segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Infertilidade


A APFertilidade acaba de lançar um Guia da Infertilidade. Este suporte será distribuído em diversos centros de procriação medicamente assistida espalhados pelo país e pretende informar e orientar os casais que enfrentam problemas de fertilidade. 
 
 
Podem aceder online aqui.

Entrevista a Adelaide de Sousa - Amamentação, vivência e opiniões


Adelaide de Sousa, apresentadora e actriz, é das poucas figuras públicas que, em Portugal, assume publicamente a sua opção de amamentar e as suas opiniões sobre o assunto. Tem estado emocionalmente ligada à SOS Amamentação e à La Leche League, e ainda à Mamar ao Peito, desde de que fez dois programas no antigo Mundo das Mulheres (sobre amamentação e amamentação prolongada), onde se discutiam mitos e verdades sobre a amamentação. Diz ter ficado consciente de que há muito a fazer para ajudar a esclarecer as pessoas acerca do assunto.
Tem 42 anos e um filho, Kyle, de 28 meses. Foi amamentada até aos 5 anos.
A entrevista é da autoria de Catarina Santos, mãe, psicóloga e blogger. 
Catarina Santos (CS) - Tens um filho com 28 meses, o Kyle. Como tem sido a tua experiência de amamentação? 


Adelaide de Sousa (AD) – Tem sido como eu sempre idealizei, depois de um arranque um pouco atribulado, por não estar à espera de ter tanta dificuldade aquando da subida do leite. No hospital dos SAMS tive uma experiência mista - conforme o enfermeiro que estava de serviço, tinha recomendações diferentes: para mudar de maminha, para fazer intervalos de no mínimo 2/3 horas, para agarrar na cabeça do bebé a fim de o ajudar a chegar ao mamilo... tudo errado. Mas depois entrava outro e dizia que era a pedido, e para massajar as maminhas antes de dar de mamar para combater o ingurgitamento, para levar o bebé ao peito e não o peito ao bebé... tudo certo. Depois de muito choro, aprendi a ter calma, respirar fundo e ter fé que o meu ideal iria cumprir-se. Agora, tudo calmo - é rotina, é prazer, é às vezes também um sacrifício (à noite), mas estou a cumprir aquilo em que investi: uma melhor saúde para mim e para o meu filho. Já nem os olhares de surpresa quando dou de mamar a um miúdo grandito me fazem esmorecer, nem sinto já necessidade de justificar nada perante os outros. Se me chateiam muito, não discuto, digo-lhes que se informem melhor sobre o assunto.
CS - Tiveste algumas dificuldades no início? Contaste com a ajuda de quem?
AS – Tive as que descrevi, mas teria sido bem pior se não tivesse ficado no hospital durante a descida do leite. Infelizmente as mulheres saiem muito cedo da maternidade, estou em crer que seria bem melhor ficar até o leite estar a fluir normalmente, pelo menos 4 dias. Graças a Deus tive o apoio do meu marido, que constantemente reforçava a ideia de que eu iria ser capaz de ultrapassar cada obstáculo, e felizmente que tenho também amigas conselheiras de amamentação, para além de uma irmã que é enfermeira especialista em amamentação, que me trouxeram informação e conforto, que me ajudaram a acreditar que eu seria capaz de aprender a dar de mamar e a deixar que o meu filho também aprendesse a tirar o que precisava do meu peito. Amamentar é natural, mas não é inato. Deveria dar-se muito mais atenção a isto nas aulas de pré-parto em geral - aliás, se está grávida e ainda não fez a preparação, procure um curso que tenha em atenção a amamentação e suas dificuldades.



CS - Pensas amamentar até quando?

AS – Até deixar de ser um prazer, para mim ou para o Kyle. Quando não quiser mais, não quer, quando eu não quiser mais, acabou. Não tenho uma idade definida, na minha cabeça, será gradual, mas logo se verá. Agora, sei que se for só por vontade dele, vou sentir-me bastante...

CS - Vens de uma família com história de amamentação, tu própria foste amamentada até aos 5 anos. Consideras que isso contribuiu, de alguma forma, para a tua decisão de amamentar?

AS – Sem dúvida. O meu avô foi amamentado até aos 7 anos - havia até um famoso banquinho para dar de mamar ao rapaz - eu até aos 5, o meu irmão mais novo até aos 4. Curiosamente, os meus 3 irmãos mais velhos, que nasceram na civilizada África do Sul dos anos 60, mamaram pouco tempo, mas assim que a minha mãe foi para Moçambique, onde nascemos nós os mais novos, a duração da amamentação aumentou. Abençoada África! Estou em crer que a actual crise da amamentação tem uma das causas na falta de bons exemplos na família. Se juntarmos a isto uma excelente e eficaz campanha de desinformação por parte dos fabricantes e leite artificial, um Mundo em que as mulheres raramente podem deixar de trabalhar para estar com os filhos, acrescido de uma ideia estranha de que recuperar a amamentação é voltar atrás na emancipação feminina, e ainda uma classe médica mal-informada sobre este assunto... temos a receita para o desastre.

CS - No que respeita à atitude da nossa sociedade face à amamentação, qual a tua opinião?
AS – Bom, começou por se fazer supressão de leite ainda na maternidade (!) nos anos 70 - e temos sorte, porque nos EUA foi logo nos anos 50 - depois lá se deu uma abébia e disse-se que devia ser uns mesitos, e agora é conforme sopra o vento, ou as folhas do chá... é uma pena que pareça não haver rei nem roque nesta coisa do apoio à amamentação nos hospitais portugueses. Cometem-se autênticas barbaridades, e com uma grande impunidade. O marketing dos leites artificiais, por seu turno, está-se nas tintas para o código de ética da publicidade - até porque ele não é vinculativo - e continua a fazer crer que dar de mamar ou dar um leite artificial é praticamente igual. As diferenças, se fossem conhecidas pela população em geral, fariam empalidecer o mais acérrimo defensor leigo do aleitamento artificial. Digo leigo, porque médicos e enfermeiros têm obrigação de conhecer a verdade sobre estes produtos, mas parecem escolher ficar alheios, ou pura e simplesmente perpetuar uma quantidade de tretas que lhes venderam na faculdade nos anos 80. Claro, se os profissionais de saúde preferem ter a cabeça debaixo da areia ou assobiar para o lado, como é que o público em geral pode entender as diferenças? Aliás, mesmo os que as conhecem ficam frágeis quando, por exemplo, vão a uma pediatra que lhes diz que só se dá de mamar 15 minutos em cada mama, e com horário rígido, para a mãe não ficar escrava do bebé! Pode?? Isto é verídico, e fico tão furiosa que me apetece começar uma lista negra de pediatras, para evitar que muitos de nós dêmos dinheiro que custa a ganhar a gente que não se interessa pela saúde dos nossos filhos. Para responder directamente à pergunta, acho que de uma maneira geral as pessoas sabem que devem dar de mamar, mas encontram tanta ignorância e obstáculos, internos e externos, que se deixam convencer que tanto faz dar leite artificial ou leite humano...
CS - O que dirias a uma mulher que acabou de dar à luz, no que respeita a este grande tema que é a amamentação? Quais os conselhos que consideras mais valiosos?

 AS - Diria que espero que tenha tido tempo e informação útil antes do parto para aprender o mais possível sobre como e porque dar de mamar... mas se não o fez, respire fundo, acalme-se, centre-se bem no seu corpo e no seu desejo de dar o melhor que tem ao seu bebé. Tenha esse pensamento como linha condutora, e não os comentários da mãe, da vizinha ou da colega de trabalho. Acredite que você é capaz, e que é um investimento no seu bem-estar futuro e no do seu filho. Acredite que foi maravilhosamente feita também para dar vida, e que isto não acaba com o parto: no seu leite vão nutrientes, anti-corpos, um cocktail absolutamente inimitável, onde não falta amor como nunca o conheceu antes. Como substituir esse amor por gordura e açúcar, misturados com umas quantas vitaminas? Como substituir o seu peito por uma garrafa de plástico? Rodeie-se de quem apoia o seu sonho e deixe os outros de fora, crie uma bolha onde só cabem você, o seu filho e quem acredita consigo que vale a pena semear para colher. Ah, muito importante: FUJA de profissionais cheios de "nuncas" e de "jamais", porque fundamentalismos existem dos dois lados da barreira, e só ajudam a desvalorizar a sua individualidade. E por último, mas não menos importante, se se sentir esmorecer, se nada do que lhe dizem faz sentido, ligue para a SOS Amamentação, para a La Leche League, ou contacte no Facebook com grupos como o Mamar ao Peito, que estão sempre prontos a ajudar quem precisa. Mas tem de pedir... o isolamento é o seu maior inimigo.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Links de interesse

Amamentação

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Bebé & Parentalidade

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Porque o futuro dos nossos filhos também é da nossa responsabilidade

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domingo, 25 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Qual a vantagem de cortar o cordão umbilical imediatamente após o nascimento?

Não existe qualquer vantagem em cortar imediatamente após o parto o cordão umbilical. Pelo contrário, o bebé benefecia bastante se o corte for adiado nem que seja por apenas 3 minutos (no mínimo).
In blood tests at two days after birth, there were no significant differences in iron status. But when researchers analyzed blood taken at four months, they found iron concentrations were 45 percent higher in the delayed clamping group, and iron deficiency was significantly more prevalent in those who were clamped early.  Continuar a ler aqui.
Mais sobre este tema aqui.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Faça você mesma

Para quem tenha jeito para a costura... ou esteja disposto a aventurar-se em novas experiências...
Deixo um link com tutoriais para fazerm os seus próprios porta-bebés, fraldas de pano, soutiens e roupas para amamentar, etc... Boas ideias para poupar, reciclar, reutilizar e "creativar" AQUI.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Carlos González em Portugal

O pediatra espanhol Carlos González vai regressar a Portugal no dia 7 de janeiro de 2012 para dar duas palestras sobre alimentação infantil, no Centro Cultural de Cascais.
Autor dos livros Besame Mucho (Pergaminho) e Manual Prático do Aleitamento Materno (Mama Mater e SOS Amamentação) e de outros não publicados em Portugal, Carlos González é um grande defensor da amamentação e do cosleeping (dormir na cama dos pais). Fundou a Asociación Pro Lactancia Materna. É pai de três filhos.

Para assistir às palestras é necessária inscrição prévia. O preço de uma palestra é 25€; assistir às duas custa 40€.
Inscrições e informações podem ser feitas através do email: mamaraopeito@hotmail.com

Programa:
7 de janeiro de 2012, Centro Cultural de Cascais
15h – O apoio no aleitamento materno
Ajudar uma mãe que amamenta é, além de aceitar a sua decisão de amamentar, ajudá-la a conquistar esse objetivo, encontrando soluções para os desafios que se colocam nesse processo.
19h – As crianças e a alimentação
Numa época em que obesidade infantil é uma pandemia nos países desenvolvidos, o pediatra leva-nos a refletir sobre a forma como educamos as crianças a comer.
Your children will see what you're all about by what you live rather than what you say.
Wayne Dyer

domingo, 13 de novembro de 2011

O Renascimento do Parto


Trailler de um documentário a ser lançado brevemente sobre o parto fisiológico e as consequências da tendência de intervir/medicalizar o parto.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Workshop completo sobre Amamentação - 5 de Novembro (Sábado)


“Amamentar, um presente para toda a vida!”
(Dr. Carlos Gonzalez)

Este é um workshop destinado a todas as grávidas, a mães, pais
e a familiares, amigos ou pessoas que dentro da sua comunidade e/ou profissão acompanhem mães em período de amamentação
Alguns dos temas que iremos abordar:

*Benefícios da amamentação vs riscos do leite artificial
*Pega e posições mãe/bebé
*Como se processa a produção de leite
*Como ultrapassar as dificuldades
*Extracção e Conservação do Leite Materno
*Legislação da Protecção na Maternidade e Paternidade
*Visionamento de um documentário sobre Amamentação

Facilitadora: Sofia Carvalho (Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef)



Dia: 5 de Novembro (Sábado)
Hora: 14:30h
Contribuição: 15 euros/individual; 20 euros/casal ou grávida e seu acompanhante (companheiro, mãe, avó, irmã, amiga, etc.)

Local: espaço PER-ANKH - Casa da Vida
Rua Inácio Duarte, 3-A, Carnaxide
E-mail: perankh.pt@gmail.com
Para mais informações e inscrições contacte:
aquihabebe@gmail.com
Telefones: 96 837 64 50
Agradeço a divulgação!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

2º Encontro Maternidade Natural - Sintra - Outubro 2011

Ilustração Sara Teixeira
Estaremos presentes no Encontro Maternidade Natural, em Sintra, com uma palestra especial para grávidas e futuros pais sobre o Plano de Pós-Parto
Para falar sobre tudo aquilo que as mulheres que já foram mães gostariam que alguém lhes tivesse dito antes do bebé nascer..!
Sábado, dia 29 de Outubro pelas 16h. Entrada Livre
Vejam AQUI o programa detalhado.

sábado, 8 de outubro de 2011

Amamentação com Desmame Natural

Temos um grupo/comunidade virtual no Facebook intitulado Amamentação com Desmame Natural.


O propósito deste grupo é tentar acabar com o preconceito da "amamentação prolongada" e promover o desmame natural da criança. Porque a amamentação não passa a ser "prolongada" a partir de uma determinada idade... a amamentação é sempre natural e benéfica enquanto durar!
Não há necessidade de fazer um desmame forçado baseado em factores culturais! O desmame natural e gradual (quando criança e mãe se encontram preparados para tal) é a maneira mais natural e positiva - para todos! - de terminar a amamentação!

Actualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação, poucas mulheres amamentam por mais de dois anos.

Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal. 

Se queres saber mais e partilhar experiências no nosso grupo deixa o teu pedido de adesão com uma pequena mensagem/apresentação aqui.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SMAM 2011



Em plena Semana Mundial do Aleitamento Materno 2011 recebemos a excelente notícia de que podemos contar, em Portugal, com mais 2 Hospitais Amigos dos Bebés:

Hospital de São Bernardo - Setúbal
Hospital Pedro Hispano - Matosinhos
 
Podemos somar estes 2 aos previamente distinguidos como Amigos dos Bebés:
 
    Hospital Garcia de Orta (Almada), desde 2005
    Maternidade Bissaya Barreto (Coimbra), desde Julho de 2007
    Hospital do Barlavento Algarvio (Portimão), desde Outubro de 2008
    Maternidade de Júlio Dinis (Porto), desde  Outubro de 2009
    Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa), desde Janeiro de 2010

Para saberem mais detalhes sobre o que é um Hospital Amigo dos Bebés, entrem neste link.

 
 


sábado, 24 de setembro de 2011

Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade - INSCRIÇÕES ABERTAS -



"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo."

A gestação e o nascimento de um bebé são um período de grandes transformações.

As sessões de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade têm por objectivo fornecer informações actualizadas aos futuros pais, para que estes possam reflectir, preparar-se activamente e fazer as suas escolhas conscientes para este período tão importante das suas vidas.

O objectivo desta preparação é que as grávidas e pais encarem o parto como um evento fisiológico e uma experiência positiva na vida da mulher/casal, que, como tal, deve ser preservada e respeitada.

Os encontros são constituídos por conversas informativas e alguns exercícios prácticos (relaxamento, exercícios de fortalecimento do períneo, treino de posições e medidas de conforto durante o trabalho de parto, etc). São usadas bolas de parto (bolas suíças).
Há filmes para ver, momentos para troca de ideias e é entregue material impresso sobre muitos dos temas.

Alguns dos temas a abordar:

• Alterações físicas e emocionais na gravidez
• Desconfortos comuns da gravidez (e algumas soluções naturais para os mesmos)
• Sinais de alerta - o início do trabalho de parto
• Fisiologia do parto
• Humanização do Nascimento
• Medidas de Conforto para o trabalho de parto
• Procedimentos hospitalares e Recomendações OMS
• Os diferentes tipos de parto
• O plano de parto
• Amamentação
• Cuidados e necessidades básicas do recém-nascido
• O pós-parto


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) 2011



O Dia Mundial da Amamentação comemora-se a 1 de Agosto, sendo que a Semana Mundial do Aleitamento Materno se comemora, este ano, de 1 a 7 de Agosto.

Na Europa, no entanto, visto que Agosto é um mês em que a grande maioria das pessoas se encontra de férias, as actividades da SMAM são adiadas para a semana de 3 a 9 de Outubro.

A WABA (World Alliance for Breastfeeding Action), responsável pela criação da iniciativa, anunciou que o tema da campanha deste ano será "Amamentação, uma experiência a 3D":

A comunicação constitui uma parte importante da promoção do aleitamento materno.
Numa época de globalização, em que a informação é um instrumento fundamental, o tema da SMAM2011 desafia-nos para uma comunicação a vários níveis e entre vários sectores. Se novas formas de comunicação são diariamente criadas e novos canais de informação nos ampliam os horizontes, há que utilizar esses meios para fornecer mensagens sobre aleitamento materno aos nossos pares.

A Direcção Geral da Saúde, em Portugal, já lançou o desafio para a criação de iniciativas na SMAM europeia que poderão ser divulgadas na sua página.


Enquanto esperamos pelas nossas actividades e iniciativas, deixo-vos as belíssimas imagens da SMAM Brasil 2011 que, como já é tradição, conta sempre com conhecidas actrizes que dão a cara e abraçam esta causa de forma admirável, gratuitamente.

Neste link podem ver o vídeo da Betty Gofman onde a actriz dá o seu testemunho sobre a amamentação das suas filhas gémeas.

Mais vídeos da SMAM Brasil 2011 Aqui.

Neste blog, fala-se um pouco mais sobre a SMAM e dão-se sugestões para participar activamente nesta campanha.

E tu, tens uma sugestão? O que gostarias de ver acontecer em Portugal? Em que tipo de iniciativas gostarias de participar? Deixa a tua sugestão!

Página oficial da SMAM 2011

domingo, 17 de julho de 2011

O Mito do Come e Dorme

Poucos serão os bebés que só querem comer e dormir. Na vida fora da barriga há coisas muito mais interessantes para fazer. E ainda bem.

O bebé acabou de nascer. Espalha-se a notícia pelos familiares e amigos. Logo chegam as perguntas da praxe: peso, comprimento, cor do cabelo, e a seguir: «E é bonzinho?» Respondem os pais, orgulhosos: «Sim, uma maravilha, só come e dorme». Ou, caso contrário, os pais respondem, aflitos: «Nem por isso». Claro que é bom que os bebés comam e durmam, mas não é só isso que os bebés sabem fazer.

Espera-se que um recém-nascido durma entre 16 e 18 horas e que coma de três em três horas, mas há bebés que demoram mais a habituar-se às rotinas da vida fora do útero, onde não havia relógios e ninguém mandava em ninguém. Outros nunca se habituam. E isso não é propriamente mau. «O bebé não é um ser monótono, nem é preciso que seja muito sossegado".

Luísa Sotto-Mayor, professora na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, explica que é muito difícil os recém-nascidos seguirem os ritmos idealizados pelos pais, mesmo que o tenham feito dentro da barriga: «O recém-nascido precisa de referências. E a melhor referência é a mãe. Dentro da barriga, sentia-se contido, abraçado, envolvido pelo corpo da mãe, ouvia a sua voz, o bater do seu coração, sentia a sua respiração. Por isso, acalma-se quando se sente aconchegado, na posição fetal ou em contacto com a pele da mãe ou do pai, se este esteve bastante presente durante a gravidez».

Sozinho no berço, o bebé sente-se desamparado e é natural que reclame mais, que chore, que não consiga dormir. Ele quer é colo. Só assim se sentirá seguro.

«Façam o que sentem, façam o que acham que o bebé está a pedir», recomenda Luísa Sotto-Mayor aos pais. E façam-no sem vergonhas, nem complexos. «Muitas mães têm vontade de andar sempre com os bebés ao colo, mas não o fazem porque pensam que estão a habituá-los mal», afirma a enfermeira. Depois desesperam porque ele não pára de chorar no berço. Mas calor humano e aconchego é o que bebés mais precisam. «O bebé chora porque não sabe onde está, nem o que lhe está a acontecer. Ele pensa: mas que é isto? Onde é que eu estou? E a mãe é a melhor pessoa para apresentar o mundo ao bebé, para lhe explicar tudo isto».

Artigo Pais & Filhos, a ler na íntegra aqui.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Duração natural da Amamentação



Vídeo da Universidade de La Laguna, Tenerife, realizado pela parteira Ana Romero Manzano e pela pediatra Marta Díaz Gómez, profesora titular universitária.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Aleitamento com copo: quando é necessário

Sabiam que:

O biberão é o método mais comum de suplementação, porém existem evidências científicas que mostram que a sua utilização interfere significativamente na amamentação, pois as tetinas podem ter um impacto negativo no desenvolvimento do comportamento de sucção do lactente.

O aleitamento materno continua a ser o método de alimentação mais adequado para lactentes, porém o uso do copo é recomendável nos momentos de impossibilidade da amamentação, pois a musculatura activa em ambos os métodos (masseter, temporal e bucinador) é a mesma com a vantagem de não provocar a "confusão dos mamilos” (nipple confusion) no recém-nascido.

Se é imprescindível que o seu bebé tome suplemento num dado período, então vale a pena aprender esta técnica e continuar a amamentar:



Leia mais sobre a "técnica do copinho" aqui


sábado, 4 de junho de 2011

Dia 7 de Junho - Dia Mundial dos Direitos do Nascimento

No dia 7 de Junho (3ª feira) celebra-se o dia Mundial dos Direitos do Nascimento, como Campanha de Consciencialização sobre o impacto do Nascimento.

Conscientes desde há anos da influencia do nascimento nos seres humanos, queremos lançar uma chamada de atenção a todas as pessoas envolvidas no acolhimento aos bebés no momento em que nascem sobre a importância do vínculo extra-uterino.

Numerosas investigações, feitas nas últimas décadas, têm-nos vindo a alertar acerca das nefastas consequências para o bebé ao ser separado da sua mãe no momento do nascimento e como esse facto afecta a relação entre ambos e condiciona a sua socialização durante toda a vida.

Apesar de desde há decadas profissionais e associações de todo o mundo alertarem sobre as graves consequências que acarretam a separação precoce, na maioria dos hospitais e clínicas continuam a separar-se os bebés das mães de forma rotineira.

Não existem evidências ciêntificas para a necessidade de separar mãe e bebé nesse momento tão importante, que é o Nascimento.


Direitos do Nascimento
  • Primeiro: O bebé tem direito ao reconhecimento da sua capacidade física e emocional, na sua vida intra-uterina e extra-uterina, e especialmente durante a transição entre ambas.
  • Segundo: O bebé intra-uterino tem direito a que o bem estar emocional da sua mãe não seja alterado por excesso e abuso de controlo durante a gravidez(1) .
  • Terceiro: O bebé e a sua mãe têm direito a que se respeitem o momento, o ritmo, o ambiente e a companhia no parto/nascimento e que o mesmo decorra de forma fisiológica. Um bebé e uma mãe sãos têm direito a não ser tratados como doentes(2).
  • Quarto: O bebé e a sua mãe têm direito a intimidade e respeito antes, durante e depois do nascimento/parto (3).
  • Quinto: O bebé e a sua mãe têm direito a permanecer juntos nas horas e dias seguintes ao nascimento. Nenhuma observação ou estadia hospitalar justificam a separação de ambos (4).
  • Sexto: O bebé tem direito a disfrutar de aleitamento materno "a pedido", pelo menos, durante o primeiro ano. Que durante a sua estadia hospitalar se respeitem os "10 passos da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés" estabelecidos pela Unicef e pela OMS.
  • Sétimo: O bebé tem o direito a ser acompanhado pessoalmente pela sua mãe, como mínimo, durante o primeiro ano. A mãe tem direito a desfrutar de contacto íntimo com o seu bebé sempre que necessário.
  • Oitavo: O bebé prematuro tem direito a permanecer junto ao corpo de sua mãe até adquirir peso e condições optimas de saúde. Nenhuma unidade de neonatologia é mais saudável para o bebé que a pele materna (6).
  • Nono: O bebé tem direito a permanecer junto ao corpo de sua mãe durante os primeiros meses de vida extra-uterina. O contacto corpo com corpo é vital para instaurar no bebé sugurança e confiança.
  • Décimo: O bebé tem direito a que sejam os seus pais, quem, pessoalmente, tomará as decisões e quem procure a informação relacionada com o seu bem estar (4).
  • Referências:
    (1) Michael Odent. Primal Health. El efecto nocebo del cuidado prenatal.
    www.birthpsychology.com/primalhealth
    (2) OMS, 1996. Cuidados en el parto normal: una guía práctica.
    www.elpartoesnuestro.es/components/com_docman/documents
    /Cuidados_parto_normal.pdf

    (3) Chalmers B, Mangiaterra V, Porter R, Principios de la OMS sobre cuidado perinatal. Birth 2001; 28: 202-207.
    holistika.net/articulo.php?articulo=52002.html
    (4) Derechos del niño hospitalizado.
    hospitalalassia.com/burocratica/Derechoninosinternado.htm
    (5) Iniciativa Hospital Amigo de los niños.
    www.ihan.org.es/10pasos.htm
    (6) Método madre canguro para reducir la morbimortalidad de neonatos. revisión Cochrane.
    www.update-software.com/abstractsES/AB002771-ES.htm
O dia 7 de Junho foi declarado pela Plataforma pro Derechos del Nacimiento e proposto à O.M.S. como "Dia Mundial dos Direitos do Nascimento".

Links:

Plataforma pro Derechos del Nacimiento

Que no os separen!

Documentário Restaurando el Paradigma Original de Nills Bergman

La hora Siguiente al Nacimiento, de Michel Odent



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