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quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O vérnix protector do bebé
Os bebés nascem cobertos de uma espécie de gordura branca, parecida com queijo creme ou manteiga: o vérnix caseoso. Consiste numa mistura de secreções de gordura procedentes das glandulas sebáceas fetais e de células mortas que se vão desprendendo da epiderme fetal. O vérnix cobre a superfície do bebé durante o terceiro trimestre de gestação e cumpre numerosas funções benéficas para o bebé na sua etapa intra uterina e na sua adaptação à vida extra uterina.
Um dos procedimentos habituais em muitos hospitais é lavar imediatamente o recém-nascido e limpar vigorosamente a sua pele. Esta práctica provém da crença de que o vérnix é algo "sujo", um despojo do processo de parto, que, tal como o sangue, as fezes, o mecónio ou o líquido amniótico, se deve retirar e eliminar, para apresentar à mãe um bebé "limpo", por vezes inclusivamente já vestido, penteado e perfumado.
O recém-nascido tem que adaptar-se a um verdadeiro reto fisiológico, por sua vez, desde o meio líquido intra uterino ao meio seco extra uterino. Necessita adaptar-se à respiração, à alimentação e à eliminação, regular a sua temperatura e manter o equilibrio hidrico do corpo, de forma a evitar a desidratação. Neste complicado processo, se não for retirado da pele do recém-nascido, o vérnix contribui consideravelmente para várias funções vitais para a sobrevivência do recém-nascido:
1. actua como barreira perante a perda de líquidos (água),
2. É uma defesa natural frente a possíveis infecções,
3. intervém na formação do manto ácido,
4. cumpre funções antioxidantes,
5. permite a termorregulação,
6. protege contra a luz ultravioleta e contra produtos químicos
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Sobre a dor no trabalho de parto
A dor permite que nos desliguemos do mundo pensante, percamos o controle, esqueçamos a forma, o correto. A dor é nossa amiga, nos leva pela mão até um mundo sutil, ali onde o bebê reside e se conecta conosco. Perdemos a noção de tempo e espaço. Para entrar no túnel da ruptura, é indispensável abandonar mentalmente o mundo concreto. Porque parir, é passar de um estágio a outro. É um rompimento espiritual e como todo rompimento, provoca dor. O parto não é uma enfermidade a ser curada. É uma passagem para outra dimensão.
Laura Gutman, in A maternidade e o encontro com a própria sombra
domingo, 13 de novembro de 2011
O Renascimento do Parto
Trailler de um documentário a ser lançado brevemente sobre o parto fisiológico e as consequências da tendência de intervir/medicalizar o parto.
sábado, 4 de junho de 2011
Dia 7 de Junho - Dia Mundial dos Direitos do Nascimento
No dia 7 de Junho (3ª feira) celebra-se o dia Mundial dos Direitos do Nascimento, como Campanha de Consciencialização sobre o impacto do Nascimento.
Conscientes desde há anos da influencia do nascimento nos seres humanos, queremos lançar uma chamada de atenção a todas as pessoas envolvidas no acolhimento aos bebés no momento em que nascem sobre a importância do vínculo extra-uterino.
Numerosas investigações, feitas nas últimas décadas, têm-nos vindo a alertar acerca das nefastas consequências para o bebé ao ser separado da sua mãe no momento do nascimento e como esse facto afecta a relação entre ambos e condiciona a sua socialização durante toda a vida.
Apesar de desde há decadas profissionais e associações de todo o mundo alertarem sobre as graves consequências que acarretam a separação precoce, na maioria dos hospitais e clínicas continuam a separar-se os bebés das mães de forma rotineira.
Não existem evidências ciêntificas para a necessidade de separar mãe e bebé nesse momento tão importante, que é o Nascimento.
Conscientes desde há anos da influencia do nascimento nos seres humanos, queremos lançar uma chamada de atenção a todas as pessoas envolvidas no acolhimento aos bebés no momento em que nascem sobre a importância do vínculo extra-uterino.
Numerosas investigações, feitas nas últimas décadas, têm-nos vindo a alertar acerca das nefastas consequências para o bebé ao ser separado da sua mãe no momento do nascimento e como esse facto afecta a relação entre ambos e condiciona a sua socialização durante toda a vida.
Apesar de desde há decadas profissionais e associações de todo o mundo alertarem sobre as graves consequências que acarretam a separação precoce, na maioria dos hospitais e clínicas continuam a separar-se os bebés das mães de forma rotineira.
Não existem evidências ciêntificas para a necessidade de separar mãe e bebé nesse momento tão importante, que é o Nascimento.
Direitos do Nascimento
- Primeiro: O bebé tem direito ao reconhecimento da sua capacidade física e emocional, na sua vida intra-uterina e extra-uterina, e especialmente durante a transição entre ambas.
- Segundo: O bebé intra-uterino tem direito a que o bem estar emocional da sua mãe não seja alterado por excesso e abuso de controlo durante a gravidez(1) .
- Terceiro: O bebé e a sua mãe têm direito a que se respeitem o momento, o ritmo, o ambiente e a companhia no parto/nascimento e que o mesmo decorra de forma fisiológica. Um bebé e uma mãe sãos têm direito a não ser tratados como doentes(2).
- Quarto: O bebé e a sua mãe têm direito a intimidade e respeito antes, durante e depois do nascimento/parto (3).
- Quinto: O bebé e a sua mãe têm direito a permanecer juntos nas horas e dias seguintes ao nascimento. Nenhuma observação ou estadia hospitalar justificam a separação de ambos (4).
- Sexto: O bebé tem direito a disfrutar de aleitamento materno "a pedido", pelo menos, durante o primeiro ano. Que durante a sua estadia hospitalar se respeitem os "10 passos da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés" estabelecidos pela Unicef e pela OMS.
- Sétimo: O bebé tem o direito a ser acompanhado pessoalmente pela sua mãe, como mínimo, durante o primeiro ano. A mãe tem direito a desfrutar de contacto íntimo com o seu bebé sempre que necessário.
- Oitavo: O bebé prematuro tem direito a permanecer junto ao corpo de sua mãe até adquirir peso e condições optimas de saúde. Nenhuma unidade de neonatologia é mais saudável para o bebé que a pele materna (6).
- Nono: O bebé tem direito a permanecer junto ao corpo de sua mãe durante os primeiros meses de vida extra-uterina. O contacto corpo com corpo é vital para instaurar no bebé sugurança e confiança.
- Décimo: O bebé tem direito a que sejam os seus pais, quem, pessoalmente, tomará as decisões e quem procure a informação relacionada com o seu bem estar (4).
- Referências:
(1) Michael Odent. Primal Health. El efecto nocebo del cuidado prenatal.
www.birthpsychology.com/primalhealth
(2) OMS, 1996. Cuidados en el parto normal: una guía práctica.
www.elpartoesnuestro.es/components/com_docman/documents
/Cuidados_parto_normal.pdf
(3) Chalmers B, Mangiaterra V, Porter R, Principios de la OMS sobre cuidado perinatal. Birth 2001; 28: 202-207.
holistika.net/articulo.php?articulo=52002.html
(4) Derechos del niño hospitalizado.
hospitalalassia.com/burocratica/Derechoninosinternado.htm
(5) Iniciativa Hospital Amigo de los niños.
www.ihan.org.es/10pasos.htm
(6) Método madre canguro para reducir la morbimortalidad de neonatos. revisión Cochrane.
www.update-software.com/abstractsES/AB002771-ES.htm
O dia 7 de Junho foi declarado pela Plataforma pro Derechos del Nacimiento e proposto à O.M.S. como "Dia Mundial dos Direitos do Nascimento".
Links:
Plataforma pro Derechos del Nacimiento
Que no os separen!
Documentário Restaurando el Paradigma Original de Nills Bergman
La hora Siguiente al Nacimiento, de Michel Odent
Links:
Plataforma pro Derechos del Nacimiento
Que no os separen!
Documentário Restaurando el Paradigma Original de Nills Bergman
La hora Siguiente al Nacimiento, de Michel Odent
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Sobre o "toque"
Para fazer este exame, a mulher tem de estar deitada de costas, com as pernas afastadas e dobradas sobre os joelhos. Depois, o profissional de saúde introduz dois dedos na vagina até alcançar o colo do útero, para avaliar o seu estado de maturação, apagamento ou dilatação. Embora invasivo, o exame, se for apenas uma mera observação, é rápido e não deve ser doloroso. Já os toques consecutivos são desnecessários, incomodativos e têm riscos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que «o número de exames vaginais deve ser limitado ao estritamente necessário; durante a primeira parte do trabalho de parto [dilatação], habitualmente, um exame vaginal de quatro em quatro horas é suficiente». No documento Care in Normal Birth – a pratical guide explica-se ainda que «se o parto decorrer serenamente, profissionais de saúde experientes podem limitar o número de exames vaginais a um. Idealmente, a observação necessária para determinar que existe parto activo, ou seja, dilatação». Apesar disso, o número de toques vaginais a efectuar durante o parto dificilmente gera consenso.
O toque serve para avaliar
Posição do colo uterino: posterior, anterior ou intermédio;
Extinção (ou apagamento) do colo uterino: formado, isto é sem apagamento, 50% apagado, 80% apagado e apagado;
Dilatação do colo uterino: até dez centímetros;
Consistência do colo uterino: duro ou mole;
Descida e rotação da cabeça do bebé.
À medida que a gravidez se aproxima do fim, o colo vai progressivamente, orientando-se de posterior para anterior, encurtando, dilatando e perdendo consistência.
O toque não avalia
A compatibilidade feto-pélvica (proporção entre o tamanho do bebé e a pélvis da mãe);
Quanto tempo falta para o bebé nascer.
Efeitos secundários
Aumento do risco de infecção: mesmo quando realizado com cuidado e com luvas, há sempre o risco de levar microorganismos da vagina ao canal cervical.
Interfere com a progressão normal do trabalho de parto.
Afecta a mulher emocionalmente: o toque invade a privacidade, pode ser desconfortável e obriga a mulher a uma posição pouco facilitadora do parto. Além disso, se se diz a uma mulher que tem quatro centímetros de dilatação e, passada uma hora e muitas contracções, depois de novo toque, se diz que ainda mantém os quatro centímetros, o sentimento vai ser de desânimo, quando o que se pretende é o contrário.
Durante a gravidez
Sempre que a grávida se queixa de contracções, mesmo que a data prevista para o parto ainda esteja longe, é normal haver uma observação vaginal para verificar se existe ou não trabalho de parto.
É também hábito, entre os obstetras, efectuar o toque com periodicidade semanal nas consultas a partir das 38 semanas para avaliar se o colo do útero está a modificar progressivamente ao longo das semanas. E é numa destas consultas que, muitas vezes, fazem a tal «maldade» – descolamento de membranas – para acelerar o início do trabalho de parto.
Se forem seguidas as recomendações da Organização Mundial de Saúde, que apontam sempre no sentido de, em situações normais, interferir o menos possível no processo natural do nascimento, não haverá necessidade de fazer toques antes do final da data prevista para o parto e, ainda menos, de descolamento de membranas.
Texto de Patrícia Lamúrias
Revista Pais&Filhos
17 de Maio/2011
Podem ler o artigo completo aqui.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que «o número de exames vaginais deve ser limitado ao estritamente necessário; durante a primeira parte do trabalho de parto [dilatação], habitualmente, um exame vaginal de quatro em quatro horas é suficiente». No documento Care in Normal Birth – a pratical guide explica-se ainda que «se o parto decorrer serenamente, profissionais de saúde experientes podem limitar o número de exames vaginais a um. Idealmente, a observação necessária para determinar que existe parto activo, ou seja, dilatação». Apesar disso, o número de toques vaginais a efectuar durante o parto dificilmente gera consenso.
O toque serve para avaliar
Posição do colo uterino: posterior, anterior ou intermédio;
Extinção (ou apagamento) do colo uterino: formado, isto é sem apagamento, 50% apagado, 80% apagado e apagado;
Dilatação do colo uterino: até dez centímetros;
Consistência do colo uterino: duro ou mole;
Descida e rotação da cabeça do bebé.
À medida que a gravidez se aproxima do fim, o colo vai progressivamente, orientando-se de posterior para anterior, encurtando, dilatando e perdendo consistência.
O toque não avalia
A compatibilidade feto-pélvica (proporção entre o tamanho do bebé e a pélvis da mãe);
Quanto tempo falta para o bebé nascer.
Efeitos secundários
Aumento do risco de infecção: mesmo quando realizado com cuidado e com luvas, há sempre o risco de levar microorganismos da vagina ao canal cervical.
Interfere com a progressão normal do trabalho de parto.
Afecta a mulher emocionalmente: o toque invade a privacidade, pode ser desconfortável e obriga a mulher a uma posição pouco facilitadora do parto. Além disso, se se diz a uma mulher que tem quatro centímetros de dilatação e, passada uma hora e muitas contracções, depois de novo toque, se diz que ainda mantém os quatro centímetros, o sentimento vai ser de desânimo, quando o que se pretende é o contrário.
Durante a gravidez
Sempre que a grávida se queixa de contracções, mesmo que a data prevista para o parto ainda esteja longe, é normal haver uma observação vaginal para verificar se existe ou não trabalho de parto.
É também hábito, entre os obstetras, efectuar o toque com periodicidade semanal nas consultas a partir das 38 semanas para avaliar se o colo do útero está a modificar progressivamente ao longo das semanas. E é numa destas consultas que, muitas vezes, fazem a tal «maldade» – descolamento de membranas – para acelerar o início do trabalho de parto.
Se forem seguidas as recomendações da Organização Mundial de Saúde, que apontam sempre no sentido de, em situações normais, interferir o menos possível no processo natural do nascimento, não haverá necessidade de fazer toques antes do final da data prevista para o parto e, ainda menos, de descolamento de membranas.
Texto de Patrícia Lamúrias
Revista Pais&Filhos
17 de Maio/2011
Podem ler o artigo completo aqui.
sábado, 23 de abril de 2011
A hora seguinte ao nascimento: Deixem a Mãe e o bebé em Paz!
A hora que se segue ao nascimento é, sem dúvida, uma das fases mais críticas na vida dos seres humanos.O que está envolvido neste momento que torna este período tão crítico e delicado? Porque é tão importante que seja preservado e respeitado?
Eis alguns dos processos envolvidos:
- necessidade repentina de se adaptar à respiração por parte do recém-nascido
- efeitos das hormonas (dão-se tranformações importantes nesta fase que se for perturbada podem ser alteradas)
- vinculação entre mãe-bebé
- início da amamentação
- adaptação metabólica
- adaptação bacteriológica
- processo de termoregulação
- adaptação à gravidade
Conseguem imaginar tudo isto a acontecer tranquilamente enquanto levam o bebé para aspirar, pesar, analisar, vestir, etc...? Será que essa pressa de intervir se justifica em bebés e mães saudáveis? Ou será que afinal se perde demasiado...?
Podem ler mais informação aqui, aqui e aqui.
domingo, 3 de abril de 2011
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Um parto suave
É a história de um parto domiciliar, na água, que é também um excerto do documentário Doula! The Ultimate Birth Companion. Muito bonito!
sábado, 12 de junho de 2010
O parto ao longo da história
Um pouco de história acerca das mudanças que se foram dando, na forma como nascemos. O primeiro vídeo faz-nos a passagem do fisiológico ao tecnológico masculinizado... não é muito bonito de se ver mas apesar disso é importante saber como chegámos aos dias de hoje:
Neste excerto recuamos um pouco mais (Séc. XVII) e encontramos já muitas semelhanças com aquilo que advogamos hoje em dia:
Século XIV na Europa:
Por último este vídeo mostra-nos o parto desde a antiguidade:
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Entrevista com Michel Odent
Michel Odent, médico obstetra, fala acerca do nascimento humano e de questões pertinentes que se colocam nos dias de hoje acerca do parto.
Estas mesmas questões são abordadas no seu texto, O Nascimento dos Mamíferos Humanos, que podem ler aqui.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Parto Humanizado reduz mortalidade materna
Especialistas garantem que quanto menor a intervenção, menores também os riscos para a mãe e para o bebê.
Podem ler o artigo completo aqui.
Podem ler o artigo completo aqui.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Projecto de Parto Humanizado no Brasil
Os vídeos contêm imagens gráficas de partos vaginais e cesarianas
terça-feira, 22 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
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