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sábado, 21 de janeiro de 2012

Corpo de Mãe, Orgulho de Mulher


They´re my zebra stripes, my strech marks,
my war and battle scars
and i´ll never be too bothered
because i know that you are ours

***

São as minhas listas de zebra, as minhas estrias,
as minhas cicatrizes de guerra e batalha
e nunca me importarei muito
porque sei que és nosso

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sábado, 1 de agosto de 2009

The Shape of a Mother

Adorei visitar este site que desmistifica sem pudores o corpo pós-parto.
Numa sociedade em que a imagem por si só é, por vezes, demasiado valorizada (em detrimento de outros valores) muitas recém mães vivem atormentadas em regressar ao seu corpo pré-gravidez.
Pois, qual campanha Dove, elogiando a beleza real, aqui podemos ver corpos de mulheres reais que dão os seus testemunhos e trocam ideias, depois de ter dado à luz os seus filhos.
Lindas e (im)perfeitas.

Visitem aqui.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Menstruação no pós-parto

A hemorragia que ocorre após o parto é menstruação - Falso
No pós-parto o sangue é expelido pelo útero e não pelo endométrio, como ocorre na menstruação. A hemorragia é consequência da involução do útero.

"A retirada da placenta e das membranas do saco gestacional deixa expostos os vasos, antes responsáveis pela oxigenação e nutrição do feto. Por isso ocorre a hemorragia" completa o ginecologista Cláudio Emílio.

A essa substância sanguinolenta dá-se o nome de lóquios.

É normal sangrar muito no pós-parto - Verdadeiro

"Nos primeiros dias o fluxo é maior que o da menstruação. Mas deve diminuir e clarear com o passar dos dias, nunca aumentar" explica o ginecologista e obstetra Gabriel de Souza Pinto.

Em casos de mioma e gravidez múltipla ou de gémeos, a hemorragia é maior, porque o útero demora mais para voltar ao tamanho normal.

"Ferimentos na vagina ou no colo do útero e alteração de coagulação do sangue também causam um escape maior de sangue."

Outro problema que faz aumentar o fluxo de sangue é a atonia, ou seja, a flacidez do útero (que é um músculo) quando não consegue contrair-se. Se a hemorragia for excessiva, acompanhada de febre e mal-estar, procure o médico.

O tipo de parto influencia o volume da hemorragia - Depende

Após o parto, normal ou de cesariana, a hemorragia será a mesma, a não ser que haja complicações. Já no momento do nascimento, é diferente: na cesariana, o fluxo é maior por se tratar de uma cirurgia.

"A mulher pode perder 1 litro de sangue durante este procedimento, enquanto num parto vaginal a perda é de 500 ml."

As cólicas são comuns nesta fase - Verdadeiro

Logo após o parto, é possível sentir contracções na região central e baixa da barriga. Isto porque o útero se contrai naturalmente para prevenir a hemorragia e voltar ao tamanho pré-gestacional.

"Ele involui para voltar ao normal e a amamentação também facilita a contracção" diz Cláudio Bonduki.

A hemorragia dura 40 dias - Depende

A secreção genital geralmente é expelida de 30 a 45 dias, variando de uma mulher para outra. No início, apresenta coloração vermelha, intensa e vai clareando aos poucos, ficando rosada e depois amarelada, até se tornar transparente.

Mau cheiro é sinal de infecção - Verdadeiro

Como o sangue é metabolizado, terá um leve odor que nunca deverá ser fétido. Se o cheiro for forte e desagradável, acompanhado de outro sintoma, como febre ou dores abdominais, converse com o seu médico.

Ficar em repouso reduz a hemorragia - Falso

A hemorragia não depende de ficar parada ou movimentar-se. Só é recomendável o repouso para quem teve alguma complicação durante ou após o parto.

"Da mesma forma, os exercícios físicos não provocam hemorragia para além do normal" comenta o ginecologista Cláudio Bonduki.

Não devem ser usados tampões no pós-parto - Verdadeiro

Quando a menstruação voltar ao normal, evite os tampões para não correr risco de infecções.

"Como o útero está aberto, deixar sangue retido por muito tempo propicia o aparecimento de problemas" alerta Gabriel de Souza Pinto.

O melhor é usar pensos higiénicos, que devem ser trocados com frequência. Redobre os cuidados com a higiene íntima. Lave-se de cada vez que for à casa de banho.

Enquanto estiver a amamentar, não há menstruação - Depende
Em geral a menstruação não ocorre nos primeiros quatro meses da amamentação - só deve voltar depois desse período e até ao sétimo mês. A frequência de aleitamento influencia neste processo.

"Se a mãe é um 'relógio' e amamenta a cada três horas (inclusive à noite), inibe a ovulação, pois estimula a proteína que impede a libertação do óvulo", explica Gabriel Lowndes.

"Sem o óvulo, não há menstruação. A ausência da menstruação, quando a mulher está a amamentar é comum. Isto ocorre porque o aleitamento está ligado ao sistema nervoso e à produção de hormonas."

"Uma das duas substâncias fabricadas pela hipófise para produzir o leite - a ocitocina - provoca também a contracção do útero, o que geralmente resulta em cólicas menstruais. A outra - a prolactina - faz a mulher não menstruar."

E se não menstruar, não engravido - Depende
Alguns médicos afirmam que no período da amamentação as hipóteses de uma mulher engravidar são mínimas.

"A prolactina, produzida pelo organismo para a formação do leite, acaba por impedir o ciclo menstrual e a libertação do óvulo para ser fecundado" explica Marcos Ymayo.

Outros especialistas aconselham as mães a fazer a amamentação à risca para não ter perigo nenhum de engravidar.

"Se o intervalo entre as mamadas for muito grande, entre 8 e 9 horas, as hipóteses de engravidar aumentam" alerta Gabriel Lowndes.

"Oito entre dez mulheres que amamentam não têm menstruação, o que não significa que não tenham ovulação" avisa José Bento de Souza.

Para não correr risco algum, mais vale adoptar um método contraceptivo. Os anticonceptivos à base de progesterona ajudam a bloquear a ovulação, mantêm o útero sem sangrar e são os mais indicados nessa fase. O preservativo é outra opção.

Os exercícios para o períneo (manobras de Kegel) auxiliam a estancar o sangue - Falso
Esses movimentos beneficiam a musculatura do períneo (região entre a vagina e o ânus) e não têm acção directa sobre a musculatura uterina ou a hemorragia. Mesmo assim, o ginecologista Ymayo costuma recomendar esses exercícios no pré-natal e no pós-parto.

"Ajudam a restabelecer o períneo e a evitar a incontinência urinária" explica.

Não se pode lavar a cabeça enquanto houver hemorragia - Falso
Pelo contrário! A higiene é essencial, ainda mais porque a amamentação estimula a transpiração. Não só pode como deve lavar a cabeça enquanto está menstruada.

"Essa história vem do século XIX ou até antes, quando as mulheres ficavam muito cansadas, após um parto difícil em casa, e acabavam por cair na casa de banho e batiam com a cabeça. Sem falar do grande esfoço físico que era lavar aquelas imensas cabeleiras" comenta Ymayo.

A responsabilidade científica desta informação é do Projecto Artémis

Fonte: Sapo Saúde
Link: http://saude.sapo.pt/artigos/bebe/ver.html?id=756779

sábado, 5 de janeiro de 2008

Kegels: aquilo que todas as mulheres devem saber!


Os Kegels são exercícios para fortalecer os músculos do pavimento pélvico (ver imagem).
Assim chamados por ter sido o médico Arnold Kegel quem os introduziu, estes simples exercícios devem ser practicados por todas as mulheres durante toda a vida (ou como alguém me dizia até "nos lembrarmos que somos mulheres").

Vantagens para as mulheres em geral:
  • previnem a incontinência
  • melhoram a actividade sexual
  • combatem a obstipação (e os problemas associados)
  • reforçam a musculatura da bexiga, ânus e vagina prevenindo problemas como o prolapso da bexiga ou do útero
Vantagens para as mulheres grávidas:
(além das anteriores)
  • melhoram as condições físicas da mulher para o trabalho de parto, já que estes músculos vão ser de grande importância na expulsão do bebé
  • ajudam a reduzir os riscos de ruptura períneal

Os músculos do pavimento pélvico formam uma espécie de "rede" de suporte no interior da pélvis, que circunda a uretra, a vagina e o recto. Estes exercícios vão ajudar a tonificar esses músculos tão esforçados durante a gravidez, permitindo-lhes suportar o peso do bebé em crescimento e ajudar a empurrar o bebé para fora durante o parto. Além disso, manter estes músculos tonificados ajudará a que recupere mais depressa depois do nascimento.

Para practicar os Kegels, primeiro tem que saber identificar os músculos correctos:

Da próxima vez que urinar, experimente interromper por instantes o fluxo de urina mas sem deixar sequer gotejar.
Lembre-se da sensação que isso lhe produz. os músculos que utilizou para parar o fluxo são os do pavimento pélvico. Uma vez identificados, não repita este movimento quando urinar!
Se a bexiga não ficar completamente vazia de cada vez que urinar, corre o risco de ter uma infecção urinária.

Pode efectuar os exercícios para o pavimento pélvico em qualquer lugar, sentada no carro, a ver televisão ou até na fila do supermercado! Basta apertar os músculos, mantê-los assim durante uns 5 segundos e depois soltá-los devagar.
Talvez ajude se imaginar que o seu pavimento pélvico é um elevador. Enquanto ele sobe cada um dos andares, tente ir puxando os músculos para cima até ao máximo que conseguir.
Depois, há medida que o "elevador" desce, vá gradualmente relaxando os músculos até chegar ao rés-do-chão.
Repita este exercício 5 vezes, várias vezes ao dia. Quando se tornar mais fácil aumente o número de repetições.

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