Mostrar mensagens com a etiqueta preparação para o parto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta preparação para o parto. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 28 de março de 2012

Percepção VS Realidade

Actualmente, muitas vezes os casais jovens têm pouco contacto com famílias com crianças pequenas, antes de serem pais, e a realidade da maternidade por vezes é fantasiada pelo que os media nos transmitem...


Ter um bebé também significa deixar um pouco de caos entrar na nossa vida, tornarmo-nos mais tolerantes, mais flexíveis... dar mais sem esperar receber nada em troca... Não vem tudo em cor-de-rosa e azul bebé como nos vendem nas lojas de artigos de puericultura...

Estão preparados para esse desafio?


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sobre o trabalho da doula, o parto natural, as necessidades básicas da mulher no trabalho de parto...


A paixão de Ginny Phang é enriquecer a experiencia de parto da mulher, apoiar casais a fazer a suas escolhas e ajudá-los a conseguir a melhor experiencia de nascimento possível. Como doula, ela já deu apoio em mais de 300 partos e deu aulas de preparação para o parto a centenas de casais.

Trabalha com mães de primeira viagem, mães de multiplos, casais de todos os cantos do mundo, partos vaginais após cesarianas, partos pélvicos, gémeos, partos na água e partos domiciliares.

Ginny acredita em doular com um coração caloroso, porque o nascimento é importante.

sábado, 24 de setembro de 2011

Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade - INSCRIÇÕES ABERTAS -



"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo."

A gestação e o nascimento de um bebé são um período de grandes transformações.

As sessões de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade têm por objectivo fornecer informações actualizadas aos futuros pais, para que estes possam reflectir, preparar-se activamente e fazer as suas escolhas conscientes para este período tão importante das suas vidas.

O objectivo desta preparação é que as grávidas e pais encarem o parto como um evento fisiológico e uma experiência positiva na vida da mulher/casal, que, como tal, deve ser preservada e respeitada.

Os encontros são constituídos por conversas informativas e alguns exercícios prácticos (relaxamento, exercícios de fortalecimento do períneo, treino de posições e medidas de conforto durante o trabalho de parto, etc). São usadas bolas de parto (bolas suíças).
Há filmes para ver, momentos para troca de ideias e é entregue material impresso sobre muitos dos temas.

Alguns dos temas a abordar:

• Alterações físicas e emocionais na gravidez
• Desconfortos comuns da gravidez (e algumas soluções naturais para os mesmos)
• Sinais de alerta - o início do trabalho de parto
• Fisiologia do parto
• Humanização do Nascimento
• Medidas de Conforto para o trabalho de parto
• Procedimentos hospitalares e Recomendações OMS
• Os diferentes tipos de parto
• O plano de parto
• Amamentação
• Cuidados e necessidades básicas do recém-nascido
• O pós-parto


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Workshop intensivo de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade


*Serão 3 domingos no mês de Junho: dias 5, 12 e 19 - das 10:30 às 17:30

*No espaço Art of Living, na bela vila de Sintra

*Destina-se a grávidas e seus acompanhantes (pai do bebé ou outra pessoa da sua escolha)


A gestação e o nascimento de um bebé são um período de grandes transformações.


As sessões de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade têm por objectivo fornecer informações actualizadas aos futuros pais, para que estes possam reflectir, preparar-se activamente e fazer as suas escolhas conscientes para este período tão importante das suas vidas.

O objectivo desta preparação é que as grávidas e pais encarem o parto como um evento fisiológico e uma experiência positiva na vida da mulher/casal, que, como tal, deve ser preservada, respeitada e vivida activamente.

Os encontros são constituídos por conversas informativas e alguns exercícios prácticos (relaxamento, exercícios de fortalecimento do períneo, treino de posições e medidas de conforto durante o trabalho de parto, etc). São usadas bolas de parto (bolas suíças).
Há filmes para ver, momentos para troca de ideias e é entregue material impresso sobre muitos dos temas.

Alguns dos temas a abordar:

• Alterações físicas e emocionais na gravidez
• Desconfortos comuns da gravidez (e algumas soluções naturais para os mesmos)
• Sinais de alerta - o início do trabalho de parto
• Fisiologia do parto
• Humanização do Nascimento
• Medidas de Conforto para o trabalho de parto
• Procedimentos hospitalares e Recomendações OMS
• Os diferentes tipos de parto
• O plano de parto
• Amamentação
• Cuidados e necessidades básicas do recém-nascido
• O pós-parto

Contribuição: 125 euros por casal - grávida + acompanhante
Facilitadora: Sofia Carvalho

Onde:
- espaço Art of Living
Largo Ferreira de Castro nº3 r/c, Sintra
E-mail:
art.of.living1@gmail.com
Telef:
21 924 89 69 - 96 674 1439


Para inscrições e mais informações contacte:

aquihabebe@gmail.com
T - 96 837 64 50

sexta-feira, 4 de março de 2011

Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo."

A gestação e o nascimento de um bebé são um período de grandes transformações.

As sessões de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade têm por objectivo fornecer informações actualizadas aos futuros pais, para que estes possam reflectir, preparar-se activamente e fazer as suas escolhas conscientes para este período tão importante das suas vidas.

O objectivo desta preparação é que as grávidas e pais encarem o parto como um evento fisiológico e uma experiência positiva na vida da mulher/casal, que, como tal, deve ser preservada e respeitada.

Os encontros são constituídos por conversas informativas e alguns exercícios prácticos (relaxamento, exercícios de fortalecimento do períneo, treino de posições e medidas de conforto durante o trabalho de parto, etc). São usadas bolas de parto (bolas suíças).
Há filmes para ver, momentos para troca de ideias e é entregue material impresso sobre muitos dos temas.

Alguns dos temas a abordar:

• Alterações físicas e emocionais na gravidez
• Desconfortos comuns da gravidez (e algumas soluções naturais para os mesmos)
• Sinais de alerta - o início do trabalho de parto
• Fisiologia do parto
• Humanização do Nascimento
• Medidas de Conforto para o trabalho de parto
• Procedimentos hospitalares e Recomendações OMS
• Os diferentes tipos de parto
• O plano de parto
• Amamentação
• Cuidados e necessidades básicas do recém-nascido
• O pós-parto


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Preparação para o Pós-Parto - Workshop 26 de Setembro

A maioria das mães e pais hoje em dia, reconhece a importancia de uma boa preparação para o parto.
Muitos casais fazem um plano de parto e preparam inúmeros itens relacionados com a chegada bebé.
Mas quantas grávidas preparam o seu pós-parto? Uma preparação que se foque especialmente na mãe e na sua recuperação física, emocional e psicológica?

A maioria das grávidas não está consciente do "caos" que as mudanças do pós-parto trazem: fisicamente, hormonalmente, psicologicamente e até espiritualmente, nas semanas a seguir ao parto. Na minha experiência com recém-mães é comum ouvir "Mas porque é que ninguém me disse isto antes...?" ou "Se eu soubesse disto antes tinha sido muito mais fácil!".

Venha preparar-se para "o depois", descobrir o que acontece e aprender diversas formas de facilitar a sua vida após a chegada o bebé!

Alguns dos temas a abordar:

-alterações físicas, emocionais e psicológicas no pós-parto
- alterações nas rotinas e gestão de tempo
-a relação do casal após o bebé
-baby blues e depressão pós-parto
-o vínculo afectivo com o bebé
-amamentação e necessidades básicas do bebé
-plano de Pós-Parto
-a doula no pós-parto

Informações sobre o workshop:

Facilitadora: Sofia Carvalho (Doula, Educadora Perinatal, Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef)
Local: Art of Living
Largo Ferreira de Castro nº3 r/c Sintra – Telef: 21 924 89 69 - 96 674 1439 (Mapa aqui)
Destinatários: Grávidas, futuros-pais, futuros avós ou futuros-tios, pessoas que acompanhem (ou que irão acompanhar em breve) mulheres em período de pós-parto.
Dia: 26 de Setembro (domingo)
Hora: a divulgar em breve
Contribuição: 20 euros/casal ou grávida e seu acompanhante (mãe, sogra, irmã, amiga)
15 euros/indivídual

Para mais informações e inscrições:
(vagas limitadas)

aquihabebe@gmail.com

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Curso de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade - INSCRIÇÕES ABERTAS -

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo."


A gestação e o nascimento de um bebé são um período de grandes transformações.

As sessões de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade têm por objectivo fornecer informações actualizadas aos futuros pais, para que estes possam reflectir, preparar-se activamente e fazer as suas escolhas conscientes para este período tão importante das suas vidas.

O objectivo do curso é que as grávidas e pais encarem o parto como um evento fisiológico e uma experiência positiva na vida da mulher/casal, que, como tal, deve ser preservada e respeitada.

As aulas são constituídas por conversas informativas e alguns exercícios prácticos (relaxamento, exercícios de fortalecimento do períneo, treino de posições e medidas de conforto durante o trabalho de parto, etc). São usadas bolas de parto (bolas suíças).
Há filmes para ver, momentos para troca de ideias e é entregue material impresso sobre muitos dos temas.

Alguns dos temas a abordar:

• Alterações físicas e emocionais na gravidez
• Desconfortos no último trimestre de gravidez
• Sinais de alerta
• Anatomia e fisiologia do parto
• Humanização do Nascimento
• Como lidar com a dor
• Medidas de Conforto para o trabalho de parto
• Procedimentos hospitalares vs Recomendações OMS
• Os diferentes tipos de parto
• O plano de parto
• Amamentação
• Cuidados com o recém-nascido
• O pós-parto

- O curso é composto por 8 encontros semanais de aproximadamente 1h30m a 2h (domingos de manhã)
- Destina-se a grávidas, a partir das 25 semanas de gestação, e seus acompanhantes (pai do bebé ou outra pessoa da sua escolha).
- Oferta de uma consulta de apoio ao Aleitamento Materno ao domicílio, após o nascimento do bebé.
Contribuição: 150 euros
Facilitadora: Sofia Carvalho

Onde:

- espaço Art of Living
Largo Ferreira de Castro nº3 r/c Sintra – Telef: 21
924 89 69 - 96 674 1439


- espaço Per Ankh - Casa da Vida
Rua Inácio Duarte, 3-A
2790-266 Alto dos Barronhos, Nova Carnaxide
Lisboa-Portugal
E-mail: riscosearabescos@gmail.com
Telf: 910 822 086

Para inscrições e mais informações contacte:

aquihabebe@gmail.com
T - 96 837 64 50





quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Gestação: tempo de mudanças bio-psico-sociais

Este texo foi escrito tendo por base a realidade brasileira, no entanto, todos os factos referidos são válidos para a nossa realidade também.
Fala sobre os aspectos psico-sociais da gravidez e da maternidade e vale a pena ler pois são temas pouco falados mas importantíssimos para as mulheres!

Descobrir uma gravidez é um impacto na vida de um casal, é um evento que muda a rotina e prevê inúmeras transformações imensuráveis. A experiência da maternidade e paternidade possibilita o auto-conhecimento, o desejo de ter um filho muitas vezes está presente antes mesmo que o casal perceba, sendo rodeado de motivos baseados em antecedentes familiares, marcados por contextos socioculturais e por influências psico-biológicas.

A partir do momento que a mulher engravida ela passa a ser um objeto de interesse e preocupação da sociedade, mas não por ela em si e sim por causa do bebê que ela carrega. “O importante é que o neném nasça com saúde, seja por parto normal ou cesáreo”, argumento que reflete a preocupação da sociedade com o bem-estar do bebê. A falta de preparo psicológico das mulheres para enfrentar a gravidez e o parto explica o alto índice de cesáreas eletivas em nosso país. Infelizmente no Brasil, o parto ainda é visto como um evento médico com possibilidade de complicação, nesse contexto a mulher é tratada como paciente que necessita de inúmeras intervenções (muitas vezes desnecessárias) e seu estado emocional é desconsiderado. O sentido humano e feminino do parto está se perdendo, sendo substituído por um processo mecânico, impessoal e frio.

Garantir o bem estar geral da mulher durante a gestação é essencial, pensando não somente no aspecto físico, mas também no aspecto emocional, que age também sobre o crescimento e desenvolvimento fetal com conseqüências em longo prazo. Nem sempre o estado emocional da gestante é levado em consideração pelos profissionais de saúde, que acreditam que esta é uma responsabilidade da família e da comunidade, e acabam se preocupando só em cumprir as rotinas e protocolos.

A experiência da maternidade proporciona à mulher a possibilidade de ampliar sua consciência através da introversão, possibilitando a integração e à harmonização de seus conteúdos conscientes e inconscientes (da psique feminina). O processo de individuação feminino só ocorrerá se a mulher considerar o caráter bivalente do arquétipo materno, quebrando o tabu da sociedade que encara a maternidade somente pelo lado positivo. A passagem de “filha” para “mãe”, requer a morte da filha para o nascimento da mãe, e vem rodeada de sentimentos intensos que irão transformar e amadurecer os pensamentos e as condutas da mulher, que pode responder de forma positiva ou negativa a essas modificações. Aceitar e mergulhar na gravidez requer um ato de fé na vida, fé de que apesar das dificuldades vale à pena viver a maternidade. Mas para que esse sentimento desperte, é necessário um solo fértil. A gestante precisa de acolhimento e compreensão.

Em nossa cultura racional e moderna, voltada ao modelo cartesiano, concede-se muito poder a razão. A intuição é vista como uma fonte de conhecimento não confiável. As emoções, sentimentos e intuições são abafados e o corpo se transforma em matéria inerte, um mero objeto de manipulação.
Assim sendo, as mulheres são firme e silenciosamente convidadas a não perguntar, não questionar, não duvidar. Ela deve continuar vivendo o período da gestação normalmente, como se não houvesse transformação alguma. Nos consultórios ela é tratada como todas as outras, afinal o protocolo deve ser seguido. Michel Odent denomina “efeito nocebo” das consultas pré-natais, os casos em que o profissional de saúde faz mais mal do que bem as gestantes, atuando sobre a imaginação, as crenças e, portanto, sobre o estado emocional. Falar de sentimentos, é besteira!!! Essa coisa de intuição não existe!!! Então a mulher se retrai e se fecha, passando a agir racionalmente, gerando conflitos entre o consciente e o inconsciente, e conseqüente instabilidade física e emocional.

A fisiologia do parto não se modifica, mas os aspectos bio-psico-social envolvidos no processo são tratados de forma diferente por cada sociedade e pelos indivíduos nela inseridos. A família, principalmente, estabelece, impõe e dita as regras e leis que são determindas pela sociedade e governam nossa conduta. Aprendemos que é preciso ser forte, racional e ter sob controle todas as situações. Assim deixamos de lado nossos desejos e nossa auto-estima, afinal a sociedade exige que a mulher assuma papeis, funções, aptidões e estereótipos que muitas vezes não condizem com seu interior.

A gestação é considerada um período de transição, um evento transformador da vida. A cultura ocidental tecnocrática considera a gestação e o parto como um processo meramente fisiológico, e estabelece as rotinas obstétricas como imprescindíveis para que o processo ocorra sem complicações, deixando clara a visão de que a tecnologia é superior à natureza. O sentido da gestação como um ritual de iniciação para a vida, se perdeu. Somos levadas a acreditar que nossa gestação é de responsabilidade do médico obstetra, que a nós cabe escutar o que ele tem a dizer e aceitar as decisões sem questionar. Dar à luz hoje se tornou uma façanha para a mulher que quer estar consciente e ser ativa durante o nascimento de seu filho.

Durante a gestação, período em que a mulher está emocionalmente vulnerável, é incorporada, inconscientemente, a idéia de que um parto medicalizado traz mais benefícios à mãe e ao seu bebê, pois ambos serão poupados do sofrimento e da dor. É criada a falsa ilusão de que tudo pode ser controlado pela desenvolvida tecnologia médica.

O estimulo à prática de terapias alternativas durante a gestação e parto ainda é pouco difundido. Poucas são as gestantes que durante o pré-natal são orientadas a praticar exercícios para fortalecer o períneo e para diminuir a dor durante o TP e parto, por exemplo. Poucas conhecem práticas alternativas para alivio dos incômodos durante a gravidez, ou que realizam atividades que garantam relaxamento e equilíbrio físico e emocional.

A transmissão das crenças e rituais para o parto na sociedade atual, se baseia num modelo tecnocrático. Quando é chegada a hora do nascimento do bebê, a mulher é levada ao hospital, onde é obrigada a colocar aquele avental verde, imediatamente é iniciado o monitoramento por aparelhos que verificam a vitalidade fetal, é indicado um soro com oxitocina para acelerar o TP, é orientada a ficar deitada e sem comer durante todo período, é colocada sobre a desconfortável mesa de parto, é realizada a anestesia para aliviar a dor, sem contar que deve estar preparada para a episiotomia. São deixadas lá, sozinhas, entregues à pessoas estranhas, que se dizem muito competentes para acompanhar todo o processo, garantindo a segurança da mãe e do bebê!!! Logo que o bebê nasce é afastado da mãe para que se cumpram as rotinas estabelecidas... É assim que somos preparadas para o parto!!! E achamos tudo isso normal!!! O anormal é querer um parto sem intervenções ou que estas sejam mínimas, é querer o apoio e proximidade de pessoas queridas, é querer acolher seu bebê, é querer ser a protagonista disso tudo e sentir-se vitoriosa e capaz de viver e entender intensamente essa nova etapa da vida...

O movimento pela humanização do parto e nascimento visa contribuir para uma mudança efetiva no modo de cuidar das gestantes, oferecendo suporte físico e psicológico com informações e orientações de qualidade para que ela possa viver seu parto com segurança, satisfação e plenitude.
Como profissionais humanizadas que queremos ser, devemos sempre carregar as características de um bom alquimista: “...ter o espírito extremamente sutil e dispor de conhecimentos suficientes(...) Assim, pois, não pode ser grosseiro de espírito ou rígido, nem pode ser voraz ou cobiçoso, indeciso e inconstante. Não deve ser apressado ou presunçoso. Pelo contrário, deve ter firme propósito, longanimidade, perseverança, paciência, docilidade e moderação.” (JUNG: 1991, 283).

As mulheres que gerarem e parirem seus bebês com consciência, certamente estarão trazendo ao mundo seres humanos preocupados em lutar para restabelecer um mundo com visão holística, baseados em valores humanísticos e saudáveis como forma de pensar e viver.

Texto de Viviane Fontes Moradei Coelho*

Bibliografia

CORDEIRO, Silvia N. Importância dos aspectos psicológicos no processo reprodutivo. Disponível em: http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=944&Itemid=208
SARMENTO, Gisele. O papel da maternidade no processo de individuação feminino. Material do curso Humanização, ano 2009.
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Intuição – O inexplicável do dia-a-dia. Disponível em: http://psicologiadialetica.blogspot.com/2009/08/intuicao-o-inexplicavel-no-dia-dia.html
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Emoções. Texto não publicado. Material do curso de Humanização Online da ONG Amigas do Parto, ano 2009.
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Mulheres e gravidez hoje. Capítulo do livro "Empoderando as Mulheres. Psicologia e Humanização" de Adriana Tanese Nogueira, São Paulo, Editora Biblioteca24x7, 2009 (em fase de publicação).
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Parto Alquímico. Entre individuação feminina e transformação social. Disponível em: http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=206&Itemid=213


*Viviane Fontes Moradei Coelho é enfermeira obstetra, tem 26 anos e mora em Vitória (ES). Este texto foi elaborado como Monografia final do Módulo Gestação do curso Humanização Online 2009.
Contato: vimoradei@yahoo.com.br

Fonte: ONG Amigas do Parto

terça-feira, 21 de julho de 2009

Não vá carregada para o parto

O medo, a insegurança, a falta de auto-confiança, a distância em relação ao corpo são pesos que carregamos para o parto e vão condicioná-lo. Preparar-se para o parto é sobretudo aliviar a carga.
Os desafios das mulheres são pouco importantes?

A parteira mexicana Naoli Vinaver diz que carregamos muitas malas connosco para o parto. Não é só a mala com as nossas roupas e as do bebé. São as malas com tudo o que temos por resolver na nossa vida, com tudo aquilo que o que nos amarra. São malas bem pesadas, por vezes. E às vezes são imensas.
Durante o trabalho de parto vamos libertando-nos de muitas delas, vamos-nos desamarrando. Por isso se diz que o parto pode ser transformador. Mas se o peso for excessivo, o parto pode arrastar-se, complicar-se ou até não ter início. Por isso, a enfermeira parteira Lúcia Leite diz que «a preparação para o parto faz-se no coração e na cabeça, trabalhando os medos e a auto-confiança.»

Por isso, o obstetra Ricardo Jones escreve: «Tanto quanto no sexo, existe muito mais no nascimento humano do que o que se pode encontrar no corpo e suas medidas.» Apesar de a obstetrícia ainda não incorporar na sua prática esta evidência científica, a verdade é que se descobriu «uma nova dimensão no nascimento, qual seja, a indissociabilidade das emoções e sentimentos ao lado dos eventos mecânicos já conhecidos. Ficou evidente que muitas mulheres falhavam em ter seus filhos de uma forma mais natural porque algo além do corpo as impedia.»

O medo faz com que as mulheres estejam contraídas e não deixa libertar as hormonas que estimulam as contracções e a dilatação. Isto é assim porque somos mamíferos e a natureza, que sabe o que faz, encontrou esta forma de proteger as nossas crias: elas não nasceriam em ambiente ameaçador, mas apenas quando a mãe estivesse tranquila e segura.
Tendo em conta estas evidências, vale a pena preparar-se e aliviar alguma da sua carga. Faça-o por si e pelo seu bebé. Um parto com menos intervenção é um parto mais saudável, com menos riscos, que leva a um pós-parto infinitamente mais fácil. O poder de dar à luz o seu bebé está em si. Só tem de descobri-lo. Deixamos-lhe algumas dicas:

# Converse com alguém da sua confiança, fale dos seus medos, mesmo daqueles que parecem mais inconfessáveis, mais patetas, mais simples ou mais complicados.

# Se não tem ninguém com quem falar do mais íntimo do íntimo, dos medos mais inconfessáveis, se lhe custa verbalizar, ouvir-se dizer coisas que ainda nem percebeu muito bem... escreva. Um diário de gravidez é bom, mas é para deixar para a história. Escreva num caderno que seja só seu, onde não sinta os olhares de quem vai ler. Registe sentimentos, medos, inseguranças e estará a libertar-se de um grande peso. Escrever é uma excelente maneira de deitar cá para fora porque ninguém nos está a ouvir, mas também de organizar as ideias, trabalhar os medos, estruturar as prioridades.

# Participe em listas de discussão sobre parto humanizado.

# Procure uma doula que a poderá acompanhará na gravidez, no parto e no pós-parto dando-lhe apoio emocional, ajudando-a a desfazer muitos dos seus medos.

# Faça uma lista daquilo que quer fazer ou resolver antes de do parto. Não se limite às compras e à preparação do quarto do bebé.

# Pratique ioga ou pilates. Ajuda não só fisicamente, mas também mentalmente promovendo bem-estar e a união com o bebé.

# Aprenda técnicas de relaxamento ou meditação. Para quem tem altos níveis de ansiedade, estas técnicas são uma excelente forma de encontrar mais tranquilidade e confiança no próprio corpo. Um relaxamento profundo produz ondas cerebrais alfa, diminui a tensão arterial, reduz a tensão muscular, logo reduz também o stress e a ansiedade.

# Visualização positiva: visualizar o bebé estimula a ligação com ele e acalma os medos.

# Abrande o ritmo perto do final da gestação. Se puder, suspenda o trabalho. Dedique-se a fazer o ninho e relaxar. Passeios à beira-mar e ouvir música são boas actividades para aproveitar o fim do tempo de gestação.

texto de Ana Esteves, 2009/06/16
fonte http://www.mae.iol.pt

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails