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domingo, 13 de setembro de 2009

Pastilha elástica após cesariana


Mascar pastilha elástica sem açúcar pode ajudar no pós-parto de uma cesariana. Saiba como.
Oferecer uma pastilha elástica a uma mulher que está a recuperar de uma cesariana pode ser, mais do que um gesto simpático, um acto terapêutico. A descoberta foi feita no Egipto. Investigadores concluiram que mastigar pastilha ajuda os intestinos e retomar os seus movimentos regulares, o que pode reduzir a estadia no hospital.

Foram analisados no estudo, os dados de cerca de 200 mulheres, submetidas a cesariana, sob anestesia geral. A metade das mulheres foi pedido que mastigasse uma pastilha elástica durante 15 minutos a cada duas horas. No outro grupo, foram tidos apenas os cuidados habituais, como recomendar que se levantassem e caminhassem um pouco.

No grupo que mastigou pastilha elástica, a actividade intestinal normal foi retomada, em média, 21 horas, após a cesariana. No outro grupo, esse período foi de 30 horas. No primeiro grupo, a alta foi dada, em média, 41 horas após a cirurgia, ao passo que no grupo de controlo, a alta aconteceu 50 horas depois.

Como em qualquer cirurgia abdominal, os instestinos podem ficar «preguiçosos» após uma cesariana e é frequente as mulheres sofrerem com obstipação e flatulência. O acto de mascar activa uma resposta do sistema nervoso com a libertação de hormonas que estimulam a actividade intestinal.

Este é, sem dúvida, um sistema simples, agradável, pouco dispendioso e sem contra-indicações. Com vantagens não só para as mulheres, as principais interessadas, mas também para os sistemas de saúde, já que internamentos mais curtos levam a poupanças consideráveis.

Este estudo não esclarece se mulheres submetidas a cesariana com anestesia epidural, mais comum nos países desenvolvidos, também podem ter os mesmos benefícios daquelas que foram sujeitas a anestesia geral. Uma vez que a epidural pode interferir com o sistema nervoso, são precisos mais estudos para perceber se os benefícios de mastigar são condicionados por este tipo de analgesia. Mas não custa experimentar...

O estudo foi realizado na Universidade Ain Shams, no Cairo, e os resultados publicados no BJOG (An International Journal of Obstetrics and Gynaecology).

09/2009

Fonte: Iol Mãe

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Só 4 hospitais deixam pais assistir à cesariana



Dos 45 hospitais públicos contactados pelo DN, quase todos proíbem que os pais acompanhem a mãe numa cesariana. Por causa do risco de infecção que existe numa cirurgia. Já nos privados, só a CUF proíbe. Pediatras insurgem-se contra proibição.
A lei remete a escolha para as maternidades e hospitais.

Só quatro hospitais públicos permitem a presença dos pais nos partos por cesariana. O DN contactou 45 unidades hospitalares do sector público e concluiu que só os hospitais de São João do Porto, o da Guarda, o de Castelo Branco, e o Hospital Padre Américo, em Penafiel, é que permitem que as mães estejam acompanhadas pelo futuro pai durante o trabalho de parto por cesariana.

Já nos hospitais privados, dos dez casos contactados pelo DN, apenas a CUF das Descobertas, em Lisboa, não permite.

Ou seja, se a esmagadora maioria dos hospitais públicos veda ao pai o direito de acompanhar a mãe numa cesariana, já a quase totalidade dos privados dá-lhes essa possibilidade. A razão apresentada pelos públicos? A mesma para todos os casos. Por se tratar de uma cirurgia, feita no bloco operatório , as infecções hospitalares têm de ser evitadas e a presença do pai seria um factor de risco.

No Hospital Sousa Martins, na Guarda, há vários anos que a cesariana com a presença do pai é permitida . "Com toda a esterilização, não vemos inconveniente nisso", segundo disse ao DN o director da unidade hospitalar, Fernando Girão. "No entanto, a esmagadora maioria dos pais prefere não assistir aos partos até porque já tivemos alguns desmaios", garante o director onde nasceram cerca de 850 bebés em 2007. No caso do Hospital Padre Américo, em Penafiel, a condição é só uma: desde que o director do bloco operatório o permita, segundo apurou o DN.

A esta lista pode vir ainda juntar-se o Centro Hospitalar de Alto-Minho, em Viana do Castelo. Fonte desta unidade garantiu ao DN que uma das grandes prioridades do serviço de obstetrícia passa por criar as condições físicas para que "em breve seja possível o pai assistir" a uma cesariana.

No caso da Maternidade Byssaia Barreto, em Coimbra, não é permitido, por regra, os pais assistirem a uma cesariana. Só abrem uma excepção: quando o pai é médico: "Se o pai for médico pode, pois sabe compreender o ambiente cirúrgico", segundo a obstetra da unidade hospitalar Maria do Céu Almeida, disse ao DN.

Já no Hospital de Santo André, em Leiria, não é prática deixar os pais assistir às cesarianas. A explicação dos responsáveis é simples: "não é permitida a permanência a pessoas estranhas, além dos doentes intervencionados". Isto num estabelecimento de saúde em que 27% dos bebés nascem por cesariana: 649 dos 2377.

No Algarve, a maioria das mulheres não pode contar com a presença do progenitor no bloco operatório. Excepção feita ao Hospital Particular do Algarve, no concelho de Portimão. "Desde que qualquer pai tenha coragem para assistir ao nascimento do filho através deste método, pode fazê-lo", disse, ao DN, fonte do estabelecimento. No Hospital Amadora- Sintra a resposta é peremptória: "o parto por cesariana é considerado um acto médico reservado a profissionais de saúde". Assim como o caso de partos por fórceps. Sendo que, neste caso, as razões prendem-se com o facto de quererem " poupar o pai a a algo complicado", segundo fonte do gabinete de comunicação do hospital garantiu ao DN. Já o Hospital Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira, não permite que a cesariana seja assistida mas o parto com fórceps não é proibido. Embora, segundo Irene Jorge, enfermeira especialista do serviço de obstetrícia, garanta que este método "raramente é usado".

A lei, essa, deixa ao critério das diferentes unidades escolherem. Com a ressalva: o acompanhamento previsto no trabalho de parto permitido na lei (caixa ao lado), poderá, "excepcionalmente não se efectivar quando, em situações clínicas graves, for desaconselhável e determinado pelo obstetra", com o respeito das "regras técnicas relativas aos cuidados de saúde aplicáveis".

in http://dn.sapo.pt/

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Cesariana a pedido: sim ou não?

Por Ricardo Herbert Jones

Respondendo à pergunta se considero a cesariana a pedido uma opção válida e se eu realizaria uma: SIM, eu considero a opção pela cesariana como sendo legítima - e a desassistência também (mulheres que optam por ter seus filhos sozinhas, sem qualquer assistência médica).
Não sou capacitado a julgar uma mulher que pede por isso.

Mesmo assim reclamo para mim o direito de desaconselhar ambas. Se eu acredito ser aceitável que uma mulher diminua (ou aumente) os seios sem nenhuma indicação médica, porque deveria impedi-la de fazer uma cesariana? Impedir isso seria atuar no SEU desejo. Agir assim nada mais é do que tutelar a mulher.

Quanto a fazer uma cesariana a pedido, por princípio eu não faço. Encaminho a um colega, se isso for possível. Mas já fiz. E acho que ainda voltarei a fazer.

Fiz uma cesariana (a propósito - FIZ mesmo. Uso o verbo "fazer" quando se trata de cesarianas, e "assistir" quando se trata de parto) há alguns anos a uma paciente que me pediu para fazê-la, argumentando que não teria condições psicológicas para um parto normal. Eu havia atendido as suas duas cesarianas anteriores (paragem de progressão) e o seu segundo filho faleceu de uma SIDS (Sindrome de Morte Súbita do RN), evidentemente dramática, patética e inexplicável, com 6 meses de idade. Logo após esta morte traumática (ainda vou escrever um relato sobre a minha ida ao cemitério às 3 da madrugada para solicitar à mãe que soltasse seu bebé e que permitisse que fosse enterrado) ela engravidou novamente, mas nas vésperas do nascimento (que eu propus que fosse um VBAC2 - parto vaginal após cesariana) ela me pediu em pranto que fosse uma cesariana, pois que não suportaria o drama de imaginar o bebê sufocando na passagem vaginal. Eu ponderei, na época, que talvez fosse inviável tentar demovê-la desta ideia, diante do drama que havia recentemente passado. Assim, realizamos uma cesariana. Eu era o seu grande esteio, sua tábua de salvação. Eu era o referencial médico em sua vida. Eu estive ao seu lado durante o nascimento de seus filhos, e também no grande drama da morte de seu bebé. Como poderia dizer-lhe «Desculpe, não faço isso. Procure outro profissional. Não posso "sujar as mãos" fazendo tal coisa» (*). Isso até pode funcionar na teoria - abandonar uma paciente por sua dificuldade violenta em ultrapassar um trauma - mas na prática é impossível (pelo menos para um sujeito como eu).

(*)Obs: eu não estou falando em usar a frase acima como peça de retórica, para estimular a paciente a suportar mais um pouquinho. Falo de uma negativa REAL, de uma postura dura, que não abre espaço para a compreensão das dificuldades subjetivas de uma determinada mulher.

Minha trajetória relacionada com a cesariana mudou nos últimos anos, e hoje posso dizer que ela está muito mais suavizada. Há algumas semanas eu falei a uma conhecida activista da humanização que não conheço nenhum médico que defenda com tanta paixão o parto normal quanto eu (e isso não é um auto-elogio, é uma confissão), mas que isso não poderia me colocar numa posição de insensibilidade com relação à subjetividade e às dificuldades específicas de uma mulher.

Em alguns casos, uma cesariana pode ter benefícios psíquicos
O individualismo é uma das mais importantes conquistas da humanidade, já dizia o astronauta Roger, e abrir mão das conquistas do direito individual só produziu a barbárie e a desgraça. Valorizar o indivíduo, em detrimento de imposições e regras sociais, é uma conquista da civilização. Onde o individualismo foi solapado pelo Estado ocorreram os maiores genocídios e tragédias.

Um ponto fundamental na minha mudança na forma de ver as cesarianas foi uma conversa com Penny Simkin, em Seattle, a respeito do livro que ela acabara de escrever, o qual gentilmente me deu de presente.
O título da obra é «When Survivors Give Birth», que retrata a história de meninas abusadas sexualmente durante a infância e que, já na juventude, vêm a engravidar. Para muitas delas o parto representa reviverem estes traumas e abusos, que desta forma podem ser encarados como «distócia psíquica».

Neste contexto (a exemplo do trauma de minha paciente), podemos encarar uma cesariana como um possível benefício para além das questões físicas. Mesmo que a ideia de operar uma paciente plenamente apta fisicamente me cause repulsa, é importante que se extendam os conceitos de «aptidão», «higidez» e «capacidade», para que possam abarcar as questões emocionais, afetivas e sexuais.

Desta forma, a simplicidade das questões biomédicas (pressão, açúcar sanguíneo, tamanho do bebê, progressão da apresentação, etc...) ganha uma complexidade de caráter infinito ao ser acresentada da SUBJETIVIDADE inerente a um processo irreprodutível, único e pessoal. Neste contexto, uma cesariana pode, sim, aparecer como uma indicação JUSTA, mesmo que a justeza de tal proceder não possa transparecer nos valores presentes num banal CTG.

Não estou dizendo que essa forma de entender a dinâmica do nascimento, que inclui a questão da subjetividade, nos garante uma desculpa infalível para as indicações oportunistas. Entretanto, sem reconhecer as determinações de ordem afetiva, emocional e sexual estaremos reduzindo mulheres à sua biologia e/ou suas medidas corporais.
Mulheres são muito mais do que a soma total de tais valores.

A questão da cesariana é complexa demais, mas as tentativas de simplificação através de protocolos rígidos baseados em parâmetros biomédicos não vai oferecer todas as respostas de que necessitamos. Há que se avaliar DE VERDADE as questões subjetivas envolvidas em cada caso, e utilizar o conhecimento da ciência como ferramentas para um juízo adequado.

fonte: http://www.mae.iol.pt/

domingo, 27 de julho de 2008

Cesariana: indicações e riscos

Depois de ter recentemente indicado um vídeo onde se pode ver o desenrolar de uma cesariana, achei apropriado continuar este tema referindo quais os casos que realmente justificam avançar para uma cesariana.

Hoje em dia todos sabemos que há mulheres que simplesmente optam por uma cesariana porque têm medo do parto normal, porque querem planear o dia e a hora do nascimento dos seus filhos, ou simplesmente porque querem ser assistidas pelo médico X, que, como tem uma agenda tão preenchida, só consegue estar presente marcando uma cesariana.
Ora, com a banalização do acesso aos hospitais privados isto tem vindo a ser (cada vez mais) possível, o que levou a que fossem também levantadas questões éticas sobre este tema.

Aquilo que estas mulheres não sabem (porque, na maioria das vezes, os médicos não lhes dizem) é que uma cesariana acarreta sérios riscos, não só para a mulher, como para o seu bebé.
Num caso de perigo de vida, é óbvio que esses riscos serão claramente desvalorizados pois o interesse maior será salvaguardar as vidas envolvidas, mas para uma grávida de "baixo risco", valerá a pena colocar tanta coisa em jogo?

Deixo-vos com alguns factos para reflectirem:

- Em 2005, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 34,7 por cento dos bebés em Portugal nasceram numa sala de operações.
Um número superior à media europeia, situada nos 27-28 por cento, e substancialmente mais elevado do que a taxa recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) 10 a 15 por cento.
As taxas relativas ao sector privado ultrapassam os 60%.

- A cesariana é uma operação considerada como sendo uma cirurgia de grande porte com contra-indicações comprovadas em estudos reconhecidos internacionalmente pela comunidade científica.

Indicações para Cesariana:
(onde optar pelo parto normal apresentaria sérios riscos de vida)
  • Prolapso do cordão umbilical (o cordão sai pela vagina antes do bebé e a cabeça faz pressão sobre ele, ao ponto de bloquear a passagem do sangue, pelo que o bebé deixa de receber oxigénio)
  • Descolamento da placenta durante o trabalho de parto (produz-se uma hemorragia intensa e o bebé pode deixar de receber oxigéneo se não se actuar com rapidez)
  • Placenta prévia total (quando a placenta está colocada na saída do útero, obstruíndo a passagem ao bebé; é frequente a mãe apresentar hemorragia, que será um sinal de alerta para diagnosticar o problema)
  • Mau posicionamento fetal (quando o bebé está posicionado de uma forma que se torna impossível a sua saída e já não consegue mudar de posição; por exemplo quando se inicia o parto e o bebé está transversal)
  • A mãe sofre de uma cardiopatia descompensada ou outra doença grave
  • Eclâmpsia
  • Herpes genital com lesão activa no final da gravidez
Indicações relativas para cesariana:
(aqui existem alguns riscos para o parto normal, no entanto deverão ser discutidas todas as hipóteses disponíveis)

  • Desproporção feto-pélvica (aqui a indicação é relativa pela dificuldade em diagnosticar esta situação; é muito raro mas pode ocorrer em mulheres que sofreram raquitismo na infância ou outro tipo de malformações. Pode ser confundido com outras situações, por exemplo, a posição para parir influência a passagem do bebé; já foi demonstrado que parir deitada de costas além de absurdo é perigoso pois dificulta a saída do bebé. De facto, de cócoras, a abertura da pélvis aumenta cerca de 30%).
  • Apresentação de nádegas (nos últimos anos a cesariana tem sido promovida nos casos em que o bebé se apresenta de nádegas, sobretudo num primeiro parto. Contudo, estudos médicos demosntram que o parto vaginal é viável quando existe apresentação de nádegas, com a cabeça fetal flexionada, peso fetal equilibrado e pélvis materna normal.
  • Tumores que obstruem a saída do bebé (podem ser miomas uterinos, convém esperar que o trabalho de parto se inicie para ver como evolui)
  • Perda de bem-estar fetal (o bebé, no decorrer do trabalho de parto, apresenta alterações nos batimentos cardíacos, que se mantêm e acentuam com o tempo e que podem revelar uma perda progressiva de capacidade de recuperação. Contudo, nalguns casos o mal-estar fetal deve-se ao uso inadequado de ocitocina ou ao facto de a mãe permanecer deitada)
Indicações não justificáveis
(quando os riscos da cesariana superam aqueles esperados num parto normal)

  • Cesariana anterior (já não se aconselha fazer uma cesariana só porque se fez uma anteriormente)
  • Gravidezes múltiplas (depende da maturidade fetal e da posição dos bebés. Na Holanda, por exemplo, só 14% dos gémeos nascem por cesariana)
  • Falta de dilatação ou parto prolongado (a "falta de dilatação" teoricamente não existe. O que acontece frequentemente é que o medo, a tensão, a solidão e a falta de privacidade fazem com que o corpo não colabore tão eficazmente no trabalho de parto. Se for dada oportunidade de privacidade e o apoio certo à mulher, a dilatação acabará por progredir. Entretanto, enquanto mãe e bebé estiverem bem, o parto não é considerado prolongado. Não existe um tempo pré definido para o trabalho de parto).
  • Chegar às 40 semanas de gestação (uma gravidez de termo, normal, pode ir das 37 às 42 semanas)
  • O bebé é muito grande (desde que a evolução do parto seja boa, o peso não é um factor significativo, além de que uma estimativa de peso por ecografia nem sempre é fiável)

Riscos da cesariana para a mãe:


  • Sendo uma cirurgia, obviamente acarreta os riscos associados a todas as outras operações como sejam os riscos relacionados com a anestesia e maior risco de infecções.
  • pós-parto mais doloroso
  • não conseguir cuidar do bebé no pós-parto imediato
  • risco de morte materna 5 a 7 vezes superior, comparando com um parto normal
  • risco de hemorragia séria 6 a 8 vezes superior
  • maior tempo de internamento hospitalar
  • risco de complicações com a cicatrização (por exemplo, hérnias ou quelóides)
  • experiência de parto sentida como negativa
  • a mãe não poderá ser acompanhada pelo marido durante o nascimento do bebé, não tem qualquer controlo sobre a situação nem pode ficar logo com o bebé
  • aumenta o risco de morte fetal em gravidezes subsequentes
  • aumenta o risco de infertilidade para futuras gravidezes
  • aumento do risco de problemas a nível de placenta (acreta, abrupta ou prévia) em gravidezes subsequentes
  • risco de ruptura uterina num futuro parto

Riscos da cesariana para o bebé:


sábado, 19 de julho de 2008

Vídeo: O que acontece durante uma Cesariana

Vídeo realizado na clínica Mayo nos EUA, que mostra e explica os diferentes passos realizados durante uma Cesariana.
Segundo o vídeo, cerca de uma em cada quatro mulheres americanas têm os seus bebés através de cesariana.
Apesar da maioria dos partos acontecer de forma natural - via vaginal - uma cesariana pode ser útil para garantir a segurança da mãe ou do bebé em casos de risco.

Podem ver o filme aqui.

Atenção aos leitores mais sensíveis pois as imagens são bastante explícitas

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

66% de cesarianas no sector privado


É o oposto ao parto natural: as cesarianas a pedido são uma realidade com grande expressão em Portugal, sobretudo no sector privado. Em 2005, de todos os partos realizados nas unidades não públicas, dois terços foram por intervenção cirúrgica. Em alguns casos, terão acontecido por indicação médica, mas a vontade da mulher tem aí grande peso.

A redução das taxas de cesariana é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com um indicador de qualidade dos cuidados maternos. Em 2004, no sector público a taxa de cesarianas ultrapassou 30% dos partos, acima da média europeia e o dobro do que recomenda a OMS. Médicos e especialistas têm contestado esta situação em Portugal e muitos hospitais desenvolveram estratégias para diminuir o número de nascimentos por acto cirúrgico. Isto apesar da pressão de muitas mulheres que mesmo no sector público pedem para ter cesarianas. O recurso ao privado, em muitos casos, é mesmo para garantir essa opção.

E, se no caso do parto natural, os profissionais de saúde concordam que deve dada opção à mulher para decidir, o mesmo não se passa no que diz respeito às cesarianas. Isto porque sendo um acto cirúrgico, não é isento de riscos, quer para a mãe, quer para o bebé, e corresponde a determinadas indicações médicas. Portanto, afirmam os especialistas, são os clínicos que devem optar pela decisão que melhor garante a segurança no trabalho de parto.|

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