terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Novo Fórum

É com uma enorme satisfação que vos apresento o Fórum Aqui há Bebé!


Ainda em fase inicial, espero que venha a ser um local de troca de ideias e discussões sobre os mesmos temas apresentados aqui no blog.
Tentei incluir algumas "salas de discussão" um pouco diferente daquelas que se podem encontrar noutros fóruns. A ideia é que temas como "Doulas", "Parto Humanizado" ou "Babywearing" possam ter um local de discussão e sejam assuntos cada vez mais falados.

Conto com todos os leitores para se registarem, participarem e divulgarem!

Podem entrar aqui!

Aproveito para desejar a todos os que nos visitam uma excelente entrada em 2009!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

Um Natal muito feliz, cheio de paz, amor e esperança, na companhia daqueles que amam e que vos amam (ainda que nem sempre possam estar presentes fisicamente) é aquilo que desejo a todos quantos nos visitam!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Porque bebemos leite depois de adultos...?

Os humanos são os únicos mamíferos que continuam a beber leite (de outra espécie) depois de adultos.
Mesmo assim, apesar da maioria consumir leite de vaca, muitas pessoas espantam-se ao saberem que bebés de 2/3 anos continuam a beber leite (das suas próprias mães). Será que não é altura de refletirmos sobre o porquê de tais acções...?

Para saberem mais sobre o leite de vaca:

http://www.strongbones.org/
http://www.pcrm.org/
http://www.milksucks.com/index2.asp
http://www.notmilk.com/
http://www.centrovegetariano.org/Article-466-Excluir%2Bo%2Bleite%2Bde%2Bvaca%2Bvs%2BCar%25EAncia%2Bde%2Bc%25E1lcio.html
http://foruns.pinkblue.com/goforum.aspx?g=posts&t=270012

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Amamentação 'pode aumentar força' do pulmão de bebês

O simples esforço físico feito pelos bebês durante a amamentação pode deixá-los com pulmões mais fortes durante a infância, sugere um estudo realizado por pesquisadores americanos e britânicos.

O estudo, realizado com crianças de dez anos de idade, descobriu que aquelas que haviam sido amamentadas por pelo menos quatro meses tinham um funcionamento muito melhor do pulmão.

A pesquisa, publicada na revista acadêmica Thorax, sugere que diferenças na duração e na mecânica envolvidas na amamentação e no uso da mamadeira podem ser parcialmente responsáveis.

Estudos anteriores já provaram que a amamentação protege bebês de problemas respiratórios no início da vida, mas a relação com a força do pulmão durante a infância é menos clara.

Um total de 1.456 bebês da Ilha de Wight, na Inglaterra, foram acompanhados até completar dez anos de idade.

Um terço deles foi amamentado por pelo menos quatro meses e, em média, essas crianças podiam expirar mais ar de maneira mais rápida depois de inspirar profundamente.

Isso foi verificado mesmo quando as mães tinham asma ou sofriam de outras alergias.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, da Universidade do Estado de Michigan e da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, as razões para esses benefícios não são óbvias.

Estudos anteriores sugerem que substâncias presentes no leite materno podem proteger contra a asma.

Mas os responsáveis pelo atual estudo dizem que as mudanças encontradas no volume do pulmão não são completamente características de uma resposta à asma, sugerindo que outros fatores podem estar em jogo.

Syed Arshad, da Universidade de Southampton, diz que a explicação pode estar no esforço físico necessário para extrair leite do peito.

Segundo o pesquisador, o esforço que os bebês precisavam fazer para mamar no peito era três vezes maior do que o usado com a mamadeira e as sessões de amamentação duravam mais.

"O que nós estamos fazendo é bem parecido com o tipo de exercício que sugerimos para reabilitação pulmonar em pacientes mais velhos", disse Arshad.

"Eu não conheço nenhum outro estudo sugerindo isso", completou.

Se isso for mesmo verdadeiro, mudanças no modelo das mamadeiras poderiam fazer com que elas ficassem mais parecidas com o seio, contribuindo, dessa forma, para que o efeito seja o mesmo.

A equipe entrou um contato com um fabricante de mamadeiras com propostas para criar uma que possa imitar o esforço necessário para amamentar.

Arshad disse que, atualmente, é possível testar o pulmão das crianças, o que significa que um teste para saber se um novo modelo de mamadeira funcionaria poderia ser concluído em um ano.

fonte: O Globo Online

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Doula no Pós-parto


O período do pós-parto caracteriza-se como sendo um período de grande felicidade para os recém-papás que, na maioria das vezes, trás também alguns sentimentos de ansiedade e insegurança.
As dificuldades que podem surgir na amamentação, o choro do bebé, as noites em claro, as alterações hormonais, o cansaço físico e psicológico podem deixar as mães muito fragilizadas.

Os cuidados que a Doula de pós-parto presta, geralmente começam em casa, logo após o nascimento do bebé.

O que é que a doula faz?


Basicamente, a doula ajuda naquilo que a mãe sentir mais necessidade, para que esta possa cuidar e desfrutar do seu bebé o melhor possível, o que geralmente engloba:


- Apoio na Amamentação

-Apoio nos cuidados do recém-nascido (a doula em primeiro lugar cuida e presta informação à mãe para que esta possa prestar os cuidados necessários ao bebé)

-Apoio à mãe (certificar-se que esta se encontra bem, física e psicológicamente, e que se está a alimentar e hidratar suficientemente)

-Apoio informativo ao pai (e eventualmente a outros familiares) sobre os cuidados a ter com a mãe e com o bebé no pós-parto, a amamentação, etc

-Apoio, se necessário, em pequenas tarefas domésticas (por exemplo preparar uma pequena refeição para a mãe, cuidar de outros filhos enquanto a mãe descansa com o bebé, fazer pequenas compras necessárias/urgêntes no supermercado ou na farmácia, etc)

O que a doula não faz

- Procedimentos médicos

- Julgamentos sobre as acções dos pais

Menstruação no pós-parto

A hemorragia que ocorre após o parto é menstruação - Falso
No pós-parto o sangue é expelido pelo útero e não pelo endométrio, como ocorre na menstruação. A hemorragia é consequência da involução do útero.

"A retirada da placenta e das membranas do saco gestacional deixa expostos os vasos, antes responsáveis pela oxigenação e nutrição do feto. Por isso ocorre a hemorragia" completa o ginecologista Cláudio Emílio.

A essa substância sanguinolenta dá-se o nome de lóquios.

É normal sangrar muito no pós-parto - Verdadeiro

"Nos primeiros dias o fluxo é maior que o da menstruação. Mas deve diminuir e clarear com o passar dos dias, nunca aumentar" explica o ginecologista e obstetra Gabriel de Souza Pinto.

Em casos de mioma e gravidez múltipla ou de gémeos, a hemorragia é maior, porque o útero demora mais para voltar ao tamanho normal.

"Ferimentos na vagina ou no colo do útero e alteração de coagulação do sangue também causam um escape maior de sangue."

Outro problema que faz aumentar o fluxo de sangue é a atonia, ou seja, a flacidez do útero (que é um músculo) quando não consegue contrair-se. Se a hemorragia for excessiva, acompanhada de febre e mal-estar, procure o médico.

O tipo de parto influencia o volume da hemorragia - Depende

Após o parto, normal ou de cesariana, a hemorragia será a mesma, a não ser que haja complicações. Já no momento do nascimento, é diferente: na cesariana, o fluxo é maior por se tratar de uma cirurgia.

"A mulher pode perder 1 litro de sangue durante este procedimento, enquanto num parto vaginal a perda é de 500 ml."

As cólicas são comuns nesta fase - Verdadeiro

Logo após o parto, é possível sentir contracções na região central e baixa da barriga. Isto porque o útero se contrai naturalmente para prevenir a hemorragia e voltar ao tamanho pré-gestacional.

"Ele involui para voltar ao normal e a amamentação também facilita a contracção" diz Cláudio Bonduki.

A hemorragia dura 40 dias - Depende

A secreção genital geralmente é expelida de 30 a 45 dias, variando de uma mulher para outra. No início, apresenta coloração vermelha, intensa e vai clareando aos poucos, ficando rosada e depois amarelada, até se tornar transparente.

Mau cheiro é sinal de infecção - Verdadeiro

Como o sangue é metabolizado, terá um leve odor que nunca deverá ser fétido. Se o cheiro for forte e desagradável, acompanhado de outro sintoma, como febre ou dores abdominais, converse com o seu médico.

Ficar em repouso reduz a hemorragia - Falso

A hemorragia não depende de ficar parada ou movimentar-se. Só é recomendável o repouso para quem teve alguma complicação durante ou após o parto.

"Da mesma forma, os exercícios físicos não provocam hemorragia para além do normal" comenta o ginecologista Cláudio Bonduki.

Não devem ser usados tampões no pós-parto - Verdadeiro

Quando a menstruação voltar ao normal, evite os tampões para não correr risco de infecções.

"Como o útero está aberto, deixar sangue retido por muito tempo propicia o aparecimento de problemas" alerta Gabriel de Souza Pinto.

O melhor é usar pensos higiénicos, que devem ser trocados com frequência. Redobre os cuidados com a higiene íntima. Lave-se de cada vez que for à casa de banho.

Enquanto estiver a amamentar, não há menstruação - Depende
Em geral a menstruação não ocorre nos primeiros quatro meses da amamentação - só deve voltar depois desse período e até ao sétimo mês. A frequência de aleitamento influencia neste processo.

"Se a mãe é um 'relógio' e amamenta a cada três horas (inclusive à noite), inibe a ovulação, pois estimula a proteína que impede a libertação do óvulo", explica Gabriel Lowndes.

"Sem o óvulo, não há menstruação. A ausência da menstruação, quando a mulher está a amamentar é comum. Isto ocorre porque o aleitamento está ligado ao sistema nervoso e à produção de hormonas."

"Uma das duas substâncias fabricadas pela hipófise para produzir o leite - a ocitocina - provoca também a contracção do útero, o que geralmente resulta em cólicas menstruais. A outra - a prolactina - faz a mulher não menstruar."

E se não menstruar, não engravido - Depende
Alguns médicos afirmam que no período da amamentação as hipóteses de uma mulher engravidar são mínimas.

"A prolactina, produzida pelo organismo para a formação do leite, acaba por impedir o ciclo menstrual e a libertação do óvulo para ser fecundado" explica Marcos Ymayo.

Outros especialistas aconselham as mães a fazer a amamentação à risca para não ter perigo nenhum de engravidar.

"Se o intervalo entre as mamadas for muito grande, entre 8 e 9 horas, as hipóteses de engravidar aumentam" alerta Gabriel Lowndes.

"Oito entre dez mulheres que amamentam não têm menstruação, o que não significa que não tenham ovulação" avisa José Bento de Souza.

Para não correr risco algum, mais vale adoptar um método contraceptivo. Os anticonceptivos à base de progesterona ajudam a bloquear a ovulação, mantêm o útero sem sangrar e são os mais indicados nessa fase. O preservativo é outra opção.

Os exercícios para o períneo (manobras de Kegel) auxiliam a estancar o sangue - Falso
Esses movimentos beneficiam a musculatura do períneo (região entre a vagina e o ânus) e não têm acção directa sobre a musculatura uterina ou a hemorragia. Mesmo assim, o ginecologista Ymayo costuma recomendar esses exercícios no pré-natal e no pós-parto.

"Ajudam a restabelecer o períneo e a evitar a incontinência urinária" explica.

Não se pode lavar a cabeça enquanto houver hemorragia - Falso
Pelo contrário! A higiene é essencial, ainda mais porque a amamentação estimula a transpiração. Não só pode como deve lavar a cabeça enquanto está menstruada.

"Essa história vem do século XIX ou até antes, quando as mulheres ficavam muito cansadas, após um parto difícil em casa, e acabavam por cair na casa de banho e batiam com a cabeça. Sem falar do grande esfoço físico que era lavar aquelas imensas cabeleiras" comenta Ymayo.

A responsabilidade científica desta informação é do Projecto Artémis

Fonte: Sapo Saúde
Link: http://saude.sapo.pt/artigos/bebe/ver.html?id=756779

domingo, 7 de dezembro de 2008

Pregnant in America



Mais um documentário sobre a indústria do nascimento que promete dar que falar. E levantar um pouco mais a cortina sobre o que realmente se passa em muitos hospitais.
Fica o trailer. Para saber mais, cliquem aqui.

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