segunda-feira, 30 de maio de 2011

Workshop intensivo de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade


*Serão 3 domingos no mês de Junho: dias 5, 12 e 19 - das 10:30 às 17:30

*No espaço Art of Living, na bela vila de Sintra

*Destina-se a grávidas e seus acompanhantes (pai do bebé ou outra pessoa da sua escolha)


A gestação e o nascimento de um bebé são um período de grandes transformações.


As sessões de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade têm por objectivo fornecer informações actualizadas aos futuros pais, para que estes possam reflectir, preparar-se activamente e fazer as suas escolhas conscientes para este período tão importante das suas vidas.

O objectivo desta preparação é que as grávidas e pais encarem o parto como um evento fisiológico e uma experiência positiva na vida da mulher/casal, que, como tal, deve ser preservada, respeitada e vivida activamente.

Os encontros são constituídos por conversas informativas e alguns exercícios prácticos (relaxamento, exercícios de fortalecimento do períneo, treino de posições e medidas de conforto durante o trabalho de parto, etc). São usadas bolas de parto (bolas suíças).
Há filmes para ver, momentos para troca de ideias e é entregue material impresso sobre muitos dos temas.

Alguns dos temas a abordar:

• Alterações físicas e emocionais na gravidez
• Desconfortos comuns da gravidez (e algumas soluções naturais para os mesmos)
• Sinais de alerta - o início do trabalho de parto
• Fisiologia do parto
• Humanização do Nascimento
• Medidas de Conforto para o trabalho de parto
• Procedimentos hospitalares e Recomendações OMS
• Os diferentes tipos de parto
• O plano de parto
• Amamentação
• Cuidados e necessidades básicas do recém-nascido
• O pós-parto

Contribuição: 125 euros por casal - grávida + acompanhante
Facilitadora: Sofia Carvalho

Onde:
- espaço Art of Living
Largo Ferreira de Castro nº3 r/c, Sintra
E-mail:
art.of.living1@gmail.com
Telef:
21 924 89 69 - 96 674 1439


Para inscrições e mais informações contacte:

aquihabebe@gmail.com
T - 96 837 64 50

Sobre o "toque"

Para fazer este exame, a mulher tem de estar deitada de costas, com as pernas afastadas e dobradas sobre os joelhos. Depois, o profissional de saúde introduz dois dedos na vagina até alcançar o colo do útero, para avaliar o seu estado de maturação, apagamento ou dilatação. Embora invasivo, o exame, se for apenas uma mera observação, é rápido e não deve ser doloroso. Já os toques consecutivos são desnecessários, incomodativos e têm riscos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que «o número de exames vaginais deve ser limitado ao estritamente necessário; durante a primeira parte do trabalho de parto [dilatação], habitualmente, um exame vaginal de quatro em quatro horas é suficiente». No documento Care in Normal Birth – a pratical guide explica-se ainda que «se o parto decorrer serenamente, profissionais de saúde experientes podem limitar o número de exames vaginais a um. Idealmente, a observação necessária para determinar que existe parto activo, ou seja, dilatação». Apesar disso, o número de toques vaginais a efectuar durante o parto dificilmente gera consenso.

O toque serve para avaliar

Posição do colo uterino: posterior, anterior ou intermédio;

Extinção (ou apagamento) do colo uterino: formado, isto é sem apagamento, 50% apagado, 80% apagado e apagado;

Dilatação do colo uterino: até dez centímetros;

Consistência do colo uterino: duro ou mole;

Descida e rotação da cabeça do bebé.

À medida que a gravidez se aproxima do fim, o colo vai progressivamente, orientando-se de posterior para anterior, encurtando, dilatando e perdendo consistência.

O toque não avalia

A compatibilidade feto-pélvica (proporção entre o tamanho do bebé e a pélvis da mãe);

Quanto tempo falta para o bebé nascer.

Efeitos secundários

Aumento do risco de infecção: mesmo quando realizado com cuidado e com luvas, há sempre o risco de levar microorganismos da vagina ao canal cervical.

Interfere com a progressão normal do trabalho de parto.

Afecta a mulher emocionalmente: o toque invade a privacidade, pode ser desconfortável e obriga a mulher a uma posição pouco facilitadora do parto. Além disso, se se diz a uma mulher que tem quatro centímetros de dilatação e, passada uma hora e muitas contracções, depois de novo toque, se diz que ainda mantém os quatro centímetros, o sentimento vai ser de desânimo, quando o que se pretende é o contrário.

Durante a gravidez

Sempre que a grávida se queixa de contracções, mesmo que a data prevista para o parto ainda esteja longe, é normal haver uma observação vaginal para verificar se existe ou não trabalho de parto.

É também hábito, entre os obstetras, efectuar o toque com periodicidade semanal nas consultas a partir das 38 semanas para avaliar se o colo do útero está a modificar progressivamente ao longo das semanas. E é numa destas consultas que, muitas vezes, fazem a tal «maldade» – descolamento de membranas – para acelerar o início do trabalho de parto.

Se forem seguidas as recomendações da Organização Mundial de Saúde, que apontam sempre no sentido de, em situações normais, interferir o menos possível no processo natural do nascimento, não haverá necessidade de fazer toques antes do final da data prevista para o parto e, ainda menos, de descolamento de membranas.

Texto de Patrícia Lamúrias
Revista Pais&Filhos
17 de Maio/2011
Podem ler o artigo completo aqui.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Encontro de Alternativas em Sintra


É com muita alegria que vos comunico a participação Aqui há Bebé no Encontro de Alternativas em Sintra!

Estaremos presentes no local do Encontro, nos jardins da Biblioteca Municipal de Sintra (Junto à CP de Sintra) nos dias 27, 28 e 29 de Maio.

Vamos facilitar 2 palestras de entrada livre e gratuita:

6ª feira às 18h – “Necessidades básicas da mulher no trabalho de parto”

domingo às 11h –“Amamentar, um presente para toda a vida”

No nosso espaço teremos também disponível o serviço de apoio à amamentação (gratuito nestes 3 dias).

Faremos, em breve, a divulgação de um workshop intensivo (3 dias) de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade, a decorrer em Junho. Com descontos para inscrições feitas durante o Encontro.

Podem consultar todo a programação Aqui.

Agradecemos a vossa presença e divulgação!

sábado, 23 de abril de 2011

Benefícios do Omega 3 durante a gravidez e no pós-parto


A ingestão de omega 3 (através de uma alimentação cuidada) durante a gravidez, reduz o risco de depressão pós-parto, é o que sugere este estudo, recentemente apresentado.

Os benefícios do omega 3 já são bem conhecidos no desenvolvimento do sistema nervoso do bebé (quer durante a gestação, quer posteriormente, durante a amamentação).

Uma dieta rica em omega 3 pode ainda reduzir o risco de parto prematuro e pré-eclampsia.
No pós-parto ajuda a reduzir o risco de depressão pós-parto e a lidar com o cansaço psicológico pós-parto (conhecido como "mummy brain").

Como fazer uma alimentação rica em omega 3? Ficam alguns dos alimentos mais ricos neste ácido gordo:

- salmão*
- sardinhas*
- bacalhau*
- sementes de linhaça
- sementes de chia
- castanhas e nozes
- vegetais de folha verde escura
- óleos vegetais (azeite, milho, soja, girassol)

*Actualmente questiona-se bastante os possíveis prejuízos dos peixes carregados com mercúrio na alimentação. Os peixes com maior teor de mercúrio são: o cação, o peixe-espada (branco e preto), o espadarte e o atum. Os peixes grandes e predadores de águas profundas são mais ricos em mercúrio do que os peixes mais pequenos. Assim, deve evitar comer mais de duas vezes por semana os peixes anteriormente citados e o fígado de todos os peixes, e a preferir os peixes pequenos e ricos em omega 3.

A hora seguinte ao nascimento: Deixem a Mãe e o bebé em Paz!

A hora que se segue ao nascimento é, sem dúvida, uma das fases mais críticas na vida dos seres humanos.

O que está envolvido neste momento que torna este período tão crítico e delicado? Porque é tão importante que seja preservado e respeitado?

Eis alguns dos processos envolvidos:

- necessidade repentina de se adaptar à respiração por parte do recém-nascido

- efeitos das hormonas (dão-se tranformações importantes nesta fase que se for perturbada podem ser alteradas)

- vinculação entre mãe-bebé

- início da amamentação

- adaptação metabólica

- adaptação bacteriológica

- processo de termoregulação

- adaptação à gravidade

Conseguem imaginar tudo isto a acontecer tranquilamente enquanto levam o bebé para aspirar, pesar, analisar, vestir, etc...? Será que essa pressa de intervir se justifica em bebés e mães saudáveis? Ou será que afinal se perde demasiado...?

Podem ler mais informação aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

De casal a família


Quando nasce um bebé o relacionamento entre o casal altera-se. E normalmente este é mais um dos temas do qual não se fala muito...

Muitas vezes o par é apanhado de surpresa por toda a atenção que um bebé exige, e que deixa pouco ou nenhum tempo para a relação a dois.

A mãe, nos primeiros tempos, dedica-se exclusivamente ao bebé, a cuidá-lo, a amamentá-lo, o que só por si a deixa bastante cansada e menos disponível para namorar (até por questões hormonais). O papel do pai seria o de apoiar a mãe em tudo o que esta necessita, para que possa cuidar do bebé e descansar quando possível. O pai deveria compreender que isto é uma situação temporária e que nesse momento se deveria dar prioridade ao bebé. Mas será que todos aceitam dar sem esperar nada em troca...?

"O pai apoia a mãe para que esta possa criar o bebé; a mãe apoia o crescimento e desenvolvimento vital do filho; o filho recebe todo o amor que precisa para crescer em harmonia. E pronto...? Não, não é assim tão fácil. Porque não basta saber isto. É preciso compreendê-lo profundamente, integrá-lo, harmonizar esta informação com as nossas próprias necessidades, estarmos consciêntes das nossas carências, testar os nossos limites, enfrentarmos os nossos receios. Ser mãe ou pai implica uma revolução interior da qual há que saír fortalecido ou cheio de rancor e exaustão."

Continua aqui.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Disponibilidade Para Amamentar

Somos mamíferos- ainda que esquecemos- porque temos mamas. E todas as mamíferas foram designadas para amamentar suas cria. Portanto, todas somos capazes de nutrir ao bebê recém nascido com o leite que vem naturalmente do interior de nosso corpo. É verdade que o conceito “natural” está completamente manipulado pela cultura, por isso nos ater ao que é ou não “natural” costuma parecer-nos bastante complexo.

Então depositamos tantas fantasias no alimento, no que é bom ou não oferecer ao bebê, que o “dar de comer” se converteu em todo um problema para as mães modernas. Inclusive dar de mamar passou a ser algo difícil de conseguir, algo que há que superar, controlar e estudar ao pé da letra para ter sucesso. É estranho que em somente 50 anos da recente história é esquecemos a natureza, a simplicidade e o silêncio com que as mulheres sempre amamentaram aos nossos filhos desde que existe a humanidade.

A realidade é que a amamentação é fundamentalmente contato, conexão, braços, silêncio, intimidade, amor, doçura, repouso, permanência, sono, noite, solidão, fantasia, sensibilidade, olfato, corpo e intuição, ou seja, tudo é muito distante das receitas pediátricas e de todos os “deve ser” que pretendemos cumprir no papel de mães.

A amamentação falha quando a colocamos dentro dos parâmetros de “melhor alimento”. Quando calculamos, medimos, pesamos ou estamos atentas às quantidades e tempos em que o bebê tomou ou deixou de tomar. Não se trata de pensar no que come. Se trata de estar junto. É algo tão “natural” que esquecemos-o. Porque quase não mantemos relações afetivas de modo simples, sem projetos nem objetivos.

Para ser uma boa mãe, acreditamos que devemos dar ao bebê o melhor. E se o melhor não é quantificável, a amamentação falha. A questão vai além dos desejos ou ilusões sobre um bom alimento, somos um exército de mães que não podemos dar de mamar aos nossos filhos, somos mães a quem nos sangram os mamilos, nos ferem e o pior de tudo: o bebê volta a pedir como se não houvesse sido suficiente o que mamou uma hora antes. Temos a sensação de que as contas nunca dão bons resultados em matéria de amamentação. Não se pode viver assim!

Pensemos que nenhuma de nós cria seus próprios filhos de modo diferente de como vive a vida cotidiana. Se somos obsessivas e cuidadosas, assim seremos no vínculo com o bebê, se temos postas nossa identidade no sucesso profissional, assim seremos com o bebê. Se não podemos deixar de pensar, assim seremos com o bebê. Se temos milhões de interesses pessoais, assim seremos com o bebê. Se a autonomia e a liberdade pessoal são pilares da nossa identidade, assim seremos com o bebê. Se nos nutrimos das relações sociais, assim seremos com o bebê. Enfim, revisando a vida que construímos antes do nascimento do bebê, poderemos reconhecer facilmente que distância há entre nossa vida e a proposta para uma amamentação feliz. Não uma amamentação com sucesso, porque ao bebê não lhe importa o sucesso, o aumento de peso segundo as curvas estabelecidas ou as horas de sono. Falo de felicidade e do bem-estar do bebê. Falo do bebê conectado, que busca o olhar da mãe e sorri. Falo de bebê que não se conforma se não está no colo. Falo do bebê sereno na medida em que perceba um máximo de prazer.

Prazer e conforto, para um bebê recém nascido, é tudo o que se assemelhe ao útero onde morou por 9 meses. Ou seja, contato permanente, alimento permanente, movimento, calor, ritmo cardíaco, suor, odor e o doce timbre da voz de sua mãe. Se isto se sucede, o leite materno flui. Não há mais segredo que o repouso, a disponibilidade corporal, a intimidade e a disposição para ter o bebê “sempre coladinho” durante as 24 horas do dia.

Porém, a realidade cotidiana das mulheres é muito distinta. Acostumamos nos preparar para o parto, mas não para a maternidade. Ou, em todo caso, não nos preparamos para abandonar a autonomía que adquirimos com muito esforço e vontade.

Portanto, digamos com todas as letras: para dar de mamar temos que estar dispostas a perder toda a autonomia, liberdade e tempo para nós mesmas. É uma decisão. Na medida em que optemos por uma modalidade, perderemos vantagens na outra. Explicando de outra forma: se nos apegamos a nossa liberdade pessoal, possivelmente o bebê tenha que se conformar com outros alimentos, porque mãe e filho não encontrarão prazer nem relaxarão na amamentação. Ou, ao contrário, se decidimos dar prioridade a amamentação, perderemos liberdade e vida própria.

Ambas as situações, amamentação e liberdade, não são compatíveis. Ninguém pode determinar o que é que cada qual deve fazer. Mas sim é importante que saibamos o que ganhamos e o que perdemos frente a cada decisão.

Gutman, Laura. Livro: A revolucao das maes: o desafío de nutrir aos nossos filho, pg 99-101
Por Laura Gutman
Tradução: Sandra CP.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo."

A gestação e o nascimento de um bebé são um período de grandes transformações.

As sessões de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade têm por objectivo fornecer informações actualizadas aos futuros pais, para que estes possam reflectir, preparar-se activamente e fazer as suas escolhas conscientes para este período tão importante das suas vidas.

O objectivo desta preparação é que as grávidas e pais encarem o parto como um evento fisiológico e uma experiência positiva na vida da mulher/casal, que, como tal, deve ser preservada e respeitada.

Os encontros são constituídos por conversas informativas e alguns exercícios prácticos (relaxamento, exercícios de fortalecimento do períneo, treino de posições e medidas de conforto durante o trabalho de parto, etc). São usadas bolas de parto (bolas suíças).
Há filmes para ver, momentos para troca de ideias e é entregue material impresso sobre muitos dos temas.

Alguns dos temas a abordar:

• Alterações físicas e emocionais na gravidez
• Desconfortos comuns da gravidez (e algumas soluções naturais para os mesmos)
• Sinais de alerta - o início do trabalho de parto
• Fisiologia do parto
• Humanização do Nascimento
• Medidas de Conforto para o trabalho de parto
• Procedimentos hospitalares e Recomendações OMS
• Os diferentes tipos de parto
• O plano de parto
• Amamentação
• Cuidados e necessidades básicas do recém-nascido
• O pós-parto


quinta-feira, 3 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

"Não quer dormir sozinho" por Laura Gutman

É claro que as crianças não querem dormir sozinhas! Não querem, nem devem. Os bebês que não estão em contato com o corpo de suas mães, experimentam um inóspito universo sombrio que os afasta do desejo de bem estar que traziam consigo desde o período em que viviam no ventre amoroso de suas mães. Os recém-nascidos não estão preparados para um salto no escuro: a um berço sem movimento, sem cheiro, sem som, sem sensação de vida.

Esta separação do corpo da mãe causa mais sofrimentos do que podemos imaginar e estabelece um contra-senso na relação mãe-filho. Não há nenhum problema em trazer as crianças para nossa cama. Todos estaremos felizes. Basta experimentar e constatar que a criança dorme sorrindo, que a noite é suave e que nada pode ser contraproducente quando há bem-estar. Lamentavelmente as jovens mães desconfiam da própria capacidade de compreender os pedidos dos filhos, que são inconfundivelmente claros. É socialmente aceita a idéia de que satisfazer as necessidades de um bebê o transforma em “mimado”, ainda que obtenhamos na maior parte das vezes o resultado oposto do esperado, já que na medida em que não dormimos com nossos filhos, nem os tocamos, nem os apertamos, eles nos reclamarão mais e mais.

Pensemos que o “tempo” para as crianças pequenas é um momento doloroso e comovente se a mãe não as acode, ao contrário das vivências intra-uterinas, onde toda a necessidade era atendida instantaneamente. Agora, a espera dói. Se as crianças precisam esperar muito tempo para encontrar conforto nos braços de sua mãe, se aferrarão com vigor aos seios, mordendo, ferindo-os ou chorando, assim que consigam este acesso. O medo será a principal companhia, pois saberão que a ausência da mãe voltará a qualquer momento a assombrá-los. As crianças tem o direito de exigir o contato físico, já que são totalmente dependentes dos cuidados maternos. Têm consciência de seu estado de fragilidade e fazem o que toda criança saudável deve fazer: exigir cuidados suficientes para sua sobrevivência. A noite é longa e escura, e nenhuma criança deveria passar por isso sozinha.

Até quando? Até que a criança não precise mais.

Laura Gutman

Publicado originalmente en la Newsletter de Marzo de 2011

http://www.lauragutman.com/newsletter/laura_gutman_mar11.html

Tradução livre de Bianca Balassiano Najm

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quando a mãe trabalha fora, por Carlos González

Estou preocupada porque meu filho de três meses não aceita o biberão. Já tentámos toda a variedade de tetinas e diferentes fórmulas. O pediatra disse-me para parar de amamentar, para que ele possa habituar-se ao biberão, mas ele ficou nos últimos três dias sem comer e continua a não querer. Eu voltei a amamentá-lo, mas agora já não tenho leite suficiente e ele parece faminto após a mamada. O que posso fazer para ele aceitar o biberão? Irei retornar ao trabalho em breve e preciso desmamá-lo antes disso.

Esta mãe foi vítima de dois erros frequentes envolvendo amamentação e regresso ao trabalho.

O primeiro erro foi fazê-la acreditar que ela precisava desmamar seu filho antes de retornar ao trabalho. Isso não é necessário. Na pior das hipóteses, ela poderia tentar uma alimentação mista: amamentar antes e depois do trabalho e oferecer leite artificial quando ausente. Todas as crianças (e todas as mães) vivenciam um período difícil quando elas precisam se separar por causa do trabalho, e a amamentação pode ser um maravilhoso caminho entre a separação e o reencontro. Muitas mães encontram soluções satisfatórias melhores que oferecer fórmula: muitas levam os seus bebés para o trabalho, outras trabalho compartilhado, algumas conseguem que o bebé seja levado a elas para serem amamentados, outras extraem e fazem stock do seu leite. Melhor ainda, se o seu bebé já tiver idade para a introdução dos sólidos, deixe que o bebé se alimente de comida na sua ausência (esta é uma exceção para a regra geral de amamentar o bebé antes de oferecer os primeiros sólidos).

Quando você sai para o trabalho (ou quando sai para passear o cão), o seu bebé não sabe onde você está e quanto tempo você vai demorar. Ele ficará muito assustado e chorará como se você fosse deixá-lo para sempre. Vai levar alguns anos até que seu bebé seja capaz de ficar longe de você sem chorar e antes que ele entenda que a “mamã vai voltar logo”. Sempre que você voltar, vai abraçá-lo, amamentá-lo e o bebé pensará: “outro alarme falso!”. Mas se você retornar ao trabalho e tentar desmamá-lo abruptamente e ao mesmo tempo, quando você volta do trabalho, o bebé pede para mamar e você recusa, o que o bebé irá pensar? “Ela me abandonou porque não gosta mais de mim.” Esse é o pior momento para o desmame.

O segundo erro foi acreditar que o bebé precisa de um biberão (ou sólidos, o que é menos mau) quando você retorna ao trabalho, e você deve acostumá-lo com uma primeiro. Se você o treinar a habituar-se ao biberão, a única coisa que você vai conseguir é arranjar sarilhos: em vez de quatro meses de amamentação exclusiva, você terá três. Mas o que é mais relevante aqui, como a gente viu no exemplo acima, o bebé muitas vezes recusa o biberão Ainda que a mãe extraia o seu leite e tente dar no biberão, muitos bebés recusam.

E a razão é que os bebés não são parvos. Se a mãe não está em casa e a avó vem com um biberão (ou melhor ainda, com um copinho para evitar a confusão de bicos), duas coisas podem acontecer. Primeiro, se o bebé não estiver com fome, ele provavelmente não aceitará nada. Ele vai compensar isso quando a mãe regressar. Muitos bebés dormem a maior parte do tempo quando estão distantes das mães, e então vão mamar à noite. A outra possibilidade é, se o bebé estiver com fome (e especialmente se houver leite materno no biberão), ele poderá bebê-lo e pronto. E ele deve estar pensando: “Bem, ela não está aqui, então é isso que eu tenho que fazer.”

Mas se mãe está em casa e o bebé pode ver e sentir o peito, como é que ele vai aceitar um copinho ou biberão? Ele deve pensar: “A minha mãe deve estar louca, ela tem o peito aqui e quer dar-me essa coisa?” E ele insiste: “É o peito ou nada!”

Do livro My child won´t eat!, do Dr. Carlos González


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sobre o Desmame Natural

"Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal."

Excerto de um texto
do Boletim Cientifico da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, a ler na íntegra aqui.

Amamentar por mais do que 6 meses protege a saúde mental das crianças

Podem ler a notícia aqui.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Giveaway Janeiro 2011




Olá a todo(a)s!
Temos um pequeno giveaway a decorrer na nossa página do Facebook, com ofertas Medela. Temos 3 amostras para dar: um conjunto de discos descartáveis, um saco de conservação para leite materno (BPA free) e um saco Quick Clean (para esterlização rápida no micro ondas).
Para ganhar só têm que clicar em "Like" na nossa página (se ainda não o fizeram) e comentar o post referente ao giveaway, dizendo porque gostariam de ganhar.
O sorteio é feito no final do mês em http://www.random.org/ e anunciado na nossa página de Facebook.
Divulguem!

Podem aceder ao giveaway aqui.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Workshop completo sobre Amamentação - 16 de Janeiro (domingo)

“Amamentar, um presente para toda a vida!”
(Dr. Carlos Gonzalez)

Este é um workshop destinado a todas as grávidas, a mães, pais
e a familiares, amigos ou pessoas que dentro da sua comunidade e/ou profissão as acompanhem neste importante processo.

Alguns dos temas que iremos abordar:

*Benefícios da amamentação vs riscos do leite artificial
*Pega e posições mãe/bebé
*Como se processa a produção de leite
*Como ultrapassar as dificuldades
*Extracção e Conservação do Leite Materno
*Legislação da Protecção na Maternidade e Paternidade


Facilitadora: Sofia Carvalho (Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef)
Local: Art of Living – Largo Ferreira de Castro nº3 r/c Sintra – Telef: 21
924 89 69 - 96 674 1439 (Mapa aqui)
Destinatários: Grávidas, mães, pais, avós, pessoas que dentro da sua comunidade e/ou profissão acompanhem mulheres em período de amamentação.
Dia: 16 de Janeiro (domingo)
Hora: 10:30h
Contribuição: 20 euros/casal ou grávida e seu acompanhante (companheiro, mãe, avós, irmã, amiga, etc.) – 15 euros/individual

Para mais informações e inscrições contacte:
aquihabebe@gmail.com ou art.of.living1@gmail.com
Telefones: 96 837 64 50 - 21 924 89 69 - 96 674 14 39

Agradeço a divulgação!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Felizes entradas em 2011

"Whatever you fight, you strengthen, and what you resist, persists." Eckhart Tolle

Nada melhor para começar um novo ano do que libertarmo-nos daquilo que não nos faz falta, sem ressentimentos, em paz interior. Entrar em Paz no novo ano, sentindo-nos gratos e felizes por aquilo que temos.

Os meus desejos para 2011 são muito simples:

Aceitação, Libertação e Dádiva

- Aceitar que não podemos mudar tudo nem todos mas que pequenos gestos podem significar tudo para alguém; Aceitar que as pessoas não são todas iguais, não criar expectativas
- Libertar sentimentos menos bons. Esquecer, deixar seguir, viver um dia de cada vez
-Dar e dar-se é das coisas mais gratificantes que podemos sentir

Reflexão sobre o comportamento infantil

Recentemente assisti a dois episódios que me entristeceram e fizeram pensar um pouco mais sobre este tema:

O primeiro passou-se numa reunião de pais no infantário do meu filho. Alguns pais queixaram-se de que os filhos (3 anos) não conseguiam concentrar-se. Uma mãe em particular relatava, preocupada, que a sua filha de 3 anos não conseguia estar sentada a desenhar e a pintar durante muito tempo. Fazia-o durante um bocado mas depois levantava-se e ía brincar... Foi conversa para uma boa parte da reunião e falou-se bastante em palavras como "problema", "dificuldade" e "não ser capaz".

O segundo episódio passou-se numa festa de aniversário para a qual o meu filho foi convidado. A festa passou-se numa espécie de parque infantil onde havia insufláveis, piscinas de bolas e circuitos para as crianças brincarem. Estava lá uma monitora que de vez em quando chamava as crianças para propor jogos.
A primeira vez que as chamou, as crianças estavam a brincar no parque há 30 minutos ou menos. A rapariga chamou-as e disse que tinham que vir todos sentar-se no chão, sossegados e em círculo. Aos poucos começaram a vir mas houve um menino que continuou a correr. A monitora continuou a chamá-lo... o menino (devia ter uns 6 ou 7 anos) aproximou-se do grupo mas não se quis sentar e continuou a saltitar... a monitora insistiu que ele tinha que se sentar sossegado como os outros meninos... mas o menino não se sentava...
A situação não durou mais do que uns 4 ou 5 minutos até a monitora perguntar aos pais, em voz alta, em frente a todas as crianças e a todos os outros pais "Ele tem algum problema?".

Porque é que hoje em dia temos tanta dificuldade em lidar com os comportamentos infantis?
Porque é que se valoriza tanto a "normalidade" e os padrões?




sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Desejo um Natal muito Feliz a todos!
Que o vosso Natal seja recheado de Paz, Amor, Luz e Calor!
Que ofereçam presentes feitos com o Coração! Que falem nesta quadra com todos os vossos Amigos (mesmo aqueles que já não vêm à muito tempo).
Que beijem e abracem aqueles que vos rodeiam.
Que se sentem à mesa e convivam com os vossos nesta noite especial.

Deixo-vos uma das minhas músicas preferidas, que a autora dedica à Paz Mundial:


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