sábado, 26 de janeiro de 2008

Mitos sobre Aleitamento Materno


Mito: O leite da mãe pode ser "fraco"
Realidade: O leite materno nunca é fraco! A sua composição tem exactamente todos os nutrientes necessários para um excelente crescimento e desenvolvimento do bebé, pelo menos, até aos seis meses de idade. Pensa-se que este mito se gerou devido ao facto do leite materno não ter uma aparência tão “rica” ou cremosa quanto o leite de vaca. No entanto, os nossos bebés também não são bezerros, não é verdade?

Mito: O meu leite é “aguado”
Realidade: Nos primeiros dias após o nascimento do bebé o nosso peito apenas produzirá o chamado colostro. É um líquido amarelo, transparente, levemente salgado e com aparência “aguada”. No entanto tem um grande valor nutritivo e transmite ao bebé anticorpos da mãe, protegendo-o contra algumas doenças. Depois de alguns dias o colostro vai alterando a sua aparência e tornando-se mais opaco, até chegar ao leite materno, que é definitivo.

No entanto, o leite definitivo não tem a mesma composição do início ao fim de uma mamada. O primeiro leite que sai da mama é um leite com uma aparência um pouco mais “aguada” que se destina, essencialmente, a saciar a sede do bebé. O chamado “leite posterior” já tem uma aparência mais cremosa e é mais rico em gordura e calorias. É por isso que muitos técnicos de amamentação defendem que se deve por o bebé a mamar apenas numa mama em cada mamada. Assim, certifica-mo-nos que ele recebe sempre o leite “posterior”.


Mito: O meu peito não consegue produzir leite suficiente para o meu filho
Realidade: A esmagadora maioria das mulheres é capaz de produzir leite suficiente para o seu bebé.

Os equívocos normalmente produzem-se porque o nosso organismo não é capaz de “adivinhar” a quantidade de leite de que o nosso bebé precisa (diferentes bebés podem ter diferentes necessidades). Deste modo, para “ensinar” ao peito qual a quantidade de leite que o bebé precisa temos que o deixar mamar sempre que ele pede (regime livre). As mães que amamentam “a pedido” raramente têm problemas com a produção de leite.

Se obrigarmos o nosso bebé a mamar sempre, somente de três em três horas (ainda que ele dê sinais de fome antes) estamos a “dizer” às nossas mamas para não produzirem mais leite!


Mito: Se der uma mamada “extra” ao meu bebé fico com menos leite para mais tarde
Realidade: Lembre-se: a produção de leite materno é baseada na lei da oferta e da procura. Como tal, quanto mais o bebé mamar, mais leite a mãe terá.

O organismo de uma mãe que amamenta está sempre a produzir leite. Quanto mais vazia está a mama, mais rápido o corpo trabalhará para reabastecê-la. Quanto mais cheia está a mama, mais lenta será a produção de leite. Se uma mãe espera sistematicamente que suas mamas encham antes de amamentar, seu corpo pode receber a mensagem de que está a produzir leite a mais e, por isso reduz a sua produção.


Mito: Às vezes os bebés usam o peito da mãe como chucha
Realidade: Isso não é verdade. O contrário talvez seja mais correcto: as chuchas foram desenhadas tendo por ideia base o peito materno e por vezes são usadas para tentar substituí-lo.
Se o seu bebé parece querer passar muito tempo ao peito isso também pode acontecer por necessidade de proximidade. A mama da mãe não significa apenas alimento, mas também protecção, calor e afecto. Muitos bebés também mamam quando têm medo, quando se sentem sós ou quando sentem alguma dor. Não há qualquer problema se isso acontecer. Não é o tempo que o bebé está ao peito que causa mamilos doridos ou gretas mas sim uma pega incorrecta.


Mito: Se a mãe fez cesariana, certamente não conseguirá amamentar
Realidade: É sempre possível amamentar, mesmo tendo feito uma cesariana. Aquilo a que se terá de ter atenção, neste caso, é procurar uma posição mais confortável devido à costura. Também é normal que a subida do leite demore um pouco mais do que no caso de parto normal (de cinco a seis dias). Até lá é recomendável que a mãe ponha o bebé a mamar muitas vezes para estimular a produção.


Mito: Uma mulher com mamas pequenas produzirá menos leite
Realidade: O tamanho do peito não interfere com a produção de leite.


Mito: Se a mulher ficar com os seios ingurgitados ou com uma mastite deve parar de amamentar
Realidade: Pelo contrário. Estes problemas surgem devido ao leite que se encontra retido na mama. Quanto mais deixar o bebé mamar na mama afectada, mais facilmente resolverá as dificulades.


Mito: Quando a mulher tem uma fraca produção de leite, geralmente é devido ao stress, ao cansaço ou má alimentação.
Realidade: Apesar do stress, o cansaço e a má alimentação em nada ajudarem ao animo e à confiança, tão necessários à mulher que amamenta, não são estes os factores causadores de uma baixa produção de leite.

As causas mais frequentes para uma produção de leite deficiente têm a ver com uma pega incorrecta e/ou mamadas pouco frequentes. O Stress e o cansaço poderão dificultar o reflexo de ejecção do leite (o leite pode ter dificuldade em fluir para fora da mama). No entanto, assim que a mãe consiga descontraír um pouco, essa dificuldade desaparece imediatamente.


Mito: As mães que amamentam devem oferecer sempre ambas as mamas em cada mamada
Realidade: É muito mais importante deixar que o bebé termine de mamar no primeiro lado antes de oferecer o segundo, ainda que isso signifique que ele vá recusar o segundo lado. O último leite (que contém mais calorias) obtém-se gradualmente conforme a mama vai esvaziando. Se trocar de mama prematuramente, o bebé mamará apenas o primeiro leite, mais baixo em calorias, em vez de obter o equilíbrio natural entre o primeiro e segundo leite. Como resultado, o bebé não se sentirá tão saciado.

Excepcionalmente, durante as primeiras semanas, a mãe pode oferecer ambas as mamas em cada mamada para ajudar a estabelecer o fornecimento de leite.


Mito: O bebé deve mamar sempre de 3 em 3 ou 4 em 4 horas
Realidade: Os bebés amamentados digerem o leite mais rapidamente que aqueles alimentados com biberon: aproximadamente uma hora e meia em vez de até quatro horas.

Isto deve-se ao facto de as moléculas de proteínas que compõem o leite materno terem um tamanho muito menor. Ainda que a quantidade de leite consumido seja um dos factores que determina a frequência das mamadas, o tipo de leite é de igual importância. Estudos antropológicos dos leites produzidos pelos diversos tipos de mamíferos confirmam que os bebés humanos estão preparados para receber alimento com frequência e que assim tem sido feito através da história.

Mito: O bebé não deve estar ao peito mais do que 20 (ou 15, ou 10...) minutos em cada lado.
Realidade: Cada bebé tem o seu ritmo e hoje em dia não se aconselha tirar o bebé do peito antes dele terminar (o que deve acontecer quando ele largar espontaneamente a mama ou adormecer). Às vezes deixamos de ouvir o bebé engolir e ele continua a mamar. Isso acontece porque há bebés mais carentes que gostam da sensação de estar no peito da mãe. Não há qualquer problema se isso acontecer. Não é o facto de estar muito tempo ao peito que causa gretas mas sim um mau posicionamento ou uma pega incorrecta.

Também há casos em que o bebé demora demasiado tempo a mamar porque não está a mamar eficazmente! Aí é necessário procurar ajuda e corrigir a pega.

Mito: A amamentação prolongada não tem qualquer valor, já que a qualidade do leite materno começa a diminuir a partir dos seis meses de vida
Realidade: A composição do leite materno muda de acordo com as necessidades do bebé conforme este vai crescendo. Mesmo quando o bebé já é capaz de receber outro tipo de alimento, o leite materno é a sua fonte principal de nutrição durante o primeiro ano. Apenas se converte em “complemento” no segundo ano de vida.

Por outro lado, e visto que o sistema imunológico do bebé demora entre dois e seis anos a amadurecer, o leite materno continua a fornecer anticorpos enquanto durar a amamentação.

Investigações recentes mostram que o leite materno é mais rico em gordura e energia depois de um ano de amamentação: contém quase 12% mais calorias que o leite de uma mãe de um recém-nascido. Ocorre o mesmo com os factores protectores.

Mito: os leites artificiais actuais são practicamente tão bons como o leite materno.
Realidade: Os leites artificiais apenas são superficialmente semelhantes ao leite materno. Os leites artificiais não contêm anticorpos, não contêm células vivas, enzimas nem hormonas. Por outro lado contêm muito mais alumínio, magnésio, ferro e proteínas. O leite artificial não varia a sua composição do início para o fim da mamada, nem ao longo do crescimento do bebé.

Mito: Se o bebé tiver diarreia deve-se parar a amamentação.
Realidade: o leite materno é o melhor alimento que pode dar a um bebé com um problema/infecção intestinal.

Mito: Amamentar deixa o peito flácido e descaído
Realidade: Amamentar não deixa o peito flácido ou descaído. O que o pode fazer são as variações bruscas de peso que podem ocorrer durante a gravidez.

Mito: É normal que amamentar doa
Realidade: Embora possa haver mães cuja pele seja mais sensível, o normal é que a sensação de "dorido" passe ao fim de poucos dias. Se subsistir ao ponto da mãe pensar em desistir da amamentação, normalmente é sinal de que algo não está bem. Nestes casos é frequente que o bebé não esteja a fazer uma boa pega e deve procurar-se ajuda especializada.

Fontes:
http://www.breastfeeding.com/
http://www.llli.org/
http://www.amigasdoparto.org.br/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Mais sobre mim




O meu nome é Sofia Carvalho, sou Mãe, Doula, Educadora Perinatal e Conselheira em Aleitamento Materno.

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo."


A minha formação:

-Formação de Educadora Perinatal pelo GAMA (Nov/07)
-Formação de Doula pela DONA International (Nov /07)
-Curso de amamentação pelo SOS amamentação (Out/07)
-Curso de Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef - Escola Superior de Saúde Maria Fernanda Resende, Prácticas no Hospital São Francisco Xavier, Lisboa - (Set/08)
-Curso Paramana Doula - ministrado pelo Dr. Michel Odent e Liliana Lammers - (Out/10)
-Curso de Massagem Thai Yoga para grávidas (Nov/10)

Participação em conferências, workshops e outros eventos:

- Conferência A Amamentação e os Benefícios no Desenvolvimento Facial do Bebé e no Processo da Fala pela Dra. Marcela Hartmann (fonoaudióloga e voluntária do SOS Amamentação) (Out/07)

-III Encontro Nacional de Conselheiros em Aleitamento Materno (com a participação de Carlos González e Sofia Quintero-Romero, entre outros especialistas) (Mar/08)

- Conferência da Unicef/Comissão Nacional da Iniciativa dos Hospitais Amigos dos Bebés, sob o tema "Apoio às Mães no Sucesso da Amamentação" (Out/08)

-IV Encontro Nacional de Conselheiros em Aleitamento Materno (Maio/09)

-Workshop "Biological Nurturing"; Upgrade em Amamentação para o séc XXI: o próximo nível - por Susanne Colson (Out/09)

- Conferência A Amamentação começa no ventre (Out/10)

- Workshop  Aromaterapia na gravidez, parto e pós-parto (Nov/10)

- Palestra O apoio no aleitamento materno, pelo Dr Carlos Gonzalez (Jan 2012)


- Palestra As crianças e a alimentação, pelo Dr Carlos Gonzalez (Jan 2012)




Mini-bio:

Licenciei-me em Comunicação social em 2001.
Durante a gravidez do meu filho (em 2006) pesquisei e li imenso sobre todos os temas relacionados com gravidez, parto, amamentação, maternidade... o que fez começar a despertar em mim uma grande paixão.

Acredito na capacidade extraordinária que o corpo da Mulher tem para gerar, dar à luz e alimentar uma nova vida.
O nascimento de um filho é ao mesmo tempo um evento fisiológico e um dos períodos mais importantes e transformadores na vida de uma mulher.
O corpo é seu e o parto é seu: participe de forma activa, tome as suas decisões, questione!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Plano de Parto


O que é?

O plano de parto é composto pelo conjunto de preferências da grávida/casal relativamente ao parto, sobre os quais pensou e reflectiu.
É importante, no entanto, que este plano seja flexível e que a grávida esteja disposta a alterá-lo. Isto porque o nascimento não é um evento previsível, cada parto será único e especial e poderão surgir imprevistos.
Por outro lado as suas decisões podem ser influenciadas por outros factores incluíndo o modo como se sente no momento.

Porque fazer?

Porque hoje em dia na maioria dos hospitais o parto é medicalizado/instrumentalizado de forma rotineira. Se pensarmos no nascimento como um evento fisiológico, normal e saudável não existe motivo para dar o mesmo tratamento a todas as mulheres independentemente de haver ou não uma patologia. Hoje em dia sabemos que apenas 15% a 20% dos partos necessitam efectivamente de intervenção médica.
Por outro lado, certas praticas hospitalares, não defendidas pelas evidências ciêntificas, ou seja, que não trazem qualquer benefício para a grávida ou para o bebé, podem tornar-se bastante constrangedoras para a parturiente, podendo inclusivé dificultar o bom desenrolar do trabalho de parto.
A futura mãe também deve ter o direito de decidir acerca de questões relativas ao bebé como o facto de pretender amamentar na primeira meia hora de vida ou quem será a pessoa que ficará com o bebé no caso de ter que ser submetida a uma anestesia geral.

Exemplo de um Plano de Parto

Em baixo segue uma lista de items acerca do parto, com várias opções. Experimente assinalar aquelas que mais se adecuam ao seu caso.

Parceiros de parto
Gostaria que assistissem ao meu parto as seguintes pessoas

- Companheiro/marido
-Amiga/o
-Familiar
-Doula
-Outros filhos

Indução

-Preferia que não me provocassem o parto
-Só aceito a indução por razões médicas
-Preferia que o parto fosse provocado

Trabalho de parto

-Gostaria que não me realizassem enema (clister)
-Gostaria que não me realizassem tricotomia (rapagem dos pelos púbicos)
-Quero ser capaz de andar e saír da cama, se possível.
-Gostaria de beber e comer qualquer coisa enquanto for capaz
-Gostaria de circunscrever ao mínimo o número de exames vaginais
-Prefiro que não me coloquem soro (apenas se necessário) ou ocitocina
-Gostaria de poder usar o chuveiro no decorrer do trabalho de parto
-Gostaria que não me rompessem artificialmente as membranas desde que o bebé esteja bem

Monotorização

-Não desejo que o bebé seja continuamente monitorizado a menos que esteja em risco

Gestão da dor

-Desejo ter um parto natural e não quero receber medicação para as dores durante o trabalho de parto
-Gostaria de uma epidural o mais cedo possível
-Gostaria de uma epidural mais para o fim do trabalho de parto
-Gostaria de receber medicação para as dores apenas se eu a solicitar
-Gostaria de poder usar meios não farmacológicos para o alívio da dor (uso da bola de parto, massagens, chuveiro, etc)

Episiotomia

-Preferia que não me fizessem uma episiotomia a menos que seja necessária para a segurança do bebé
-Prefiro que me façam uma episiotomia

Parto

-Gostaria de poder escolher a posição em que me sentir mais confortável no momento do nascimento
-Gostaria de fazer força apenas quando tiver vontade
-Gostaria de ter música ambiente na sala
-Gostaria que baixassem as luzes e houvesse um ambiente calmo no momento do nascimento

Cesariana

-Se necessitar de uma cesariana de emergência gostaria que o meu companheiro pudesse estar presente
-Desejo que a anestesia seja epidural
-Se tiver que fazer anestesia geral quero que seja (nome da pessoa) a pegar no bebé quando ele nascer

Pós-parto

-Gostaria de pegar no meu bebé imediatamente após o nascimento
-Quero esperar que o cordão umbilical pare de pulsar antes de ser cortado
-Gostaria de aguardar pela expulsão expontânea da placenta, com o auxílio da amamentação
-Gostaria que fosse o meu companheiro a cortar o cordão
-Tenciono amamentar o meu bebé na primeira meia hora de vida
-Gostaria que não oferecessem chuchas ou biberon ao bebé sem o meu consentimento
-Gostaria de ficar sempre junto do bebé mesmo para as suas avaliações/exames

Uma vez elaborado o Plano de Parto, que deverá ser o mais sucinto possível, deverá entregar uma cópia a todas as pessoas que irão estar envolvidas no parto. Deverá ainda entregar uma cópia à administração do hospital onde irá nascer o seu filho e outra deverá ser anexada ao seu livro verde da grávida.

Fontes:
http://www.amigasdoparto.com.br
http://www.amigasdoparto.org.br
http://www.humpar.org/
A Bíblia da Gravidez, Drª Anne Deans, Editorial Estampa



segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

10 dicas para uma gravidez saudável


  1. Aprenda o mais possível sobre as mudanças maravilhosas das quais o seu corpo vai sendo alvo e sobre o crescimento uterino do seu bebé: fale com a sua mãe, as suas amigas e outras mulheres mais experientes sobre gravidez, trabalho de parto e nascimento. Inscreva-se num curso de Preparação para o Parto, leia e veja filmes sobre gravidez e parto.
  2. Planeie o local onde quer dar à luz, se num hospital público, num hospital/clínica privado/a ou em casa. Escolha o médico que a irá acompanhar no local que escolheu e que a ajudará a sentir confiante durante a sua gravidez e parto.
  3. Mantenha uma dieta equilibrada, levando em consideração as recomedações da Pirâmide Alimentar. Beba leite e acrescente uma pequena dose extra de proteínas à sua dieta diária. Se a sua alimentação diária não engloba várias porções de fruta e vegetais, fale com o seu médico para tomar um suplemento de ácido fólico. Beba muita água (6 a 10 copos por dia) e sumos de fruta naturais.
  4. Evite substâncias que possam ser perigosas para si e para o seu bebé, tais como tabaco, alcool e drogas. Não tome qualquer medicação (mesmo que seja de venda livre) sem falar com o seu médico.
  5. Mantenha-se activa! Continue com o programa de exercícios que tinha antes de engravidar, tendo o cuidado de se aconselhar primeiro com o seu médico (a grande maioria das actividades físicas, quando feitas moderadamente, são compatíveis com a gravidez). Se não fazia exercício antes, inicie uma actividade moderada, tal como o Yoga, a caminhada ou a natação. Comece por se exercitar por breves períodos e gradualmente vá aumentando o tempo de exercício.
  6. Descanse bastante. Ouça o seu corpo para determinar quando precisa de uma pausa ao logo do dia ou de quantas horas necessita dormir durante a noite.
  7. Fale com o seu bebé e aprecie a ligação que se vai formando entre os dois. Investigações recentes mostram que os bebés começam a reagir ao toque por volta das 10 semanas de gestação. Um pouco mais tarde, serão igualmente sensíveis à luz, à sua voz, à música e a outros sons.
  8. Tente minimizar o stress na sua vida e practique formas de relaxamento (respiração, relaxamento muscular) sempre que se sentir sob pressão. Pode aprender estas técnicas nas aulas de Preparação para o Parto.
  9. Planeie o nascimento do seu bebé. Para a grande maioria das mulheres o parto é algo normal, natural e saudável. Informe-se o mais possível sobre os partos no local que escolheu e faça perguntas, se necessário.
  10. Desfrute este período tão especial da sua vida! O seu companheiro, a sua família e os seus amigos podem ajudá-la a aproveitar ao máximo esta maravilhosa etapa de transição. Acima de tudo tenha confiança na capacidade do seu corpo de crescer, nutrir e dar à luz este bebé, tal como milhares de mulheres o têm feito desde há séculos.
fonte: Lamaze Internacional

sábado, 5 de janeiro de 2008

Kegels: aquilo que todas as mulheres devem saber!


Os Kegels são exercícios para fortalecer os músculos do pavimento pélvico (ver imagem).
Assim chamados por ter sido o médico Arnold Kegel quem os introduziu, estes simples exercícios devem ser practicados por todas as mulheres durante toda a vida (ou como alguém me dizia até "nos lembrarmos que somos mulheres").

Vantagens para as mulheres em geral:
  • previnem a incontinência
  • melhoram a actividade sexual
  • combatem a obstipação (e os problemas associados)
  • reforçam a musculatura da bexiga, ânus e vagina prevenindo problemas como o prolapso da bexiga ou do útero
Vantagens para as mulheres grávidas:
(além das anteriores)
  • melhoram as condições físicas da mulher para o trabalho de parto, já que estes músculos vão ser de grande importância na expulsão do bebé
  • ajudam a reduzir os riscos de ruptura períneal

Os músculos do pavimento pélvico formam uma espécie de "rede" de suporte no interior da pélvis, que circunda a uretra, a vagina e o recto. Estes exercícios vão ajudar a tonificar esses músculos tão esforçados durante a gravidez, permitindo-lhes suportar o peso do bebé em crescimento e ajudar a empurrar o bebé para fora durante o parto. Além disso, manter estes músculos tonificados ajudará a que recupere mais depressa depois do nascimento.

Para practicar os Kegels, primeiro tem que saber identificar os músculos correctos:

Da próxima vez que urinar, experimente interromper por instantes o fluxo de urina mas sem deixar sequer gotejar.
Lembre-se da sensação que isso lhe produz. os músculos que utilizou para parar o fluxo são os do pavimento pélvico. Uma vez identificados, não repita este movimento quando urinar!
Se a bexiga não ficar completamente vazia de cada vez que urinar, corre o risco de ter uma infecção urinária.

Pode efectuar os exercícios para o pavimento pélvico em qualquer lugar, sentada no carro, a ver televisão ou até na fila do supermercado! Basta apertar os músculos, mantê-los assim durante uns 5 segundos e depois soltá-los devagar.
Talvez ajude se imaginar que o seu pavimento pélvico é um elevador. Enquanto ele sobe cada um dos andares, tente ir puxando os músculos para cima até ao máximo que conseguir.
Depois, há medida que o "elevador" desce, vá gradualmente relaxando os músculos até chegar ao rés-do-chão.
Repita este exercício 5 vezes, várias vezes ao dia. Quando se tornar mais fácil aumente o número de repetições.

Sondagem "Pensas fazer um Plano de Parto?"

Esta sondagem esteve no blog por duas semanas e obteve um total de 15 votações.

Os dados revelaram que a totalidade dos inquiridos está informada sobre o que é um plano de parto.
13% afirmaram que preferiam não fazer um Plano de Parto e simplesmente confiar em todas as escolhas da equipa médica, enquanto que outros 13% disseram que não o faziam por receio de não ser bem aceite.
20% deixou a dúvida no ar respondendo "talvez" e 53% por cento asseguraram a sua intenção de fazer um Plano de Parto.

Um dos próximos artigos será sobre Planos de Parto. Se tiverem alguma dúvida que queiram ver esclarecida sobre este tema escrevam-me e eu incluirei as respostas nesse post!

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