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segunda-feira, 16 de junho de 2008

O papel do pai na Amamentação

Actualmente falamos muito em Aleitamento Materno mas sempre na perspectiva da Mãe. No entanto, penso que é importantíssimo incluír o pai neste processo.

Em Portugal sabemos que apenas 40% das mães atinge 6 meses de aleitamento materno (ainda que cada vez mais as recomendações da Organização Mundial de Saúde sejam divulgadas: 6 meses de amamentação em exclusivo e complementar até aos 2 anos ou mais) .
As causas que levam a esmagadora maioria das mães a desistir da amamentação prendem-se com a insegurança, a falta de informação e a crença de que o seu leite não é suficiente em quantidade ou qualidade para alimentar o bebé.

Posto isto, o pai desempenha aqui um papel fundamental na transmissão de segurança à sua companheira. Se o próprio pai do bebé não for o primeiro a incentivar a amamentação e a conhecer os seus benefícios, a mãe sentir-se-à muito menos confiante.

Deixo-vos, então, um belíssimo texto do pediatra Marcus Renato[1] sobre a participação do pai neste período tão importante na vida do bebé e da sua mãe:


Dez Passos para a participação efectiva e afectiva do PAI no apoio ao Aleitamento Materno


1. Encoraje e incentive a sua mulher a amamentar: Por vezes ela pode estar insegura da sua capacidade de aleitar. O seu apoio será fundamental nessas alturas.

2. Divida e partilhe as mamas da sua mulher com o bebé: Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade ao seu filho(a).

3. Sempre que possível, participe do momento da amamentação:
A sua presença, carícia e toque durante o acto de amamentar são factores importantes para a manutenção do vínculo afectivo do trinómio mãe+filho(a)+pai.

4. Seja paciente e compreensivo:
No período de amamentação é pouco provável que a sua mulher possa manter a casa, as refeições e o seu próprio aspecto de formas impecáveis. As necessidades do recém nascido são prioridades nesta fase.

5. Sinta-se útil durante o período de amamentação: Coopere nas tarefas do bebé na medida do possível: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc. Quando a mãe estiver a amamentar, ofereça-lhe um copo de sumo de frutas ou de água, ela vai adorar!

6. Mantenha-se sereno:
Embora o aleitamento traga muitas alegrias, também traz muitas dificuldades e cansaço. Por vezes a sua mulher pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão neste momento. Evite discussões desnecessárias para não prejudicar psicologicamente a descida do leite.

7. Procure ocupar-se mais dos outros filhos (se os tiverem):
Para que não se sintam rejeitados com a chegada do nov(a)o irmã(o). Isto permitirá à sua mulher dedicar-se mais ao recém-nascido.

8. Mantenha o hábito de acariciar as mamas da sua mulher:
Se costumava fazê-lo. Estudos demonstram que quanto mais uma mulher é sensível às carícias do companheiro, mais reagirá à estimulação rítmica de seu bebé.

9. Fique atento às variações do apetite sexual da sua mulher:
Algumas mulheres reagem com um aumento da libido, outras com uma diminuição, são alterações normais. Esta é a ocasião para o casal vivências novas experiências e hábitos sexuais, adaptando-se ao momento.

10. Não traga para casa latas de leite, biberões ou chuchas:
O sucesso deste período, em grande parte depende, da sua atitude. O Aleitamento Materno exclusivo até aos seis meses e o seu carinho são tudo o que o bebé necessita para crescer inteligente e saudável.

O Pai na Amamentação, por Dr. Marcus Renato

[1] Marcus Renato de Carvalho é formado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em medicina preventiva e social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com mestrado em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fio Cruz, é pós graduado em manejo clínico da lactação pelo Welistart International San Diego e especialista em amamentação pelo International Board Certified Lactation Consultant, além de pediatra docente do Departamento de Pediatria da UFRJ e editor do site (www.aleitamento.com).

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Campanha pela Amamentação




Já não é a primeira vez que várias actrizes brasileiras se envolvem nesta causa oferecendo o seu testemunho publicamente.
Neste vídeo, é a actriz e apresentadora Maria Paula que dá a cara e deixa-se filmar a amamentar a sua filha, enquanto explica que até aos 6 meses os bebés apenas necessitam de leite materno.

Gostava muito de ver algo do género por cá...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Banco de leite na MAC


Até ao final do ano, ou na pior das hipóteses em 2009, arrancará na Maternidade Alfredo da Costa o primeiro banco de leite humano do país, destinado a prematuros. Permitirá a mulheres com excesso de leite fazerem doações para bebés que não podem ser alimentados pelas suas mães, como as infectadas com HIV ou as que sofram de tuberculose ou hepatite.

in revista Visão

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Amamentar diminui risco de artrite da mãe, diz estudo

Mesmo com tantas vantagens já conhecidas, continuam sempre a ser descobertos outros benefícios relacionados com a amamentação!

Um estudo realizado por especialistas suecos sugere que mulheres que amamentam por mais de um ano têm chances de desenvolver artrite reumatóide reduzidas pela metade.

A equipe de cientistas da Universidade de Malmo comparou 136 mulheres com artrite com 544 que não apresentavam o problema. Eles perceberam que as que haviam amamentado por 13 meses ou mais tinham metade das chances de desenvolver a doença em relação às que nunca haviam praticado o aleitamento materno. As mulheres que haviam amamentado durante um ano tiveram 25% menos riscos de desenvolver artrite, acrescentaram os especialistas.

Segundo os cientistas, a amamentação libera grande quantidade do hormônio oxitocina, que pode reduzir os níveis de estresse, controlar a pressão sangüínea e proporcionar sensações de bem-estar.
Por outro lado, a amamentação também aumenta a carga de prolactina, estimulando o sistema imunológico e podendo ocasionar, curiosamente, a artrite reumatóide.

Os pesquisadores afirmam que estudos anteriores mostraram que as mulheres têm mais chances de desenvolver artrite logo após dar à luz e, diante dos últimos resultados, acreditam que os riscos são reduzidos com a prática da amamentação e o passar do tempo. Os cientistas não souberam, no entanto, apontar as razões para as conclusões do estudo. "Uma explicação poderia ser de que as mulheres que amamentam levam vidas mais saudáveis. Mas ainda não sabemos com certeza os mecanismos que explicam os benefícios da amamentação a longo prazo contra a artrite", disseram os especialistas.

A artrite é uma doença auto-imune que ocorre quando o corpo ataca as articulações, confundindo-as com corpos estranhos.
O problema afeta mais as mulheres do que os homens. O estudo foi publico na revista especializada Annals of Rheumatic Diseases.

fonte: http://www.globo.com/

domingo, 16 de março de 2008

Perguntas e Respostas - amamentação

Estou numa dúvida cruel! O meu filho tem 1 ano e 4 meses e ainda amamento, todo o mundo diz que o devo desmamar, porque o leite já não tem valor. Quais as vantagens de ainda continuar amamentando?


Em primeiro lugar devo referir que as orientações actuais da Organização Mundial de Saúde (OMS) são no sentido da amamentação em exclusivo (sem quaisquer outros alimentos ou líquidos como água ou chás) até aos 6 meses e como complemento (depois da introdução dos sólidos) até aos 2 anos ou mais.

A composição do leite materno muda de acordo com as necessidades do bebé conforme este cresce. Mesmo quando o bebé já é capaz de receber outro tipo de alimentos, o leite materno é a sua fonte primordial de nutrição durante os primeiros doze meses. Converte-se em complemento dos alimentos no segundo ano de vida. Além disso, o sistema imunológico do bebé demora entre dois e seis anos para se estabelecer. O leite materno continua a complementar e a ajudar o sistema imunitário enquanto o bebé mamar.

Investigações recentes mostram que o leite materno é mais rico em gordura e energia depois de um ano de amamentação: contém quase 12% mais calorias que o leite de uma mãe de um recém-nascido. Ocorre o mesmo com os factores protectores.

Os factores de imunidade do leite materno aumentam em concentração, à medida que o bebé cresce e mama menos. Portanto, crianças maiores continuam a receber os benefícios da imunidade (Goldman et al, 1983).

O leite materno continua a evitar doenças e a facilitar a recuperação de outras durante o segundo e terceiro anos de vida. Isto porque o leite materno é estéril, isento de bactérias e contém factores anti-infecciosos.

Outras pesquisas mostram que o leite materno durante o segundo ano de vida é muito similar ao leite do primeiro ano (Victora, 1984). No segundo ano de vida, 500 ml de leite materno proporcionam à criança:

95% do total de vitamina C necessária;
45% do total de vitamina A necessária;
38% do total de proteínas necessárias;
31% de calorias necessárias.

A amamentação de bebés mais velhos proporciona uma oportunidade de brincadeira e uma bebida de conforto. Significa serenidade para bebés cansados, doentes, assustados, contrariados, ajudando-os a superar o stress diário da infância. Porque a amamentação se torna uma forma agradável de bem-estar emocional entre o bebé e a mãe. Muitos bebés gostam, compreensivelmente, de continuar a gozá-la por vezes durante o segundo, o terceiro ou até o quarto ano de vida (Davies,1993).

Por outro lado a amamentação prolongada também protege as mulheres de alguns tipos de cancro.

Sem querer ser fundamentalista, a minha opinião final, como mãe, é que se deve amamentar até que isso seja um prazer, um momento de contacto priveligiado com o bebé. A partir do momento em que se torna um sacrifício ou "apenas uma obrigação" as vantagens deixam de ser tão significativas.
O que acho mais importante é que não se deixe de amamentar apenas porque os outros criticam, ou acham que esta ou aquela altura é a ideal para o desmame! Decida isso em conjunto com o seu bebé!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Mitos sobre Aleitamento Materno


Mito: O leite da mãe pode ser "fraco"
Realidade: O leite materno nunca é fraco! A sua composição tem exactamente todos os nutrientes necessários para um excelente crescimento e desenvolvimento do bebé, pelo menos, até aos seis meses de idade. Pensa-se que este mito se gerou devido ao facto do leite materno não ter uma aparência tão “rica” ou cremosa quanto o leite de vaca. No entanto, os nossos bebés também não são bezerros, não é verdade?

Mito: O meu leite é “aguado”
Realidade: Nos primeiros dias após o nascimento do bebé o nosso peito apenas produzirá o chamado colostro. É um líquido amarelo, transparente, levemente salgado e com aparência “aguada”. No entanto tem um grande valor nutritivo e transmite ao bebé anticorpos da mãe, protegendo-o contra algumas doenças. Depois de alguns dias o colostro vai alterando a sua aparência e tornando-se mais opaco, até chegar ao leite materno, que é definitivo.

No entanto, o leite definitivo não tem a mesma composição do início ao fim de uma mamada. O primeiro leite que sai da mama é um leite com uma aparência um pouco mais “aguada” que se destina, essencialmente, a saciar a sede do bebé. O chamado “leite posterior” já tem uma aparência mais cremosa e é mais rico em gordura e calorias. É por isso que muitos técnicos de amamentação defendem que se deve por o bebé a mamar apenas numa mama em cada mamada. Assim, certifica-mo-nos que ele recebe sempre o leite “posterior”.


Mito: O meu peito não consegue produzir leite suficiente para o meu filho
Realidade: A esmagadora maioria das mulheres é capaz de produzir leite suficiente para o seu bebé.

Os equívocos normalmente produzem-se porque o nosso organismo não é capaz de “adivinhar” a quantidade de leite de que o nosso bebé precisa (diferentes bebés podem ter diferentes necessidades). Deste modo, para “ensinar” ao peito qual a quantidade de leite que o bebé precisa temos que o deixar mamar sempre que ele pede (regime livre). As mães que amamentam “a pedido” raramente têm problemas com a produção de leite.

Se obrigarmos o nosso bebé a mamar sempre, somente de três em três horas (ainda que ele dê sinais de fome antes) estamos a “dizer” às nossas mamas para não produzirem mais leite!


Mito: Se der uma mamada “extra” ao meu bebé fico com menos leite para mais tarde
Realidade: Lembre-se: a produção de leite materno é baseada na lei da oferta e da procura. Como tal, quanto mais o bebé mamar, mais leite a mãe terá.

O organismo de uma mãe que amamenta está sempre a produzir leite. Quanto mais vazia está a mama, mais rápido o corpo trabalhará para reabastecê-la. Quanto mais cheia está a mama, mais lenta será a produção de leite. Se uma mãe espera sistematicamente que suas mamas encham antes de amamentar, seu corpo pode receber a mensagem de que está a produzir leite a mais e, por isso reduz a sua produção.


Mito: Às vezes os bebés usam o peito da mãe como chucha
Realidade: Isso não é verdade. O contrário talvez seja mais correcto: as chuchas foram desenhadas tendo por ideia base o peito materno e por vezes são usadas para tentar substituí-lo.
Se o seu bebé parece querer passar muito tempo ao peito isso também pode acontecer por necessidade de proximidade. A mama da mãe não significa apenas alimento, mas também protecção, calor e afecto. Muitos bebés também mamam quando têm medo, quando se sentem sós ou quando sentem alguma dor. Não há qualquer problema se isso acontecer. Não é o tempo que o bebé está ao peito que causa mamilos doridos ou gretas mas sim uma pega incorrecta.


Mito: Se a mãe fez cesariana, certamente não conseguirá amamentar
Realidade: É sempre possível amamentar, mesmo tendo feito uma cesariana. Aquilo a que se terá de ter atenção, neste caso, é procurar uma posição mais confortável devido à costura. Também é normal que a subida do leite demore um pouco mais do que no caso de parto normal (de cinco a seis dias). Até lá é recomendável que a mãe ponha o bebé a mamar muitas vezes para estimular a produção.


Mito: Uma mulher com mamas pequenas produzirá menos leite
Realidade: O tamanho do peito não interfere com a produção de leite.


Mito: Se a mulher ficar com os seios ingurgitados ou com uma mastite deve parar de amamentar
Realidade: Pelo contrário. Estes problemas surgem devido ao leite que se encontra retido na mama. Quanto mais deixar o bebé mamar na mama afectada, mais facilmente resolverá as dificulades.


Mito: Quando a mulher tem uma fraca produção de leite, geralmente é devido ao stress, ao cansaço ou má alimentação.
Realidade: Apesar do stress, o cansaço e a má alimentação em nada ajudarem ao animo e à confiança, tão necessários à mulher que amamenta, não são estes os factores causadores de uma baixa produção de leite.

As causas mais frequentes para uma produção de leite deficiente têm a ver com uma pega incorrecta e/ou mamadas pouco frequentes. O Stress e o cansaço poderão dificultar o reflexo de ejecção do leite (o leite pode ter dificuldade em fluir para fora da mama). No entanto, assim que a mãe consiga descontraír um pouco, essa dificuldade desaparece imediatamente.


Mito: As mães que amamentam devem oferecer sempre ambas as mamas em cada mamada
Realidade: É muito mais importante deixar que o bebé termine de mamar no primeiro lado antes de oferecer o segundo, ainda que isso signifique que ele vá recusar o segundo lado. O último leite (que contém mais calorias) obtém-se gradualmente conforme a mama vai esvaziando. Se trocar de mama prematuramente, o bebé mamará apenas o primeiro leite, mais baixo em calorias, em vez de obter o equilíbrio natural entre o primeiro e segundo leite. Como resultado, o bebé não se sentirá tão saciado.

Excepcionalmente, durante as primeiras semanas, a mãe pode oferecer ambas as mamas em cada mamada para ajudar a estabelecer o fornecimento de leite.


Mito: O bebé deve mamar sempre de 3 em 3 ou 4 em 4 horas
Realidade: Os bebés amamentados digerem o leite mais rapidamente que aqueles alimentados com biberon: aproximadamente uma hora e meia em vez de até quatro horas.

Isto deve-se ao facto de as moléculas de proteínas que compõem o leite materno terem um tamanho muito menor. Ainda que a quantidade de leite consumido seja um dos factores que determina a frequência das mamadas, o tipo de leite é de igual importância. Estudos antropológicos dos leites produzidos pelos diversos tipos de mamíferos confirmam que os bebés humanos estão preparados para receber alimento com frequência e que assim tem sido feito através da história.

Mito: O bebé não deve estar ao peito mais do que 20 (ou 15, ou 10...) minutos em cada lado.
Realidade: Cada bebé tem o seu ritmo e hoje em dia não se aconselha tirar o bebé do peito antes dele terminar (o que deve acontecer quando ele largar espontaneamente a mama ou adormecer). Às vezes deixamos de ouvir o bebé engolir e ele continua a mamar. Isso acontece porque há bebés mais carentes que gostam da sensação de estar no peito da mãe. Não há qualquer problema se isso acontecer. Não é o facto de estar muito tempo ao peito que causa gretas mas sim um mau posicionamento ou uma pega incorrecta.

Também há casos em que o bebé demora demasiado tempo a mamar porque não está a mamar eficazmente! Aí é necessário procurar ajuda e corrigir a pega.

Mito: A amamentação prolongada não tem qualquer valor, já que a qualidade do leite materno começa a diminuir a partir dos seis meses de vida
Realidade: A composição do leite materno muda de acordo com as necessidades do bebé conforme este vai crescendo. Mesmo quando o bebé já é capaz de receber outro tipo de alimento, o leite materno é a sua fonte principal de nutrição durante o primeiro ano. Apenas se converte em “complemento” no segundo ano de vida.

Por outro lado, e visto que o sistema imunológico do bebé demora entre dois e seis anos a amadurecer, o leite materno continua a fornecer anticorpos enquanto durar a amamentação.

Investigações recentes mostram que o leite materno é mais rico em gordura e energia depois de um ano de amamentação: contém quase 12% mais calorias que o leite de uma mãe de um recém-nascido. Ocorre o mesmo com os factores protectores.

Mito: os leites artificiais actuais são practicamente tão bons como o leite materno.
Realidade: Os leites artificiais apenas são superficialmente semelhantes ao leite materno. Os leites artificiais não contêm anticorpos, não contêm células vivas, enzimas nem hormonas. Por outro lado contêm muito mais alumínio, magnésio, ferro e proteínas. O leite artificial não varia a sua composição do início para o fim da mamada, nem ao longo do crescimento do bebé.

Mito: Se o bebé tiver diarreia deve-se parar a amamentação.
Realidade: o leite materno é o melhor alimento que pode dar a um bebé com um problema/infecção intestinal.

Mito: Amamentar deixa o peito flácido e descaído
Realidade: Amamentar não deixa o peito flácido ou descaído. O que o pode fazer são as variações bruscas de peso que podem ocorrer durante a gravidez.

Mito: É normal que amamentar doa
Realidade: Embora possa haver mães cuja pele seja mais sensível, o normal é que a sensação de "dorido" passe ao fim de poucos dias. Se subsistir ao ponto da mãe pensar em desistir da amamentação, normalmente é sinal de que algo não está bem. Nestes casos é frequente que o bebé não esteja a fazer uma boa pega e deve procurar-se ajuda especializada.

Fontes:
http://www.breastfeeding.com/
http://www.llli.org/
http://www.amigasdoparto.org.br/

sábado, 29 de dezembro de 2007

Perguntas e Respostas - Amamentação

"Estou grávida e preocupada sobre se conseguirei amamentar o meu bebé pois tenho os mamilos planos. O que posso fazer?"

Na imagem podemos ver um mamilo considerado "normal", um mamilo plano e um mamilo invertido. Se tem dúvidas sobre se o seu mamilo é plano ou invertido, existe um pequeno teste que pode fazer:
Simplesmente pressione a auréola na direcção do mamilo com os dedos polegar e indicador. Se o mamilo ficar como estava é porque é plano. Se retraír é porque é invertido.


Em primeiro lugar, é importante esclarecer que os bebés não mamam directamente no mamilo mas sim na auréola. Assim, sendo, é perfeitamente possível que um bebé cuja mãe tenha mamilos planos ou invertidos mame tão bem como qualquer outro.

A única dificuldade que pode (ou não) acontecer é que o bebé demore um pouco mais até conseguir fazer uma boa pega pois não sentirá o mamilo saliente que serve como uma espécie de "guia" para o bebé. De qualquer forma, com o continuar da amamentação e com a sucção, os mamilos deixarão de ser planos em poucas semanas.

As futuras mães que tenham mamilos planos ou mesmo invertidos não precisam de fazer nada durante a gravidez, já que a estimulação dos mamilos, sobretudo durante o terceiro trimestre está contra-indicada. As próprias hormonas libertadas durante a fase final da gravidez e no parto serão uma ajuda eficaz e em muitos casos os mamilos salientam-se por si só depois do parto.
Contudo, se o bebé tiver dificuldades em fazer uma boa pega, existem algumas coisas que se podem fazer para ajudar:

O que fazer:
  • Obter informação correcta sobre como realizar uma boa pega
  • Colocar o bebé ao peito, se possível na primeira hora a seguir ao parto
  • Dar de mamar frequentemente e a pedido
  • Mentalizar-se de que vai ser necessário paciência e persistência mas que acabarão por conseguir
  • use conchas para mamilos dentro do soutien cerca de meia hora antes de cada mamada e durante a noite
  • Se adquirir uma bomba de leite, pode usá-la imediatamente antes de cada mamada. O vácuo produzido pela bomba fará com que o mamilo sobressaia momentaneamente.
  • Quando estiver em posição para dar de mamar, com a mão em concha por baixo da mama e o polegar a tocar a auréola, puxe ligeiramente a pele em direcção ao peito para ajudar o mamilo a sobressair.
  • No caso de sentir muita dificuldade procurar ajuda especializada

O que não fazer:
  • Não usar protectores de mamilo em silicone! Apesar de às vezes serem (mal) aconselhado nos hospitais, provocam no bebé o chamado "nipple confusion"(1) e interferem com a produção de leite.

Durante a subida do leite, o mamilo pode ficar ainda mais plano ou retraído, visto que o peito ficará muito cheio e a pele esticada. É normal que o bebé tenha mais dificuldade em abocanhar nesta altura. Uma das soluções pode passar por aplicar calor e extraír um pouco de leite antes da mamada, apenas o suficiente para que o peito "amoleça" ligeiramente e a pega se torne mais fácil para o bebé.


[1] Chama-se Nipple Confusion, quando, ao oferecer ao bebé um biberon ou chucha, antes da amamentação estar bem estabelecida, ele confunde a sucção nestes objectos com a forma de sucção que deve feita no peito materno (são duas formas de sucção completamente distintas). O bebé fica “confuso” e pode, por isso, não mamar de uma forma tão eficaz.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

10 Razões para dormir perto dos seus filhos


Por Jan Hunt, Psicóloga Diretora do "The Natural Child Project"
  1. Uma família que dorme unida tem vantagem na facilidade com que o bebé pode ser amamentado, pois não é necessário ir buscá-lo a outro quarto para mamar. Uma mãe que amamenta numa "cama familiar" pode alimentar o seu filho facilmente, sem estar totalmente desperta e assim não deixa de obter o repouso de que necessita. Assim, dormir em família incentiva as mães a prolongarem a amamentação e todos os seus inúmeros benefícios por mais tempo.
  2. As falhas respiratórias são relativamente comuns nos primeiros meses de vida e se não forem evitadas ou socorridas podem degenerar em "síndrome de morte súbita infantil" (SMSI). Pesquisas recentes sugerem que dormir acompanhado pode ajudar a evitar essa triste ocorrência de duas maneiras. Primeiro, as pequisas mostraram que a respiração da mãe serve de compasso ao bebé, que, inconscientemente segue o mesmo padrão respiratório, evitando assim a ocorrência da SMSI(1). Segundo, mesmo que esse sistema falhe, a mãe está próxima para ajudar, acordando a criança. Uma mãe que amamenta tem ciclos de sono e sonhos coordenados com os do seu filho, o que a torna altamente sensível ao bebé. Se estiverem a dormir próximos, ela acorda automaticamente se houver uma falha respiratória mais longa. Mas se o bebé estiver sozinho, esta intervenção não será possível.
  3. No geral considera-se a asfixia como um risco de se dormir em família. Mas esse risco só existe em duas situações: um bebé que dorme num colchão de água, que o impede de se erguer quando necessário, e pais muito intoxicados com álcool ou drogas para atender a criança. É evidente que uma criança que sufoque por qualquer motivo (uma fita do pijama que se enrole no pescoço, vómitos durante o sono ou crises de asma) tem muito mais facilidade em acordar os seus pais se estiver a dormir perto deles do que se estiver a dormir noutro quarto.
  4. Qualquer perigo noturno é reduzido, se a criança tiver um adulto próximo. As crianças e os bebés morrem em incêncios, sofrem de abuso sexual por parte de familiares, caem da cama, são atacados por animais de estimação, sufocam com o vómito e podem ser feridos ou morrer de várias maneiras que poderiam ser evitadas por um pai ou uma mãe próximos.
  5. No geral existe a impressão errada de que dormir em família facilita o abuso sexual da criança por um dos pais. Mas a verdade é o oposto. É bem menos provável que os pais que criam profundos laços afetivos com seus filhos permanecendo próximos e disponíveis tanto de noite como de dia, tenham atitudes agressivas de qualquer tipo contra as crianças que eles amam e cuidam. Por outro lado o facto de uma criança dormir sozinha jamais foi uma boa proteção contra um pai ou uma mãe com intenção de abusar sexualmente, e pode mesmo facilitar a manutenção do segredo de um dos pais.
  6. O sono em conjunto também pode evitar a angústia da criança ajudando toda a família a obter o repouso necessário, principalmente quando a criança está sendo amamentada. A criança não precisa sofrer desnecessariamente nem chorar para chamar a sua mãe, e a mãe pode amamentar semi-desperta. Toda a família acorda descansada, sem os ressentimentos das noites perturbadas pelo choro do bebé. É mais fácil um pai ou uma mãe exaustos agredirem o filho do que se estiverem descansados e tiverem compartilhado o sono tranquilo da criança durante toda a noite.
  7. O choro é um sinal que a natureza inventou para alertar os pais, de modo a que as necessidades da criança sejam atendidas. Mas o choro prolongado cria tensão a toda a família. Quanto mais depressa as necessidades do bebé forem atendidas, mais tempo a criança e toda a família poderão repousar, e mais energia terão no dia seguinte. Uma mãe que dorme junto do seu bebé pode utilizar as reações insitintivas que uma mãe tem ao primeiro soluço do seu filho, e com isso evitar a necessidade de choro forte que é tão desconfortável para o bebé quanto para os outros membros da família.
  8. Um sentimento profundo de amor e confiança costuma desenvolver-se entre irmãos que dormem próximos, diminuindo a rivalidade entre os irmãos durante o dia. Irmãos que compartilham tanto a noite quanto o dia têm mais oportunidade de construir um relacionamento profundo e duradouro. Bebés e crianças que são separados de outros membros da família durante o dia (pais que trabalham, irmãos que vão à escola) podem se redimir parcialmente dessas ausências e reestabelecer vínculos emocionais importantes passando a noite juntos, além do agradável início de manhã em família que em geral não seria aproveitado noutra situação.
  9. Pesquisas sobre adultos em coma mostraram que a presença de outra pessoa no quarto melhora significativamente a frequência e o ritmo dos batimentos do coração e a pressão arterial. Parece razoável supor que crianças e bebés também desfrutem desses benefícios se dormirem com outras pessoas no quarto.
  10. Uma criança que é igualmente cuidada de noite e de dia recebe confirmação constante de amor e apoio, em vez de precisar lidar com o medo, raiva e sentimento de abandono noite após noite. Crianças que se sentiram seguras dia e noite ao lado de uma mãe ou de um pai amoroso irão se tornar adultos que lidam melhor com as tensões inevitáveis da vida. Como John Holt afirmou com eloquência, ter o sentimento de amor e segurança no início da vida, em vez de "estragar com mimos" uma criança, é como "dinheiro no banco": um fundo de confiança, auto-estima e segurança interior a que a criança pode recorrer para enfrentar os desafios da vida.
(1) - É importante lembrar que o maior número de casos de SMSI ocorre nos países industrializados, onde, culturalmente, é mais comum que o bebé durma num quarto separado dos pais.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Perguntas e Respostas - Amamentação


"Comecei a amamentar o meu bebé com protectores de silicone e agora estou com problemas para conseguir retirá-los e habituar o bebé a mamar directamente da mama! O que fazer para conseguir desabituar o bebé dos bicos?"

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que está provado que a médio prazo os protectores de mamilo em silicone interferem com a produção de leite, causam habituação ao bebé a acabam por não ser assim tão eficazes a solucionar os problemas para os quais os começamos a utilizar.

Para desabituar o bebé tem que o voltar a habituar à mama progressivamente.
Comece a mamada por lhe tentar dar só a mama. Para isso, esprema um pouco de leite do mamilo (basta uma gota) e encoste o mamilo ao lábio superior do bebé para o fazer abrir bem a boca. Quando ele tiver a boca bem aberta, introduza bem o peito, de forma a que ele fique a abocanhar a maior parte da auréola (zona escura à volta do mamilo) e o lábio inferior esteja revirado para fora (ver imagem). A boca do bebé tem que estar bem aberta. Se a posição estiver correcta não causa dor à mãe.


Como o bebé ainda está habituado aos protectores, tenha-os ao pé de si (para a transição não ser brusca para ele) e se depois de várias tentativas ele continuar a "protestar" coloque os bicos para ele terminar a mamada.
Assim que vir que o bebé já é capaz de fazer uma boa pega sem os protectores, pode deixar de os colocar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Anúncios






Dois anúncios publicitários que fazem parte de uma campanha para promover a amamentação nos Estados Unidos. Com humor.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Princípios básicos da amamentação



Princípios básicos da amamentação

  • O leite materno é o melhor alimento que pode oferecer ao seu filho, de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida e como complemento, pelo menos até aos dois anos de idade (segundo recomedações da Organização Mundial de Saúde).

  • A amamentação oferece uma série de vantagens tanto à mãe, como ao bebé ou mesmo ao meio ambiente.


  • O ideal seria dar a primeira mamada ao seu bebé durante a sua primeira meia hora de vida (pensa-se que é o período em que o recém nascido está mais alerta e receptivo, já que o normal é que depois disso durma durante várias horas).

  • O bebé amamentado não necessita de outros alimentos ou líquidos, tais como água ou chás até por volta dos seis meses.

  • O bebé amamentado não precisa de chuchas ou de ter contacto com tetinas de biberons (pelo menos até a amamentação estar bem estabelecida). Podem ser prejudiciais, causando o chamado Nipple confusion[1].

  • O bebé amamentado deve seguir um regime de mamadas livre, sem obedecer a horários rígidos. Não olhe para o relógio. Em vez disso, tente seguir o seu instinto de mãe.

  • Não espere que o bebé chore para lhe oferecer a mama. Existem vários sinais[2] que o bebé vai transmitindo quando sente necessidade de se alimentar. O choro é o último recurso e significa que já está a chegar ao seu limite.

  • Lembre-se que a produção de leite materno se baseia no princípio da lei da oferta e da procura. Ou seja, quanto mais vezes o bebé mamar, mais leite o seu peito vai produzir.

  • É normal que, por vezes o bebé passe por “surtos de crescimento”[3] e pareça ter fome a toda a hora quando antes ficava saciado durante duas ou três horas. Isso não significa que a sua produção de leite tenha diminuido ou perdido qualidades. Quer dizer apenas que o seu filho necessita de mais alimento para continuar a crescer. Basta dar-lhe de mamar mais vezes e em dois ou três dias o seu peito estará novamente a produzir a quantidade necessária para o bebé.

  • O leite materno é facilmente digerido pelo organismo do bebé (ao contrário do leite de vaca). Por isso não se admire se o seu filho “pedir” alimento mais vezes do que o bebé da sua amiga que é alimentado a biberon. Isso não significa que ele não esteja a receber alimento suficiente.

  • A mãe que amamenta não necessita de nenhum cuidado de higiene extra com o seu peito além do duche diário.

  • A chave para uma amamentação de sucesso reside em 3 palavras: disponibilidade, paciência e persistência. Mentalize-se de que nos primeiros tempos as mamadas lhe ocuparão a maior parte do dia. Não se preocupe com tarefas domésticas, o seu filho é mais importante. Dar de mamar não é tão fácil como parece e é tentador desistir quando começam os problemas. Pense que a maioria das mulheres que amamenta de forma prolongada já passou por eles e conseguiu ultrapassá-los.

  • Se sente dificuldade em continuar com a amamentação ou não sabe como lidar com um determinado problema, procure ajuda especializada.



[1] Chama-se Nipple Confusion, quando, ao oferecer ao bebé um biberon ou chucha, antes da amamentação estar bem estabelecida, ele confunde a sucção nestes objectos com a forma de sucção que deve feita no peito materno (são duas formas de sucção completamente distintas). O bebé fica “confuso” e pode, por isso, não mamar no mamilo de uma forma tão eficaz.

O tempo que leva a amamentação a estar bem estabelecida pode variar de bebé para bebé, no entanto estima-se que sejam cerca de 6 semanas.

[2] Quando um bebé tem fome ele pode mostrar vários sinais antes do choro: levar as mãos à boca para sugar, virar a cabeça para mamar quando está ao colo ou virar-se para mamar quando lhe passamos o dedo na cara. A mãe que amamenta também sentirá que é altura de alimentar o seu bebé quando sente o peito “cheio”.

[3] O surgimento destes “surtos de crescimento” varia de bebé para bebé mas é bastante frequente acontecerem por volta das 6 semanas de vida e novamente aos três meses.

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