quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Reportagem - Doulas

Reportagem sobre o trabalho das Doulas, no programa Mais Você (Globo).
Com a participação da doula Fadynha.


sábado, 31 de julho de 2010

Encontro - Conversa sobre amamentação em Sintra: 7 de Agosto (sábado)

No dia 7 de Agosto, sábado, vamos promover um encontro - conversa, no espaço Art of Living, em Sintra.

O dia 7 de Agosto será o dia de encerramento da Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), como tal, iremos juntar-nos para conversar sobre o tema da SMAM:

Amamentar - apenas 10 passos! Da maneira "amiga dos bebés"

Informações sobre o encontro:

Moderadora: Sofia Carvalho (Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef)
Local: Art of Living
Largo Ferreira de Castro nº3 r/c Sintra – Telef: 21 924 89 69 - 96 674 1439 (Mapa aqui)
Destinatários: Grávidas, mães a amamentar, pais e todos os que se interessem pelo tema (os bebés são bem-vindos)
Hora: 19h
Entrada Livre

Para mais informações:

aquihabebe@gmail.com ou art.of.living1@gmail.com

Apareçam e Divulguem!


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Casa das Mães


Mães de bebés querem criar uma casa da maternidade

Cidadãs levam proposta à Câmara e pedem "uma porta aberta" para mães e grávidas

Um grupo de cidadãs está a lançar as bases para a criação de uma Casa Jardim inteiramente dedicada à Maternidade em Lisboa. E já fizeram uma proposta para levar ao orçamento participativo 2011 da Câmara de Lisboa. “Deixem-nos ser mães”, apelam.

Cátia Maciel e Ana Telhado foram mães há poucos meses e não passou muito tempo até se aperceberem que em Lisboa não abundam espaços para conviverem com os seus bebés. Vivemos num contexto citadino e coisas simples como ir a um jardim com o bebé tornam-se difíceis?, aponta, ao JN, Ana Telhado, 29 anos, explicando que praticamente todos os espaços verdes da cidade estão invadidos por fezes de cães ou por mirones intrusos que lançam olhares incómodos se acaso detectam uma mãe a amamentar o filho.

Lembraram-se, então, de elaborar uma proposta para o Orçamento Participativo de 2011 (ver caixa ao lado) para a criação de uma Casa inteiramente dedicada à maternidade. Tudo se resume assim: apelam à cedência de um espaço para a sociedade civil que seja fácil acesso por transportes públicos e onde se possa criar uma casa/jardim com espaço para amamentar, brincar, conviver, descansar e partilhar num ambiente informal, tranquilo e seguro e que, à semelhança do que acontece em várias cidades do mundo, recebe, informa e apoia pais, filhos, grávidas e bebés.

A ideia é criar uma espécie de comunidade de mães, um espaço onde as mães possam encontrar-se e onde se entre-ajudem e se apoiem com orientação, afirma Ana Telhado. A seu lado, Cátia Maciel, 33 anos, confessa: às vezes saio à rua e volto para casa em lágrimas e com a sensação que eu e o meu filho não somos bem-vindos. A jovem mãe queixa-se, também, da falta de espaços públicos apropriados, sublinhando que num dia em que haja frio, chuva ou demasiado calor ficamos confinadas aos nossos apartamentos e revelando que certo dia de chuva, na baixa lisboeta encontrei na alcatifa da Fnac o único sitio onde o bebé pudesse gatinhar.

Recorrer a creches ou jardim infantis são soluções pouco apelativas. “Nós não queremos pôr os nossos filhos em depósitos de crianças”, afirma Cátia Maciel. “O bebé até aos 3 anos precisa da presença constante da mãe e não queremos deixá-los “abandonados” em infantários como se fossemos uma mãe em part-time”, acrescenta Ana Telhado, referindo que “nós queremos maternidade a tempo inteiro e que os bebés sintam segurança para a vida toda”.

Se as mães se vêem gregas para lidar com um bebé como é que podem acreditar que uma educadora infantil é capaz de lidar com 10 ou 15? É absolutamente anti-natural, comenta, por seu turno, a psicanalista Maria de Lurdes Pelicano, de 58 anos. Se os nossos bebés tiverem afecto e maior contacto com as mães, que é isso que a Casa das Mães se propõe, essas crianças terão muito mais saúde, remata a psicanalista.

A Casa das Mães pretende ser ”uma porta aberta” onde se possa entrar “sem restrições” e ficar para “descansar, amamentar, brincar em segurança e com tranquilidade” e onde as mães possam “esclarecer dúvidas e obter informações sobre a gravidez, nascimento, parto e cuidados à primeira infância, sejam eles de carácter técnico-fisiológico ou psicológico”.

O plano é reunir no mesmo espaço profissionais de saúde, terapeutas, “doulas” de acompanhamento ao parto e pós parto, consultoras de lactação, psicanalistas e psicólogos. Cátia Maciel refere que existem “muitos profissionais que estão disponíveis para ajudar mães e bebés mas não têm espaço físico para o fazer” e lembra que à autarquia pede-se apenas “a cedência de um espaço” e que “ depois a sociedade civil organizada pode encontrar os meios para pôr a casa a funcionar, entre um jardim, uma cozinha, uma biblioteca ou uma sala com brinquedos.

A partir de 1 de Outubro, qualquer pessoa pode votar na proposta, bastando ir ao site da Câmara Municipal de Lisboa. Até lá, informações ou colaborações podem ser pedidas e enviadas através do seguinte blog: http://casadasmaes.blogspot.com .

in JN

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Curso de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade - INSCRIÇÕES ABERTAS -

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo."


A gestação e o nascimento de um bebé são um período de grandes transformações.

As sessões de Preparação para o Nascimento e Transição para a Parentalidade têm por objectivo fornecer informações actualizadas aos futuros pais, para que estes possam reflectir, preparar-se activamente e fazer as suas escolhas conscientes para este período tão importante das suas vidas.

O objectivo do curso é que as grávidas e pais encarem o parto como um evento fisiológico e uma experiência positiva na vida da mulher/casal, que, como tal, deve ser preservada e respeitada.

As aulas são constituídas por conversas informativas e alguns exercícios prácticos (relaxamento, exercícios de fortalecimento do períneo, treino de posições e medidas de conforto durante o trabalho de parto, etc). São usadas bolas de parto (bolas suíças).
Há filmes para ver, momentos para troca de ideias e é entregue material impresso sobre muitos dos temas.

Alguns dos temas a abordar:

• Alterações físicas e emocionais na gravidez
• Desconfortos no último trimestre de gravidez
• Sinais de alerta
• Anatomia e fisiologia do parto
• Humanização do Nascimento
• Como lidar com a dor
• Medidas de Conforto para o trabalho de parto
• Procedimentos hospitalares vs Recomendações OMS
• Os diferentes tipos de parto
• O plano de parto
• Amamentação
• Cuidados com o recém-nascido
• O pós-parto

- O curso é composto por 8 encontros semanais de aproximadamente 1h30m a 2h (domingos de manhã)
- Destina-se a grávidas, a partir das 25 semanas de gestação, e seus acompanhantes (pai do bebé ou outra pessoa da sua escolha).
- Oferta de uma consulta de apoio ao Aleitamento Materno ao domicílio, após o nascimento do bebé.
Contribuição: 150 euros
Facilitadora: Sofia Carvalho

Onde:

- espaço Art of Living
Largo Ferreira de Castro nº3 r/c Sintra – Telef: 21
924 89 69 - 96 674 1439


- espaço Per Ankh - Casa da Vida
Rua Inácio Duarte, 3-A
2790-266 Alto dos Barronhos, Nova Carnaxide
Lisboa-Portugal
E-mail: riscosearabescos@gmail.com
Telf: 910 822 086

Para inscrições e mais informações contacte:

aquihabebe@gmail.com
T - 96 837 64 50





segunda-feira, 26 de julho de 2010

Semana Mundial do Aleitamento Materno 1-7 Agosto 2010

Está prestes a iniciar mais uma Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM).

A Semana Mundial da Amamentação comemora este ano o vigésimo aniversário da Declaração de Innocenti, elaborada em 1990 pela Organização Mundial de Saúde e a UNICEF, sobre a protecção, promoção e apoio do aleitamento materno a nível mundial.

Como tal, este ano, o enfase da SMAM vai para os 10 passos para o sucesso do aleitamento materno, conjunto de regras que os Hospitais Amigos dos Bebés devem seguir.

BREASTFEEDING ~ Just 10 Steps!
The Baby-Friendly Way

Quais são estes 10 passos?

1. Ter uma política de promoção do aleitamento materno, afixada, a transmitir regularmente a toda a equipa de cuida dos de saúde.

2. Dar formação à equipa de cuidados de saúde para que implemente esta política.

3. Informar todas as grávidas sobre as vantagens e a prática do aleitamento materno.

4. Ajudar as mães a iniciarem o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento.

5. Mostrar às mães como amamentar e manter a lactação, mesmo que tenham de ser separadas dos seus filhos temporariamente.

6. Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou líquido além do leite materno, a não ser que seja segundo indicação médica.

7. Praticar o alojamento conjunto: permitir que as mães e os bebés permaneçam juntos 24 horas por dia.

8. Dar de mamar sempre que o bebé queira.

9. Não dar tetinas ou chupetas às crianças amamentadas ao peito, até que esteja bem estabelecida a lactação.

10. Encorajar a criação de grupos de apoio ao aleitamento materno, encaminhando as mães para estes, após a alta do hospital ou da maternidade.

Para mais informações sobre a SMAM:

http://worldbreastfeedingweek.org/

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Este blog vai de férias...

E eu também... :)

Volto daqui a duas semanas.
Vou ter acesso limitado (e imprevisível) à internet mas, caso necessário, podem contactar-me para o telemóvel.

Fiquem bem!

Amamentar na Mongólia

In 2005, according to UNICEF, 82 percent of children in Mongolia continued to breastfeed at 12 to 15 months, and 65 percent were still doing so at 20 to 23 months.

Não há qualquer dúvida de que a amamentação (bem como a alimentação no geral) tem muito de cultural e diz muito sobre a sociedade onde vivemos.

Não deixem de ler este relato de uma mãe canadiana que passou os primeiros 3 anos de vida do seu filho na Mongólia, onde a amamentação é olhada por todos naturalmente, como algo muito positivo, visível em todos os lugares e encorajado.

A ler aqui.

New Beginnings: Issue 2/2010

Aqui fica o link para a revista da La Leche League (em Inglês). Aproveitem, tem artigos muito interessantes!

Vejam aqui.

Deixo-vos também outros dois números mais antigos que podem ler aqui e aqui.

domingo, 20 de junho de 2010

"Mother Of Many", por Emma Lazenby



Esta é uma curta metragem de homenagem ao trabalho das parteiras, vencedora do prémio Bafta (Inglaterra) de melhor curta metragem de animação 2010.
Dirigido por Emma Lazenby, cuja mãe é parteira.


sábado, 19 de junho de 2010

Amamentação e depressão materna

Como conselheira em aleitamento materno, sou bastantes vezes confrontada com casos de mães lactantes a quem foi diagnosticada depressão pós-parto.
Estas mães contactam-me, regra geral, porque os médicos lhes dizem que têm obrigatoriamente que desmamar os seus bebés para poderem tratar-se e tomar medicação. Estas mães são literalmente encostadas entre a espada e a parede, sem lhes serem apresentadas alternativas, e muitas vezes com bebés ainda bem pequenos...
Quando estas mulheres estão empenhadas na amamentação e se vê que isso é algo que lhes dá força e auto-estima, um desmame forçado e repentino é um pensamento no mínimo angustiante (ainda mais tendo em conta que a mulher se encontra já deprimida).

É possível tratar uma depressão pós-parto sem deixar de amamentar!

Em primeiro lugar, a amamentação e as hormonas envolvidas no processo de aleitamento materno podem ajudar a combater a depressão:

- a mãe que está empenhada na amamentação e para a qual esta é gratificante sente auto-estima por poder proporcionar alimento ao seu filho;

- a amamentação promove o vínculo mãe-bebé, o que transmite segurança e bem-estar à mãe e que a leva a encarar de forma gratificante os cuidados prestados ao bebé (que são exigentes);

- a hormona oxitocina, presente na amamentação, promove sentimentos de bem-estar e é mesmo considerada um anti-depressivo natural;

- a hormona prolactina, presente na amamentação, causa sonolência na mãe o que poderá ajudar a mãe a conciliar os seus ritmos de sono com os do bebé e consequentemente descansar mais e com melhor qualidade;

- amamentar ajuda a manter baixos os níveis de hormonas de stress, como o cortisol (este benefício estende-se aos bebés, que também sentem o stress das mães a nível hormonal);

Em segundo lugar, os tratamentos para a depressão podem ser compatíveis com a amamentação:

- existem anti-depressivos compatíveis com o aleitamento materno que não apresentam risco para o bebé;

- há outras formas de combater a depressão, como a psicoterapia, e tratamentos naturais, como a homeopatia, por exemplo;

- existem estudos que sugerem que a depressão pode agravar com o desmame (quando este não é desejado pela mãe) e que há depressões que despoletam após o desmame (o que sugere uma relação causa-efeito); outros estudos sugerem que mães que não amamentam têm maiores probabilidades de sofrer de depressão pós-parto;

Se tem depressão pós-parto e está a amamentar, não deixe de se tratar! A depressão está a prejudicá-la e pode prejudicar também o seu bebé!

Os médicos que aconselham o desmame fazem-no, acredito, com boa intenção. Apenas não têm conhecimentos suficientes sobre aleitamento materno.
Se o seu médico a aconselhou a desmamar o seu bebé devido a uma depressão pós-parto pode tentar falar com ele e apresentar-lhe algumas fontes:

  • Um documento sobre depressão pós-parto e amamentação: ver aqui
  • Recursos onde pesquisar a interferência dos fármacos na amamentação: ver aqui e aqui
Também pode considerar a hipótese de contactar outro profissional de saúde, um psicoterapeuta e/ou técnicos especializados em tratamentos alternativos naturais.

Testemunho

A actriz norte americana Brooke Shields sofreu uma severa depressão pós-parto após o nascimento da sua primeira filha. Depois de recuperada resolveu partilhar a sua história com outras mães escrevendo o livro Down came the rain.
Nele a actriz conta a dificuldade que teve em engravidar e a gravidez difícil em que foi confrontada com a morte do pai, em cujo funeral foi impedida de estar presente por não poder viajar.
Brooke preparava-se para um parto natural, fazendo inclusivé aulas de yoga, mas após 24 horas de trabalho de parto é submetida a uma cesariana de emergência, com algumas complicações pelo meio.
Após as primeiras semanas em casa com a bebé, a actriz começou a perceber que não se sentia bem...

Familiares, amigos e o marido também perceberam que Brooke não estava nada bem. Por isso, começaram a querer afastá-la do bebé, aconselhando-a a parar de amamentar e dedicar um tempo para si. Mas, curiosamente, tudo o que ela não queria era deixar a amamentação de lado, pois sentia que essa era a sua única hipótese de manter contacto com a filha e conseguir ser feliz com a nova vida.

Resolveu rapidamente procurar ajuda e em poucas semanas voltou a sentir a vida sorrir-lhe!

Aguns dos sintomas de depressão pós-parto podem ser:

- sentimentos de tristeza e/ou irritabilidade constante
- incapacidade de sentir prazer/felicidade com coisas que antes lhe davam prazer
- dificuldade em dormir (mesmo quando o bebé está a dormir)
- cansaço extremo/sentimento de exaustão
- sentimentos de desespero e angústia recorrentes
- Sentimentos de culpa, incapacidade, pessimismo, sensação de inutilidade
- choro constante
- alterações no apetite
- vontade de permanecer só
- Sintomas físicos como dores de cabeça, problemas digestivos, dores crónicas que não desaparecem
- falta de interesse pelo bebé

Nota: alguns sentimentos de insegurança, cansaço, choro e angústia são comuns no pós-parto imediato. Trata-te do chamado Baby Blues que surge alguns dias após o parto e passa naturalmente. Se estes sentimentos se prolongarem de forma constante após as primeiras semanas de vida do bebé deve procurar ajuda.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"La leche materna es antibiótico y vacuna"

Entrevista com Gro Nylander:

Esta mujer es la que más sabe en el mundo acerca de lactacnia materna. Sus conocimientos se aplican hoy en centros de salud del mundo entero. También ha fundado bancos de leche materna para bebés prematuros o casos especiales, mediante uso de biberón ("útil y necesario en estos casos"). Y hasta desgrana argumentos económicos para fomentar la lactacnia materna:

"Dar el pecho ahorraría en Estados Unidos 3,600 millones de dólares anuales... ¿gastados hoy en curar afecciones respiratorias y digestivas que la lactancia previene!". para ayudar a pediatras y madres publica ahora "Maternidad y lactancia" (Granica). Me ruega que recuerde a mis lectoras que Madonna, Julia Roberts y la bella esposa de Pierce Brosnan han dado pecho a sus hijos...Ah: Julia Roberts, a Gemelos.

Dejemos lo de mi edad... Soy madre de cuatro hijos treintañeros y abuela de cuatro nietos. Estoy casada. Soy noruega y vivo en Oslo. Soy médica y obstetra en el hospital de la Universidad de Oslo. Soy directora del Centro Nacional de Lactancia Materna, el primero del mundo. Fomento la lactancia materna: ¡reporta beneficios sin fin!

-¿Qué tiene la leche materna que no tengan otras leches?
-El envase más bello del mundo...

-¡Totalmente de acuerdo!
-... y varios miles de beneficios para la salud del bebé que la mama.

-¿Miles?
-Son los ya confirmados por estudios científicos..., pero ¡cada día descubrimos alguna nueva ventaja de la lactancia materna! Y tanto para el bebé como para la madre.

-Cíteme el beneficio más relevante.
-¡Es una vacuna natural! Los anticuerpos que la madre posee pasan con su leche al bebé lactante: así, el bebé ¡queda inmunizado ante los gérmenes del entorno de la madre!

-¿Y el bebé enferma menos?
-Sí: padece menos infecciones. Mire, hace poco hubo en Oslo una epidemia de diarrea entre niños de cuatro años: descubrimos que lo causaba un raro virus, frecuente en Pakistán, y no respondían a ningún tratamiento...

-Los niños no tenían defensas, deduzco.
-Entonces se nos ocurrió darles leche materna de una mujer pakistaní: ¡se curaron!

-¡Bravo! ¿Hay alguna leche maternizada que pueda competir con eso?
-Esas leches artificiales -está vetado llamarlas maternizadas:¡es publicidad engañosa!- son cada día mejores, ¡pero están a años luz de los beneficios de la leche materna!

-Siga enumerándolos, por favor.
-La mortalidad infantil en el primer año es inferior entre los bebés con lactancia natural. Y hay menos casos de muerte súbita.

-¿Por qué?
-Probablemente porque están más blindados ante infecciones respiratorias.

-Más sanos.
-Tienen también menos anemias: el hierro de la leche materna se absorbe todo, pero el de las leches artificiales se absorbe mal.

-¿Cómo afecta eso al crecimiento del niño?
-Hemos constatado que los adolescentes que de bebés mamaron leche materna son menos proclives a la obesidad que los otros.

-Curioso...
-Muy importante: ¡la obesidad mata hoy a más gente en el mundo que el hambre!

-¿Y afecta de algún modo la lactancia al desarrollo intelectual del bebé?
-Sí. La gran riqueza en ácidos grasos de cadena larga (omega-3) que contiene la leche materna favorece el desarrollo del cerebro. El CI (coeficiente intelectual) de esos niños superará de 5 a 10 puntos al de los otros.

-¡Todo son beneficios!
-El desarrollo psicomotor también mejora algo gracias a la leche materna. Y el emocional, gracias al contacto físico, piel con piel...

-¿Y cuánto tiempo conviene dar de mamar para gozar de todos estos beneficios?
-Durante los primeros seis meses conviene dar sólo pecho. Y durante los siguientes seis meses, pecho más otros alimentos.

-Y ya tenemos al bebé con un añito.
-La OMS aconseja seguir dándole pecho hasta los dos años. Los bosquimanos y otros pueblos primitivos alargan la lactancia hasta los tres o cuatro años. ¡Eso sería lo natural!

-¿Tanto?
-Ya me han advertido que decir esto en España es casi tabú... Esos niños casi no enferman, no necesitan antibióticos: ¡la leche materna es su antibiótico natural! Sin hablar de la riquísima absorción de sus proteínas.

-Pero... ¿no morderá el niño ese pecho?
-Si lo hiciese, hay que apretárselo contra el pecho: ¡es imposible morder con la boca llena..! Pero el niño está feliz y no muerde.

-¿Qué consejo daría a una madre primeriza para que dé correctamente el pecho?
-En seguida que nazca el bebé, que se lo pongan entre los pechos y lo dejen con ella. Ese bebé olisquea, busca, se acerca al pecho y, antes de una hora, ¡ya está mamando!

-¿Así de fácil?
-¡Claro! Es un instinto derivado de millones de años de selección natural... Y hemos comprobado que cuantas más horas tardemos en ofrecerle pecho al bebé..., peor: más reflejos habrá perdido, más lento y abotargado estará y más le costará empezar a mamar.

-Lo que desesperará a la madre lactante...
-No hay que atosigarla, ni ella a su bebé. Calma. ¡Y que ni ella -ni nadie- frote o apriete con los dedos los pezones para prepararlos! Es un error: sólo la boca del bebé debe tocar esos pezones. La madre debe quedar sola con el bebé, y dejar al bebé que busque...

-Tranquilamente.
-Sí. Ah!, y que nadie le dé biberón al bebé.

-¿Por qué no?
-Succionar una tetina de biberón es como succionar un espagueti, y succionar un pecho es como meterse una hamburguesa en la boca. Si acostumbras al bebé al biberón, luego le costará más succionar bien el pecho.

-Que es la hamburguesa, ñam.
-Lo es: para que la succión sea correcta, la boca del bebé debe abarcar no solamente el pezón, sino también parte del pecho.

-¿Y no estropea los pechos dar de mamar?
-¡No! La caída del pecho deriva de que se hinchan durante el embarazo y luego se deshinchan: ¡nada que ver con la lactancia!

-Aun así, hay madres que prefieren evitarse la dependencia personal de la lactancia...
-Pues les daré otro dato: por cada año que una mujer da de mamar, ¡reduce en un 4,6% su riesgo de padecer cáncer de mama! Que es el cáncer que más mujeres mata en España...

-Si yo fuese mujer y madre, no dudaría...
-Pues así, además, alejaría la osteoporosis en su vejez: hoy sabemos que dar de mamar renueva el calcio del esqueleto y lo refuerza.

-¿Y cuántas veces al día debería darle?
-Las que demande el bebé. Es lo ideal: los pechos adecuan su producción de leche a esa demanda. Y la sirven a la temperatura ideal.

Fonte: Criar y Amar

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Riscos da alimentação com leite artificial


Fala-se muito sobre os benefícios do leite materno, as vantagens de amamentar e regra geral toda a gente reconhece o leite materno como a melhor forma de alimentar os bebés.

Mas também acontece muito um "desdramatizar" quando surgem as primeiras dificuldades na amamentação. E, infelizmente, com mais facilidade se sugere uma lata de leite do que o apoio de uma Conselheira em Aleitamento Materno.

É preciso falar não só nas vantagens da amamentação mas também nos riscos do leite artificial. Hoje em dia ainda se trata o leite em pó como algo totalmente inofensivo mas não é bem assim...

Como diz o Dr Jack Newman, a única semelhança entre o leite materno e o leite artificial é que ambos são líquidos.

Deixo-vos dois documentos onde podem ler tudo sobre os riscos do leite artificial para bebés:

O primeiro, escrito em português pela Dra Mónica Pina e pelo Dr Carlo Volpato que podem ler aqui.

O segundo, em formato de folheto, está escrito em Inglês, é da resposabilidade da WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) e podem lê-lo aqui.


Nota: O leite artificial não deixa de ser um valioso recurso para mães que por motivos de saúde ou outros estão realmente impedidas de amamentar os seus filhos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ainda sobre indução

Deixo-vos dois folhetos (em inglês).
Um deles chama-se Let Labor Begin On Its Own, que explica quando é que as induções são realmente necessárias (e quando são desnecessárias), os principais riscos deste procedimento e as perguntas que deve fazer ao seu médico quando este lhe menciona a indução.

O Vídeo que o acompanha:



O outro folheto chama-se If You Have Been Induced e dá algumas sugestões para facilitar o trabalho de parto, nos casos em que a indução é mesmo necessária.

sábado, 12 de junho de 2010

Workshops Aqui ha Bebé!

Periodicamente tenho o enorme prazer de realizar workshops sobre alguns temas relacionados com a gravidez, amamentação e maternidade.

Estes encontros são direccionados para grávidas e recém-mães mas também para pais, avós, tios, amigos e todas as pessoas que dentro da sua comunidade tenham contacto com mulheres e mães, pois na minha opinião, para viver uma maternidade plena a mãe necessita do apoio de toda a sociedade.

Aqui podem ver alguns dos workshops já realizados. Mais informações sobre os próximos workshops em breve!

Se estiverem interessados em organizar um workshop em vossa casa, com outras amigas que também tenham interesse nos temas, ou se têm um espaço onde gostavam de os receber, contactem-me para mais informações:

aquihabebe@gmail.com
T- 96 837 64 50





O parto ao longo da história

Um pouco de história acerca das mudanças que se foram dando, na forma como nascemos. O primeiro vídeo faz-nos a passagem do fisiológico ao tecnológico masculinizado... não é muito bonito de se ver mas apesar disso é importante saber como chegámos aos dias de hoje:



Neste excerto recuamos um pouco mais (Séc. XVII) e encontramos já muitas semelhanças com aquilo que advogamos hoje em dia:



Século XIV na Europa:



Por último este vídeo mostra-nos o parto desde a antiguidade:


Breast is Best

Hoje deixo-vos o trailer de um excelente filme educativo sobre amamentação: Breast is Best.
Apesar de ser apenas um excerto do filme, vale a pena ver pois toca e resume alguns pontos muito importantes:

-cesariana e amamentação (o exemplo no filme é um modelo fantástico a seguir, tão simples!)
-importância do método canguru e contacto pele-com-pele
-como conseguir que o bebé faça uma pega correcta
-extracção de leite materno
-amamentação nocturna e as vantagens de dormir perto do bebé



Breast is Best foi escrito e dirigido por Gro Nylander, obstetra norueguesa, coordenadora nacional para a iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés na Noruega.
Mãe de três filhos, é ainda Directora do Departamento de Obstetrícia do Hospital de Oslo e fundadora do Centro Nacional de Aleitamento Materno, o primeiro do género no mundo inteiro. Escreveu o livro Mãe pela primeira vez, publicado em Portugal.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dr Carlos Gonzalez* fala acerca das novas curvas de crescimento


www.Tu.tv

Podem consultar as novas curvas de crescimento OMS aqui.

* Carlos Gonzalez é pediatra, de nacionalidade espanhola, especialista, defensor e promotor da amamentação. É fundador e presidente da Asociación Catalana Pro Lactancia Materna e autor de diversos livros - "Bésame mucho", "Mi nino no me come", "Un regalo para toda la vida", "Manual Practico de Lactancia Materna".
Recentemente editou o seu último livro "Entre tu pediatra y tú" (Ed.Temas de Hoy), que é uma selecção de perguntas e respostas sobre as preocupações quotidianas dos pais.

Doula! The Ultimate Birth Companion





Deixo-vos o trailler de um novo filme/documentário, lançado este mês sobre o trabalho das doulas.
Podem saber mais sobre o filme aqui.

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