antes das 37 semanas tiver sintomas de parto prematuro (abaixo descritos) deve avisar imediatamente o seu médico e/ou dirigir-se a um serviço de urgência hospitalar. Medidas que, entretanto, podem ajudar são esvaziar a bexiga, beber bastantes líquidos e manter-se deitada ou recostada sobre o seu lado esquerdo.

  • contrações uterinas (5 ou mais por hora)
  • dores abdominais que se parecem com cólicas menstruais
  • forte dor lombar
  • sensação de pressão na zona pélvica
  • perda de líquido amniótico

terça-feira, 25 de março de 2008

Quando o bebé nasce depois do previsto

Os dias ou semanas além da data prevista para o nascimento devem ser aproveitados para descansar mais antes do parto. Só 5 por cento das mulheres dão à luz na data prevista, e a maioria tem o bebé um pouco mais tarde.



A principal razão pela qual as datas previstas para os partos raramente são exactas é que essa data corresponde ao cálculo de 40 semanas a partir do último período mesntrual. Espera-se que o bebé nasça nas duas semanas anteriores ou posteriores à data prevista para o parto, por isso, a gravidez só é "oficialmente" considerada ultrapassada após as 42 semanas.

Também é frequente um bebé estar "atrasado" quando se trata da primeira gravidez da mãe. Uma primeira gravidez prolonga-se, em média, oito dias para além da data prevista para o parto. Em média, o segundo bebé nasce três dias "atrasado". Uma má posição da cabeça do bebé também pode atrasar a sua descida.

Muitas mulheres preferem evitar preocupações aos familiares e amigos, indicando-lhes uma data vaga para o nascimento, por exemplo, "meados de Junho". Isso também a ajuda a preparar-se para prosseguir além da data prevista.

Se a sua gravidez se aproximar das 42 semanas, o médico discutirá consigo a possibilidade de indução para desencadear o trabalho de parto.

Avaliação do Estado do Bebé

Há um pequeno número de gravidezes que sobrevivem à capacidade da placenta nutrir o bebé. Como isso pode causar problemas ao bebé, a sua parteira ou médico podem sugerir precauções especiais depois das 40 semanas, para garantir que o bebé se encontra bem:
  • Folhas de contagem de pontapés (deve contar com, pelo menos, dez movimentos num período de 12 horas. Se não, ou se o bebé parecer menos activo do que o normal entre em contacto com o seu médico ou dirija-se ao hospital.
  • Medição dos batimentos cardíacos do bebé - CTG (é geralmente levada a cabo pela enfermeira no hospital)
  • Perfil biofísico (trata-se de um aparelho de ultra-sons que mede o movimento dos membros e dos pulmões do bebé e a quantidade de líquido amniótico)

5 maneiras naturais de encorajar o trabalho de parto

  1. Os exercícios e a adopção de uma postura corporal correcta podem ajudar a evitar uma gravidez prolongada. Se até agora não fez qualquer tipo de exercício físico, experimente algo suave, como umas caminhadas.
  2. A penetração sexual pode ajudar a preparar a cérvix para o trabalho de parto. O sémen é rico em prostaglandinas, hormonas que se sabe que amolecem a cérvix. O orgasmo também estimula as contrações uterinas. A estimulação dos mamilos pode provocar contracções fortes e prolongadas e resultar num decréscimo do aporte de sangue ao bebé. Esta técnica deve ser usada sob supervisão de um profissional.
  3. Estar emocionalmente pronta é uma componente do trabalho de parto que raramente é referida. As mulheres que não se encontram emocionalmente preparadas podem, subconscientemente, antecipar o parto. Se tem receios no que se refere ao impacto que o bebé terá na sua vida, discuta-o com o seu companheiro, com a sua doula ou educadora.
  4. Certas ervas e medicamentos homeopáticos podem estimular a actividade uterina. Aconselhe-se sempre com o seu médico antes de tomar o quer que seja.
  5. A massagem circular das membranas consiste em introduzir um dedo enluvado na cérvix e estimular as membranas, afastando-as da margem da cérvix. Em alguns estudos demonstrou-se que este procedimento reduz os partos "atrasados". Só deve ser efectuado pelo médico
fonte: A Bíblia da Gravidez, Drª Anne Deans, Editorial Estampa

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

10 dicas para uma gravidez saudável


  1. Aprenda o mais possível sobre as mudanças maravilhosas das quais o seu corpo vai sendo alvo e sobre o crescimento uterino do seu bebé: fale com a sua mãe, as suas amigas e outras mulheres mais experientes sobre gravidez, trabalho de parto e nascimento. Inscreva-se num curso de Preparação para o Parto, leia e veja filmes sobre gravidez e parto.
  2. Planeie o local onde quer dar à luz, se num hospital público, num hospital/clínica privado/a ou em casa. Escolha o médico que a irá acompanhar no local que escolheu e que a ajudará a sentir confiante durante a sua gravidez e parto.
  3. Mantenha uma dieta equilibrada, levando em consideração as recomedações da Pirâmide Alimentar. Beba leite e acrescente uma pequena dose extra de proteínas à sua dieta diária. Se a sua alimentação diária não engloba várias porções de fruta e vegetais, fale com o seu médico para tomar um suplemento de ácido fólico. Beba muita água (6 a 10 copos por dia) e sumos de fruta naturais.
  4. Evite substâncias que possam ser perigosas para si e para o seu bebé, tais como tabaco, alcool e drogas. Não tome qualquer medicação (mesmo que seja de venda livre) sem falar com o seu médico.
  5. Mantenha-se activa! Continue com o programa de exercícios que tinha antes de engravidar, tendo o cuidado de se aconselhar primeiro com o seu médico (a grande maioria das actividades físicas, quando feitas moderadamente, são compatíveis com a gravidez). Se não fazia exercício antes, inicie uma actividade moderada, tal como o Yoga, a caminhada ou a natação. Comece por se exercitar por breves períodos e gradualmente vá aumentando o tempo de exercício.
  6. Descanse bastante. Ouça o seu corpo para determinar quando precisa de uma pausa ao logo do dia ou de quantas horas necessita dormir durante a noite.
  7. Fale com o seu bebé e aprecie a ligação que se vai formando entre os dois. Investigações recentes mostram que os bebés começam a reagir ao toque por volta das 10 semanas de gestação. Um pouco mais tarde, serão igualmente sensíveis à luz, à sua voz, à música e a outros sons.
  8. Tente minimizar o stress na sua vida e practique formas de relaxamento (respiração, relaxamento muscular) sempre que se sentir sob pressão. Pode aprender estas técnicas nas aulas de Preparação para o Parto.
  9. Planeie o nascimento do seu bebé. Para a grande maioria das mulheres o parto é algo normal, natural e saudável. Informe-se o mais possível sobre os partos no local que escolheu e faça perguntas, se necessário.
  10. Desfrute este período tão especial da sua vida! O seu companheiro, a sua família e os seus amigos podem ajudá-la a aproveitar ao máximo esta maravilhosa etapa de transição. Acima de tudo tenha confiança na capacidade do seu corpo de crescer, nutrir e dar à luz este bebé, tal como milhares de mulheres o têm feito desde há séculos.
fonte: Lamaze Internacional

sábado, 5 de janeiro de 2008

Kegels: aquilo que todas as mulheres devem saber!


Os Kegels são exercícios para fortalecer os músculos do pavimento pélvico (ver imagem).
Assim chamados por ter sido o médico Arnold Kegel quem os introduziu, estes simples exercícios devem ser practicados por todas as mulheres durante toda a vida (ou como alguém me dizia até "nos lembrarmos que somos mulheres").

Vantagens para as mulheres em geral:
  • previnem a incontinência
  • melhoram a actividade sexual
  • combatem a obstipação (e os problemas associados)
  • reforçam a musculatura da bexiga, ânus e vagina prevenindo problemas como o prolapso da bexiga ou do útero
Vantagens para as mulheres grávidas:
(além das anteriores)
  • melhoram as condições físicas da mulher para o trabalho de parto, já que estes músculos vão ser de grande importância na expulsão do bebé
  • ajudam a reduzir os riscos de ruptura períneal

Os músculos do pavimento pélvico formam uma espécie de "rede" de suporte no interior da pélvis, que circunda a uretra, a vagina e o recto. Estes exercícios vão ajudar a tonificar esses músculos tão esforçados durante a gravidez, permitindo-lhes suportar o peso do bebé em crescimento e ajudar a empurrar o bebé para fora durante o parto. Além disso, manter estes músculos tonificados ajudará a que recupere mais depressa depois do nascimento.

Para practicar os Kegels, primeiro tem que saber identificar os músculos correctos:

Da próxima vez que urinar, experimente interromper por instantes o fluxo de urina mas sem deixar sequer gotejar.
Lembre-se da sensação que isso lhe produz. os músculos que utilizou para parar o fluxo são os do pavimento pélvico. Uma vez identificados, não repita este movimento quando urinar!
Se a bexiga não ficar completamente vazia de cada vez que urinar, corre o risco de ter uma infecção urinária.

Pode efectuar os exercícios para o pavimento pélvico em qualquer lugar, sentada no carro, a ver televisão ou até na fila do supermercado! Basta apertar os músculos, mantê-los assim durante uns 5 segundos e depois soltá-los devagar.
Talvez ajude se imaginar que o seu pavimento pélvico é um elevador. Enquanto ele sobe cada um dos andares, tente ir puxando os músculos para cima até ao máximo que conseguir.
Depois, há medida que o "elevador" desce, vá gradualmente relaxando os músculos até chegar ao rés-do-chão.
Repita este exercício 5 vezes, várias vezes ao dia. Quando se tornar mais fácil aumente o número de repetições.

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