quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo

Os meus sinceros votos são que 2010 nos traga a todos mais:

Paz Interior: que relativizemos todos os nossos "problemazinhos" e passemos a dar mais valor, a apreciar e a agradecer diariamente, as coisas realmente importantes.

Compreensão: que sejamos capazes de nos colocar no lugar do outro, ou pelo menos, tentemos, sempre.

Tolerância: que aceitemos a diversidade de crenças, opiniões e acções tanto quanto queremos que aceitem as nossas.

Humildade: viver é crescer e aprender até ao fim.

Compaixão: dar um pouco de nós não custa nada e pode criar uma avalanche de boas emoções e acções.

Amor pelo próximo: façamos pelos outros tudo aquilo que gostaríamos que fizessem por nós.

E repito alguns dos meus sonhos (para 2010):

  • Que as pessoas consigam parar e olhar para si próprias e para as suas acções. Que com isso ganhem uma nova consciência que torne este mundo um lugar melhor para os nossos filhos
  • Que toda a riqueza deste mundo seja distribuída de forma (basta apenas um pouco) mais equitativa por forma a acabar com toda a fome e miséria
  • Que não haja mais crianças nem bebés a sofrer maus tratos ou negligência de cuidados
  • Que todas as mulheres tenham a confiança necessária em si próprias para que possam gerar, dar à luz e alimentar os seus filhos de forma humana e tranquilamente. Sem intervenções desnecessárias, sem sofrimento e sem traumas.


Até para o ano!!

Gestação: tempo de mudanças bio-psico-sociais

Este texo foi escrito tendo por base a realidade brasileira, no entanto, todos os factos referidos são válidos para a nossa realidade também.
Fala sobre os aspectos psico-sociais da gravidez e da maternidade e vale a pena ler pois são temas pouco falados mas importantíssimos para as mulheres!

Descobrir uma gravidez é um impacto na vida de um casal, é um evento que muda a rotina e prevê inúmeras transformações imensuráveis. A experiência da maternidade e paternidade possibilita o auto-conhecimento, o desejo de ter um filho muitas vezes está presente antes mesmo que o casal perceba, sendo rodeado de motivos baseados em antecedentes familiares, marcados por contextos socioculturais e por influências psico-biológicas.

A partir do momento que a mulher engravida ela passa a ser um objeto de interesse e preocupação da sociedade, mas não por ela em si e sim por causa do bebê que ela carrega. “O importante é que o neném nasça com saúde, seja por parto normal ou cesáreo”, argumento que reflete a preocupação da sociedade com o bem-estar do bebê. A falta de preparo psicológico das mulheres para enfrentar a gravidez e o parto explica o alto índice de cesáreas eletivas em nosso país. Infelizmente no Brasil, o parto ainda é visto como um evento médico com possibilidade de complicação, nesse contexto a mulher é tratada como paciente que necessita de inúmeras intervenções (muitas vezes desnecessárias) e seu estado emocional é desconsiderado. O sentido humano e feminino do parto está se perdendo, sendo substituído por um processo mecânico, impessoal e frio.

Garantir o bem estar geral da mulher durante a gestação é essencial, pensando não somente no aspecto físico, mas também no aspecto emocional, que age também sobre o crescimento e desenvolvimento fetal com conseqüências em longo prazo. Nem sempre o estado emocional da gestante é levado em consideração pelos profissionais de saúde, que acreditam que esta é uma responsabilidade da família e da comunidade, e acabam se preocupando só em cumprir as rotinas e protocolos.

A experiência da maternidade proporciona à mulher a possibilidade de ampliar sua consciência através da introversão, possibilitando a integração e à harmonização de seus conteúdos conscientes e inconscientes (da psique feminina). O processo de individuação feminino só ocorrerá se a mulher considerar o caráter bivalente do arquétipo materno, quebrando o tabu da sociedade que encara a maternidade somente pelo lado positivo. A passagem de “filha” para “mãe”, requer a morte da filha para o nascimento da mãe, e vem rodeada de sentimentos intensos que irão transformar e amadurecer os pensamentos e as condutas da mulher, que pode responder de forma positiva ou negativa a essas modificações. Aceitar e mergulhar na gravidez requer um ato de fé na vida, fé de que apesar das dificuldades vale à pena viver a maternidade. Mas para que esse sentimento desperte, é necessário um solo fértil. A gestante precisa de acolhimento e compreensão.

Em nossa cultura racional e moderna, voltada ao modelo cartesiano, concede-se muito poder a razão. A intuição é vista como uma fonte de conhecimento não confiável. As emoções, sentimentos e intuições são abafados e o corpo se transforma em matéria inerte, um mero objeto de manipulação.
Assim sendo, as mulheres são firme e silenciosamente convidadas a não perguntar, não questionar, não duvidar. Ela deve continuar vivendo o período da gestação normalmente, como se não houvesse transformação alguma. Nos consultórios ela é tratada como todas as outras, afinal o protocolo deve ser seguido. Michel Odent denomina “efeito nocebo” das consultas pré-natais, os casos em que o profissional de saúde faz mais mal do que bem as gestantes, atuando sobre a imaginação, as crenças e, portanto, sobre o estado emocional. Falar de sentimentos, é besteira!!! Essa coisa de intuição não existe!!! Então a mulher se retrai e se fecha, passando a agir racionalmente, gerando conflitos entre o consciente e o inconsciente, e conseqüente instabilidade física e emocional.

A fisiologia do parto não se modifica, mas os aspectos bio-psico-social envolvidos no processo são tratados de forma diferente por cada sociedade e pelos indivíduos nela inseridos. A família, principalmente, estabelece, impõe e dita as regras e leis que são determindas pela sociedade e governam nossa conduta. Aprendemos que é preciso ser forte, racional e ter sob controle todas as situações. Assim deixamos de lado nossos desejos e nossa auto-estima, afinal a sociedade exige que a mulher assuma papeis, funções, aptidões e estereótipos que muitas vezes não condizem com seu interior.

A gestação é considerada um período de transição, um evento transformador da vida. A cultura ocidental tecnocrática considera a gestação e o parto como um processo meramente fisiológico, e estabelece as rotinas obstétricas como imprescindíveis para que o processo ocorra sem complicações, deixando clara a visão de que a tecnologia é superior à natureza. O sentido da gestação como um ritual de iniciação para a vida, se perdeu. Somos levadas a acreditar que nossa gestação é de responsabilidade do médico obstetra, que a nós cabe escutar o que ele tem a dizer e aceitar as decisões sem questionar. Dar à luz hoje se tornou uma façanha para a mulher que quer estar consciente e ser ativa durante o nascimento de seu filho.

Durante a gestação, período em que a mulher está emocionalmente vulnerável, é incorporada, inconscientemente, a idéia de que um parto medicalizado traz mais benefícios à mãe e ao seu bebê, pois ambos serão poupados do sofrimento e da dor. É criada a falsa ilusão de que tudo pode ser controlado pela desenvolvida tecnologia médica.

O estimulo à prática de terapias alternativas durante a gestação e parto ainda é pouco difundido. Poucas são as gestantes que durante o pré-natal são orientadas a praticar exercícios para fortalecer o períneo e para diminuir a dor durante o TP e parto, por exemplo. Poucas conhecem práticas alternativas para alivio dos incômodos durante a gravidez, ou que realizam atividades que garantam relaxamento e equilíbrio físico e emocional.

A transmissão das crenças e rituais para o parto na sociedade atual, se baseia num modelo tecnocrático. Quando é chegada a hora do nascimento do bebê, a mulher é levada ao hospital, onde é obrigada a colocar aquele avental verde, imediatamente é iniciado o monitoramento por aparelhos que verificam a vitalidade fetal, é indicado um soro com oxitocina para acelerar o TP, é orientada a ficar deitada e sem comer durante todo período, é colocada sobre a desconfortável mesa de parto, é realizada a anestesia para aliviar a dor, sem contar que deve estar preparada para a episiotomia. São deixadas lá, sozinhas, entregues à pessoas estranhas, que se dizem muito competentes para acompanhar todo o processo, garantindo a segurança da mãe e do bebê!!! Logo que o bebê nasce é afastado da mãe para que se cumpram as rotinas estabelecidas... É assim que somos preparadas para o parto!!! E achamos tudo isso normal!!! O anormal é querer um parto sem intervenções ou que estas sejam mínimas, é querer o apoio e proximidade de pessoas queridas, é querer acolher seu bebê, é querer ser a protagonista disso tudo e sentir-se vitoriosa e capaz de viver e entender intensamente essa nova etapa da vida...

O movimento pela humanização do parto e nascimento visa contribuir para uma mudança efetiva no modo de cuidar das gestantes, oferecendo suporte físico e psicológico com informações e orientações de qualidade para que ela possa viver seu parto com segurança, satisfação e plenitude.
Como profissionais humanizadas que queremos ser, devemos sempre carregar as características de um bom alquimista: “...ter o espírito extremamente sutil e dispor de conhecimentos suficientes(...) Assim, pois, não pode ser grosseiro de espírito ou rígido, nem pode ser voraz ou cobiçoso, indeciso e inconstante. Não deve ser apressado ou presunçoso. Pelo contrário, deve ter firme propósito, longanimidade, perseverança, paciência, docilidade e moderação.” (JUNG: 1991, 283).

As mulheres que gerarem e parirem seus bebês com consciência, certamente estarão trazendo ao mundo seres humanos preocupados em lutar para restabelecer um mundo com visão holística, baseados em valores humanísticos e saudáveis como forma de pensar e viver.

Texto de Viviane Fontes Moradei Coelho*

Bibliografia

CORDEIRO, Silvia N. Importância dos aspectos psicológicos no processo reprodutivo. Disponível em: http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=944&Itemid=208
SARMENTO, Gisele. O papel da maternidade no processo de individuação feminino. Material do curso Humanização, ano 2009.
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Intuição – O inexplicável do dia-a-dia. Disponível em: http://psicologiadialetica.blogspot.com/2009/08/intuicao-o-inexplicavel-no-dia-dia.html
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Emoções. Texto não publicado. Material do curso de Humanização Online da ONG Amigas do Parto, ano 2009.
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Mulheres e gravidez hoje. Capítulo do livro "Empoderando as Mulheres. Psicologia e Humanização" de Adriana Tanese Nogueira, São Paulo, Editora Biblioteca24x7, 2009 (em fase de publicação).
TANESE NOGUEIRA, Adriana. Parto Alquímico. Entre individuação feminina e transformação social. Disponível em: http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=206&Itemid=213


*Viviane Fontes Moradei Coelho é enfermeira obstetra, tem 26 anos e mora em Vitória (ES). Este texto foi elaborado como Monografia final do Módulo Gestação do curso Humanização Online 2009.
Contato: vimoradei@yahoo.com.br

Fonte: ONG Amigas do Parto

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Nursing Moses - Amamentando Moisés

Nesta quadra de Natal, deixo-vos uma história de compaixão.

O bebé Moses perdeu a sua mãe apenas algumas horas após o parto.
O seu pai, Robbie Goodrich teve que lidar com a dura perda da sua companheira e ao mesmo tempo com as necessidades básicas do seu filho recém-nascido: como alimentaria Moses?

Esta comunidade do Michigan uniu-se perante a história dramática do bebé Moses e mais de 20 mães lactantes ofereceram-se para amamentar o bebé!

Com o passar dos meses, algumas mães desmamaram os seus próprios bebés, já não tendo leite para oferecer, e no entanto novas mães voluntariaram-se para amamentar Moses, já que o grupo decidiu que o bebé deveria ser amamentado, pelo menos durante um ano!

Não é uma história comovente? Imaginam-se a fazer o mesmo?

Podem ler a notícia completa aqui.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um FELIZ Natal, cheio de PAZ e AMOR para todos os que visitam o Aqui há Bebé!

Quisera, neste Natal, armar uma árvore
dentro do meu coração e nela pendurar em vez de
presentes, os nomes de todos os meus amigos.
Os amigos de longe e de perto. Os antigos e os mais recentes. Os que vejo a cada dia e os que raramente encontro. Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos.

Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres,
os que sem querer, eu magoei, ou, sem querer me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles que não me são conhecidos , a não ser nas aparências. Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos humildes a meus amigos importantes. Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida.

Uma árvore
de muitas raízes muito profundas para que seus nomes nunca
mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos,
para que novos nomes vindos de todas as partes, venham
juntar-se aos existentes.
De sombras muito agradáveis
para que a nossa amizade, seja um aumento de repouso nas lutas
da vida.
Que o natal esteja vivo dentro de nós em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver sempre o amor e a fraternidade.

texto de autor desconhecido

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Benefícios do Babywearing

Acompanhados de bonitas imagens:


Este vídeo é especialmente dedicado aos papás

Já se fala há algum tempo em ginástica para bebés e mamãs.
Agora é a vez dos papás se exercitarem com os filhotes com a vantagem de não perderem tempo em deslocações ao ginásio.

Vejam este vídeo bem humorado (mas com boas dicas!!!):


Baby Blues - reportagem Sic (com uma pequena participação minha)



Deixo-vos uma reportagem da SIC sobre o Baby Blues , elaborada pela jornalista Rita Ferro.
Tenho uma pequena participação nesta reportagem, para falar sobretudo acerca de como a amamentação pode atenuar os sintomas da tristeza materna.

Espero que gostem e que seja útil para muitas mães e futuras mães.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Código de Conduta

1. Como Doula forneço suporte físico, emocional e informativo a outras mulheres antes, durante e após o parto.

2. Como Doula de Pós-Parto presto apoio domiciliar pós-parto na amamentação, nos cuidados da mãe e do recém-nascido e em pequenas tarefas domésticas.

3. Como Conselheira em Aleitamento Materno apoio e transmito informação a mães lactantes no sentido de poderem superar as dificuldades eventualmente encontradas durante o período de amamentação.

4. Como Educadora Perinatal transmito informação actualizada e baseada em evidências ciêntificas, por forma a ajudar a preparar os pais, fisica e psicologicamente, para o nascimento dos seus filhos. A gravidez, o parto e amamentação são encarados, antes de mais, como processos naturais e positivos.

5. Não sou profissional de saúde, como tal não faço exames ou procedimentos médicos nem substituo qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assitência à saúde e ao parto. Sempre que for necessário, posso encaminhar para os serviços médicos adequados e continuar a prestar a assistência complementar.

6. Não tento "convencer" os meus clientes a agirem de determinada forma nem faço juízos de valor, de qualquer tipo. O meu objectivo é fornecer informação actualizada e credível para que possam fazer as suas opções livres e conscientes.

7. Matenho todos os acompanhamentos que faço em confidencialidade.

8. Mantenho o compromisso de agir com a máxima integridade, honestidade e respeito, tendo como objectivo máximo prestar o melhor apoio possível a quem me procura.

9. Mantenho o compromisso de cobrar honorários justos e razoáveis, tendo em conta os serviços que ofereço. Não deixarei de apoiar quem precise por motivos económicos, sempre que tiver disponibilidade para o fazer. Trabalho igualmente com permuta de serviços.

10. Mantenho o compromisso de actualizar constantemente os meus conhecimentos, seja pela forma de leituras, formações ou participação em eventos dentro da área, sempre que me for possível.

O meu serviço de Doula


Para que a grávida e seu/sua acompanhante tenham oportunidade de me conhecer antes de decidir contratar os meus serviços, marcamos um encontro, sem qualquer compromisso ou custos, onde me apresento, falo sobre os recursos que posso oferecer, a forma como trabalho e respondo a todas as questões que possam ter.
Após esta primeira entrevista, que pode ter lugar a qualquer momento da gravidez, a futura mãe tem tempo para decidir e conhecer outras doulas.

O que engloba o meu serviço base:
(pode ser alterado consoante acordo com cada grávida/casal)
  • 3 visitas durante a gravidez. Nestas visitas forneço informação de acordo com as características, necessidades e/ou preferências da grávida, dou apoio na elaboração do plano de parto e ajudo a futura-mamã a preparar-se também para o pós-parto.
  • A partir da data de contratação ficarei também disponível 24 horas por dia, via telefone, ou e-mail para falar e esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir. Esta disponibilidade (24h/dia) durará até um mês após o parto. Após esse período poderemos igualmente manter contacto, sempre que desejarem.
  • Prestarei acompanhamento profissional durante o trabalho de parto e parto à grávida e apoio/informação ao acompanhante.*
  • Depois do parto farei mais 2 visitas à família nas quais prestarei apoio na amamentação, nos cuidados da recém mamã e do recém nascido. Posso ainda ajudar nos cuidados com outros filhos e pequenas actividades domésticas.

Sendo este o meu serviço completo de doula, presto ainda apoios específicos apenas num determinado período que os pais necessitem:

  • Apoio durante a gravidez, ajudando a grávida e acompanhante a preparar-se para o parto, o pós-parto e primeiros cuidados com o bebé (nº de visitas a combinar, consoante a necessidade). Esta possibilidade pode ser útil para mães/pais que não queiram ou não tenham disponibilidade para frequentar um curso de Preparação para o Parto, ou que queiram um acompanhamento mais personalizado.
  • Apoio no pós-parto (nº de visitas a combinar, consoante a necessidade): apoio na amamentação, adaptação às novas rotinas e cuidados do bebé e/ou da recém mamã. Saiba mais sobre o apoio no pós-parto aqui.
Áreas de Lisboa e linha de Sintra, consoante disponibilidade.

*Serviço de Apoio no trabalho de parto e parto temporariamente indisponível 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Células Estaminais presentes no leite materno

Na Conferência Internacional da Society for Research on Human Milk and Lactation, foram apresentados os resultados de uma pesquisa que permitiu comprovar a presença de células estaminais no leite materno, o que de acordo com o Dr. Mark Cregan da Universidade de Western Austrália, representa um passo muito importante nas novas descobertas sobre os benefícios do leite materno.

Se já sabíamos que este era o melhor alimento para o bebé, cada vez há mais estudos a comprová-lo e a aumentar o número de razões pelas quais devemos amamentar os nossos filhos.

O Dr Mark Cregan, director da Medela, descobriu células estaminais adultas na glandula mamária epitelial o que trás "evidências muito preliminares" de que estas células vão contibuir para um melhor desenvolvimento dos ossos e do tecido muscular.

"O leite materno é o único tecido adulto onde foram descobertas mais do que um tipo de células estaminais. Esse facto é único mostra-nos a impressionante bioactividade do leite materno e consequentes benefícios para as crianças" refere Dr Cregan, que explicou também que o leite materno pode ser um recurso valioso, já que se encontra disponível de forma não-invasiva e completamente ética.

De facto, o Dr Cregan acredita que dentro de cinco anos os cientistas poderão começar a recolher amostras de leite materno para iniciar uma investigação com o fim de descobrir tratamentos para doenças como a diabetes e a doença de Parkinson.

Este investigador acredita que o leite materno não só satisfaz todas as necessidades nutricionais da crianças como contém marcadores chave para o seu desenvolvimento na idade adulta.

"Já sabíamos que o leite materno garantia as necessidades nutricionais do bebé mas só agora estamos a começar a compreender que provavelmente cumpre muitas outras funções" afirmou Dr Cregan, biologista molecular na Universidade de Western Australia.

Podem ler algumas das notícias aqui, aqui, aqui e aqui.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Bebé de 2 anos ajuda a mãe no parto do irmão

Jeremiha Taylor, de 2 anos, estava em casa com a mãe e com o seu irmão de 3 anos quando a mãe de ambos, grávida em final de gestação, deu à luz o seu bebé, inesperadamente.

Bobbye Favazza (a mãe) estava afinal em trabalho de parto desde a noite anterior, não se tendo apercebido pois o "desconforto" não era tão intenso como nos partos dos três primeiros filhos.

Quando se apercebeu que o bebé estava prestes a nascer ainda avisou a sua mãe, que por sua vez chamou uma ambulância, mas já não houve tempo... o bebé nasceu no sofá da sala, sendo que Jeremiha foi, por iniciativa própria buscar uma toalha e ainda agarrou no bebé quando nasceu!

Esta mãe, que se preparava para fazer uma 4ª cesariana, acabou por ter o bebé em casa, naturalmente, num parto rápido e sem qualquer complicação!

Podem ler a notícia completa aqui.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Já ouviram falar deste método inovador de alimentação infantil?

Anunciando TRU-BREAST...

Um novo e revolucionário método de alimentação infantil!
Prepara-se num instante!
Menos trabalho para a mãe!

Incluí as seguintes características, já patenteadas:

* UNIDADE DE SOM CANÇÃO D'EMBALAR: o bebé ouve o mesmo som apaziaguante de bater de coração, ao qual se habituou no útero. Enquanto se alimenta o bebé é embalado até adormecer.

* INQUEBRÁVEL: o bebé não o consegue deixar caír ao chão.

*TANQUE DE ENCHIMENTO E ARMAZENAMENTO ULTRA-RÁPIDO: armazena o leite do bebé à temperatura ideal. Nunca está demasiado quente. Nunca está demasiado frio. Incluí enchimento automático. Nunca mais se terá que preocupar com fórmulas infantis.
O bebé tem menos fome que o habitual? Não há necessidade de refrigerar o excesso de leite. O leite mantém-se morno e estéril na sua Unidade. Estará pronto sempre que o bebé o estiver.

* As unidades TRU-BREAST não necessitam esterlização.

*Tetina KWICK-KLEEN: Não precisa de ferver esta tetina. É feita de materiais com garantia de uma vida inteira e não pode ser arrancada acidentalmente.

*ESTE MÉTODO É AMIGO DO AMBIENTE: não há embalagens a descartar.

MAS NÃO É TUDO!

As unidades TRU-BREAST resolvem também problemas de espaço no armazenamento dos artigos de bebé (não ocupam espaço extra).
As unidades são também decorativas e funcionais! Vêm em todos os tamanhos, formas e cores, no entanto a sua aparência em nada condiciona a capacidade de funcionamento das Unidades.
As Unidades vêm aos pares e melhoram o desempenho com o uso.
TRU-BREAST torna mais fácil viajar com um bebé, sem confusões e sem preocupações!

E o melhor de tudo é que TRU-BREAST é totalmente GRATUITO! É verdade, ao contrário dos leites de fórmula e biberões, que podem custar milhares de euros por bebé, um conjunto de Unidades TRU-BREAST estão incluídas no preço da sua gravidez.

Com TRU-BREAST por perto, porquê preocupar-se em experimentar outros métodos?


Achei muito engraçada esta "publicidade" e fiz uma tradução livre do original.

É uma TRISTEZA acontecerem situações destas no nosso mundo...

Nos EUA, uma mulher foi obrigada, por seguranças e polícias, a abandonar uma loja porque estava a amamentar em público o seu bebé de 4 semanas.


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