Sexta-feira, 2 de Março de 2012
Quinta-feira, 1 de Março de 2012
Doar leite materno
Mães que amamentam, já pensaram em doar algum do vosso leite?
Já pensaram que há muitos bebés no nosso país que nunca tiveram acesso aos benefícios do leite materno?
Em Portugal já há duas formas de doar o seu leite:
Através do Banco de leite da Maternidade Alfredo da Costa
(neste caso, o leite recolhido destina-se a bebés prematuros e/ou recém-nascidos mais debilitados)
Ou através de uma rede informal/solidária de partilha de leite que está a dar os primeiros passos em Portugal, a Human Milk 4 Human Babies (neste caso, poderão partilhar o vosso leite com mães da vossa zona, que tenham dificuldade ou estejam impossibilitadas de amamentar os seus bebés).
Esta rede de partilha está actualizada no Facebook, onde poderão ver a procura/oferta existente de leite materno.
Partilhe esta mensagem! Somos um povo tão solidário, porque não sê-lo também com o leite materno, que tanto bem faz aos nossos bebés...? Porque não doar leite materno à nossa prima, à nossa vizinha, à nossa colega...
Deixo-vos com uma história que me comeveu bastante, AQUI
Já pensaram que há muitos bebés no nosso país que nunca tiveram acesso aos benefícios do leite materno?
Em Portugal já há duas formas de doar o seu leite:
Através do Banco de leite da Maternidade Alfredo da Costa
(neste caso, o leite recolhido destina-se a bebés prematuros e/ou recém-nascidos mais debilitados)
Ou através de uma rede informal/solidária de partilha de leite que está a dar os primeiros passos em Portugal, a Human Milk 4 Human Babies (neste caso, poderão partilhar o vosso leite com mães da vossa zona, que tenham dificuldade ou estejam impossibilitadas de amamentar os seus bebés).
Esta rede de partilha está actualizada no Facebook, onde poderão ver a procura/oferta existente de leite materno.
Partilhe esta mensagem! Somos um povo tão solidário, porque não sê-lo também com o leite materno, que tanto bem faz aos nossos bebés...? Porque não doar leite materno à nossa prima, à nossa vizinha, à nossa colega...
Deixo-vos com uma história que me comeveu bastante, AQUI
Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
O vérnix protector do bebé
Os bebés nascem cobertos de uma espécie de gordura branca, parecida com queijo creme ou manteiga: o vérnix caseoso. Consiste numa mistura de secreções de gordura procedentes das glandulas sebáceas fetais e de células mortas que se vão desprendendo da epiderme fetal. O vérnix cobre a superfície do bebé durante o terceiro trimestre de gestação e cumpre numerosas funções benéficas para o bebé na sua etapa intra uterina e na sua adaptação à vida extra uterina.
Um dos procedimentos habituais em muitos hospitais é lavar imediatamente o recém-nascido e limpar vigorosamente a sua pele. Esta práctica provém da crença de que o vérnix é algo "sujo", um despojo do processo de parto, que, tal como o sangue, as fezes, o mecónio ou o líquido amniótico, se deve retirar e eliminar, para apresentar à mãe um bebé "limpo", por vezes inclusivamente já vestido, penteado e perfumado.
O recém-nascido tem que adaptar-se a um verdadeiro reto fisiológico, por sua vez, desde o meio líquido intra uterino ao meio seco extra uterino. Necessita adaptar-se à respiração, à alimentação e à eliminação, regular a sua temperatura e manter o equilibrio hidrico do corpo, de forma a evitar a desidratação. Neste complicado processo, se não for retirado da pele do recém-nascido, o vérnix contribui consideravelmente para várias funções vitais para a sobrevivência do recém-nascido:
1. actua como barreira perante a perda de líquidos (água),
2. É uma defesa natural frente a possíveis infecções,
3. intervém na formação do manto ácido,
4. cumpre funções antioxidantes,
5. permite a termorregulação,
6. protege contra a luz ultravioleta e contra produtos químicos
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
Sobre o trabalho da doula, o parto natural, as necessidades básicas da mulher no trabalho de parto...
A paixão de Ginny Phang é enriquecer a experiencia de parto da mulher, apoiar casais a fazer a suas escolhas e ajudá-los a conseguir a melhor experiencia de nascimento possível. Como doula, ela já deu apoio em mais de 300 partos e deu aulas de preparação para o parto a centenas de casais.
Trabalha com mães de primeira viagem, mães de multiplos, casais de todos os cantos do mundo, partos vaginais após cesarianas, partos pélvicos, gémeos, partos na água e partos domiciliares.
Ginny acredita em doular com um coração caloroso, porque o nascimento é importante.
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
Violência Obstétrica e maltratos infantis
Porque é que parir - desde que a figura do médico entrou no quarto da parturiente e a deitou de costas - se transformou para muitas mulheres num dos momentos mais dramáticos da sua vida, quando deveria ser exactamente o contrário?
E porque é que nascer, a primeira grande transição e maturação da nossa espécie, se converteu, para muitos bebés, numa fonte inesgotável de dor, humilhação e traumas?
Porque é que se nega a muitas mães a capacidade de parir?
E porque é que a muitos bebés se lhes tira a possibilidade de atravessar, por eles mesmos, o umbral uterino entre a vida aquática e a vida terrestre?
Porque é que muitos dos nossos bebés chegam aos braços das suas mães esgotados, oprimidos e com os seus instintos atordoados?
E porque é que as suas mães os recebem feridas, humilhadas e quase sem forças?
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Sobre a dor no trabalho de parto
A dor permite que nos desliguemos do mundo pensante, percamos o controle, esqueçamos a forma, o correto. A dor é nossa amiga, nos leva pela mão até um mundo sutil, ali onde o bebê reside e se conecta conosco. Perdemos a noção de tempo e espaço. Para entrar no túnel da ruptura, é indispensável abandonar mentalmente o mundo concreto. Porque parir, é passar de um estágio a outro. É um rompimento espiritual e como todo rompimento, provoca dor. O parto não é uma enfermidade a ser curada. É uma passagem para outra dimensão.
Laura Gutman, in A maternidade e o encontro com a própria sombra
Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
A Sexualidade no Pós-Parto
Porque o pós-parto não se resume às primeiras 6 semanas após o nascimento.
Porque as coisas não regressam à "normalidade" passado umas semanas.
Porque há coisas que mudam mesmo para sempre, mesmo que se fale pouco abertamente disso.
Porque ser Mãe mexe com toda a nossa vida, com todo o nosso ser.
Este texto da Laura Gutman, parece-me mesmo a propósito:
Laura Gutman www.lauragutman.com
Porque as coisas não regressam à "normalidade" passado umas semanas.
Porque há coisas que mudam mesmo para sempre, mesmo que se fale pouco abertamente disso.
Porque ser Mãe mexe com toda a nossa vida, com todo o nosso ser.
Este texto da Laura Gutman, parece-me mesmo a propósito:
Sabemos que o corpo demora em se reacomodar depois da gravidez e o parto…mas supomos que logo mais tudo vai “ ser como antes”. A maior surpresa irrompe quando o desejo sexual não aparece como estávamos acostumadas. Sentimo-nos culpadas, principalmente quando o obstetra dá a permissão para recomeçar as relações sexuais para alegria do parceiro que com cara de satisfação pisca o olho e fica todo animado..Mas o corpo não responde.
A libido encontra-se nos peitos aonde acontece atividade sexual constante, dia e noite. O esgotamento é total , as sensações afetivas e corporais tornam-se muito sensíveis e a pele é como de um fino cristal precisando ser tocado com extrema delicadeza. O tempo prolonga – se ; qualquer ruído é incomodo, fusionamo-nos com as sensações do bebê , ou seja , a vivência de nadar num oceano imenso e desconhecido..Tomamos a decisão intelectual de responder às demandas lógicas do homem, de satisfazê-lo e reencontra-lo . Mas não funciona … só se fizéssemos uma desconexão das nossas mais intimas e verdadeiras sensações ( muitas de nós estamos bem treinadas para isso).
Em geral estamos pouco conectadas com a nossa sexualidade profunda e feminina , navegamos facilmente no desejo do outro, com o propósito de agradar e ser querida. Afastamo -nos da nossa essência e vamos nos acostumando a sentir segundo os parâmetros de outro corpo , outro gênero.. Ficamos desorientadas perante o desconhecimento das nossas próprias regras regidas por um feminino que passa desapercebido na profundidade do nosso ser essencial.É essa essência da alma feminina que aflora com a aparição do filho e principalmente com o vinculo fusional que é estabelecido entre o bebê e a mulher florescida.
Para que compreensão leva-nos a presença do bebê?Acho que para um lugar-estado aonde homem e mulher se conectam com a parte feminina da nossa essência e a nossa sexualidade.. é sutil , lenta, feita de abraços e caricias . É uma sexualidade que não precisa de penetração nem performance corporal, ao contrario, prefere tato, ouvido, olfato, tempo, doces palavras , encontro, música, risos, massagem e beijos.Dessa forma não há risco, por que não fere a alma feminina fusionada .Não há propósitos, inclusive as vezes não há orgasmos já que o que importa mesmo é o encontro amoroso e humano . Há compreensão e acompanhamento da realidade física e emocional pela qual atravessa uma mulher com bebê no colo. Neste sentido é importante perceber que o bebê sempre está nos braços da mãe ; mesmo que fisicamente esteja dormindo do lado ou em outra cama . Ele participa emocionalmente no encontro amoroso entre os pais ; por isso é fundamental que seja suave, baixinho, acolhedor...
O surgimento de um filho outorga – nos a oportunidade de registrar e desenvolver pela primeira vez as modalidades femininas que tanto homens como mulheres conservamos como sendo parte dos nossos funcionamentos sociais , afetivos e é claro, também sexuais. Ou seja: sem objetivos, sem obrigação, sem demonstração de destrezas físicas…simplesmente podemos descobrir essas outras “ maneiras femininas” que enriquecerão a nossa vida sexual futura, por que integramos aspectos desconhecidos de nós mesmos.
Nós Todas – mulheres – desejamos prolongados abraços, apaixonados beijos ,massagem nas costas , conversas, olhares , calor e disponibilidade do homem . Mas o mal entendido que gera qualquer aproximação física que possa ser interpretada como um convite ao ato sexual obrigatoriamente induz a mulher a se afastar de antemão para se proteger e também recusar qualquer gesto carinhoso, intensificando o desapontamento do homem diante de um aparente desamor.Por isso é imprescindível que feminizemos a sexualidade, durante o tempo da fusão emocional entre mãe e criança; quer dizer, ao redor dos dois primeiros anos. Isto permite curtir, e ao mesmo tempo desenvolver capacidades de comunicação e afeto que em outras circunstâncias não teríamos desenvolvido. O sexo pode ser muito mais pleno, mais doce e completo se compreendemos que chegou a hora de descobrir o universo feminino, o redondo dos corpos e a sensibilidade pura. Acariciemos uns aos outros até morrer!!!!!
Permitamo – nos coitos muito mais elevados que as meras penetrações vaginais denominadas de “relações sexuais completas” – Como se o prazer estivesse limitado por praticas esquematizadas assim…Acho que têm uma luta cultural entre o que todos achamos que é certo e o que realmente passa-se em nós. Acontece com nós – mulheres, que não podemos mais fazer amor como antes, Os homens ficam bravos, angustiados e afastam – se , ao invés de ambos estarem envolvidos no que acontece como uma tríade (incluindo o bebê).
Por outro lado talvez algumas mulheres começamos a reconhecer -por primeira vez – o calor da sexualidade feminina, que além da excitação corporal inclui uma intensa consciência sensorial. As vezes desconhecemos os ritmos naturalmente femininos e esforçamo –nos por pertencer a uma modernidade aonde as sensações mais intimas não têm valor , não liga –se pra elas.
A sexualidade precisa ocasionalmente de visitas de criaturas fantásticas, fadas e duendes que despertem com uma varinha mágica os desejos ardentes da alma das mulheres para que o sexo derrame amor e fantasia.Nessas ocasiões suspeitamos que o sexo é sagrado e sensual: acontece quando uma brisa percorre o corpo físico , produzida por um beijo, uma palavra amorosa, uma piada, um olhar cheio de desejo. Nesses precisos momentos vibramos por nos sentir amadas e rejuvenescemos em poucos segundos em explosões de vida e paixão.
Laura Gutman www.lauragutman.com
Tradução de Tai Nilo
Este texto pode ser divulgado desde que citada a fonte , autora e tradutora
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Massagem para Grávidas com Aromaterapia
Durante a gravidez a Aromaterapia pode ser utilizada de diversas maneiras para prevenir e amenizar os desconfortos, comuns neste período:
dores nas costas
náuseas
insónias
obstipação
inchaços
A Aromaterapia na gravidez auxilia também nas questões emocionais como ansiedade, stress, medos, ou apenas na manutenção do bem estar geral
Especialmente durante a gravidez a massagem ajuda na manutenção do corpo e fortalece o sistema imunológico. As mulheres grávidas que recebem massagens dormem melhor, sofrem menos de ansiedade e depressão e também apresentam menos complicações no trabalho de parto. É eficaz no alívio de muitos dos desconfortos provocados pela gravidez, além de proporcionar conciência corporal e relaxamento.
- Propicia, com o toque acolhedor, suporte emocional e conforto.
- Reduz e alivia dores nas articulações, pescoço e costas causadas pelas alterações na postura, fraqueza muscular, tensões e ganho de peso.
- Actua diretamente sobre o sistema nervoso melhorando o sono e a digestão.
- Melhora a circulação sanguínea e estimula o sistema linfático.
- Ajuda a manter a elasticidade da pele.
Massagem de aromaterapia com óleos essenciais (personalizada para cada situação específica)
35 euros, 1 hora
Local: Per Ankh - Casa da Vida
http://www.perankh-casadavida.blogspot.com/
Rua Inácio Duarte, 3-A
2790-266 Alto dos Barronhos, Nova Carnaxide
2790-266 Alto dos Barronhos, Nova Carnaxide
Contactos para Marcações - 91 082 20 86 - 96 837 64 50
Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Corpo de Mãe, Orgulho de Mulher
They´re my zebra stripes, my strech marks,
my war and battle scars
and i´ll never be too bothered
because i know that you are ours
my war and battle scars
and i´ll never be too bothered
because i know that you are ours
***
São as minhas listas de zebra, as minhas estrias,
as minhas cicatrizes de guerra e batalha
e nunca me importarei muito
porque sei que és nosso
Clicka nas imagens para aumentar
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
Domingo, 8 de Janeiro de 2012
Há cada vez mais portuguesas que amamentam os filhos até aos 2 anos
Reportagem SIC, com a participação do Dr Carlos Gonzalez, Adelaide de Sousa e Isabel Reinaldo (SOS Amamentação).
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
Deixar o bebé chorar: o método que mata células cerebrais do bebé
Nunca é demais lembrar que o choro é a mais eficaz forma de comunicação que o bebé possuí para chamar a atenção dos adultos.
Não é por acaso que o choro de um bebé é dos sons mais incomodativos que podemos ouvir. Tem uma intenção subjacente: "Faz qualquer coisa!!"
Mas chegámos ao extremo da racionalização (em detrimento da emoção) e até alguns médicos (que nada entendem de fisiologia e devem ter recebido muito pouco carinho enquanto crianças) nos "mandam"(!) renegar os nossos instintos e deixar a criança chorar para que os pais a possam "treinar" a não fazer barulho toda a noite.
Pois bem, hoje em dia torna-se necessário dar provas ciêntificas para mostrar às pessoas que esse hábito é MESMO prejudicial para os bebés. O nosso instinto de consolar um bebé que chora está MESMO certo:
* Os bebés que são deixados a chorar sozinhos atingem níveis de stress elevadíssimos. As hormonas libertadas com o stress (entre outros efeitos) matam células cerebrais. A morte das células cerebrais vai aumentar o risco de que no futuro esta criança possa vir a sofrer de deficit de atenção, pobre rendimento escolar e comportamentos anti-sociais.
Deixo-vos um artigo sobre este tema AQUI.
Podem ler mais sobre o choro dos bebés AQUI.
Regras de Etiqueta para Visitas a Recém-Nascidos
1. Espere algum tempo depois do nascimento para programar a sua visita. Aguarde pelo menos cerca de 15 a 30 dias, e combine sempre a melhor altura com a mãe.
2. NUNCA, mas MESMO NUNCA, chegue sem avisar. Você pode encontrar a mãe descabelada, desarrumada, às voltas com cuidados com o bebé, e certamente a sua visita nesse horário irá stressá-la bastante.
3. Ligue SEMPRE antes para combinar um horário e ligue imediatamente antes para confirmar se o momento é adequado. O horário deve ser o conveniente para mãe e bebé, e não para você.
4. NÃO PEÇA PARA PEGAR NO BEBÉ. Além de você estar trazendo os germes da rua, o que pode preocupar algumas (várias) mães, você corre o risco de ela dizer “não” (com toda a razão) e você ficar sem graça. Também não toque ou beije o bebé, pelo mesmo motivo.
5. SE a mãe permitir e você for segurar o bebé, lave bem as mãos.
6. Não queira acordar o bebé, nem “esticar” a visita até que ele acorde, o que pode prolongá-la indefinidamente e impacientar a mãe. A prioridade é o conforto do bebé, que deve dormir sossegadamente.
7. A visita deve ser curta, no máximo 30 minutos, a menos que expressamente a mãe convide você para ficar. Deixe para colocar as novidades em dia em outra ocasião. Prolongar a visita irá interferir na rotina da casa e perturbar os cuidados com o bebê.
by Melania Amorim
Outras sugestões por Reem Akkad:
* Se estiver doente não vá visitar o recém-nascido
* Insista em dar uma ajuda
* Leve uma coisa útil para oferecer (por exemplo uma refeição ou algo para comer)
* Não faça comentários que possam soar a julgamentos
Continue a ler Aqui.
Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
Felizes entradas em 2012!
É o que desejo a todos os que nos acompanham e lêm este blog.
2011 foi um ano de muitos obstáculos e muitas vezes me tenho perguntado se valerá a pena continuar o esforço (que nos últimos tempos tem sido mesmo um grande esforço). Imagino que segundo as leis do Universo, tudo aquilo que tem que acontecer flui livremente e facilmente e quando nos deparamos com demasiadas dificuldades começamos a perguntar-nos se realmente devemos continuar a seguir por aquele caminho...
Entretanto esta semana recebi um mail que dizia:
(...)
Por isso, pensa assim: Eu tenho de fazer uma coisa, e essa coisa exige um grande compromisso da minha parte. Por isso, a vida vai-me apresentar variadíssimos obstáculos, no sentido de testar o meu compromisso. Imagina se nesta altura tu desistes por achares que os obstáculos são um sinal para recuar. Percebes porque não é tão simplista?
(...)
Este mail "apareceu" sem eu perguntar nada a ninguém... por isso vou renovar, sem dúvida, o meu compromisso para 2012!
Comprometo-me a estar grata por tudo o que já tenho e comprometo-me a ser persistente e resiliente! Mesmo quando os obstáculos me parecerem empurrar para trás! Não tenho medo de 2012, antes pelo contrário. Muitas coisas vão mudar mas nem todas para pior e algumas precisam mesmo de ser mudadas! Penso que nos tentam impregnar a cultura do medo mas pensem bem, a quem é que o medo beneficia? Não é a mim nem a ti, claro que não...
Muito Amor e Paz
Infertilidade
A APFertilidade acaba de lançar um Guia da Infertilidade. Este suporte será distribuído em diversos centros de procriação medicamente assistida espalhados pelo país e pretende informar e orientar os casais que enfrentam problemas de fertilidade.
Podem aceder online aqui.
Entrevista a Adelaide de Sousa - Amamentação, vivência e opiniões
Adelaide de Sousa, apresentadora e actriz, é das poucas figuras públicas que, em Portugal, assume publicamente a sua opção de amamentar e as suas opiniões sobre o assunto. Tem estado emocionalmente ligada à SOS Amamentação e à La Leche League, e ainda à Mamar ao Peito, desde de que fez dois programas no antigo Mundo das Mulheres (sobre amamentação e amamentação prolongada), onde se discutiam mitos e verdades sobre a amamentação. Diz ter ficado consciente de que há muito a fazer para ajudar a esclarecer as pessoas acerca do assunto.
Tem 42 anos e um filho, Kyle, de 28 meses. Foi amamentada até aos 5 anos.
A entrevista é da autoria de Catarina Santos, mãe, psicóloga e blogger.
Catarina Santos (CS) - Tens um filho com 28 meses, o Kyle. Como tem sido a tua experiência de amamentação?
CS - Pensas amamentar até quando?
Adelaide de Sousa (AD) – Tem sido como eu sempre idealizei, depois de um arranque um pouco atribulado, por não estar à espera de ter tanta dificuldade aquando da subida do leite. No hospital dos SAMS tive uma experiência mista - conforme o enfermeiro que estava de serviço, tinha recomendações diferentes: para mudar de maminha, para fazer intervalos de no mínimo 2/3 horas, para agarrar na cabeça do bebé a fim de o ajudar a chegar ao mamilo... tudo errado. Mas depois entrava outro e dizia que era a pedido, e para massajar as maminhas antes de dar de mamar para combater o ingurgitamento, para levar o bebé ao peito e não o peito ao bebé... tudo certo. Depois de muito choro, aprendi a ter calma, respirar fundo e ter fé que o meu ideal iria cumprir-se. Agora, tudo calmo - é rotina, é prazer, é às vezes também um sacrifício (à noite), mas estou a cumprir aquilo em que investi: uma melhor saúde para mim e para o meu filho. Já nem os olhares de surpresa quando dou de mamar a um miúdo grandito me fazem esmorecer, nem sinto já necessidade de justificar nada perante os outros. Se me chateiam muito, não discuto, digo-lhes que se informem melhor sobre o assunto.
CS - Tiveste algumas dificuldades no início? Contaste com a ajuda de quem?
AS – Tive as que descrevi, mas teria sido bem pior se não tivesse ficado no hospital durante a descida do leite. Infelizmente as mulheres saiem muito cedo da maternidade, estou em crer que seria bem melhor ficar até o leite estar a fluir normalmente, pelo menos 4 dias. Graças a Deus tive o apoio do meu marido, que constantemente reforçava a ideia de que eu iria ser capaz de ultrapassar cada obstáculo, e felizmente que tenho também amigas conselheiras de amamentação, para além de uma irmã que é enfermeira especialista em amamentação, que me trouxeram informação e conforto, que me ajudaram a acreditar que eu seria capaz de aprender a dar de mamar e a deixar que o meu filho também aprendesse a tirar o que precisava do meu peito. Amamentar é natural, mas não é inato. Deveria dar-se muito mais atenção a isto nas aulas de pré-parto em geral - aliás, se está grávida e ainda não fez a preparação, procure um curso que tenha em atenção a amamentação e suas dificuldades.
AS – Até deixar de ser um prazer, para mim ou para o Kyle. Quando não quiser mais, não quer, quando eu não quiser mais, acabou. Não tenho uma idade definida, na minha cabeça, será gradual, mas logo se verá. Agora, sei que se for só por vontade dele, vou sentir-me bastante...
AS – Sem dúvida. O meu avô foi amamentado até aos 7 anos - havia até um famoso banquinho para dar de mamar ao rapaz - eu até aos 5, o meu irmão mais novo até aos 4. Curiosamente, os meus 3 irmãos mais velhos, que nasceram na civilizada África do Sul dos anos 60, mamaram pouco tempo, mas assim que a minha mãe foi para Moçambique, onde nascemos nós os mais novos, a duração da amamentação aumentou. Abençoada África! Estou em crer que a actual crise da amamentação tem uma das causas na falta de bons exemplos na família. Se juntarmos a isto uma excelente e eficaz campanha de desinformação por parte dos fabricantes e leite artificial, um Mundo em que as mulheres raramente podem deixar de trabalhar para estar com os filhos, acrescido de uma ideia estranha de que recuperar a amamentação é voltar atrás na emancipação feminina, e ainda uma classe médica mal-informada sobre este assunto... temos a receita para o desastre.
CS - Vens de uma família com história de amamentação, tu própria foste amamentada até aos 5 anos. Consideras que isso contribuiu, de alguma forma, para a tua decisão de amamentar?
AS – Sem dúvida. O meu avô foi amamentado até aos 7 anos - havia até um famoso banquinho para dar de mamar ao rapaz - eu até aos 5, o meu irmão mais novo até aos 4. Curiosamente, os meus 3 irmãos mais velhos, que nasceram na civilizada África do Sul dos anos 60, mamaram pouco tempo, mas assim que a minha mãe foi para Moçambique, onde nascemos nós os mais novos, a duração da amamentação aumentou. Abençoada África! Estou em crer que a actual crise da amamentação tem uma das causas na falta de bons exemplos na família. Se juntarmos a isto uma excelente e eficaz campanha de desinformação por parte dos fabricantes e leite artificial, um Mundo em que as mulheres raramente podem deixar de trabalhar para estar com os filhos, acrescido de uma ideia estranha de que recuperar a amamentação é voltar atrás na emancipação feminina, e ainda uma classe médica mal-informada sobre este assunto... temos a receita para o desastre.
CS - No que respeita à atitude da nossa sociedade face à amamentação, qual a tua opinião?
AS – Bom, começou por se fazer supressão de leite ainda na maternidade (!) nos anos 70 - e temos sorte, porque nos EUA foi logo nos anos 50 - depois lá se deu uma abébia e disse-se que devia ser uns mesitos, e agora é conforme sopra o vento, ou as folhas do chá... é uma pena que pareça não haver rei nem roque nesta coisa do apoio à amamentação nos hospitais portugueses. Cometem-se autênticas barbaridades, e com uma grande impunidade. O marketing dos leites artificiais, por seu turno, está-se nas tintas para o código de ética da publicidade - até porque ele não é vinculativo - e continua a fazer crer que dar de mamar ou dar um leite artificial é praticamente igual. As diferenças, se fossem conhecidas pela população em geral, fariam empalidecer o mais acérrimo defensor leigo do aleitamento artificial. Digo leigo, porque médicos e enfermeiros têm obrigação de conhecer a verdade sobre estes produtos, mas parecem escolher ficar alheios, ou pura e simplesmente perpetuar uma quantidade de tretas que lhes venderam na faculdade nos anos 80. Claro, se os profissionais de saúde preferem ter a cabeça debaixo da areia ou assobiar para o lado, como é que o público em geral pode entender as diferenças? Aliás, mesmo os que as conhecem ficam frágeis quando, por exemplo, vão a uma pediatra que lhes diz que só se dá de mamar 15 minutos em cada mama, e com horário rígido, para a mãe não ficar escrava do bebé! Pode?? Isto é verídico, e fico tão furiosa que me apetece começar uma lista negra de pediatras, para evitar que muitos de nós dêmos dinheiro que custa a ganhar a gente que não se interessa pela saúde dos nossos filhos. Para responder directamente à pergunta, acho que de uma maneira geral as pessoas sabem que devem dar de mamar, mas encontram tanta ignorância e obstáculos, internos e externos, que se deixam convencer que tanto faz dar leite artificial ou leite humano...
CS - O que dirias a uma mulher que acabou de dar à luz, no que respeita a este grande tema que é a amamentação? Quais os conselhos que consideras mais valiosos?
AS - Diria que espero que tenha tido tempo e informação útil antes do parto para aprender o mais possível sobre como e porque dar de mamar... mas se não o fez, respire fundo, acalme-se, centre-se bem no seu corpo e no seu desejo de dar o melhor que tem ao seu bebé. Tenha esse pensamento como linha condutora, e não os comentários da mãe, da vizinha ou da colega de trabalho. Acredite que você é capaz, e que é um investimento no seu bem-estar futuro e no do seu filho. Acredite que foi maravilhosamente feita também para dar vida, e que isto não acaba com o parto: no seu leite vão nutrientes, anti-corpos, um cocktail absolutamente inimitável, onde não falta amor como nunca o conheceu antes. Como substituir esse amor por gordura e açúcar, misturados com umas quantas vitaminas? Como substituir o seu peito por uma garrafa de plástico? Rodeie-se de quem apoia o seu sonho e deixe os outros de fora, crie uma bolha onde só cabem você, o seu filho e quem acredita consigo que vale a pena semear para colher. Ah, muito importante: FUJA de profissionais cheios de "nuncas" e de "jamais", porque fundamentalismos existem dos dois lados da barreira, e só ajudam a desvalorizar a sua individualidade. E por último, mas não menos importante, se se sentir esmorecer, se nada do que lhe dizem faz sentido, ligue para a SOS Amamentação, para a La Leche League, ou contacte no Facebook com grupos como o Mamar ao Peito, que estão sempre prontos a ajudar quem precisa. Mas tem de pedir... o isolamento é o seu maior inimigo.
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