Trailler de um documentário a ser lançado brevemente sobre o parto fisiológico e as consequências da tendência de intervir/medicalizar o parto.
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domingo, 13 de novembro de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
De casal a família

Quando nasce um bebé o relacionamento entre o casal altera-se. E normalmente este é mais um dos temas do qual não se fala muito...
Muitas vezes o par é apanhado de surpresa por toda a atenção que um bebé exige, e que deixa pouco ou nenhum tempo para a relação a dois.
A mãe, nos primeiros tempos, dedica-se exclusivamente ao bebé, a cuidá-lo, a amamentá-lo, o que só por si a deixa bastante cansada e menos disponível para namorar (até por questões hormonais). O papel do pai seria o de apoiar a mãe em tudo o que esta necessita, para que possa cuidar do bebé e descansar quando possível. O pai deveria compreender que isto é uma situação temporária e que nesse momento se deveria dar prioridade ao bebé. Mas será que todos aceitam dar sem esperar nada em troca...?
"O pai apoia a mãe para que esta possa criar o bebé; a mãe apoia o crescimento e desenvolvimento vital do filho; o filho recebe todo o amor que precisa para crescer em harmonia. E pronto...? Não, não é assim tão fácil. Porque não basta saber isto. É preciso compreendê-lo profundamente, integrá-lo, harmonizar esta informação com as nossas próprias necessidades, estarmos consciêntes das nossas carências, testar os nossos limites, enfrentarmos os nossos receios. Ser mãe ou pai implica uma revolução interior da qual há que saír fortalecido ou cheio de rancor e exaustão."
Continua aqui.
Muitas vezes o par é apanhado de surpresa por toda a atenção que um bebé exige, e que deixa pouco ou nenhum tempo para a relação a dois.
A mãe, nos primeiros tempos, dedica-se exclusivamente ao bebé, a cuidá-lo, a amamentá-lo, o que só por si a deixa bastante cansada e menos disponível para namorar (até por questões hormonais). O papel do pai seria o de apoiar a mãe em tudo o que esta necessita, para que possa cuidar do bebé e descansar quando possível. O pai deveria compreender que isto é uma situação temporária e que nesse momento se deveria dar prioridade ao bebé. Mas será que todos aceitam dar sem esperar nada em troca...?
"O pai apoia a mãe para que esta possa criar o bebé; a mãe apoia o crescimento e desenvolvimento vital do filho; o filho recebe todo o amor que precisa para crescer em harmonia. E pronto...? Não, não é assim tão fácil. Porque não basta saber isto. É preciso compreendê-lo profundamente, integrá-lo, harmonizar esta informação com as nossas próprias necessidades, estarmos consciêntes das nossas carências, testar os nossos limites, enfrentarmos os nossos receios. Ser mãe ou pai implica uma revolução interior da qual há que saír fortalecido ou cheio de rancor e exaustão."
Continua aqui.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
domingo, 21 de março de 2010
A Depressão Pós-Parto no Pai
Se a depressão pós-parto (dpp) no feminino continua a ser um tema tabu, imagine-se no masculino... poucos são os homens com coragem para partilhar aquilo que estão a sentir e procurar ajuda para ultrapassar esse período.A nossa sociedade encara o nascimento de um filho como um acontecimento extremamente feliz (que o é concerteza!) sem deixar lugar para mostrar também alguma insegurança, cansaço, tristeza... Trazer um bebé ao mundo é das coisas mais maravilhosas que pode haver mas há também dificuldades nesse caminho.
A dpp chega a 15% dos pais afectando não só os homens mas também as mães (e consequentemente a relação entre o casal) e os bebés daquelas famílias.
Segundo Paul Ramchandani, da Universidade de Oxford, Inglaterra, autor do primeiro estudo que relaciona a depressão paterna com prejuízos no desenvolvimento infantil, os meninos são os mais afectados. "Por causa da relação que criam com os pais, os rapazes ficam mais expostos aos efeitos dessa depressão".
O mesmo estudo constatou que os bebés cujos pais tiveram depressões, têm duas vezes mais problemas de comportamento e emocionais nos anos do pré-escolar.
Factores que podem ajudar a desencadear a dpp:
* pai muito jovem
* gravidez não desejada
* dpp na mãe
* historial de depressões
* pai que não consegue lidar com as mudanças bruscas ocorridas na vida do casal
* pai que não consegue acompanhar o desenvolvimento do filho como gostaria por pressões profissionais (empregos muito exigentes)
* preocupação muito acentuada com o sustento financeiro da nova família
* pai que se sente excluído pela companheira após a chegada do bebé (sentimentos de solidão)
Sintomas de dpp no pai:
* Falta de apetite
* Distúrbios do sono (mesmo que o bebé durma, não consegue descansar)
* Sentir-se um "mau" pai
* Ansiedade, nervosismo, tristeza, stress incontroláveis
* Falta de ânimo para realizar as actividades do dia-a-dia
* Deixa de sentir prazer por coisas que antes lhe davam prazer
* Perda da líbido
* Não se consegue ligar emocionalmente ao bebé (dificuldade em estabelecer vínculo afectivo com o filho)
Se sentir vários destes sintomas durante um período superior a duas semanas deve procurar ajuda. Geralmente a dpp começa a surgir aproximadamente 1 mês e meio após o parto.
No entanto, como em tudo, prevenir é sempre o melhor remédio, como tal, ao menor indício de sintomas relacionados com dpp, partilhe-os com a sua companheira, com um amigo ou familiar de confiança que já tenha sido pai.
Se desconfiar que o seu companheiro pode estar a iniciar uma dpp, converse com ele, transmita-lhe confiança e ofereça-lhe o seu apoio. Integre-o nas tarefas do bebé para que não se sinta excluído.
Fazer uma boa preparação para o parto, que inclua a elaboração de um plano de pós-parto e alerte os pais para todas as mudanças que irão ocorrer, pode ser uma boa estratégia para ajudar a prevenir uma dpp.
Alguns aspectos que pode organizar antes do bebé nascer:
* Se possível ter algum dinheiro de parte, que proporcione alguma segurança face a imprevistos
* Conversem, entre casal, sobre todas as novas tarefas que vão surgir depois do bebé chegar e cheguem a um acordo sobre como as partilhar, para que nenhum dos elementos do casal se venha a sentir sobrecarregado ou "apanhado de surpresa"
* Planifique tempo para se adaptar à sua nova vida em conjunto com a sua companheira, se for possível acrescente uns dias de férias à licença de parentalidade
* Mantenham uma óptima comunicação e digam tudo o que sentem um ao outro, de maneira diplomática e carinhosa
* Planifiquem "ajudantes" para os primeiros tempos e aproveitem toda a ajuda que vos ofereçam. Decidam com antecedência quem vos poderá auxiliar com as tarefas domésticas, refeições, compras no supermercado, etc.
* Se financeiramente for comportável pode ser muito práctico contratar ajuda profissional para as tarefas domésticas
*Talvez queiram preparar recursos para refeições pois nos primeiros dias não haverá muito tempo para isso. Uma boa ideia é ter a despensa recheada antes da data prevista para o parto. Algumas refeições preparadas no congelador e uns contactos de restaurantes "take away" e supermercados que façam entregas ao domicílio também podem ser uma boa solução.
* Tenham à mão contactos úteis que possam ser necessários nas primeiras semanas (Associações de Apoio à Amamentação, Linha de Apoio Pediátrica e Farmácias de Serviço, por exemplo)
Mais sobre este tema aqui, aqui e aqui.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Este vídeo é especialmente dedicado aos papás
Já se fala há algum tempo em ginástica para bebés e mamãs.
Agora é a vez dos papás se exercitarem com os filhotes com a vantagem de não perderem tempo em deslocações ao ginásio.
Vejam este vídeo bem humorado (mas com boas dicas!!!):
Agora é a vez dos papás se exercitarem com os filhotes com a vantagem de não perderem tempo em deslocações ao ginásio.
Vejam este vídeo bem humorado (mas com boas dicas!!!):
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Só 4 hospitais deixam pais assistir à cesariana

Dos 45 hospitais públicos contactados pelo DN, quase todos proíbem que os pais acompanhem a mãe numa cesariana. Por causa do risco de infecção que existe numa cirurgia. Já nos privados, só a CUF proíbe. Pediatras insurgem-se contra proibição.
A lei remete a escolha para as maternidades e hospitais.
Só quatro hospitais públicos permitem a presença dos pais nos partos por cesariana. O DN contactou 45 unidades hospitalares do sector público e concluiu que só os hospitais de São João do Porto, o da Guarda, o de Castelo Branco, e o Hospital Padre Américo, em Penafiel, é que permitem que as mães estejam acompanhadas pelo futuro pai durante o trabalho de parto por cesariana.
Já nos hospitais privados, dos dez casos contactados pelo DN, apenas a CUF das Descobertas, em Lisboa, não permite.
Ou seja, se a esmagadora maioria dos hospitais públicos veda ao pai o direito de acompanhar a mãe numa cesariana, já a quase totalidade dos privados dá-lhes essa possibilidade. A razão apresentada pelos públicos? A mesma para todos os casos. Por se tratar de uma cirurgia, feita no bloco operatório , as infecções hospitalares têm de ser evitadas e a presença do pai seria um factor de risco.
No Hospital Sousa Martins, na Guarda, há vários anos que a cesariana com a presença do pai é permitida . "Com toda a esterilização, não vemos inconveniente nisso", segundo disse ao DN o director da unidade hospitalar, Fernando Girão. "No entanto, a esmagadora maioria dos pais prefere não assistir aos partos até porque já tivemos alguns desmaios", garante o director onde nasceram cerca de 850 bebés em 2007. No caso do Hospital Padre Américo, em Penafiel, a condição é só uma: desde que o director do bloco operatório o permita, segundo apurou o DN.
A esta lista pode vir ainda juntar-se o Centro Hospitalar de Alto-Minho, em Viana do Castelo. Fonte desta unidade garantiu ao DN que uma das grandes prioridades do serviço de obstetrícia passa por criar as condições físicas para que "em breve seja possível o pai assistir" a uma cesariana.
No caso da Maternidade Byssaia Barreto, em Coimbra, não é permitido, por regra, os pais assistirem a uma cesariana. Só abrem uma excepção: quando o pai é médico: "Se o pai for médico pode, pois sabe compreender o ambiente cirúrgico", segundo a obstetra da unidade hospitalar Maria do Céu Almeida, disse ao DN.
Já no Hospital de Santo André, em Leiria, não é prática deixar os pais assistir às cesarianas. A explicação dos responsáveis é simples: "não é permitida a permanência a pessoas estranhas, além dos doentes intervencionados". Isto num estabelecimento de saúde em que 27% dos bebés nascem por cesariana: 649 dos 2377.
No Algarve, a maioria das mulheres não pode contar com a presença do progenitor no bloco operatório. Excepção feita ao Hospital Particular do Algarve, no concelho de Portimão. "Desde que qualquer pai tenha coragem para assistir ao nascimento do filho através deste método, pode fazê-lo", disse, ao DN, fonte do estabelecimento. No Hospital Amadora- Sintra a resposta é peremptória: "o parto por cesariana é considerado um acto médico reservado a profissionais de saúde". Assim como o caso de partos por fórceps. Sendo que, neste caso, as razões prendem-se com o facto de quererem " poupar o pai a a algo complicado", segundo fonte do gabinete de comunicação do hospital garantiu ao DN. Já o Hospital Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira, não permite que a cesariana seja assistida mas o parto com fórceps não é proibido. Embora, segundo Irene Jorge, enfermeira especialista do serviço de obstetrícia, garanta que este método "raramente é usado".
A lei, essa, deixa ao critério das diferentes unidades escolherem. Com a ressalva: o acompanhamento previsto no trabalho de parto permitido na lei (caixa ao lado), poderá, "excepcionalmente não se efectivar quando, em situações clínicas graves, for desaconselhável e determinado pelo obstetra", com o respeito das "regras técnicas relativas aos cuidados de saúde aplicáveis".
in http://dn.sapo.pt/
segunda-feira, 16 de junho de 2008
O papel do pai na Amamentação
Actualmente falamos muito em Aleitamento Materno mas sempre na perspectiva da Mãe. No entanto, penso que é importantíssimo incluír o pai neste processo.Em Portugal sabemos que apenas 40% das mães atinge 6 meses de aleitamento materno (ainda que cada vez mais as recomendações da Organização Mundial de Saúde sejam divulgadas: 6 meses de amamentação em exclusivo e complementar até aos 2 anos ou mais) .
As causas que levam a esmagadora maioria das mães a desistir da amamentação prendem-se com a insegurança, a falta de informação e a crença de que o seu leite não é suficiente em quantidade ou qualidade para alimentar o bebé.
Posto isto, o pai desempenha aqui um papel fundamental na transmissão de segurança à sua companheira. Se o próprio pai do bebé não for o primeiro a incentivar a amamentação e a conhecer os seus benefícios, a mãe sentir-se-à muito menos confiante.
Deixo-vos, então, um belíssimo texto do pediatra Marcus Renato[1] sobre a participação do pai neste período tão importante na vida do bebé e da sua mãe:
Dez Passos para a participação efectiva e afectiva do PAI no apoio ao Aleitamento Materno
1. Encoraje e incentive a sua mulher a amamentar: Por vezes ela pode estar insegura da sua capacidade de aleitar. O seu apoio será fundamental nessas alturas.
2. Divida e partilhe as mamas da sua mulher com o bebé: Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade ao seu filho(a).
3. Sempre que possível, participe do momento da amamentação: A sua presença, carícia e toque durante o acto de amamentar são factores importantes para a manutenção do vínculo afectivo do trinómio mãe+filho(a)+pai.
4. Seja paciente e compreensivo: No período de amamentação é pouco provável que a sua mulher possa manter a casa, as refeições e o seu próprio aspecto de formas impecáveis. As necessidades do recém nascido são prioridades nesta fase.
5. Sinta-se útil durante o período de amamentação: Coopere nas tarefas do bebé na medida do possível: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc. Quando a mãe estiver a amamentar, ofereça-lhe um copo de sumo de frutas ou de água, ela vai adorar!
6. Mantenha-se sereno: Embora o aleitamento traga muitas alegrias, também traz muitas dificuldades e cansaço. Por vezes a sua mulher pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão neste momento. Evite discussões desnecessárias para não prejudicar psicologicamente a descida do leite.
7. Procure ocupar-se mais dos outros filhos (se os tiverem): Para que não se sintam rejeitados com a chegada do nov(a)o irmã(o). Isto permitirá à sua mulher dedicar-se mais ao recém-nascido.
8. Mantenha o hábito de acariciar as mamas da sua mulher: Se costumava fazê-lo. Estudos demonstram que quanto mais uma mulher é sensível às carícias do companheiro, mais reagirá à estimulação rítmica de seu bebé.
9. Fique atento às variações do apetite sexual da sua mulher: Algumas mulheres reagem com um aumento da libido, outras com uma diminuição, são alterações normais. Esta é a ocasião para o casal vivências novas experiências e hábitos sexuais, adaptando-se ao momento.
10. Não traga para casa latas de leite, biberões ou chuchas: O sucesso deste período, em grande parte depende, da sua atitude. O Aleitamento Materno exclusivo até aos seis meses e o seu carinho são tudo o que o bebé necessita para crescer inteligente e saudável.
O Pai na Amamentação, por Dr. Marcus Renato
[1] Marcus Renato de Carvalho é formado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em medicina preventiva e social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com mestrado em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fio Cruz, é pós graduado em manejo clínico da lactação pelo Welistart International San Diego e especialista em amamentação pelo International Board Certified Lactation Consultant, além de pediatra docente do Departamento de Pediatria da UFRJ e editor do site (www.aleitamento.com).
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