quarta-feira, 29 de julho de 2009

O que as mulheres grávidas e a amamentar precisam de saber acerca do novo vírus da gripe A(H1N1)

O que as mulheres grávidas precisam de saber acerca do novo vírus da gripe A(H1N1)

E se eu estiver grávida e contrair esta nova gripe?

As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A(H1N1)v tal como acontece com a gripe sazonal, mas não há evidência que tenham maior probabilidade de contrair esta infecção.
Saiba que se ficar doente pode fazer o mesmo tratamento que o resto da população.

O que posso eu fazer para me proteger a mim, ao meu bebé e família?

Não existe actualmente vacina para esta infecção.
As medidas preventivas são muito importantes:
Siga estes passos para prevenir a propagação de vírus e proteger a sua saúde:

• Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel sempre que tosse, espirra ou alguém o faz
perto de si. Deite o lenço no lixo após a utilização;
• Lave frequentemente as mãos, com água quente e sabão, durante 40 a 60 segundos;
especialmente depois de um espirro ou tosse. Se utilizar um gel de lavagem de mãos à base
de álcool, não adicione água e espalhe o gel nas mãos até que evapore/seque;
• Em ambientes muito movimentados, evite tocar nos olhos, nariz e boca, antes de lavar as
mãos. O vírus também se propaga deste modo;
• Evite o contacto com pessoas doentes. Reduza as suas saídas;
• Se for indicada a sua utilização, use correctamente as máscaras faciais.

Quais os sintomas de gripe A(H1N1)?

Os sintomas são parecidos com os da gripe sazonal habitual e incluem o seguinte:
• Febre
• Tosse
• Dores de garganta
• Dores musculares
• Dores de cabeça
• Rash cutâneo
• Arrepios e fadiga
• Por vezes diarreia e vómitos

O que devo fazer se ficar doente?

• Se teve contacto próximo com alguém infectado com a gripe A, ou que esteja a ser tratado por exposição ao vírus da gripe A(H1N1), contacte a Linha “Saúde 24” (808 24 24 24) e esclareça se precisa de tratamento para reduzir as hipóteses de adoecer com a gripe.
• Se houver casos de gripe A(H1N1) na sua comunidade preste atenção especial ao seu corpo e ao que está a sentir.
• Se sentir sintomas ligeiros de gripe, permaneça em casa, limite o contacto com outras pessoas e telefone para a Linha “Saúde 24” (808 24 24 24).


Como é tratada esta gripe?

• Trate a febre. Manter a temperatura dentro dos seus valores habituais é muito importante para o seu bebé. O Paracetamol é o melhor tratamento para a febre durante a gravidez e pode ser tomado 1gr de 8/8horas. Se tiver dúvidas pode ligar para a Linha “Saúde 24” (808 24 24 24).
• Beba água, ou outros líquidos, em abundância para repor os que perdeu por estar doente.
• Os medicamentos antivirais como o Tamiflu® (oseltamivir) ou Relenza® (zanamivir) só devem ser utilizados sob prescrição médica. Não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização destes fármacos.

O que precisam saber as mulheres que amamentam acerca do novo vírus da gripe A(H1N1)

Considerações:


• As mães não doentes com o vírus da gripe A(H1N1), deverão ser encorajadas a iniciar precocemente a amamentação e a amamentar com frequência os seus filhos.
• Idealmente os bebés deverão receber sobretudo leite materno. Eliminar a desnecessária substituição com fórmulas para lactentes, ajudará os bebés a adquirir um maior número de anticorpos maternos. (Anticorpos são proteínas fabricadas no corpo pelo sistema imunitário que ajudam a combater a infecção).
• Os recém-nascidos têm um elevado risco de doença grave com este novo vírus da gripe A(H1N1) e muito pouco se sabe, ainda, sobre a prevenção da gripe A. Se viável apenas os adultos saudáveis deverão cuidar dos recém-nascidos, inclusive para os alimentar.
• O risco de transmissão no leite é desconhecido. No entanto, os estudos efectuados sobre virémia no leite humano na gripe sazonal, sugerem que esse risco é raro, pelo que se supõe que a passagem deste vírus no leite seja também pouco provável.
• As mulheres doentes com a infecção pelo vírus da gripe A(H1N1) podem extrair o leite, para recipientes próprios, e solicitar a um membro da família que esteja saudável que o dê ao bebé.

O que posso fazer para proteger o meu bebé deste vírus?

• Tenha um cuidado extra em lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, durante 40
a 60 segundos, ou com uma solução alcoólica.
• Mantenha o bebé afastado de pessoas doentes ou áreas afectadas.
• Limite a permuta de brinquedos com outras crianças sobretudo se os levam à boca.
• Lave frequentemente com água e sabão quaisquer objectos que o bebé ponha na boca.
Amamentar protege os bebés desta nova gripe?
• Os bebés não amamentados estão mais vulneráveis à infecção e à hospitalização, por doença respiratória grave, do que os amamentados.
• Os recém-nascidos não amamentados têm menor capacidade de se defenderem da infecção pois não dispõem dos anticorpos protectores que passam no leite das mães.
• Como se trata de um vírus novo não se conhece ainda a protecção específica para esta situação.

E se Eu estiver doente? Posso amamentar o meu bebé?

Sim. O aleitamento materno deve ser apoiado também perante esta doença, porque protege os bebés de infecções respiratórias.

• A mãe doente com gripe A(H1N1) deve ser encorajada a fazer a extracção do seu leite. Durante o período de contágio, o bebé deverá receber o leite que a mãe extraiu, dado por uma pessoa/familiar não doente.
• A mãe doente com gripe A(H1N1) sem ninguém que possa cuidar ou alimentar o seu bebé, é importante reforçar:
◊ Ter cuidado em não tossir ou espirrar a menos de 1 metro do bebé ou para a sua face.
◊ Proteger o nariz e a boca com um lenço quando tosse ou espirra.
◊ Lavar as mãos depois de espirrar ou tossir.
◊ Utilizar máscara quando cuida do bebé. (Substitua-a se a sentir húmida)
◊ Retirar a máscara tocando apenas nos atilhos/elásticos e não na frente (se tocar na parte da frente da máscara deve desinfectar cuidadosamente as mãos antes de tocar no seu bebé).

Poderei continuar a amamentar se estiver a tomar medicamentos para prevenir ou tratar esta gripe?

Sim. O tratamento ou profilaxia com medicação antiviral não constitui contra-indicação para a amamentação.

Interrompo a amamentação se suspeitar que tive contacto com o vírus da gripe A(H1N1)?

Não. As mães produzem anticorpos para combater as infecções com as quais entram em contacto e o seu leite fica adequado a debelar as mesmas infecções nos seus filhos. O aleitamento materno também ajuda a desenvolver a capacidade do bebé para se defender das doenças infecciosas. (Deve no entanto utilizar as medidas preventivas anteriormente descritas).

E se o meu bebé ficar doente, posso amamentá-lo?

Sim. O melhor que pode fazer pelo seu bebé doente é manter o aleitamento. Ofereça-lhe a mama com maior frequência.
• Os bebés que estão doentes têm maior necessidade de líquidos. O que obtêm quando mamam é superior do que qualquer outro, melhor que a água, o sumo ou soluções de reposição hidroelectrolítica, porque também ajuda a proteger o sistema imunitário do bebé.
• Se o seu filho está tão doente que não consegue mamar, pode oferecer o seu leite por copo, biberão, seringa ou conta gotas.

Direcção-Geral da Saúde
Circular Informativa
Assunto: Doença pelo novo vírus da gripe A (H1N1)v - Mulheres grávidas ou a amamentar
Nº: 26/DSR, DATA: 28/07/09

Entrevista com uma parteira sobre o parto domiciliar

Nestes vídeos podem assistir a uma entrevista com a parteira Aleksandra Evanguelidi sobre vários aspectos relacionados com o parto domiciliar:

Apresentação



Porque é que o parto domiciliar é seguro?



Antes do nascimento



O nascimento



Após o nascimento



Responsabilidade Parental



Se surgirem complicações


terça-feira, 28 de julho de 2009

Co-sleeping em imagens

Mudar

Tantas vezes temos medo das mudanças e daquilo que elas nos poderão trazer... mas as mudanças também podem ser muito positivas!

Para corresponder às necessidades dos nossos filhos, temos que mudar.

Só quando nos dispomos a passar pelo sofrimento dessa mudança, podemos tornar-nos os pais de que os nossos filhos precisam.
E como os filhos crescem constantemente e as suas necessidades vão mudando, somos obrigados a mudar e a crescer com eles.
E, como em todas as outras circunstancias do amor, seria incorrecto encarar o sofrimento e a mudança decorrentes do papel de pais como uma espécie de sacrifício ou martírio;
pelo contrário, os pais têm mais a ganhar com o processo do que os filhos.
Os pais que não estão dispostos a arriscar-se ao sofrimento de mudar, desenvolver-se e aprender com os filhos, escolhem o caminho da senilidade – quer o saibam, quer não – e os filhos e o mundo deixá-los-ão ficar bem para trás.
Aprender com os filhos é a melhor oportunidade que a maior parte das pessoas tem de assegurar uma velhice bem vivida.

Scott Peck em O caminho menos percorrido

domingo, 26 de julho de 2009

Semana Mundial da Amamentação 2009

Entre 1 e 7 de Agosto deste ano, comemora-se, mais uma vez, a Semana Mundial da Amamentação (SMAM).

O tema deste ano é a Amamentação em situações especiais, tais como emergências, catástrofes ou desastres (deixei, não há muito tempo um post sobre este tema).


O logo deste ano (que podem ver acima) é uma espécie de "escudo" com o lema: A Amamentação é um escudo que protege as crianças numa situação de emergência.

Podem consultar aqui o folheto da WABA (tradução brasileira).

Na página internacional da SMAM podem obter mais informações e ver dois vídeos que exemplificam "no terreno" como a amamentação pode salvar vidas em situações de catástrofe.

É preciso acrescentar que nem só nas catástrofes o aleitamento materno salva vidas!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quercus apela ao uso de fraldas não descartáveis

Amigas do ambiente e dos bebés e mais baratas. Estes são os principais argumentos da associação ambientalista Quercus para convencer os portugueses a abandonarem as fraldas descartáveis, que já representam cerca de cinco por cento do lixo urbano.

Ler mais aqui e aqui.

Amamentação Prolongada

terça-feira, 21 de julho de 2009

Banho de Balde



Uma reportagem bastante interessante e completa sobre o banho "de balde" (conhecido também como banheira Shantala ou Tummy Tub) no programa da Ana Maria Braga .

Entrevista a um obstetra sobre o trabalho das doulas

O Dr Ricardo Herbert Jones é médico ginecologista, obstetra e homeopata em Porto Alegre, RS, no Brasil, onde já atendeu a mais de 1500 partos em 17 anos de profissão.
Adepto do parto natural e um grande entusiasta do parto humanizado, é também um dos líderes na discussão sobre a melhoria da qualidade no atendimento às parturientes. É membro da Rehuna, consultor médico das Doulas do Brasil e do grupo Amigas do Parto. Trabalha há vários anos em parceria com a doula Cristina Balzano e com sua esposa, a enfermeira obstetra Neusa Jones.

É representante do CIMS – Coalition for Improving Maternity Services (Coligação para a Melhoria dos Serviços de Maternidade) para o Brasil e América Latina.
Escreveu em 2004 o livro "Memórias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista", onde aborda os alicerces do projecto de humanização do nascimento sob a ótica de um médico em processo de transformação.

Em Portugal, colabora com a Humpar, como coordenador na área da medicina.

Tenho muito orgulho de ter tido o previlégio de ser sua aluna no curso de Educadora Perinatal.

Para ler aqui.

Não vá carregada para o parto

O medo, a insegurança, a falta de auto-confiança, a distância em relação ao corpo são pesos que carregamos para o parto e vão condicioná-lo. Preparar-se para o parto é sobretudo aliviar a carga.
Os desafios das mulheres são pouco importantes?

A parteira mexicana Naoli Vinaver diz que carregamos muitas malas connosco para o parto. Não é só a mala com as nossas roupas e as do bebé. São as malas com tudo o que temos por resolver na nossa vida, com tudo aquilo que o que nos amarra. São malas bem pesadas, por vezes. E às vezes são imensas.
Durante o trabalho de parto vamos libertando-nos de muitas delas, vamos-nos desamarrando. Por isso se diz que o parto pode ser transformador. Mas se o peso for excessivo, o parto pode arrastar-se, complicar-se ou até não ter início. Por isso, a enfermeira parteira Lúcia Leite diz que «a preparação para o parto faz-se no coração e na cabeça, trabalhando os medos e a auto-confiança.»

Por isso, o obstetra Ricardo Jones escreve: «Tanto quanto no sexo, existe muito mais no nascimento humano do que o que se pode encontrar no corpo e suas medidas.» Apesar de a obstetrícia ainda não incorporar na sua prática esta evidência científica, a verdade é que se descobriu «uma nova dimensão no nascimento, qual seja, a indissociabilidade das emoções e sentimentos ao lado dos eventos mecânicos já conhecidos. Ficou evidente que muitas mulheres falhavam em ter seus filhos de uma forma mais natural porque algo além do corpo as impedia.»

O medo faz com que as mulheres estejam contraídas e não deixa libertar as hormonas que estimulam as contracções e a dilatação. Isto é assim porque somos mamíferos e a natureza, que sabe o que faz, encontrou esta forma de proteger as nossas crias: elas não nasceriam em ambiente ameaçador, mas apenas quando a mãe estivesse tranquila e segura.
Tendo em conta estas evidências, vale a pena preparar-se e aliviar alguma da sua carga. Faça-o por si e pelo seu bebé. Um parto com menos intervenção é um parto mais saudável, com menos riscos, que leva a um pós-parto infinitamente mais fácil. O poder de dar à luz o seu bebé está em si. Só tem de descobri-lo. Deixamos-lhe algumas dicas:

# Converse com alguém da sua confiança, fale dos seus medos, mesmo daqueles que parecem mais inconfessáveis, mais patetas, mais simples ou mais complicados.

# Se não tem ninguém com quem falar do mais íntimo do íntimo, dos medos mais inconfessáveis, se lhe custa verbalizar, ouvir-se dizer coisas que ainda nem percebeu muito bem... escreva. Um diário de gravidez é bom, mas é para deixar para a história. Escreva num caderno que seja só seu, onde não sinta os olhares de quem vai ler. Registe sentimentos, medos, inseguranças e estará a libertar-se de um grande peso. Escrever é uma excelente maneira de deitar cá para fora porque ninguém nos está a ouvir, mas também de organizar as ideias, trabalhar os medos, estruturar as prioridades.

# Participe em listas de discussão sobre parto humanizado.

# Procure uma doula que a poderá acompanhará na gravidez, no parto e no pós-parto dando-lhe apoio emocional, ajudando-a a desfazer muitos dos seus medos.

# Faça uma lista daquilo que quer fazer ou resolver antes de do parto. Não se limite às compras e à preparação do quarto do bebé.

# Pratique ioga ou pilates. Ajuda não só fisicamente, mas também mentalmente promovendo bem-estar e a união com o bebé.

# Aprenda técnicas de relaxamento ou meditação. Para quem tem altos níveis de ansiedade, estas técnicas são uma excelente forma de encontrar mais tranquilidade e confiança no próprio corpo. Um relaxamento profundo produz ondas cerebrais alfa, diminui a tensão arterial, reduz a tensão muscular, logo reduz também o stress e a ansiedade.

# Visualização positiva: visualizar o bebé estimula a ligação com ele e acalma os medos.

# Abrande o ritmo perto do final da gestação. Se puder, suspenda o trabalho. Dedique-se a fazer o ninho e relaxar. Passeios à beira-mar e ouvir música são boas actividades para aproveitar o fim do tempo de gestação.

texto de Ana Esteves, 2009/06/16
fonte http://www.mae.iol.pt

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