Vejam como a letra é apropriada... Momentos lindos!
terça-feira, 31 de março de 2009
Amamentação e Doação de Leite
Ao som de Aerosmith ;)
Vejam como a letra é apropriada... Momentos lindos!
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segunda-feira, 30 de março de 2009
Mais sobre o choro dos bebés
Depois de um artigo com maior enfoque sobre as causas e o porquê do choro, gostava de vos deixar, desta vez, mais sugestões sobre como lidar, na prática, com os episódios de choro.
Depois de excluír as hipóteses mais frequentes (fome, desconforto, necessidade de contacto físico) podemos tentar outras formas de consolar e distraír o bebé.
Actualmente sabemos que as melhores formas de prevenir os episódios de choro passam por métodos muito simples de simulação do ambiente uterino.
Há milhares de anos que o Homem usa essas técnicas de forma instintiva mas as exigências da sociedade ocidental, fizeram com que, de alguma forma elas se fossem perdendo.
Hoje em dia voltaram a ser valorizadas pelos especialistas e podemos comprovar facilmente que nos países onde estas técnicas ainda são usadas habitualmente, os bebé choram um número consideravelmente inferior de horas e não sofrem de cólicas.
A forma mais eficaz de simular o ambiente uterino, prevenir episódios de choro e evitar as cólicas é carregar o bebé.
Seja num pano, num sling ou noutro porta-bebés, os estudos indicam, sem margem para dúvidas, que os bebés carregados ao colo choram consideravelmente menos. Daí a famosa frase associada ao babywearing que aconselha nine in, nine out.
Ao ser carregado o bebé é suavemente embalado pelos movimentos da mãe (tal como o era durante o período da gestação) é aquecido pelo calor da mãe[1], tal como o era no útero, ouve a sua voz, o som do seu coração e outros sons que lhe são famíliares do ambiente uterino no qual viveu durante nove meses.
Ao colo, o bebé tem a possibilidade de olhar para o mundo de um ângulo que um carrinho, por exemplo, não permite.
Com os olhos practicamente ao nível dos da sua mãe, o bebé distrai-se facilmente a observar tudo o que o rodeia.
Ao enfaixar o bebé (envolvê-lo num pano/manta de forma a que fique bem aconchegado) podemos também simular os limites, o aconchego e o calor do ventre materno.
O famoso método do Dr Harvey Karp consiste precisamente no enfaixamento do bebé, ao mesmo tempo que o embalamos e simulamos alguns dos sons que o bebé estaria habituado a ouvir na barriga da sua mãe (uma espécie de "Chhh, chhh, chhh" que já as nossas avós usavam).
Se virmos bem, ao carregar um bebé no pano, o efeito é practicamente idêntico, já que ao encostarmos o bebé ao nosso peito ele vai continuar a ouvir os sons da mãe (do bater do coração, dos intestinos...)
Ao amamentar também estamos, de certa forma, a manter intacto o cordão umbilical com o bebé.
Tal como no ventre, o bebé amamentado não precisa de esperar para ser alimentado, basta abrir a boca e procurar (a mãe que está próxima do bebé facilmente aprende a "ler" os seus sinais). O leite materno está à temperatura ideal (a temperatura da mãe) e tem um sabor parecido com o já familiar líquido amniótico, que engloba uma mistura de sabores única dada pela dieta habitual da mãe.
Já aqui tinha referido noutras ocasiões que o choro é um sinal de fome tardio, como tal, não devemos deixar que um bebé chegue a esse ponto para o alimentar. Um bebé que chora com fome é porque já mostrou outros sinais de fome há algum tempo.
Uma das maneiras de evitar que isto aconceça é manter a proximidade com o bebé, de dia e de noite.
Formas de acalmar um bebé "chorão" (incluíndo alguns truques bastante simples)
* Carregar o bebé num sling ou pano
* Dançar com o bebé
* Baloiçar com o bebé
* Dar uma volta de carro
* Levar o bebé a dar um passeio
* Amamentar o bebé em pé (andando ou baloiçando)
* Deixar o bebé sugar para o confortar: dar de mamar, dar um dedo para o bebé chuchar
* Musica, cd´s de sons para bebés, que imitam os sons do útero e das batidas de coração
* Gravar o bebé a chorar e deixá-lo ouvir o seu próprio som
* O barulho dos relógios
* Cantar para o bebé
* Fazer barulhos "diferentes" para chamar a atenção do bebé, por exemplo mexer num saco de plástico ou amachucar papel
* O som da água a correr
* Os sons repetitivos de alguns aparelhos que fazem lembrar ao bebé os sons uterinos: aspirador, máquina de lavar loiça/roupa, ventoinha, etc.
* Mostrar um espelho ao bebé
* As chamas de uma lareira ou outras luzes chamativas (ex. árvore de Natal)
* Olhar para os carros a passar
* Deitar o bebé sobre o nosso peito/barriga de forma a que ele consiga ouvir o som do nosso coração (pode-se usar um pano para esse efeito)
* Um banho morno (pode ser assim)
* Se o choro persistir, apesar de se usarem os métodos acima descritos, observar a alimentação da mãe: estará a "abusar" de algum tipo de alimento? bebe muito leite de vaca? introduziu ultimamente um alimento diferente do habitual? fuma? Se o bebé for alimentado a biberão pode ser necessário trocar de leite
* Muitas vezes é útil ajudar a resolver o stress dos pais de um bebé que chora muito. Além de ser uma situação muito desgastante, essa ansiedade passará para o bebé e poderá formar-se ali um ciclo de tensão dos pais para o bebé e vice-versa
* Tente criar um ambiente o mais tranquilo possível não só para o bebé mas também para os pais
Faça o que fizer, nunca abane o seu bebé!
Sei que cuidar de um bebé que chora muito, principalmente quando temos muito cansaço acumulado com poucas horas de sono, pode ser desesperante. Mas lembre-se que quando alguém está desesperado pode agir de forma impulsiva e com mais força do que teria intenção de fazer.
Abanar ou sacudir o bebé com força pode causar danos irreversíveis (Síndrome do Bebé Sacudido) por isso mantenha sempre em mente esta informação.
Nota: Apesar de todas as indicações aqui descritas, quando um bebé chora durante 2 horas ou mais, ininterruptamente (apesar de se terem feito esforços para o consolar) ou quando o choro é acompanhado de outro sintoma (vómitos, febre, diarreia, etc) torna-se necessário recorrer a um médico para que possa ser observado.
[1] Existe um fenómeno natural interessantíssimo chamado Síncronia Térmica, descoberto por especialistas em Método Canguru.
As mães que carregam os bebés adaptam a sua própria temperatura corporal segundo as necessidades do bebé. Por exemplo, se o bebé tiver febre, a temperatura da mãe baixa de forma a compensar o excesso de calor. Se pelo contrário, o bebé tiver frio, a temperatura da mãe sobe ligeiramente para transmitir esse calor para o seu filho.
Há milhares de anos que o Homem usa essas técnicas de forma instintiva mas as exigências da sociedade ocidental, fizeram com que, de alguma forma elas se fossem perdendo.
Hoje em dia voltaram a ser valorizadas pelos especialistas e podemos comprovar facilmente que nos países onde estas técnicas ainda são usadas habitualmente, os bebé choram um número consideravelmente inferior de horas e não sofrem de cólicas.
A forma mais eficaz de simular o ambiente uterino, prevenir episódios de choro e evitar as cólicas é carregar o bebé.
Seja num pano, num sling ou noutro porta-bebés, os estudos indicam, sem margem para dúvidas, que os bebés carregados ao colo choram consideravelmente menos. Daí a famosa frase associada ao babywearing que aconselha nine in, nine out.
Ao ser carregado o bebé é suavemente embalado pelos movimentos da mãe (tal como o era durante o período da gestação) é aquecido pelo calor da mãe[1], tal como o era no útero, ouve a sua voz, o som do seu coração e outros sons que lhe são famíliares do ambiente uterino no qual viveu durante nove meses.
Ao colo, o bebé tem a possibilidade de olhar para o mundo de um ângulo que um carrinho, por exemplo, não permite.
Com os olhos practicamente ao nível dos da sua mãe, o bebé distrai-se facilmente a observar tudo o que o rodeia.
Ao enfaixar o bebé (envolvê-lo num pano/manta de forma a que fique bem aconchegado) podemos também simular os limites, o aconchego e o calor do ventre materno.
O famoso método do Dr Harvey Karp consiste precisamente no enfaixamento do bebé, ao mesmo tempo que o embalamos e simulamos alguns dos sons que o bebé estaria habituado a ouvir na barriga da sua mãe (uma espécie de "Chhh, chhh, chhh" que já as nossas avós usavam).
Se virmos bem, ao carregar um bebé no pano, o efeito é practicamente idêntico, já que ao encostarmos o bebé ao nosso peito ele vai continuar a ouvir os sons da mãe (do bater do coração, dos intestinos...)
Ao amamentar também estamos, de certa forma, a manter intacto o cordão umbilical com o bebé.
Tal como no ventre, o bebé amamentado não precisa de esperar para ser alimentado, basta abrir a boca e procurar (a mãe que está próxima do bebé facilmente aprende a "ler" os seus sinais). O leite materno está à temperatura ideal (a temperatura da mãe) e tem um sabor parecido com o já familiar líquido amniótico, que engloba uma mistura de sabores única dada pela dieta habitual da mãe.
Já aqui tinha referido noutras ocasiões que o choro é um sinal de fome tardio, como tal, não devemos deixar que um bebé chegue a esse ponto para o alimentar. Um bebé que chora com fome é porque já mostrou outros sinais de fome há algum tempo.
Uma das maneiras de evitar que isto aconceça é manter a proximidade com o bebé, de dia e de noite.
* Carregar o bebé num sling ou pano
* Dançar com o bebé
* Baloiçar com o bebé
* Dar uma volta de carro
* Levar o bebé a dar um passeio
* Amamentar o bebé em pé (andando ou baloiçando)
* Deixar o bebé sugar para o confortar: dar de mamar, dar um dedo para o bebé chuchar
* Musica, cd´s de sons para bebés, que imitam os sons do útero e das batidas de coração
* Gravar o bebé a chorar e deixá-lo ouvir o seu próprio som
* O barulho dos relógios
* Cantar para o bebé
* Fazer barulhos "diferentes" para chamar a atenção do bebé, por exemplo mexer num saco de plástico ou amachucar papel
* O som da água a correr
* Os sons repetitivos de alguns aparelhos que fazem lembrar ao bebé os sons uterinos: aspirador, máquina de lavar loiça/roupa, ventoinha, etc.
* Mostrar um espelho ao bebé
* As chamas de uma lareira ou outras luzes chamativas (ex. árvore de Natal)
* Olhar para os carros a passar
* Deitar o bebé sobre o nosso peito/barriga de forma a que ele consiga ouvir o som do nosso coração (pode-se usar um pano para esse efeito)
* Um banho morno (pode ser assim)
* Se o choro persistir, apesar de se usarem os métodos acima descritos, observar a alimentação da mãe: estará a "abusar" de algum tipo de alimento? bebe muito leite de vaca? introduziu ultimamente um alimento diferente do habitual? fuma? Se o bebé for alimentado a biberão pode ser necessário trocar de leite
* Muitas vezes é útil ajudar a resolver o stress dos pais de um bebé que chora muito. Além de ser uma situação muito desgastante, essa ansiedade passará para o bebé e poderá formar-se ali um ciclo de tensão dos pais para o bebé e vice-versa
* Tente criar um ambiente o mais tranquilo possível não só para o bebé mas também para os pais
Faça o que fizer, nunca abane o seu bebé!
Sei que cuidar de um bebé que chora muito, principalmente quando temos muito cansaço acumulado com poucas horas de sono, pode ser desesperante. Mas lembre-se que quando alguém está desesperado pode agir de forma impulsiva e com mais força do que teria intenção de fazer.
Abanar ou sacudir o bebé com força pode causar danos irreversíveis (Síndrome do Bebé Sacudido) por isso mantenha sempre em mente esta informação.
Nota: Apesar de todas as indicações aqui descritas, quando um bebé chora durante 2 horas ou mais, ininterruptamente (apesar de se terem feito esforços para o consolar) ou quando o choro é acompanhado de outro sintoma (vómitos, febre, diarreia, etc) torna-se necessário recorrer a um médico para que possa ser observado.
As mães que carregam os bebés adaptam a sua própria temperatura corporal segundo as necessidades do bebé. Por exemplo, se o bebé tiver febre, a temperatura da mãe baixa de forma a compensar o excesso de calor. Se pelo contrário, o bebé tiver frio, a temperatura da mãe sobe ligeiramente para transmitir esse calor para o seu filho.
sábado, 28 de março de 2009
Mitos sobre os cuidados com o Bebé
Dar de mamar de 3 em 3 horas O bebé deve ser amamentado "a pedido", ou seja, sempre que demonstrar interesse em mamar, sem olhar para o relógio.
Nos primeiros dias após o nascimento será, regra geral, sempre que estiver desperto.
Depois, com o tempo, a mãe deverá começar a reconhecer os "sinais" que o seu filho transmite.
Quando um bebé tem fome ele pode mostrar vários sinais antes do choro: levar as mãos à boca para sugar, virar a cabeça para mamar quando está ao colo ou virar-se para mamar quando lhe passamos o dedo na cara (vejam aqui um vídeo). A mãe que amamenta também sentirá que é altura de alimentar o seu bebé quando sente o peito “cheio”. Não devemos deixar o bebé chorar para mostrar que tem fome. O choro é o seu último recurso e significa que estava com fome há algum tempo.
Nos primeiros dias após o nascimento será, regra geral, sempre que estiver desperto.
Depois, com o tempo, a mãe deverá começar a reconhecer os "sinais" que o seu filho transmite.
Quando um bebé tem fome ele pode mostrar vários sinais antes do choro: levar as mãos à boca para sugar, virar a cabeça para mamar quando está ao colo ou virar-se para mamar quando lhe passamos o dedo na cara (vejam aqui um vídeo). A mãe que amamenta também sentirá que é altura de alimentar o seu bebé quando sente o peito “cheio”. Não devemos deixar o bebé chorar para mostrar que tem fome. O choro é o seu último recurso e significa que estava com fome há algum tempo.
A regra das 3 horas servirá apenas para o oposto: devemos evitar que o bebé esteja mais do que 3 horas sem mamar (especialmente nos primeiros dias em que ainda não recuperou o peso do nascimento).
Não deixar mamar mais do que 10 (ou 15 ou 20) minutos em cada mama
Não deve haver regras para o tempo que o bebé mama. O bebé deve largar a mama espontaneamente para que nos asseguremos que está a beber tanto o leite do início, como o do fim [1] (mais rico em calorias e mais saciante).
Se interrompermos a mamada ao bebé, ele pode não ter conseguido retirar todo o leite de que precisa.
Há bebés que demoram mais tempo que outros a mamar, alguns mais dorminhocos que vão mamando um bocadinho e dormindo outro pouco e temos que saber observar e respeitar os seus ritmos.
No entanto, é preciso estarmos atentos: se o bebé mama 1 hora em cada mama, quer mamar constantemente e mesmo assim parece nunca estar satisfeito, é preciso pedir ajuda. Pode querer dizer que não está a mamar da forma mais eficaz e podemos ter que melhorar a pega.
Se interrompermos a mamada ao bebé, ele pode não ter conseguido retirar todo o leite de que precisa.
Há bebés que demoram mais tempo que outros a mamar, alguns mais dorminhocos que vão mamando um bocadinho e dormindo outro pouco e temos que saber observar e respeitar os seus ritmos.
No entanto, é preciso estarmos atentos: se o bebé mama 1 hora em cada mama, quer mamar constantemente e mesmo assim parece nunca estar satisfeito, é preciso pedir ajuda. Pode querer dizer que não está a mamar da forma mais eficaz e podemos ter que melhorar a pega.
O bebé tem que arrotar sempre após cada mamada
Se o bebé não arrotar em cerca de 5 minutos após a mamada, é porque simplesmente não precisa de arrotar.
Não é necessário dar palmadinhas nas costas durante 15 minutos... Basta levantar o bebé após a mamada e esfregar-lhe um pouco as costas. Se não acontecer nada... tudo bem!
Não é necessário dar palmadinhas nas costas durante 15 minutos... Basta levantar o bebé após a mamada e esfregar-lhe um pouco as costas. Se não acontecer nada... tudo bem!
Tem que se dar banho todos os dias
Um bebé de colo não se suja para ter que tomar banho todos os dias... Convém que as zonas genitais e as pregas de pele sejam limpas e bem secas todos os dias (basta um pouco de água tépida) mas a verdade é que água a mais (e produtos de limpeza) apenas trazem mais secura à já tão delicada pele do bebé.
É preciso pesar o bebé todas as semanas
É preciso controlar que o bebé recupera o peso do nascimento em 2/3 semanas, está a crescer a um bom ritmo e a amamentação bem estabelecida.
Após esse período e caso não haja situações de doença, basta pesar o bebé nas consultas periódicas.
Após esse período e caso não haja situações de doença, basta pesar o bebé nas consultas periódicas.
Mais importante que o peso, é os pais controlarem o bom desenvolvimento psico-motor do bebé, a sua boa disposição (se come bem, se faz chichi e cocó[2] regularmente e sem alterações) e o seu crescimento de forma geral.
Não dar muito colo para não habituar mal/mimar demasiado Os bebés já nascem habituados ao colo. É impossível habituá-los "mal".
Se nos lembrarmos dos 9 meses que passámos com ele na barriga, percebemos que andou sempre ao nosso "colo", embalado pelo nosso movimento e voz, aquecido pelo nosso corpo e a receber alimento de forma practicamente constante.
Quando nasce o bebé já tem que enfrentar e adaptar-se a um ambiente totalmente diferente daquele que conheceu no útero, porque não deixar que o faça de forma mais suave, continuando a proporcionar-lhe o conforto que até ali sempre encontrou?
O recém-nascido humano é, de entre todos os mamíferos, aquele que nasce mais prematuramente, completamente dependente da sua progenitora.
Simulando o ambiente intra-uterino (dando colo e carregando o bebé, seguindo os seus ritmos, amamentando aos primeiros sinais de fome) estamos suprir em pleno as necessidades do bebé, visto que o toque e o colo também são necessidades fisiológicas básicas do recém-nascido.
Se nos lembrarmos dos 9 meses que passámos com ele na barriga, percebemos que andou sempre ao nosso "colo", embalado pelo nosso movimento e voz, aquecido pelo nosso corpo e a receber alimento de forma practicamente constante.
Quando nasce o bebé já tem que enfrentar e adaptar-se a um ambiente totalmente diferente daquele que conheceu no útero, porque não deixar que o faça de forma mais suave, continuando a proporcionar-lhe o conforto que até ali sempre encontrou?
O recém-nascido humano é, de entre todos os mamíferos, aquele que nasce mais prematuramente, completamente dependente da sua progenitora.
Simulando o ambiente intra-uterino (dando colo e carregando o bebé, seguindo os seus ritmos, amamentando aos primeiros sinais de fome) estamos suprir em pleno as necessidades do bebé, visto que o toque e o colo também são necessidades fisiológicas básicas do recém-nascido.
Não faz mal deixar o bebé chorar sozinho algum tempo
O choro é o principal meio de comunicação do bebé. Ao ignorá-lo, estamos a ignorar também as suas necessidades e os seus "pedidos de ajuda". A única coisa que ensinamos a um bebé que chora sozinho, é o desespero e a frustração de chamar e não ser ouvido.
Um bebé pequeno nunca chora sem motivo. Com o tempo, os pais vão aprendendo a identificar as necessidades do seu bebé e a responder-lhes com mais prontidão.
Deve-se passar o bebé para a sua caminha no quarto dele no máximo até aos 6 meses de idade Um bebé pequeno nunca chora sem motivo. Com o tempo, os pais vão aprendendo a identificar as necessidades do seu bebé e a responder-lhes com mais prontidão.
Não existem regras rígidas neste campo. Não é obrigatório passar o bebé para o quarto dele numa idade específica, nem é por não o fazer que ele se vai tornar mais ou menos dependente dos pais.
É perigoso deixar o bebé dormir na cama com a mãe
É perigoso deixar o bebé dormir na cama com a mãe
Ultimamente os especialistas têm vindo a atribuir bastantes vantagens ao co-sleeping, e sobretudo para as mães que continuam a amamentar, manter o bebé no mesmo quarto pode ser bastante mais confortável.
É muito menos cansativo (principalmente para as mães que já voltaram ao trabalho) amamentar um bebé que está ali ao lado, do que levantar, ir a outro quarto, dar de mamar, deitar o bebé e voltar para a cama.
A mesma situação coloca-se quando os bebés (mesmo que não sejam amamentados) acordam com frequência durante a noite, quando estão doentes, ou simplesmente quando os pais se sentem bem assim.
Desde que sejam cumpridas as regras de segurança básicas, não há perigo em deixar o bebé dormir com os pais.
O bebé deve manter um horário de sestas rigoroso e dormir a noite toda após os 3/4 meses de idade.É muito menos cansativo (principalmente para as mães que já voltaram ao trabalho) amamentar um bebé que está ali ao lado, do que levantar, ir a outro quarto, dar de mamar, deitar o bebé e voltar para a cama.
A mesma situação coloca-se quando os bebés (mesmo que não sejam amamentados) acordam com frequência durante a noite, quando estão doentes, ou simplesmente quando os pais se sentem bem assim.
Desde que sejam cumpridas as regras de segurança básicas, não há perigo em deixar o bebé dormir com os pais.
Não podemos exigir a um bebé que ainda não tem os ritmos de sono e de alimentação estabelecidos, que cumpra horários rígidos.
É bom e até saudável habituar o bebé a uma rotina diária mas esta não tem que ser seguida rigorosamente.
A rotina serve para criar segurança ao bebé, para que ele possa ir aprendendo como são os dias e aquilo que pode esperar. Existem actividades que podemos introduzir mais ou menos às mesmas horas para ajudar a criar essa rotina. Por exemplo, de manhã brincamos no tapete, depois de almoço damos um passeio, antes do jantar vem o banho...
Algumas vezes ouvimos mães contarem que os seus bebés dormem a noite toda desde os dois meses, por exemplo.
Mas é mais comum que os bebés só comecem a dormir noites inteiras seguidas após o primeiro ano.
Os bebés acordam durante a noite por razões fisiológicas.
Em primeiro lugar porque o seu estômago ainda não lhes permite armazenar alimento suficiente para aguentar uma noite inteira, depois porque ao mamar durante a noite está a garantir que a mãe continua a produzir uma boa quantidade de leite[3].
Por outro lado, estudos indicam que os ciclos de sono curtos estão relacionados com mecanismos de sobrevivência do bebé. Bebés que acordam com frequência têm menos riscos de sofrer Síndrome de Morte Súbita do Lactente.
[1] O leite materno é tão complexo e impossível de ser imitado, que sua composição muda até mesmo durante a mamada!
É bom e até saudável habituar o bebé a uma rotina diária mas esta não tem que ser seguida rigorosamente.
A rotina serve para criar segurança ao bebé, para que ele possa ir aprendendo como são os dias e aquilo que pode esperar. Existem actividades que podemos introduzir mais ou menos às mesmas horas para ajudar a criar essa rotina. Por exemplo, de manhã brincamos no tapete, depois de almoço damos um passeio, antes do jantar vem o banho...
Algumas vezes ouvimos mães contarem que os seus bebés dormem a noite toda desde os dois meses, por exemplo.
Mas é mais comum que os bebés só comecem a dormir noites inteiras seguidas após o primeiro ano.
Os bebés acordam durante a noite por razões fisiológicas.
Em primeiro lugar porque o seu estômago ainda não lhes permite armazenar alimento suficiente para aguentar uma noite inteira, depois porque ao mamar durante a noite está a garantir que a mãe continua a produzir uma boa quantidade de leite[3].
Por outro lado, estudos indicam que os ciclos de sono curtos estão relacionados com mecanismos de sobrevivência do bebé. Bebés que acordam com frequência têm menos riscos de sofrer Síndrome de Morte Súbita do Lactente.
[1] O leite materno é tão complexo e impossível de ser imitado, que sua composição muda até mesmo durante a mamada!
O leite do início surge no começo da mamada. Parece acinzentado e aguado. É rico em proteínas, lactose, vitaminas, minerais e água.
O leite do fim surge no final da mamada e parece mais branco do que o leite do início porque contém mais gordura. A gordura torna o leite do fim mais rico em energia. Fornece mais de metade da energia do leite materno.
A criança necessita tanto do leite do início como do fim, para o crescimento e desenvolvimento.
[2] Os bebés amamentados em exclusivo podem estar vários dias seguidos sem evacuar e sem mostrar desconforto. Isto é absolutamente normal e não é preciso fazer nada. Acontece porque os nutrientes do leite materno são absorvidos practicamente na íntegra deixando poucos ou nenhuns resíduos. Quando o bebé volta a evacuar a consistências das fezes é mole e amarelada, como habitualmente. Esta situação costuma ser denominada como "falsa obstipação".
[3] A prolactina é a hormona responsável pela produção do leite. Mais prolactina é produzida à noite, portanto, amamentar durante a noite é especialmente importante para manter a produção de leite.
Outros artigos sobre Mitos:
Mitos sobre Aleitamento Materno
Mitos sobre Gravidez e Parto
Parto: Medos & Mitos
O leite do fim surge no final da mamada e parece mais branco do que o leite do início porque contém mais gordura. A gordura torna o leite do fim mais rico em energia. Fornece mais de metade da energia do leite materno.
A criança necessita tanto do leite do início como do fim, para o crescimento e desenvolvimento.
[2] Os bebés amamentados em exclusivo podem estar vários dias seguidos sem evacuar e sem mostrar desconforto. Isto é absolutamente normal e não é preciso fazer nada. Acontece porque os nutrientes do leite materno são absorvidos practicamente na íntegra deixando poucos ou nenhuns resíduos. Quando o bebé volta a evacuar a consistências das fezes é mole e amarelada, como habitualmente. Esta situação costuma ser denominada como "falsa obstipação".
[3] A prolactina é a hormona responsável pela produção do leite. Mais prolactina é produzida à noite, portanto, amamentar durante a noite é especialmente importante para manter a produção de leite.
Outros artigos sobre Mitos:
Mitos sobre Aleitamento Materno
Mitos sobre Gravidez e Parto
Parto: Medos & Mitos
terça-feira, 24 de março de 2009
Os benefícios da amamentação - Estudo português premiado em Espanha
Um estudo português sobre os benefícios de corrigir a forma como um bebé "pega" na mama da mãe quando está a ser amamentado acaba de ser distinguido em Espanha como o melhor sobre a temática do aleitamento materno.
O trabalho foi premiado no V Congresso Espanhol de Aleitamento Materno, que decorreu este mês em Múrcia com mais de 700 participantes de vários países.
O estudo conclui que a correcção da pega do bebé à mama na primeira mamada aumenta significativamente a duração do aleitamento materno, disse à Lusa a principal autora, Adriana Pereira.
A investigação envolveu 60 pares de mães e respectivos bebés da região do Vale do Ave, tendo sido feita a observação e avaliação da primeira mamada logo após o parto.
Os bebés foram divididos em dois grupos: num deles uma enfermeira intervinha para corrigir a pega sempre que o bebé apresentava uma ou mais dificuldades, no outro, que serviu de comparação, não havia qualquer intervenção, seguindo-se as rotinas do serviço.
Passados seis meses, os bebés com a primeira pega correcta mamaram em média 157 dias, em comparação com apenas 15 dias no caso de pega incorrecta, ou seja, os primeiros mamaram em exclusivo 11 vezes mais dias do que os do outro grupo.
Esse êxito "é benéfico não só para a saúde da mãe e do bebé, como para a família, a sociedade e o meio ambiente, segundo atestam todos os estudos científicos até agora realizados", sublinhou.
Nesse sentido, a autora considera muito importante que as mães conheçam e saibam identificar os sinais de pega correcta para ajudarem os próprios bebés.
"Às vezes as mães não sabem sequer se o bebé está a mamar, ou pensam que está, mas de maneira incorrecta", afirmou.
Adriana Pereira explicou que "o bebé deve ficar com a boca bem aberta quando está a mamar, com o lábio inferior virado para fora e com o queixo a tocar na mama".
Além disso, a auréola (parte escura da mama) "deve ver-se mais acima da boca do que abaixo, e habitualmente as bochechas ficam arredondadas e não chupadas para dentro".
O estudo constatou que 50 por cento dos bebés da amostra tiveram dificuldade na pega durante a primeira mamada, um problema facilmente corrigível através da intervenção da mãe.
Por isso o estudo recomenda a intervenção dos profissionais de saúde ao nível dos Cuidados de Saúde Pré-Natais para ensinar às mães a técnica correcta da amamentação e os sinais identificadores da pega correcta.
O estudo, feito no âmbito do doutoramento de Adriana Pereira em Ciência Biomédicas pela Universidade do Porto, em 2005, está publicado num livro intitulado "Aleitamento materno - a importância da correcção da pega no processo da amamentação - resultados de um estudo experimental", editado pela Lusociência em 2006.
Adriana Pereira é membro fundador do Comité Nacional para o Aleitamento Materno e formadora nesta área para a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a UNICEF.
in http://sic.aeiou.pt/online
O trabalho foi premiado no V Congresso Espanhol de Aleitamento Materno, que decorreu este mês em Múrcia com mais de 700 participantes de vários países.
O estudo conclui que a correcção da pega do bebé à mama na primeira mamada aumenta significativamente a duração do aleitamento materno, disse à Lusa a principal autora, Adriana Pereira.
A investigação envolveu 60 pares de mães e respectivos bebés da região do Vale do Ave, tendo sido feita a observação e avaliação da primeira mamada logo após o parto.
Os bebés foram divididos em dois grupos: num deles uma enfermeira intervinha para corrigir a pega sempre que o bebé apresentava uma ou mais dificuldades, no outro, que serviu de comparação, não havia qualquer intervenção, seguindo-se as rotinas do serviço.
Passados seis meses, os bebés com a primeira pega correcta mamaram em média 157 dias, em comparação com apenas 15 dias no caso de pega incorrecta, ou seja, os primeiros mamaram em exclusivo 11 vezes mais dias do que os do outro grupo.
Esse êxito "é benéfico não só para a saúde da mãe e do bebé, como para a família, a sociedade e o meio ambiente, segundo atestam todos os estudos científicos até agora realizados", sublinhou.
Nesse sentido, a autora considera muito importante que as mães conheçam e saibam identificar os sinais de pega correcta para ajudarem os próprios bebés.
"Às vezes as mães não sabem sequer se o bebé está a mamar, ou pensam que está, mas de maneira incorrecta", afirmou.
Adriana Pereira explicou que "o bebé deve ficar com a boca bem aberta quando está a mamar, com o lábio inferior virado para fora e com o queixo a tocar na mama".
Além disso, a auréola (parte escura da mama) "deve ver-se mais acima da boca do que abaixo, e habitualmente as bochechas ficam arredondadas e não chupadas para dentro".
O estudo constatou que 50 por cento dos bebés da amostra tiveram dificuldade na pega durante a primeira mamada, um problema facilmente corrigível através da intervenção da mãe.
Por isso o estudo recomenda a intervenção dos profissionais de saúde ao nível dos Cuidados de Saúde Pré-Natais para ensinar às mães a técnica correcta da amamentação e os sinais identificadores da pega correcta.
O estudo, feito no âmbito do doutoramento de Adriana Pereira em Ciência Biomédicas pela Universidade do Porto, em 2005, está publicado num livro intitulado "Aleitamento materno - a importância da correcção da pega no processo da amamentação - resultados de um estudo experimental", editado pela Lusociência em 2006.
Adriana Pereira é membro fundador do Comité Nacional para o Aleitamento Materno e formadora nesta área para a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a UNICEF.
in http://sic.aeiou.pt/online
sexta-feira, 20 de março de 2009
MATERNAR - Rede de Apoio à Maternidade
Surgiu um novo projecto em Portugal para apoiar a Maternidade:Nascida da vontade comum de um grupo de Mulheres de contribuir para um mundo melhor, começando pelo início da vida, a MATERNAR surge como uma rede de apoio comunitário que pretende prestar apoio às mulheres e suas famílias ao longo de todo o processo de maternidade.
Apoiada na filosofia e princípios da International MotherBaby Childbirth Initiative, a MATERNAR irá desenvolver actividades diversas no âmbito da divulgação de informação, partilha de experiências, formação e apoio emocional, constituindo os Círculos Maternos – Grupos de Apoio à Maternidade – a sua principal actividade.
Sabendo que este é um projecto que há muito merecia nascer em Portugal a equipa da MATERNAR está certa de que este projecto irá trazer enormes benefícios, não só para as mulheres, bebés, crianças e famílias que constituem esta grande rede, mas também para os profissionais de Saúde que os acompanham.
Conheçam melhor este projecto em http://www.maternar.pt/
Parabéns pela iniciativa!
Apoiada na filosofia e princípios da International MotherBaby Childbirth Initiative, a MATERNAR irá desenvolver actividades diversas no âmbito da divulgação de informação, partilha de experiências, formação e apoio emocional, constituindo os Círculos Maternos – Grupos de Apoio à Maternidade – a sua principal actividade.
Sabendo que este é um projecto que há muito merecia nascer em Portugal a equipa da MATERNAR está certa de que este projecto irá trazer enormes benefícios, não só para as mulheres, bebés, crianças e famílias que constituem esta grande rede, mas também para os profissionais de Saúde que os acompanham.
Conheçam melhor este projecto em http://www.maternar.pt/
Parabéns pela iniciativa!
domingo, 15 de março de 2009
UE defende licença de maternidade pré-parto
Os ministros europeus do Emprego, que debateram segunda-feira pela primeira vez a extensão da duração mínima das licenças de maternidade na União Europeia (UE), insistiram num repouso obrigatório antes do nascimento para proteger as mulheres contra qualquer pressão do empregador.
A Comissão Europeia tinha apresentado em Setembro um projecto que visava acrescentar quatro semanas à duração mínima de uma licença de maternidade, que ficaria assim nas 18. Bruxelas propõe também dar mais liberdade às mulheres para gozarem estas licenças antes ou depois do parto. «Corre-se o risco de expor a trabalhadora a pressões psicológicas até ao parto, com riscos de nascimento prematuro», defendeu o representante do governo italiano, acompanhado de uma maioria de países. «Devemos proteger a mãe da fadiga do trabalho e dos transportes», avançou, por sua vez, a França.
De acordo com a Agência Lusa, a ser aprovada, a extensão preconizada obrigaria países como a Alemanha (14 semanas), a Bélgica (15 semanas) ou ainda a França (16 semanas), a concederem várias semanas mais às mulheres. A França precisou que não se opõe ao projecto, mas a Alemanha precisou as suas reticências: satisfeito com a sua legislação actual, o governo de Berlim defende antes melhorar a rede nacional de creches.
Muitos países que desenvolveram em paralelo licenças parentais inovadoras manifestaram também os seus receios. «O reforço da licença de maternidade não deve ser feito à custa das licenças parentais de que podem beneficiar os homens», sublinhou o ministro sueco apoiado pelos outros países nórdicos. A Suécia prevê uma licença «pré-natal» de oito semanas mas possui um sistema de licença parental flexível, que pode ser transferido para o pai da criança e ir até às 75 semanas.
Em paralelo, continua a decorrer uma negociação entre os parceiros sociais europeus sobre a duração e a remuneração das licenças parentais. O comissário europeu para os Assuntos sociais, Vladimir Spidla, defendeu que as licenças de maternidade e as licenças parentais não se encontram «em concorrência». «Devemos apoiar a igualdade entre homens e mulheres, porque se uma mulher tem um filho a sua taxa de emprego baixa 12 por cento, enquanto aumenta sete por cento nos homens», reconheceu.
Texto: Pais&Filhos
12 Março 2009
A Comissão Europeia tinha apresentado em Setembro um projecto que visava acrescentar quatro semanas à duração mínima de uma licença de maternidade, que ficaria assim nas 18. Bruxelas propõe também dar mais liberdade às mulheres para gozarem estas licenças antes ou depois do parto. «Corre-se o risco de expor a trabalhadora a pressões psicológicas até ao parto, com riscos de nascimento prematuro», defendeu o representante do governo italiano, acompanhado de uma maioria de países. «Devemos proteger a mãe da fadiga do trabalho e dos transportes», avançou, por sua vez, a França.
De acordo com a Agência Lusa, a ser aprovada, a extensão preconizada obrigaria países como a Alemanha (14 semanas), a Bélgica (15 semanas) ou ainda a França (16 semanas), a concederem várias semanas mais às mulheres. A França precisou que não se opõe ao projecto, mas a Alemanha precisou as suas reticências: satisfeito com a sua legislação actual, o governo de Berlim defende antes melhorar a rede nacional de creches.
Muitos países que desenvolveram em paralelo licenças parentais inovadoras manifestaram também os seus receios. «O reforço da licença de maternidade não deve ser feito à custa das licenças parentais de que podem beneficiar os homens», sublinhou o ministro sueco apoiado pelos outros países nórdicos. A Suécia prevê uma licença «pré-natal» de oito semanas mas possui um sistema de licença parental flexível, que pode ser transferido para o pai da criança e ir até às 75 semanas.
Em paralelo, continua a decorrer uma negociação entre os parceiros sociais europeus sobre a duração e a remuneração das licenças parentais. O comissário europeu para os Assuntos sociais, Vladimir Spidla, defendeu que as licenças de maternidade e as licenças parentais não se encontram «em concorrência». «Devemos apoiar a igualdade entre homens e mulheres, porque se uma mulher tem um filho a sua taxa de emprego baixa 12 por cento, enquanto aumenta sete por cento nos homens», reconheceu.
Texto: Pais&Filhos
12 Março 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
Programa "Fátima" passa informações incorrectas sobre Amamentação
Vejam AQUI com atenção um excerto do programa Fátima, na Sic, do dia 06.03.2009.
A peça é uma entrevista com uma mãe que pede ajuda para desmamar o seu filho de 7 anos.
Além de terem sido transmitidas informações incorrectas sobre aleitamento materno, foi passada uma má imagem da amamentação prolongada. E no final, pouco auxílio efectivo foi prestado aquela mãe.
Não podemos permitir que os orgãos de comunicação social façam destes casos uma espécie de freak show, distorcendo as próprias recomendações da Organização Mundial de Saúde e fazendo comentários depreciativos acerca de um tema sobre o qual demonstram ignorância.
Se tiverem algum comentário a fazer, por favor não fiquem em silêncio! Enviem um mail para fatima@fatima.tv e passem esta mensagem aos vossos contactos.
Em profunda ironia (e talvez coicidência) com esta situação, a própria Fátima Lopes, que se encontra em licença de maternidade, escreveu, esta semana, para a página online do programa uma crónica intitulada Amamentar: Um acto de Amor.
A peça é uma entrevista com uma mãe que pede ajuda para desmamar o seu filho de 7 anos.
Além de terem sido transmitidas informações incorrectas sobre aleitamento materno, foi passada uma má imagem da amamentação prolongada. E no final, pouco auxílio efectivo foi prestado aquela mãe.
Não podemos permitir que os orgãos de comunicação social façam destes casos uma espécie de freak show, distorcendo as próprias recomendações da Organização Mundial de Saúde e fazendo comentários depreciativos acerca de um tema sobre o qual demonstram ignorância.
Se tiverem algum comentário a fazer, por favor não fiquem em silêncio! Enviem um mail para fatima@fatima.tv e passem esta mensagem aos vossos contactos.
Em profunda ironia (e talvez coicidência) com esta situação, a própria Fátima Lopes, que se encontra em licença de maternidade, escreveu, esta semana, para a página online do programa uma crónica intitulada Amamentar: Um acto de Amor.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Educar com a intuição
Venha descobrir uma forma de educar que tem como meta o desenvolvimento de pessoas mais saudáveis e felizes - os nossos filhos. O desafio da Educação Intuitiva é ouvir mais o coração do que a cabeça. Pelo menos do que a cabeça dos outros.«Educar um filho leva-nos a questionar muitas coisas. Mas nem sempre conseguimos fazer aquilo que julgamos melhor. Passar da forma como fomos educados para uma maneira diferente é um passo muito grande e exige uma reprogramação profunda. Só começamos a pensar nisso quando engravidamos. Se calhar, devíamos começar antes.» Quem o diz é Natália Fialho, 36 anos, 3 filhos. Neste processo de questionamento encontrou uma filosofia de educação com a qual se identificou e que hoje representa e divulga em Portugal: a Educação Intuitiva.
Os princípios são simples: a criação de fortes laços emocionais, ou seja, uma vinculação segura, leva ao desenvolvimento de pessoas mais confiantes e felizes. Logo, a uma sociedade melhor, menos violenta, mais pacífica e saudável. A Educação Intuitiva pressupõe uma resposta pronta às necessidades emocionais da criança. E ajuda-a, assim, a desenvolver relações seguras e duradouras ao longo da vida.
O ponto de partida...
... foi a Teoria da Vinculação dos psicólogos John Bowlby e Mary Ainsworth, desenvolvida a partir do final dos anos 60. Eles mostraram que o bebé nasce com uma série de mecanismos que lhe permitem ligar-se a uma ou duas figuras de referência, normalmente a mãe e/ou o pai. A forma como decorre essa ligação vai ser determinante para todas as relações sociais do indivíduo, ao longo da vida, e para o desenvolvimento da sua personalidade.
Segundo a teoria de Bowlby, se existe na infância alguém em quem se pode confiar, que está sempre lá, que é «um porto seguro», então «os seres humanos de todas as idades são mais felizes e mais capazes de desenvolver os seus talentos».
Foi acreditando neste pressuposto que Barbara Nicholson e Lysa Parker fundaram, em 1994, a Attachment Parenting International(API). Desde logo com grupos de apoio, que divulgavam e davam suporte à passagem das teorias à prática. Na Europa o movimento está pouco divulgado, mas nos EUA é bastante divulgado e debatido. O pediatra Dr. Sears foi um dos seus percursores e continua um dos principais defensores. Também tem muitos opositores, claro. Afinal, a educação não é uma ciência exacta, como todos os pais já devem ter percebido.
Grupo de apoio em Portugal
Para Natália Fialho, a Educação Intuitiva dá respostas e ferramentas às dúvidas práticas de todos os pais: «Se só pensarmos no que não queremos fazer, é difícil fazer diferente. Não temos alternativas. Por isso os pais se perguntam tantas vezes 'o que é que eu faço agora?'»
Trata-se de ganhar consciência, mas também de ganhar descontracção. Porque um dos pressupostos é precisamente confiar nos instintos, deixar-se guiar pela intuição.
«Esta teoria não é nada de extraordinário», afirma Natália. «Acredito que é o que todos os pais naturalmente fariam se não houvesse pressões exteriores. É a forma mais natural de reagir aos nossos filhos: atender às suas necessidades. Os nossos instintos estão certos, mas às vezes estão muito enterrados, lá no fundo. Penso que muitos pais seguem os príncipios da Educação Intuitiva, sem sequer saberem que estão teorizados. Mas é bom haver um nome, uma base científica de apoio, para que as pessoas se encontrem com quem pensa da mesma forma e se sintam mais seguras nas escolhas que fazem».
Por isso, Natália criou o grupo de apoio da API em Portugal, em Outubro de 2008, que se reune de dois em dois meses. Também criou um grupo de discussão na internet e até atende telefonicamente quem precise de ajuda ou tenha alguma dúvida.
Respeitar as crianças
«As pessoas que tentam respeitar as crianças enfrentam sérias dificuldades», afirma. «Não dês tanto colo, não dês de mamar à noite, estás a estragá-lo com mimos, chorar faz bem, deixa-o adormecer sozinho, eles têm muitas manhas, isso não é fome é mimo... são frases comuns que traduzem a forma como na nossa sociedade é regra educar uma criança. O objectivo principal é a independência, a autonomia, como se fosse suposto uma criança tornar-se independente na primeira infância», aponta Natália.
«É suposto uma criança ser dependente e prefiro que seja dependente de mim do que de alguém que eu não conheço. Além disso, a independência tem de vir da segurança interior e essa só se consegue com o tempo e com respostas positivas às necessidades de um bebé. Não está previsto pela natureza uma criança de três anos sair para caçar quando tem fome! É natural que sejam dependentes!».
Respeitar as crianças é fácil se fizermos o exercício de nos pormos no lugar delas. E se conseguirmos lembrar-nos da nossa infância. «Baixarmo-nos para conversarmos olhos nos olhos, ouvirmos o que nos dizem, em vez de ditarmos ordens de cima, será um bom princípio», aconselha Natália.
Dentro da sua realidade e do seu dia-a-dia, cada mãe / pai pode retirar da Educação Intuitiva aquilo que se insere nos seus valores, aquilo que para si funciona e faz sentido. «É uma caixinha de ferramentas para o dia-a-dia. Cada um usa as que quer». Descubra então que ferramentas são essas e como podem funcionar no seu filho, através dos oito princípios da Educação Intuitiva que Natália Fialho ajudou a trocar por miúdos:
1- Preparação para o parto e para a maternidade/paternidade
2- Alimentar com amor e com respeito
3- Responder às necessidades emocionais da criança
4- Promover o contacto físico
5- Responder às necessidades nocturnas das crianças
6- Garantir proximidade
7- Praticar a disciplina positiva
8- Procurar o equilíbrio entre vida familiar e pessoal
Para saber mais:
Links:
www.attachmentparenting.org - onde pode tornar-se sócio e receber informação regular e a revista da API
apilisboa.blogspot.com - onde pode saber novidades sobre o grupo de apoio da API em Portugal.
Livros:
Bésame Mucho, Carlos Gonzalez, Pergaminho
Disciplina Positiva, Jane Nelsen, Mcgraw-Hill
Participe numa das reuniões da API em Portugal. A próxima será no dia 18 de Abril, pelas 10h30, em Alcabideche, Cascais.
Texto de Ana Esteves, 2009/03/10
in http://www.mae.iol.pt/
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