sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Breast is not the best, it's just NORMAL

Amamentar é normal e natural, não algo excepcional e especial que apenas algumas mães têm a "sorte" de conseguir!
As fórmulas artificiais são uma alimentação alternativa, que deve ser usada com ponderação, nos casos excepcionais em que é necessária pois comporta riscos para a saúde do bebé e da mãe.

Mais sobre os riscos do leite artificial aqui.



Se sente dificuldades a amamentar, ou se deixou de amamentar precocemente e gostaria de retomar, procure apoio!

A importância do vínculo entre mãe e filho

A presença da mãe é essencial para a criança nos primeiros anos de vida. E a ausência tanto dela como do pai na educação e na rotina diária pode trazer sérios prejuízos à personalidade do pequeno. Essa é a opinião do pediatra José Martins Filho, professor de pediatria da Unicamp e que atua como médico há mais de quatro décadas. Martins é autor do livro A Criança Terceirizada (editora Papirus), uma obra polêmica, na qual defende que a criança de hoje está sendo abandonada, e sua educação, delegada a terceiros, da avó à escola ou creche. E que isso independe da classe social. No momento, o pediatra está finalizando seu próximo livro, no qual deve continuar esse debate. A obra tem como título provisório A Difícil Arte de Educar no Século XXI.

José Martins Filho esteve, no final de novembro, no 3ª Conferência Internacional Sobre Humanização do Parto e Nascimento, que aconteceu em Brasília e teve o apoio do Ministério da Saúde. No evento, o pediatra participou de uma mesa-redonda sobre o vínculo entre mãe e filho.

Algumas das afirmações do pediatra durante a entrevista:

A trajetória das crianças na história da humanidade é semelhante em todas as partes do mundo. Eu falo no livro, inclusive, das crianças escravas, das indígenas e, principalmente, no momento atual, das faveladas e marginalizadas na rua. A criança, infelizmente, não tem produção econômica, embora seja o futuro da humanidade de qualquer país e os investimentos para cuidá-las são muito poucos. Se o que se gasta em guerras e na fabricação de armas pelo mundo fosse gasto em educação e cuidados com elas, seguramente teríamos uma perspectiva muito melhor para todas elas.

Ninguém escapa à falta de amor, incentivo, apoio, afeto, seja rico ou pobre. Claro que uma vida miserável, até certo ponto, pode facilitar o abandono. Mas existem, como digo no meu livro, as gaiolas de ouro: crianças ricas, aprisionadas, sem carinho e sem a presença dos pais, em um mundo que as transforma em miniexecutivas.

O problema está em uma sociedade hedônica, narcisista, consumista, em que as pessoas vivem para gastar, comprar, pagar contas, às vezes para sobreviver porque não têm escolhas. Mas muitas vezes porque não param para pensar onde e como querem chegar a essa correria do dia a dia.


Trabalhar é possível. O que é preciso é priorizar a questão da criança, é dar prioridade mesmo. Se ela está doente e com febre, acompanhe-a ao médico, fique com ela, peça um atestado,
queira progredir mais na carreira do afeto e do amor com seus filhos do que na carreira pessoal no trabalho.

Podem ler a entrevista completa aqui.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Menopausa

Nesta fase de introspecção, prestes a chegar ao Inverno, proponho uma reflexão sobre a Menopausa, não como um fim mas como o início de um período novo e frutífero:

Muitas mulheres menopáusicas sonham que estão a dar à luz. Esses sonhos de parto são importantes - significam que há muito dentro de nós que necessita de vir à luz. Nesta cultura, as mulheres que estão prestes a entrar na menopausa, ou que já a iniciaram, necessitam mais do que nunca mergulhar fundo dentro de si próprias e dar à luz o que lá aguarda por ser expresso. Não podemos continuar a deixar que a nossa cultura silencie a sabedoria da mulher sábia - a mulher que contém o seu sangue sagrado.

Escreve Susun Weed: "O processo da menopausa - não o último menstruo, a última gota de sangue, mas todos os treze anos do processo da menopausa - prepara o caminho para o ritual iniciador à volta do mundo, tal como as necessidades/capacidades das mulheres menstruadas se tornam a base de todas as outras iniciações.
Durante o processo de menopausa, cada mulher vê-se imersa e na criação de três fases clássicas de iniciação: isolamento, morte e renascimento... Os nossos corpos femininos insistem na totalidade, integridade, verdade e mudança. Por muito que uma mulher gostasse de negar o seu eu-sombra, o seu corpo não lho permitiria. A menopausa confronta cada mulher e, assim, toda a comunidade com a escuridão, o desconhecido."

Com ou sem o auxílio das hormonas, toda a mulher beneficiará se entrar na menopausa conscientemente, pronta a recolher os dons disponíveis nesta fase da vida. O que temos a perder não se compara em valor com o que temos a ganhar: encontrar as nossas próprias vozes e a coragem de falar a nossa verdade. Quando as mulheres o fazem, são verdadeiramente irresistíveis no seu poder e beleza. Tenho notado que, onde quer que vá, cada vez mais mulheres com mais de cinquenta anos têm melhor aspecto do que jamais tiveram. Como cultura, estamos verdadeiramente a redifinir o que significa envelhecer com sabedoria.


Apenas há alguns anos, a minha mãe começou a expressar a sua criatividade e ligação com os animais, aprendendo a arte de os esculpir em pedra. Até então, nunca se tinha considerado criativa nem artística... e estava demasiado ocupada a criar cinco filhos para descobrir os seus dons nesta área.
Mas agora, aos setenta e um anos, o trabalho dela é belo e inspirador - ela, como tantas outras depois da menopausa, descobriu aspectos de si própria que não sabia que existiam. Também intervém muito nas reuniões municipais e outros debates do seu interesse. Já não receia dizer a verdade num grupo ou na própria família. Diz ela: "Não tenho nada a perder, e cheguei à conclusão de que as pessoas podem muitas vezes beneficiar do que tenho para dizer."

Num casamento familiar recente, conduzi um ritual de benção para a noiva do meu irmão, para celebrar o seu casamento próximo e lhe dar as boas vindas à nossa família (...) O leque de idades daquele círculo ía dos dezasseis aos oitenta e três anos. Senti-me abençoada por termos a sabedoria de três mulheres mais velhas, fortes, poderosas e capazes à disposição de todas nós naquele círculo, mas especialmente pela minha filha. Que previlégio é ter mulheres honestas, directas, fisicamente saudáveis, com mais de setenta anos, nas nossas vidas. Dão-nos esperança, coragem e orientação para o caminho à nossa frente. Como cultura, estivemos demasiado tempo sem essas mulheres sábias, honestas e poderosas de antigamente - demasiado tempo sem as imagens da sua beleza, poder e força. Acolhamo-las de regresso. Quer conheça ou não algumas neste momento, lembre-se que estão dentro de cada uma de nós, à espera de nascer através da iniciação da menopausa.

Christiane Northrup, em Corpo de Mulher, Sabedoria de Mulher (vol II)


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Porquê adiar a introdução dos sólidos até aos 6 meses?



Como é do conhecimento geral, actualmente a OMS aconselha a amamentação em exclusivo até aos 6 meses e só depois dessa idade iniciar a alimentação complementar (sólidos).

No entanto, perguntam-me sempre muitas vezes o porquê desta recomendação (sobretudo mães que estão a ser pressionadas pela família, por vezes até pelo pediatra, para iniciar a alimentação complementar antes dos 6 meses).

O ideal seria esperar até o bebé mostrar sinais de que está pronto para iniciar a diversificação alimentar (alguns bebés, poucos, podem estar prontos por volta dos 4 meses, a maioria por volta dos 6 e outros  poderão recusar qualquer contacto com outros alimentos além do leite materno até por volta dos 8 meses).

Como saber então se o bebé está preparado para iniciar a alimentação complementar?

O próprio bebé nos dará os sinais:

-O bebé consegue sentar-se e manter-se direito para comer, sem ajuda

-O bebé mostra interesse pela comida quando vê os adultos a comer e tenta agarrar os alimentos para os levar à boca

-O bebé já perdeu o reflexo de protusão da língua (um mecanismo de protecção que faz com que o bebé empurre, para fora, com a língua tudo o que lhe é colocado na boca)

Porque é importante o aleitamento materno exclusivo até os seis meses (ou até o bebé mostrar os sinais de que está preparado)?

Há várias razões:

Em primeiro lugar porque confere ao bebé uma maior protecção imunológica (a protecção mantém-se por todo o tempo que durar amamentação mas tem mais efeitos enquanto for exclusiva).

Porque se estima que 6 meses é o tempo que o sistema digestivo do bebé necessita para amadurecer completamente e poder tolerar outros alimentos, evitando desta forma reacções, tais como gases, obstipação e outros problemas digestivos.

Até mesmo ao nível do desenvolvimento motor, um bebé de 6 meses já conseguirá mostrar que está preparado para receber outros alimentos, sendo capaz de sentar-se melhor, recusando quando não quer mais alimento e agarrando a comida com as próprias mãos para levar à boca.

Amamentar em exclusivo até aos 6 meses também diminui os riscos de reações alérgicas aos alimentos e de eventuais carências de ferro.

Por outro lado, amamentar em exclusivo até aos 6 meses garante uma boa produção de leite na mãe durante mais tempo (num período em que ainda é fundamental para o desenvolvimento do bebé).

http://www.llli.org/FAQ/solids.html
http://www.kellymom.com/nutrition/solids/delay-solids.html
http://www.homemade-baby-food-recipes.com/babys-first-foods.html
http://www.babygooroo.com/index.php/2010/03/04/when-can-i-introduce-solids/
http://www.babygooroo.com/index.php/2009/08/27/balancing-your-baby%E2%80%99s-need-for-solid-foods-and-breastmilk/
http://www.askdrsears.com/html/3/t032000.asp
http://www.got-breastmilk.org/Whydelay.shtml

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Massagem Thai Yoga para grávidas

A Massagem Thai, practicada há mais de 2500 anos, propõe o conceito de integração corpo, mente e espírito através do toque aliado aos alongamentos e meditação, retomando a milenar tradição budista da Tailândia.

Esta é uma técnica que se destaca por conter elementos de duas importantes Medicinas: Ayurveda e Chinesa. Ela trabalha o corpo de forma completa com alongamentos, pressão suave e um ritmo lento e contínuo.

Ser tocado de forma terapêutica ou amorosa liberta substâncias químicas de efeitos relaxantes e curativos, os receptores nervosos da pele transmitem os impulsos e sensações que circulam por todo o corpo e pela mente.
Ser massajado pode ser sempre uma boa experiência, quer esteja grávida ou não.

Especialmente durante a gravidez a massagem ajuda na manutenção do corpo e fortalece o sistema imunológico. As mulheres grávidas que recebem massagens dormem melhor, sofrem menos de ansiedade e depressão e também apresentam menos complicações no trabalho de parto. É eficaz no alívio de muitos dos desconfortos provocados pela gravidez, além de proporcionar conciência corporal e relaxamento.

Alguns dos benefícios da Massagem Thai Yoga para grávidas são:
- Reduz o stress e promove um relaxamento profundo.
- Propicia, com o toque acolhedor, suporte emocional e conforto.
- Reduz e alivia dores nas articulações, pescoço e costas causadas pelas alterações na postura, fraqueza muscular, tensões e ganho de peso.
- Actua diretamente sobre o sistema nervoso melhorando o sono e a digestão.
- Melhora a circulação sanguínea e estimula o sistema linfático.
- Ajuda a manter a elasticidade da pele.
- Promove a consciência corporal e o relaxamento necessário para um parto ativo.
- Promove a experiência do toque amoroso e acolhedor e estreita os laços mãe/bebé.

informação adaptada do blog http://massagemgestantes.blogspot.com/

Pois é, acabei de me formar como terapeuta de massagem Thai Yoga para grávidas!! :)

Deixo-vos ainda um lindo vídeo sobre esta práctica, elaborado pela minha formadora, Marjorie Sá:

sábado, 30 de outubro de 2010

A Técnica do Copinho

A técnica do “copinho” consiste num método seguro de alimentar o bebé, evitando a introdução precoce de tetinas.

Quando utilizar esta técnica?


• O bebé tem dificuldades de adaptação à mama;
• Mãe e filho têm que estar separados temporariamente;
• O bebé necessita de um suplemento alimentar;
• Mãe com mamilos gretados mas que deseja amamentar.


O biberão é o método mais comum de suplementação, porém existem evidências científicas que mostram que a sua utilização interfere significativamente na amamentação, pois as tetinas podem ter um impacto negativo no desenvolvimento do comportamento de sucção do lactente.

A exposição à utilização de tetinas e de mamilos artificiais diminui o tempo de aleitamento materno e do contacto mãe-bebé.

Como a sucção em tetinas pode interferir na habilidade dos bebés de adaptação à mama, estas devem ser evitadas, e devem preferir-se métodos alternativos para a oferta complementar de leite (leite artificial ou leite materno previamente extraído).

A utilização de copinhos é descrita como uma forma segura, simples, prática e barata de alimentar os bebés até que eles consigam satisfazer todas as suas necessidades calóricas directamente da mama.

O aleitamento materno continua a ser o método de alimentação mais adequado para lactentes, porém o uso do copo é recomendável nos momentos de impossibilidade da amamentação, pois a musculatura activa em ambos os métodos (masseter, temporal e bucinador) é a mesma com a vantagem de não provocar a "confusão dos mamilos” (nipple confusion) no recém-nascido*.



Porquê utilizar esta técnica?


• Não interfere com a adaptação e sucção na mama;
• O bebé controla a ingestão de leite;
• Estimula os movimentos correctos do maxilar e língua, favorecendo o posicionamento correcto para a amamentação;
• Proporciona, às crianças, experiências sensoriais como o paladar, textura e cheiro dos alimentos, ao contrário do que acontece com o biberão;
• Estimula a produção de saliva e lipases linguais resultando numa digestão mais eficiente;
• Diminui o risco de infecções, nomeadamente gastroenterites, em relação ao biberão, pois o copo é mais fácil de lavar e, geralmente, o leite é armazenado durante menos tempo.

As vantagens da alimentação por copinho são: o bebé determina o seu próprio consumo, quer em termos de tempo quer de quantidade; despende pouca energia; estimula o desenvolvimento e a coordenação dos reflexos de sucção e deglutição; estimula a secreção da saliva e das lipases da língua, tornando a digestão do leite materno mais eficiente e é um método fácil de administração de leite.

Os movimentos da língua e da mandíbula realizados durante a utilização do copinho são similares aos movimentos necessários para o sucesso da amamentação, e seu uso desenvolve os músculos responsáveis por esses movimentos.

As desvantagens são: o recém-nascido costuma desperdiçar algum leite; pode ser que pela facilidade substitua a amamentação natural; e o cuidador pode despejar o leite directamente na boca da criança, ficando esta susceptível a engasgos e aspirações.



Como utilizar a técnica do “copinho”?


• Lavar as mãos;
• O bebé deve estar calmo e acordado;
• Envolver o bebé com uma manta ou lençol, de modo a que este não derrame o leite com os braços;
• Manter o bebé sentado ou semi-sentado, ao colo, o mais erguido possível;
• Utilizar um copo pequeno de plástico ou vidro, com bordos redondos; Colocar leite materno ou artificial no copo, até metade ou 2/3 da sua capacidade;
• Colocar a borda do copo nos cantos do lábio superior e pousar com suavidade no lábio inferior, com a língua dentro do copo (alguns bebés preferem colocar a língua por baixo da borda do copo);
• Inclinar o copo para que o leite apenas toque nos lábios do bebé, mantendo nesta posição mesmo quando a criança descansa. A estimulação sensorial é, geralmente, seguida de actividade visível da língua;
• Deixar que o bebé lamba o leite com movimentos da língua e dos lábios;
• O leite deve ser oferecido lentamente, com pausas, para facilitar a deglutição, devendo o bebé impor o ritmo da alimentação;
• Evitar ao máximo o extravasamento do leite, visto que provoca desconforto para o bebé, além de prejudicar a ingestão hídrica e calórica, bem como o ganho ponderal.

* LIMA, Vívian Passos and MELO, Adriana de Medeiros. Uso do copinho no alojamento canguru. Rev. CEFAC, Jan./Mar. 2008, vol.10, no.1, p.126-133. ISSN 1516-1846.

Marília Pereira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia
Mestre na Especialidade de Sexologia

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Workshop completo sobre Amamentação - 24 de Outubro

É já no Domingo!

Inscrições:
aquihabebe@gmail.com ou art.of.living1@gmail.com
Telefones: 96 837 64 50 - 21 924 89 69 - 96 674 14 39
...
Teremos uma pequena oferta para os participantes deste workshop!

Obrigada pela divulgação!

Mais informação aqui e aqui

sábado, 16 de outubro de 2010

Sobre as Cólicas dos bebés

Esta é a resposta do Dr Carlos Gonzalez a um pai preocupado com as cólicas do seu bebé de 20 dias:

“Si quieres decir que tu hija especialmente por las tardes, pide brazos y pecho casi constantemente, y que tenerla en brazos y pasearla arriba y abajo es la única manera de que esté tranquila, y que si la dejas un momento en la cuna se pone a llorar, entonces es totalmente normal.
Puedes llamarle cólico o como quieras, pero es normal.
Los niños necesitan estar en brazos 24 horas al día y más aún si han estado ingresados al nacer. Y no hay que buscarle ninguna solución, porque ya está solucionado: en brazos no llora (casi).

Si lo que quieres decir es que, a pesar de estar toda la tarde y casi toda la mañana en brazos, a pesar de dormir con su madre y tomar el pecho a demanda, a pesar de cantarle y acariciarla y pasearla y hacerle cosquillitas en la barriga, se pasa la tarde llorando (no llorar un poco o protestar, todos los niños lloran, sino llorar a todo pulmón durante tres horas de reloj seguidas, sin que nada de lo que hagáis pueda consolarla), entonces sí que le llamo yo “cólico”, y habría que pensar en alergias o en otros problemas.

Pero lo otro es normal, y no hay motivo para pensar en alergias ni en ninguna otra enfermedad. En todo caso, si fuera alergia no sería a la leche de vaca, porque entonces, al tomar biberón se pondría muchísimo peor que al mamar.
La principal causa del “cólico”, del llanto excesivo en la infancia, no es orgánica, sino psicológica. Es la falta de contacto físico, la ausencia de la madre, la soledad, la falta de respuesta a las necesidades. Los pueblos que llevan a los bebés colgados a la espalda todo el día ni siquiera tienen una palabra para hablar del “cólico”.

No me parece bien dar medicamentos a los niños sanos. Ni medicamentos de la farmacia, son sólo para los enfermos.

Los cientos de medicamentos que a lo largo de la historia se han recomendado para el cólico se han basado en la creencia de que existe una enfermedad subyacente, y según cuál creas que es esa enfermedad, así es el medicamento.

Los que creen que el cólico se debe a los gases, antes mandaban “carminativos”, substancias a las que se atribuía la propiedad de eliminar o expulsar los gases, y más modernamente mandan antiespumantes (tipo aerored).

Los que creen que al niño le duele algo, mandan analgésicos. Los que creen que lo que tiene es cuento y ganas de fastidiar, mandan sedantes o somníferos: barbitúricos, valium, alcohol, anís, tila, hinojo, opio, alimemazina (un antipsicótico, muy usado en España para el cólico…).

Los barbitúricos para el cólico estuvieron en el mercado en España hasta finales de los 80, y desde luego iban de fábula. El opio es un remedio popular desde hace dos siglos. El alcohol todavía lo he visto recomendado en libros americanos serios. El anís, hinojo y comino actúan mediante su principio activo anetol, un depresor neurológico, que produce según la dosis somnolencia, convulsiones y coma. Se han visto muchos casos de intoxicación en bebés, incluso un par de casos en que era la madre la que lo tomaba. En esos casos, lógicamente se intoxicaron también las madres. Porque es imposible tratar a un niño dándole el medicamento a la madre que lacta, a menos que a la madre le des una dosis muy superior a la normal para un adulto.

Ignoro qué composición tiene el Colikind homeopático y cuál es su pretendido mecanismo de acción. En todo caso: a) me juego un café a que no hay ningún estudio científico decente que demuestre su eficacia; b) no es verdaderamente homeopático, puesto que los homeópatas no tratan enfermedades, sino enfermos: necesitan una larga entrevista y exploración para llegar a un diagnóstico, y no darían el mismo medicamento a cualquier niño que tenga “cólico” sin mirarlo siquiera; y c) o es eficaz o no lo es. Si no es eficaz, mejor no darlo, porque los niños pequeños deben tomar lactancia materna exclusiva, e incluso el agua con que se tragan un medicamento ya está empeorando su nutrición. Si es eficaz, ¿cómo actúa? ¿elimina gases, aumentando el peristaltismo intestinal? ¿actúa sobre el dolor, es un analgésico? ¿ayuda al niño a dormir, es un somnífero? ¿actúa sobre el estado mental del niño, es un psicofármaco?

Es posible que alguno de estos medicamentos estuviera justificado en el caso de un niño que sigue llorando varias horas al día, a pesar de todos los intentos por consolarle, y en el que no se pudiera descubrir una enfermedad concreta. Nunca he visto un caso así, aunque supongo que alguno habrá entre tantos miles de millones de personas.

Pero, en la práctica, estos medicamentos (incluyo los homeopáticos y las hierbas) se usan para niños que llorarían si les dejasen en la cuna, pero que están contentos cuando están en brazos. Y cuando se dice que han funcionado muy bien, que han sido efectivos, queremos decir que ahora sí que se le puede dejar en la cuna sin que proteste, que ya no hace falta tenerle en brazos. Se han usado para escamotearle al niño lo que es su derecho de nacimiento, para reducirle a la soledad y al silencio.

La madre, en principio, lo mejor es que coma lo que quiera. Puede que algún alimento concreto, por su sabor, moleste a algún niño concreto, y entonces ya lo irá viendo. Pero no se pueden dar listas de alimentos prohibidos para todas las madres.

Suerte.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Workshop completo sobre Amamentação


“Amamentar, um presente para toda a vida!”
(Dr. Carlos Gonzalez)

Este é um workshop destinado a todas as grávidas, a mamãs
(estejam ou não a amamentar) e a familiares, amigos ou pessoas que dentro da sua comunidade e/ou profissão as acompanhem neste importante processo.

Alguns dos temas que iremos abordar:

Benefícios da amamentação vs riscos do leite artificial
Pega e posições mãe/bebé
Como se processa a produção de leite
Como ultrapassar as dificuldades
Extracção e Conservação do Leite Materno
Legislação da Protecção na Maternidade e Paternidade


Facilitadora: Sofia Carvalho (Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef)
Local: Art of Living – Largo Ferreira de Castro nº3 r/c Sintra – Telef: 21
924 89 69 - 96 674 1439 (Mapa aqui)
Destinatários: Grávidas, pais, avós, pessoas que dentro da sua comunidade e/ou profissão acompanhem mulheres em período de amamentação.
Dia: 24 de Outubro (domingo)
Hora: 10h
Contribuição: 20 euros/casal ou grávida e seu acompanhante (companheiro, mãe, avós, irmã, amiga, etc.) – 15 euros/individual

Para mais informações e inscrições contacte:
aquihabebe@gmail.com ou art.of.living1@gmail.com
Telefones: 96 837 64 50 - 21 924 89 69 - 96 674 14 39

Divulguem!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Workshop completo sobre Amamentação

Dia 24 (domingo) no espaço Art of Living em Sintra.

Para reservarem o vosso lugar podem inscrever-se enviando um mail para aquihabebe@gmail.com

Em breve mais informações!

domingo, 10 de outubro de 2010

Contactos



Sofia Carvalho

aquihabebe@gmail.com
sofiagcarvalho@gmail.com
aquihabebe.blogspot.com
mulherdosmiloficios.blogspot.com
Grupo de Apoio à Amamentação no facebook (para entrar deve enviar mp a uma administradora além do pedido na página)


domingo, 3 de outubro de 2010

Encontro - Conversa sobre amamentação em Sintra: 10 de Outubro (domingo)

No dia 10 de Outubro, domingo, vamos promover mais um encontro - conversa, no espaço Art of Living, em Sintra.

O dia 10 de Outubro será o dia de encerramento da Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) - celebração europeira - como tal, iremos juntar-nos para conversar sobre o tema da SMAM:

Amamentar - apenas 10 passos! O caminho "amigo dos bebés"

Informações sobre o encontro:

Moderadora: Sofia Carvalho (Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef)
Local: Art of Living
Largo Ferreira de Castro nº3 r/c Sintra – Telef: 21 924 89 69 - 96 674 1439 (Mapa aqui)
Destinatários: Grávidas, mães a amamentar, pais e todos os que se interessem pelo tema (os bebés são bem-vindos)
Hora: 19h
Entrada Livre
(apesar de não ser necessária inscrição, se possível confirmem a vossa presença por e-mail)

Com o apoio:







Para mais informações:

aquihabebe@gmail.com

Apareçam e Divulguem!

Semana Mundial do Aleitamento Materno - Celebração Europeia de 4 a 10 de Outubro

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) em sintonia com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), promove pelo 5º ano consecutivo a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM).

As comemorações da SMAM de 2010 irão decorrer entre 4 e 10 de Outubro com o tema “Apenas 10 passos – O caminho Amigo do Bebé”.

A SMAM 2010 tem como objectivos:

  • Valorizar o contributo dos Dez Passos
  • Revitalizar actividades nos serviços de saúde e na comunidade
  • Informar todas as pessoas de que a protecção, promoção e apoio ao aleitamento materno constitui um direito da mãe, um direito da criança e um direito humano.
  • Garantir que os profissionais de saúde que prestam cuidados a mães e crianças estão preparados para o aconselhamento em alimentação dos lactentes.

Vários estudos demonstraram que a aplicação dos 10 passos contribui para o início da amamentação e para o aumento do aleitamento materno exclusivo. O leite materno melhora a curto e longo prazo a saúde materna e infantil e assim contribui, também, para as metas do Desenvolvimento do Milénio nº4 e nº5 que são: Reduzir a Mortalidade Infantil e Melhorar a Saúde Materna.

Irá acontecer um pouco por todo o país, um conjunto de acções que têm a finalidade de chamar a atenção dos profissionais e dos cidadãos para a importância do aleitamento materno. Consulte o programa, seja activo e participe nas comemorações da SMAM 2010.

Consultem o programa aqui

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Preparação para o Pós-Parto - Workshop 26 de Setembro

A maioria das mães e pais hoje em dia, reconhece a importancia de uma boa preparação para o parto.
Muitos casais fazem um plano de parto e preparam inúmeros itens relacionados com a chegada bebé.
Mas quantas grávidas preparam o seu pós-parto? Uma preparação que se foque especialmente na mãe e na sua recuperação física, emocional e psicológica?

A maioria das grávidas não está consciente do "caos" que as mudanças do pós-parto trazem: fisicamente, hormonalmente, psicologicamente e até espiritualmente, nas semanas a seguir ao parto. Na minha experiência com recém-mães é comum ouvir "Mas porque é que ninguém me disse isto antes...?" ou "Se eu soubesse disto antes tinha sido muito mais fácil!".

Venha preparar-se para "o depois", descobrir o que acontece e aprender diversas formas de facilitar a sua vida após a chegada o bebé!

Alguns dos temas a abordar:

-alterações físicas, emocionais e psicológicas no pós-parto
- alterações nas rotinas e gestão de tempo
-a relação do casal após o bebé
-baby blues e depressão pós-parto
-o vínculo afectivo com o bebé
-amamentação e necessidades básicas do bebé
-plano de Pós-Parto
-a doula no pós-parto

Informações sobre o workshop:

Facilitadora: Sofia Carvalho (Doula, Educadora Perinatal, Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef)
Local: Art of Living
Largo Ferreira de Castro nº3 r/c Sintra – Telef: 21 924 89 69 - 96 674 1439 (Mapa aqui)
Destinatários: Grávidas, futuros-pais, futuros avós ou futuros-tios, pessoas que acompanhem (ou que irão acompanhar em breve) mulheres em período de pós-parto.
Dia: 26 de Setembro (domingo)
Hora: a divulgar em breve
Contribuição: 20 euros/casal ou grávida e seu acompanhante (mãe, sogra, irmã, amiga)
15 euros/indivídual

Para mais informações e inscrições:
(vagas limitadas)

aquihabebe@gmail.com

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Encontro - Conversa sobre amamentação em Sintra: 5 de Setembro (domingo)


No dia 5 de Setembro, domingo, vamos promover um encontro - conversa, no espaço Art of Living, em Sintra.

Este encontro terá como tema os Mitos sobre Aleitamento Materno
Iremos conversar, trocar ideias, experiências e desfazer alguns dos mitos mais comuns sobre amamentação

Informações sobre o encontro:

Moderadora: Sofia Carvalho (Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef)
Local: Art of Living
Largo Ferreira de Castro nº3 r/c Sintra – Telef: 21 924 89 69 - 96 674 1439 (Mapa aqui)
Destinatários: Grávidas, mães a amamentar, pais e todos os que se interessem pelo tema (os bebés são bem-vindos)
Hora: 19h
Entrada Livre

Para mais informações:

aquihabebe@gmail.com ou art.of.living1@gmail.com

Apareçam e Divulguem!


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

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