sábado, 27 de fevereiro de 2010
Celebridades e parto natural
Algumas celebridades falam sobre a gravidez e os seus partos naturais. Aqui.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Babywearing ou Carrinho de passeio: a perspectiva do bebé
Já aqui falei algumas vezes sobre babywearing.
Como tantas outras coisas, através do hábito e do forte poder do marketing/publicidade o carrinho de passeio tornou-se actualmente numa "necessidade básica" para quem vai ter um filho.
No entanto, se avaliarmos os prós e contras de cada sistema de transporte, usando o senso comum, verificamos que o carrinho afinal tem muitos "contras"...
Carrinho de Passeio
Desvantagens:
Sling/Pano (e outros porta-bebés de vários tipos*)
Desvantagens:
*para facilitar usei o termo "porta-bebés" generalizando os vários tipos, tais como sling, pano, Mei-Tai, etc
Hoje deixo-vos um vídeo que mostra a perspectiva que o bebé tem do mundo que o rodeia quando está num carrinho de passeio e quando é transportado pela mãe.
Apesar do vídeo ser em norueguês, é suficiente ver as imagens que se tornam muito elucidativas.
Apesar do vídeo ser em norueguês, é suficiente ver as imagens que se tornam muito elucidativas.
Como tantas outras coisas, através do hábito e do forte poder do marketing/publicidade o carrinho de passeio tornou-se actualmente numa "necessidade básica" para quem vai ter um filho.
No entanto, se avaliarmos os prós e contras de cada sistema de transporte, usando o senso comum, verificamos que o carrinho afinal tem muitos "contras"...
Carrinho de Passeio
Desvantagens:
- regra geral são bastante caros
- são grandes, pesados e difíceis de transportar por uma mãe sozinha com um bebé (por exemplo, se tiver que fechar o carrinho para entrar no autocarro ou subir escadas num prédio sem elevador)
- são volumosos e ocupam practicamente toda a bagageira de um carro de tamanho "médio"; alguns simplesmente não cabem
- os bebés normalmente não gostam de lá estar muito tempo e choram (não há contacto directo com os pais e em muitos modelos de carrinho o bebé nem consegue vê-los)
- as ruas portuguesas não estão pensadas para carrinhos de bebé e muitas vezes torna-se desesperante tentar levar um carrinho pela calçada portuguesa acidentada, com bermas, buracos, passeios estreitos (e muitas vezes inexistentes) subidas íngremes...Também constatamos que algumas estações de metro/comboio, ainda não têm rampas ou elevadores (o que infelizmente não afecta só quem tem carrinhos de bebé mas também quem anda de cadeira de rodas).
- a mãe que transporta um carrinho de bebé fica com as mãos ocupadas (para fazer compras no supermercado, para dar a mão a um filho mais crescido, etc)
- há muitos locais (cafés, restaurantes, lojas e variadíssimos outros serviços) onde não há espaço para entrar e circular com um carrinho de bebé
- há uma variedade infinita de modelos actrativos, com tecidos em cores chamativas que cativam bastante as pessoas
- são úteis para deixar um bebé mais crescido (e pesado) descansar e dormir uma sesta quando passamos muito tempo fora de casa
- alguns modelos têm um cesto que pode ser útil para transportar algumas compras mais pesadas
Sling/Pano (e outros porta-bebés de vários tipos*)
Desvantagens:
- quando o bebé ficar mais pesado pode começar a ser desconfortável para mães com problemas de coluna, quando usado por longos períodos
- os porta bebés são muito mais económicos que os carrinhos de passeio
- são leves e fáceis de transportar
- a mãe fica com as mãos livres para outras tarefas (preparar uma refeição, cuidar de outra criança, fazer algumas tarefas básicas em casa, etc)
- é uma forma práctica de transportar o bebé em qualquer ambiente (entrar e saír de transportes públicos, fazer compras, subir e descer escadas, cuidar de crianças mais velhas não são um problema)
- a mãe consegue entrar em qualquer lado com o bebé, mesmo em locais pouco espaçosos ou de difícil acesso
- os porta bebés são mais ecológicos, pois, regra geral, usam apenas tecidos, enquanto que os carrinhos usam vários outros materiais, como o plástico e o metal, além do tecido
- os porta-bebés são confortáveis, tanto para o bebé, como para os pais - desde que sejam correctamente utilizados, distribuindo harmoniosamente o peso do bebé
- também são bonitos, existindo grande variedade de cores e estampados para todos os gostos
- os porta-bebés facilitam a amamentação (o peito fica mais acessível, a mãe pode amamentar discretamente enquanto beneficia do suporte do porta-bebés, ficando com uma mão livre para outra criança, por exemplo)
- usar um porta-bebés promove o contacto directo com o bebé, o que ajuda a desenvolver o vínculo afectivo pais/bebé
- o porta-bebé ajuda a prolongar as sensações do ambiente uterino (calor, sons do corpo da mãe, movimento, aconchego) o que acalma e transmite confiança e segurança ao bebé
- está provado que os bebés choram menos e têm menos episódios de cólicas quando são carregados ao colo
- um porta bebés ajuda a aquecer o bebé no tempo frio, através da transmissão de calor corporal, permitindo aos pais continuar a fazer passeios no exterior (os pais podem colocar o bebé e vestir o casaco por cima, aconchegando-o ainda mais)
- transportar um bebé recém-nascido e/ou prematuro ao colo ajuda-o a controlar o ritmo cardíaco, respiratório e a sua temperatura corporal
- melhor desenvolvimento do bebé (bebés que beneficiam de mais contacto directo, toque e movimento, mostram ter efeitos muito positivos ao nível do desenvolvimento motor e cognitivo)
- bebés tranquilos carregados no porta-bebés promovem pais tranquilos e confiantes
- tal como vemos no vídeo o bebé aprecia melhor o mundo e tem mais estímulos visuais
*para facilitar usei o termo "porta-bebés" generalizando os vários tipos, tais como sling, pano, Mei-Tai, etc
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Parto vaginal depois de cesariana
Não tem riscos acrescidos de ruptura uterina. Mesmo para quem já fez três cesarianas.
O potencial risco de ruptura uterina leva a que as mulheres que já tiveram um parto por cesariana sejam ainda aconselhadas a fazer nova cesariana em gravidezes posteriores.
Nos últimos anos, essa prática foi-se alterando. Em 2004, um estudo em larga escala revelou que o risco de ruptura era para mulheres com cesariana prévia de 0,7 por cento.
Um novo estudo sugere agora que esse risco é ainda inferior, não sendo, por isso, significativo. Assim sendo, os investigadores afirmam que é seguro para grávidas com cesariana ou cesarianas anteriores, optar pelo parto vaginal. Mulheres já com três cesarianas na história médica não mostraram riscos acrescidos ao optarem por um parto vaginal.
O estudo fez uma revisão dos registos de 25 mil mulheres, com cesarianas anteriores, que deram à luz em 17 hospitais americanos. 860 destas grávidas já tinham sido submetidas a três cesarianas anteriormente; destas, 89 mulheres tentaram o parto vaginal, enquanto 771 marcaram nova cirurgia para retirar o bebé.
Não houve registo de rupturas uterinas em nenhum dos grupos. As 89 mulheres que optaram pelo parto vaginal após três cesarianas não revelaram também maior incidência de outras lesões, nomeadamente ao nível do aparelho urinário ou lacerações da artéria uterina (outras complicações tradicionalmente associadas a partos vaginais após cesarianas).
As probabilidades de conseguir o parto vaginal revelaram-se semelhantes, fosse qual fosse o número de cesarianas anteriores. 13600 mulheres com uma ou duas cirurgias no «currículo» optaram pelo parto vaginal - 75 por cento conseguiu-o. No gurupo das que já tinham passado por três cesarianas a percentagem foi até supeiror: 80 por cento. Todas elas tinham tido incisão transversal baixa - o que diminui os riscos de ruptura uterina, em relação à incisão vertical antigamente usada.
Outro ponto a referir é que se houve também um parto vaginal anterior, as probabilidades de sucesso na opção pelo parto vaginal são ainda superiores.
Os resultados do estudo foram publicados no British Journal of Obstetrics and Gynaecology (BJOG).
02/2010
fonte: http://www.mae.iol.pt
O potencial risco de ruptura uterina leva a que as mulheres que já tiveram um parto por cesariana sejam ainda aconselhadas a fazer nova cesariana em gravidezes posteriores.
Nos últimos anos, essa prática foi-se alterando. Em 2004, um estudo em larga escala revelou que o risco de ruptura era para mulheres com cesariana prévia de 0,7 por cento.
Um novo estudo sugere agora que esse risco é ainda inferior, não sendo, por isso, significativo. Assim sendo, os investigadores afirmam que é seguro para grávidas com cesariana ou cesarianas anteriores, optar pelo parto vaginal. Mulheres já com três cesarianas na história médica não mostraram riscos acrescidos ao optarem por um parto vaginal.
O estudo fez uma revisão dos registos de 25 mil mulheres, com cesarianas anteriores, que deram à luz em 17 hospitais americanos. 860 destas grávidas já tinham sido submetidas a três cesarianas anteriormente; destas, 89 mulheres tentaram o parto vaginal, enquanto 771 marcaram nova cirurgia para retirar o bebé.
Não houve registo de rupturas uterinas em nenhum dos grupos. As 89 mulheres que optaram pelo parto vaginal após três cesarianas não revelaram também maior incidência de outras lesões, nomeadamente ao nível do aparelho urinário ou lacerações da artéria uterina (outras complicações tradicionalmente associadas a partos vaginais após cesarianas).
As probabilidades de conseguir o parto vaginal revelaram-se semelhantes, fosse qual fosse o número de cesarianas anteriores. 13600 mulheres com uma ou duas cirurgias no «currículo» optaram pelo parto vaginal - 75 por cento conseguiu-o. No gurupo das que já tinham passado por três cesarianas a percentagem foi até supeiror: 80 por cento. Todas elas tinham tido incisão transversal baixa - o que diminui os riscos de ruptura uterina, em relação à incisão vertical antigamente usada.
Outro ponto a referir é que se houve também um parto vaginal anterior, as probabilidades de sucesso na opção pelo parto vaginal são ainda superiores.
Os resultados do estudo foram publicados no British Journal of Obstetrics and Gynaecology (BJOG).
02/2010
fonte: http://www.mae.iol.pt
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Encontro La Leche League
Convite
Para um encontro da La Leche League, moderado pela Cristina Pincho.
A quem se destina a este convite?
Quando?
Para um encontro da La Leche League, moderado pela Cristina Pincho.
A quem se destina a este convite?
Destina-se a todas as mulheres que estejam interessadas na amamentação, quer estejam grávidas, a amamentar ou simplesmente tenham o desejo de aprender mais.
Se não estiver interessado pode conhecer quem esteja: partilhe esta informação.Quando?
Quinta-feira, dia 03 de Março, pelas 11horas.
Onde?
Rua António Feijó 4A, (Perto dos Maristas e do Hospital dos Lusíadas).
Confirme
Apareça e se possível confirme a sua presença através dos seguintes contactos:
acpincho@gmail.com
966293836
934234664
O que é a Liga La Leche?
A La Leche League é uma organização internacional, sem fins lucrativos, que foi fundada em 1956 para dar informação, encorajamento e apoio, através da ajuda de mãe para mãe, a todas as mulheres que queiram amamentar.
A La Leche League está presente em mais de 50 países.
A LLL Internacional é uma das principais autoridades mundiais em matéria de amamentação.
Quem representa a LLL?
A LLL é representada localmente por moderadoras voluntárias.
As moderadoras da LLL são mães que tiveram uma experiência feliz com a amamentação dos seus filhos e que posteriormente, após exigente formação, foram certificadas pela LLL Internacional.
O que oferece a LLL?
Apoio gratuito em várias áreas:
Reuniões mensais
Ajuda telefónica
Bibliografia sobre amamentação, parto, educação e nutrição
A mais actualizada informação sobre amamentação
Mais de 40 anos de experiência a ajudar milhares de mães
Onde?
Rua António Feijó 4A, (Perto dos Maristas e do Hospital dos Lusíadas).
Confirme
Apareça e se possível confirme a sua presença através dos seguintes contactos:
acpincho@gmail.com
966293836
934234664
O que é a Liga La Leche?
A La Leche League é uma organização internacional, sem fins lucrativos, que foi fundada em 1956 para dar informação, encorajamento e apoio, através da ajuda de mãe para mãe, a todas as mulheres que queiram amamentar.
A La Leche League está presente em mais de 50 países.
A LLL Internacional é uma das principais autoridades mundiais em matéria de amamentação.
Quem representa a LLL?
A LLL é representada localmente por moderadoras voluntárias.
As moderadoras da LLL são mães que tiveram uma experiência feliz com a amamentação dos seus filhos e que posteriormente, após exigente formação, foram certificadas pela LLL Internacional.
O que oferece a LLL?
Apoio gratuito em várias áreas:
Reuniões mensais
Ajuda telefónica
Bibliografia sobre amamentação, parto, educação e nutrição
A mais actualizada informação sobre amamentação
Mais de 40 anos de experiência a ajudar milhares de mães
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O QUE UM BEBÉ ESPERA DA VIDA

Como novas mães, esperamos tomar conta dos nossos filhos conforme o que aprendemos, e há muitas formas diferentes. Mas as “expectativas” de um bebé não se aprendem. Essas expectativas correspondem aos instintos e reflexos comuns a todos os bebés, em qualquer parte do mundo, e são os mesmos de há milhares de anos atrás.
Os bebés não são totalmente dependentes. São bastante capacitados para fazer face ao mundo em que “esperam” vir a nascer. Quando lhes mudamos o mundo, dificultamos-lhes a vida. Pode não querer viver com o seu bebé numa caverna, mas é útil saber o que ele “espera” do início de vida.
DURANTE O NASCIMENTO, espera não ter de sofrer os efeitos de medicamentos. As drogas que a afectam durante apenas algumas horas poderão causar problemas ao bebé durante dias, dificultando a amamentação com a frequência e eficácia normais. Se está a tentar decidir qual a medicação que deve tomar, lembre-se que a sua decisão pode afectar muito mais do que o nascimento do bebé.
ASSIM QUE NASCE, o bebé espera poder ficar consigo. Após ter passado algum tempo em contacto com a sua pele, a habituar-se a respirar, a ver e a ouvir, começará a pensar na sua primeira refeição, e poderá até rastejar ao ”estilo dos comandos” até ao seu peito, encontrar o mamilo, agarrar-se ao mesmo e mamar durante bastante tempo, sem a ajuda de ninguém. Se for levado para ser lavado e medido antes da primeira amamentação, ou se tiver de reagir a medicamentos, poderá não conseguir executar essas tarefas e as suas próprias respostas instintivas em relação a ele mudarão. A amamentação resulta perfeitamente em qualquer situação de nascimento, mas será mais fácil e mais emocionante para ambos se tiverem tempo para fazê-lo até terminar a primeira mamada.
DEPOIS DE MAMAR pela 1ª vez, o bebé espera poder dormir uma longa soneca ao seu lado ou nos seus braços. Ela ouviu o seu coração e a sua respiração e sentiu o seu calor toda a vida dela e na realidade ela terá um batimento cardíaco e uma respiração mais calmas se estiver em contacto consigo. Poderá até dormir mais do que o pessoal hospitalar deseja. Eles querem assegurar-se que está tudo bem antes de ter alta, pelo que poderá ter de fazer um esforço e encorajar o bebé a mamar frequentemente, no início. Mas, em breve, o bebé acordará por si, mamará e parará quando estiver satisfeito, tal como qualquer recém-nascido.
EM CASA, o bebé espera ficar perto de si. Todos os mamíferos têm uma forma de se protegerem: velocidade, camuflagem, segurança por pertencer a um grupo. Os bebés sentem-se protegidos quando pegados ao colo. O bebé sentir-se-á mais seguro e calmo quando estiver perto de si, onde os tigres não o poderão comer e as formigas não poderão andar por cima dele. Ele espera estabelecer um ritmo próprio, provavelmente mamar com mais frequência do que imaginou, terminar de mamar num peito antes de começar no outro, e talvez não mamar nos dois em cada mamada. Espera que você responda rapidamente aos seus sons e espera não ter de chorar para obter o que precisa. Espera poder estar perto de si à noite e durante o dia, e provavelmente dormirá melhor se estiver ao seu lado.
O seu bebé “espera” poder estar nos seus braços e “espera” que o ouça, não a um relógio ou a um livro de instruções. Se corresponder às expectativas dele, terá um bebé mais feliz. E isso significa uma vida em conjunto mais feliz.
©2000 Diane Wiessinger, MS, IBCLC 136 Ellis Hollow Creek Road Ithaca, NY 14850
Fonte: http://www.naturkinda.com/
Os bebés não são totalmente dependentes. São bastante capacitados para fazer face ao mundo em que “esperam” vir a nascer. Quando lhes mudamos o mundo, dificultamos-lhes a vida. Pode não querer viver com o seu bebé numa caverna, mas é útil saber o que ele “espera” do início de vida.
DURANTE O NASCIMENTO, espera não ter de sofrer os efeitos de medicamentos. As drogas que a afectam durante apenas algumas horas poderão causar problemas ao bebé durante dias, dificultando a amamentação com a frequência e eficácia normais. Se está a tentar decidir qual a medicação que deve tomar, lembre-se que a sua decisão pode afectar muito mais do que o nascimento do bebé.
ASSIM QUE NASCE, o bebé espera poder ficar consigo. Após ter passado algum tempo em contacto com a sua pele, a habituar-se a respirar, a ver e a ouvir, começará a pensar na sua primeira refeição, e poderá até rastejar ao ”estilo dos comandos” até ao seu peito, encontrar o mamilo, agarrar-se ao mesmo e mamar durante bastante tempo, sem a ajuda de ninguém. Se for levado para ser lavado e medido antes da primeira amamentação, ou se tiver de reagir a medicamentos, poderá não conseguir executar essas tarefas e as suas próprias respostas instintivas em relação a ele mudarão. A amamentação resulta perfeitamente em qualquer situação de nascimento, mas será mais fácil e mais emocionante para ambos se tiverem tempo para fazê-lo até terminar a primeira mamada.
DEPOIS DE MAMAR pela 1ª vez, o bebé espera poder dormir uma longa soneca ao seu lado ou nos seus braços. Ela ouviu o seu coração e a sua respiração e sentiu o seu calor toda a vida dela e na realidade ela terá um batimento cardíaco e uma respiração mais calmas se estiver em contacto consigo. Poderá até dormir mais do que o pessoal hospitalar deseja. Eles querem assegurar-se que está tudo bem antes de ter alta, pelo que poderá ter de fazer um esforço e encorajar o bebé a mamar frequentemente, no início. Mas, em breve, o bebé acordará por si, mamará e parará quando estiver satisfeito, tal como qualquer recém-nascido.
EM CASA, o bebé espera ficar perto de si. Todos os mamíferos têm uma forma de se protegerem: velocidade, camuflagem, segurança por pertencer a um grupo. Os bebés sentem-se protegidos quando pegados ao colo. O bebé sentir-se-á mais seguro e calmo quando estiver perto de si, onde os tigres não o poderão comer e as formigas não poderão andar por cima dele. Ele espera estabelecer um ritmo próprio, provavelmente mamar com mais frequência do que imaginou, terminar de mamar num peito antes de começar no outro, e talvez não mamar nos dois em cada mamada. Espera que você responda rapidamente aos seus sons e espera não ter de chorar para obter o que precisa. Espera poder estar perto de si à noite e durante o dia, e provavelmente dormirá melhor se estiver ao seu lado.
O seu bebé “espera” poder estar nos seus braços e “espera” que o ouça, não a um relógio ou a um livro de instruções. Se corresponder às expectativas dele, terá um bebé mais feliz. E isso significa uma vida em conjunto mais feliz.
©2000 Diane Wiessinger, MS, IBCLC 136 Ellis Hollow Creek Road Ithaca, NY 14850
Fonte: http://www.naturkinda.com/
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
O Fórum
Criei o fórum Aqui há Bebé há já uns tempos... Mas agora estou a pensar seriamente em encerrá-lo... isto porque practicamente não tem actividade... e a pouca que tem, são, na sua maioria, mensagens privadas para mim!
Posto isto, deduzo que este fórum não faça muito sentido... as pessoas preferem escrever-me e-mails ou mensagens privadas a escrever no fórum publicamente.
Achei que podia ser um espaço de partilha interessante sobre temas mais direccionados, tais como parto humanizado, babywearing, doulas, amamentação, enfim... temas ainda pouco discutidos no geral, na nossa sociedade, quando falamos de gravidez e bebés.
De qualquer forma, achei que devia pedir uma opinião aos leitores que me acompanham, por isso, deixo uma sondagem na barra lateral do blog, que durará sensivelmente um mês.
Obrigada!
Achei que podia ser um espaço de partilha interessante sobre temas mais direccionados, tais como parto humanizado, babywearing, doulas, amamentação, enfim... temas ainda pouco discutidos no geral, na nossa sociedade, quando falamos de gravidez e bebés.
De qualquer forma, achei que devia pedir uma opinião aos leitores que me acompanham, por isso, deixo uma sondagem na barra lateral do blog, que durará sensivelmente um mês.
Obrigada!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Co-sleeping em BD
Uma noite em que não se practica o co-sleeping em comparação com outra noite em que se dorme com o bebé.
Uma família normal, um pai, uma mãe e um bebé que acorda com frequência durante a noite para mamar:
Vejam aqui, The Food of Love.
Uma família normal, um pai, uma mãe e um bebé que acorda com frequência durante a noite para mamar:
Vejam aqui, The Food of Love.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A minha história
Mais um artigo que saíu no Dossier Especial Amamentação da Newsletter online DoBebé.
Desta vez trata-se da minha própria história de amamentação! No final dou algumas sugestões que, acredito, podem ajudar as mulheres a prepararem-se para uma amamentação de sucesso!
Desta vez trata-se da minha própria história de amamentação! No final dou algumas sugestões que, acredito, podem ajudar as mulheres a prepararem-se para uma amamentação de sucesso!
Quando, no início de 2006, descobri que estava grávida, fiquei muito feliz e entusiasmada!
Procurei ler bastante e informar-me acerca da gravidez, do parto, dos cuidados com o bebé... Desde o primeiro momento sabia que queria muito amamentar, que isso era o mais natural a fazer. Até sonhei com esse momento em que iria conhecer o bebé e alimentá-lo pela primeira vez... mas a realidade foi bem diferente...!
Quando o meu filho nasceu, ele não foi logo colocado no meu peito... levaram-me para uma sala de recobro e permanecemos cerca de duas horas separados. Quando finalmente uma enfermeira o trouxe, olhou para o meu peito (eu tinha mamilos planos) e disse-me que o bebé não ía conseguir mamar assim. Sem me dar mais nenhuma satisfação, foi buscar um biberon de suplemento e começou a dá-lo ao bebé. Eu fiquei chocada e comecei a dizer-lhe que queria muito dar de mamar, para ela trazer o bebé... lá mo trouxe e amamentei-o pela primeira vez, desajeitadamente mas com muito amor.
Eu sabia (pois tinha lido durante a gravidez) que ter mamilos planos ou retraídos não era impeditivo para a amamentação. Mas na prática eu estava a ter muitas dificuldades e nenhuma ajuda, nem das enfermeiras no hospital, nem da pediatra do meu filho, que, poucos dias após o seu nascimento, sugeriu que o melhor a fazer seria dar-lhe leite artificial. As mamadas tornaram-se muito dolorosas, o meu peito gretou bastante e chegou a sangrar.
Entretanto lembrei-me que no curso de preparação para o parto me tinham dado um folheto de uma associação que ajudava as mães na amamentação. Liguei para o SOS Amamentação e falei com uma voluntária que se prontificou a ajudar-me. Explicou-me como deveria fazer para o bebé pegar correctamente no peito, e, mais importante, transmitiu-me confiança! Ela sabia que eu seria capaz de amamentar sem suplementos!
Mais tarde ainda visitei uma conselheira em Aleitamento Materno para me certificar acerca da pega mas a partir dali tudo correu de forma muito mais tranquila.
Deixámos o suplemento em poucos dias e passei a amamentar em exclusivo, enquanto o Gonçalo crescia de dia para dia.
Superadas as dificuldades a amamentação decorreu naturalmente até à data (o meu filho já tem quase dois anos e meio e continua a mamar).
Fiquei de tal forma marcada por tudo o que aconteceu que continuei a querer aprender cada vez mais sobre amamentação, as dificuldades mais frequentes, como superar, etc.
Pensava em como era possível que alguns dos profissionais das maternidades, que lidam diariamente com as mães e os recém-nascidos, não ajudassem a concretizar essa relação tão especial e essencial que é o aleitamento materno!
Tinha tanta vontade de ajudar outras mães a não terem de passar por aquilo que eu passei que me ofereci como voluntária ao SOS Amamentação.
Mais tarde surgiu a oportunidade de fazer o curso de Conselheira em Aleitamento Materno da OMS (Organização Mundial de Saúde)/Unicef através da mesma associação e prontamente me inscrevi!
Descobri uma nova vocação que abracei com muita motivação, dedicação e amor!
As minha dicas para uma amamentação bem sucedida:
*Informe-se o mais possível sobre amamamentação ainda durante a gravidez.
Frequente um curso de preparação para o parto, uma formação sobre aleitamento materno, participe num grupo de apoio à amamentação. Envolva nesse processo as pessoas que vão estar mais próximas de si quando o bebé nascer (o seu companheiro, a sua mãe, a sua sogra...) e partilhe tudo o que está a aprender. Dessa forma, eles também ficarão mais preparados para a ajudar depois do bebé nascer.
Na internet pode ter acesso gratuito a sites com muita informação de qualidade (1)
Infome-se sobre os locais onde existem conselheiras em Aleitamento Materno disponíveis para dar apoio na sua região. Guarde os contactos num local acessivel.
*Tenha expectativas realistas.
Não espere que o bebé coma de 3 em 3 horas e durma nos intervalos.
Nas primeiras semanas, o bebé vai querer mamar sempre que estiver acordado, sem horário. Não olhe para o relógio. Em vez disso, tente seguir o seu instinto de mãe.
Esteja atenta aos sinais de fome: levar as mãos à boca para sugar, virar a cabeça para mamar quando está ao colo ou virar-se para mamar quando lhe passamos o dedo na cara. O choro é um sinal de fome tardio, significa que o bebé já tinha fome à algum tempo, por isso devemos evitar deixá-lo chegar a esse ponto.
Não tente ser uma “super mulher”. Aceite a ajuda que lhe oferecerem, não se preocupe com limpezas/arrumações e durma quando o bebé dormir.
*A regra de ouro para ter bastante leite é dar de mamar!
A produção de leite materno baseia-se no princípio da oferta e da procura, por isso quanto mais der de mamar, mais leite vai produzir. Sempre!
*Acima de tudo, confie em si e no seu corpo!
A esmagadora maioria das mulheres é capaz de amamentar com sucesso. Não existem "leites fracos" e são raras as condições impeditivas da amamentação.
Hoje em dia sabemos que a principal causa do desmame precoce é a falta de informação, de apoio e a falta de confiança das recém-mamãs.
Como superar as dificuldades iniciais mais comuns:
*Mamilos gretados e dolorosos
Geralmente são sinal de que o bebé não está a pegar correctamente no peito. A causa pode estar relacionada com o uso da chucha ou biberão que confundem o modo de sugar e devem ser evitados.
Certifique-se que o bebé está em contacto com a mãe (barriga com barriga), com a cabeça, ombros e corpo em linha recta. A boca do bebé deve estar bem aberta , abocanhando a maioria da aréola (zona escura ao redor do mamilo). O queixo fica a tocar na mama e o lábio inferior está enrolado para trás.
Para tratar o mamilo deve andar com o peito ao ar o mais possível e espalhar um pouco de leite materno no mamilo após a mamada. Se necessário pode colocar também uma pomada de lanolina pura.
Evite ou minimize ao máximo o uso de protectores de mamilo em silicone, pois podem trazer efeitos secundários, como a diminuição da produção de leite e a rejeição do peito (tal como a chucha e o biberão, provocam confusão de sucção).
*Ingurgitamento mamário (seios muito cheios e doridos)
Amamentar com frequência e a “pedido” para evitar que o leite se acumule no peito.
Verificar se a posição e a pega estão correctas.
Aplicar uma fonte de calor na mama antes da mamada (pode aquecer uma meia de algodão cheia de arroz no micro-ondas, mas cuidado para não aquecer demasiado e queimar!). De seguida faça uma massagem com os dedos em forma de pente desde a base da mama (perto das costelas) para o mamilo, como se estivesse a “pentear” o peito. Em alternativa pode combinar a massagem e o calor num duche morno. Se a mama estiver tão cheia ao ponto de o bebé ter dificuldade em “agarrar” o peito faça uma pequena extração antes (apenas o suficiente para aliviar a pressão).
Se o desconforto persistir após a mamada aplique frio (por exemplo um saco de ervilhas congeladas que fica bem maleável, envolto num pano).
É importante tomar estas medidas desde cedo, para evitar que o ingurgitamento evolua e acabe por se transformar numa mastite, por exemplo.
*Produção de leite insuficiente/Bebé que não parece satisfeito/Pouco aumento de peso
Certifique-se que está a fazer uma pega correcta (ver mais acima).
Amamente a “pedido” e observe os sinais de fome do bebé (não espere até o bebé chorar).
Deixe o bebé mamar livremente até soltar espontaneamente a mama, por forma a assegurar-se que bebe todo o leite da mama, e em especial o leite do final (mais rico em calorias).
Não dê chuchas nem biberons.
Lembre-se do princípio da oferta e da procura. Se necessário aumente o número de mamadas. Caso seja preciso também pode fazer uma estimulação extra com a bomba de extração.
Evite os suplementos pois se o bebé beber o leite artificial perde apetite para mamar. Caso seja imprescindível prefira o copinho ao biberão, dessa forma o bebé não vai confundir a sucção e será mais fácil manter a amamentação. Também pode fazer extracções e ir substituindo o leite artificial pelo leite materno até ser possível a eliminação do suplemento.
(1)
http://www.aleitamento.med.br
http://www.sosamamentacao.org.
http://www.unicef.pt/docs/manual_aleitamento.pdf
http://www.babyfriendly.org.uk/pdfs/portuguese/bfyb_portuguese2.pdf
http://www.amamentar.net/
http://www.leitematerno.org/
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